Falling In Love
10 I Hate You - capítulo 9
Notas iniciais
Ele a seguiu. Não sabia ao certo por quê, mas queria que fosse tudo diferente. Não queria machucá-la — mais do que já havia feito.
– Kate... — sussurrou ele, puxando-a pelo braço. Ela recuou.
– Não me toque. Não é permitido nenhum tipo de afeto entre nós, enquanto eu estiver aqui, e garanto que não haverá nenhum durante, e muito menos depois. — disse ela, curta e grossa. — Alguma outra carta?
Castle se manteve imóvel, sem condições de responder. Até menos de dois meses, ela havia dito que o amava, ou coisas do tipo, e agora ela dizia que o odiava. Certo, ela tinha razões para tal, mas, assim? De repente?!
– Não, nenhuma... Acho que ele tem alguma coisa conosco. — gaguejou ele. Kate o fitou, estressada.
– Diz, comigo? — perguntou ela, cruzando os braços. Ele percebeu o erro.
– Sim, isso! — e sorriu. Kate deu uma leve balançada de cabeça, mas ignorou-o.
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Mais de duas horas haviam se passado, e eles não haviam trocado nenhuma palavra a mais.
Kate bebia o café, em pé. Não queria sentar-se ao lado dele, depois de tudo o que ele dissera, e ele estava assustado demais, com o comportamento dela, para dizer qualquer coisa.
– Vou cozinhar alguma coisa, quer? — perguntou ele.
Não obteve resposta.
Ele deu de ombros, e foi até a cozinha.
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Logo, a bancada já estava coberta pelos mais diversos tipos de alimentos. Havia sujeira, farinha, e tudo o que se pode imaginar, no chão do cômodo. Kate encostou numa pilastra, para descansar os pés. Não queria sentar-se no mesmo local, em que ele se agarrava com outras.
No momento, ela se sentiu uma qualquer. Ela havia dormido na cama dele, havia beijado-o, com toda a paixão de seu ser, e ele viera dizer, que ela não o amava!
Desgraçado!
A vontade que ela tinha, era de deixá-lo morrer, com o louco que estava atrás dele, mas não podia.
Todo o sentimento, que ela segurara por um mês, desaparecera, assim que ela entrou no loft, novamente. Ele não passava de um idiota, sem noção e...
Fliiip!
Uma carta escorregou pelo tapete de welcome, situado bem a frente da porta.
Castle olhou para o material branco-amarelado, e olhou para Kate, assustado. Ela nem se deu ao trabalho de olhá-lo.
Deixou a caneca branca de cerâmica na mesinha, e abaixou, para pegar a carta. Passou as mãos pelo papel, e antes mesmo de abri-la, sentiu a respiração quente dele, em seu pescoço. Virou-se de frente para ele, e afastou-se.
– O que pensa que está fazendo?! — perguntou Kate. Ele pegou a carta de suas mãos, e tacou-a para longe. — Sinto muito, mas é atrás de você que eles estão atrás, o interesse é total, e completamente...
Antes que pudesse terminar a frase, ele a puxou pela cintura, e colou seus lábios, meio voraz, e com volúpia. Kate não fechou os olhos, e tentou lutar contra ele, o que não deu muito certo, já que ele era incondicionalmente mais forte que ela. Não havia modo, de lutar, e ela, mesmo sem querer, correspondeu ao beijo, na mesma intensidade. Os lábios, tanto os dela, quanto os dele, já doíam, mas nenhum dos dois, tinha nenhuma intenção de quebrar o beijo.
Ou...
Kate conseguiu recuperar a lucidez, e afastou-o com um empurrão. Afastou-se com raiva, e correu até a carta.
Castle estava lá, parado, com um sorriso infantil no rosto. Ela voltou massageando os lábios, inchados e vermelhos. Com a carta em mãos, abriu-a e começou a ler.
"Já sei que você voltou. Não tem o por quê se preocupar, anjo. Tudo está sob controle. Quero que vocês sofram como eu sofri, por causa dele. Meus filhos, e minha esposa estão mortos, porque eu não tive como alimentá-los. Nem um funeral decente, eu pude dá-los. Game's on, bitches.
Love, X."
Ela terminou de ler, boquiaberta. Castle tentou se aproximar novamente, mas ela negou com a cabeça, e afastou-se dele. A cabeça girava, e o rosto estava pálido. Quando ela se deu conta, ele já estava abraçado a ela, de um modo protetor.
E, desta vez...
Nenhum dos dois, tinha a intenção de quebrar o contato.
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