Falling In Love
11 Investigation - capítulo 10
Já haviam se separado, e os meninos já estavam à caminho. Kate já se encontrava com outra xícara de café nas mãos, examinando a carta novamente.
Algo sobre a escrita...
Não estava mais ameaçando o escritor, estavam ameaçando a detetive.
Sabiam que ela voltara, e queriam vingança. Mas, a ela?
Balançou a cabeça, afastando todas as coisas ruins que já haviam lhe acontecido.
°°
Já estava sentada no sofá, pouco afastada dele, que escrevia furiosamente em seu computador. Ainda analisava a carta com certa relutância. Ainda não entendia por que enviaram tantas ameaças a ela.
– Por que está pensando nisto? — perguntou ele, retirando os olhos da tela do computador.
– Nisto o quê? — perguntou ela, ainda tentando ignora-lo.
– Ainda está brava comigo? — indagou, olhando-a melancólico.
Ela não se deu ao trabalho de responde-lo. Levantou, e encheu sua xícara novamente.
– Puxa! Você gosta mesmo de café! — riu-se o escritor. Kate olhou-o bravíssima.
Castle olhou-a assustado, e voltou a digitar. A campainha soou, e ele içou-se, na intenção de abrir a porta para tal visita.
Kate açodou-se na frente dele, pairando-o. Ele a fitou vantajoso, e ela andou até a porta.
Abriu-a, empunhando a arma.
– Ah, oi. — gaguejou Kevin.
– Sorry... Could... – começou.
– Yeah, I know... Castle... — cumprimentou o homem. Castle acenou.
– Where's Espo? – indagou ela, olhando-o confusa. Eles nunca saíam separados.
– Coming... Onde está a carta?
– Na bancada.
°°
Olhavam o papel esfacelado nas mãos do latino.
– Estão acusando você? — perguntou Espo, olhando-a melancólico.
O mesmo olhar.
– Não acho que seja tão mal assim, como vocês dizem, afinal, ele nem me conhece. — começou, dando de ombros — Pode estar se sentindo enciumado, pelo fato de que eu consigo entrar e sair daqui, enquanto ele só pode mandar cartas, mostrando sua raiva por tudo isso.
– Mas também pode ser, que ele esteja bravo contigo por estar protegendo-o. — insinuou Ryan, apontando para o escritor.
– Ainda não acredito que aceitou este trabalho, Becks... — sussurrou Espo, no ouvido dela, que riu.
°°
Os meninos já haviam ido embora, e Kate ainda estava bebendo o café — já frio.
– Não cansa de digitar? — perguntou, olhando-o raivosa.
– Não. — respondeu, curto e grosso.
Ela achegou-se dele. Retirou o computador do colo dele, colocando-o na mesa de centro. O escritor retirou os olhos da tela, olhando-o com volúpia.
Não esperou palavras, e vendo que a boca dele estava entreaberta — provavelmente pelo susto -, ela capturou os lábios dele, com raiva.
Ele fechou os olhos, levando seus braços à cintura dela, sentando-a em seu colo. Apertou-a contra seu corpo, e ela investiu ainda mais em seus lábios. Castle puxou as mãos dela, colocando-as em seu pescoço, o que ela não deixou de fazer.
Voltando suas mãos para a cintura dela, cravou seus dedos na carne macia, fazendo-a investir ainda mais no beijo.
Separaram-se pela falta de ar, mas só por isto. Kate olhou-o, percebendo os lábios avermelhados e inchados do escritor, imaginando que os seus estavam no mesmo estado — talvez piores.
Kate levantou, levando as mãos à boca, chocada. Não tinha intenção alguma de fazê-lo, mas não teve escolha. Os olhos dele, mostrando claramente o quando a desejava foram o pico.
Castle levantou-se, puxando-a pelo braço, até o escritório — donde haviam trocado seu primeiro beijo — e Kate não relutou em segui-lo. Ia muda, pelo medo de que, qualquer palavra pudesse destruir aquele momento. Eles entraram no quarto dele, e trataram logo de fechar a porta.
Não havia mais dúvida alguma sobre o que sentiam um pelo outro.
"A libertação do desejo conduz à paz interior."
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