Falling In Love
18 Get Some Sleep - capítulo 17
Notas iniciais
Previously, in Falling In Love:
“– O que aconteceu? — ele perguntou, pondo a mão sobre um dos braços dela — Eu estou bem, estou melhorando...
– Eu sei, mas... — ela protestou — Depois de quase termos sido mortos naquela explosão e depois da nossa fuga do hospital, eu tenho medo do que está por vir — ela choramingou — Tenho medo do que possa acontecer conosco, medo de te perder, Rick...
O sorriso dele foi instantâneo. Ouvi-la chamando-o, com a voz melancólica, por Rick e não por Castle, foi uma das melhores coisas do dia. A outra coisa, foi a fala estrangulada, dizendo-lhe que não queria perdê-lo.
A porta novamente foi aberta, revelando um Esposito e um Ryan completamente abalados, com uma carta composta de letras recortadas, de tamanhos diferentes e coloridas nas mãos.
– Nós temos algo a pedir para vocês.”
"I'm tired and I
I want to go to bed
Sing me to sleep"
– Asleep, The Smiths.
Kate se pôs de pé, olhando para os colegas com os olhos melancólicos. Rick tentou se ajeitar na cama, mas isso só o fez sentir mais dor. Kate olhou para ele, voltando seus olhares para os amigos, quando certificou-se de que ele estava bem.
– Então? – ela murmurou – O que querem que façamos?
Os dois homens se entreolharam, respirando fundo e olhando para a carta que tinham em mãos. Ryan sentiu os olhos marejarem e fechou-os com força. Esposito, a mesma coisa. E os dois falaram juntos, em alto e bom tom:
– Fujam.
Depois largaram a carta no chão e saíram do quarto. Kate abriu a boca, com medo, mas correu porta afora, chamando pelos policiais. Quando ela o deixou, Rick tentou se levantar, tendo sucesso, porém, mais dor. Andou até a carta, agachando-se para pegá-la, forçando-se a fazer pouco ruído, com medo de que ela o visse naquele estado, com medo de que ela brigasse com ele por sair da cama.
Voltou à cama, respirando fundo, com os dedos tremendo e abriu a carta. As palavras recortadas começavam a fazer sentido, e seus olhos iam acompanhando cada vírgula recortada, cada letra colorida, até que o final o intrigou.
– X, R.
Ele ia mesmo revelar seu primeiro nome? Porque, ele conhece muitas pessoas só pelo primeiro nome. E conhece mesmo, não é só fachada. Se lhe dissessem: meu nome é fulano, estudei contigo. Ele se lembraria de ter estudado com fulano e ainda contaria o sobrenome.
À memória, vieram muitas pessoas que estudaram – ou competiram – com ele com a inicial do primeiro nome com R. Mas era um homem, isso facilitava sua vida. Agora, ele descartava Roberta, Rhiannon, Ruby, Rachel... etc. Agora, de homens, sobravam apenas dois: Robert e Richard, seu xará, mas que nada simpatizava com ele. Seu xará, mas a pessoa que mais o odiava na face da terra. Uma lampadinha acendeu sobre sua cabeça, fazendo-o sorrir.
– Kate! – o grito dele ecoou.
Ela voltou correndo, com os dois homens e a médica atrás. Ajoelhou-se ao lado da cama, apoiando-se nos cotovelos. Ele sorriu, puxando seu rosto, beijando-a nos lábios. Ela se afastou dele o mais rápido que pôde, ruborizando em seguida.
– I know who he is! – ele riu, beijando-a mais uma vez.
Kate, novamente se afastou, ruborizando. Lanie a empurrou para ele novamente, o que selou seus lábios novamente, e ela riu, pressionando seus lábios nos dele. Ele também sorriu, o que os policiais acharam perda de tempo, enquanto a médica dava pulinhos de alegria.
Quando se separaram, ela sorriu novamente, acariciando seus cabelos, molhados de suor. Ele sorriu para ela, depois, sorrindo para os homens e para a outra mulher, mostrando-lhes a assinatura.
– Vejam bem. – ele começou – Ele disse que ia revelar uma letra do primeiro nome dele a cada carta, não é?
– Sim, é. – Kate respondeu, olhando para a assinatura.
– Então, olhem, eu estudei com várias pessoas de nome iniciando com R, mas ele é homem, e só estudei com dois homens de nome inicial com R. – ele sorriu – Robert e Richard. Mas Robert faleceu num incêndio na escola.
– Sobrou o lucky Richard. – murmurou Esposito. – Vamos ver o que conseguimos nos seus registros, senhor Castle.
E depois os três saíram, deixando-os sozinhos novamente. Ele fechou os olhos e respirou fundo. Seu peito subia e descia lentamente, conforme sua respiração regulava. Kate deitou-se ao lado dele, permitindo que seu corpo descansasse sobre algo macio. Sua cabeça doía, seus olhos ardiam, mas ela não podia dormir. Não com ele naquele estado. Não quando havia um psicopata, de mesmo nome, atrás deles. Não quando eles estavam sozinhos no apartamento. Se Ryan ou Espo ainda estivessem ali, talvez fosse melhor, porque aí, eles poderiam dormir, descansar, finalmente. Mas eles foram embora.
Lanie ainda estava lá, mas ela era indefesa, e sem os meninos, ela era só uma mulher. Como poderia competir com um homem que, provavelmente, teria o dobro de tamanho e peso dela? Levantando novamente, ignorando as dores nas pernas, ela andou até a cozinha, onde Lanie preparava algo para comer.
– Oi, Lanie. – ela sorriu, jogando-se no sofá.
A latina virou-se abruptamente, assustada com a presença indevida ali. Sorriu para a amiga, voltando a mexer seus ovos na frigideira.
– Como vai o menino escritor? – ela perguntou, sorrindo para os ovos – Ele melhorou?
– Está dormindo. – ela suspirou.
Lanie virou-se para ela com a espátula na mão, olhando-a incrédula. Kate coçou os olhos e respirou fundo, jogando a cabeça para trás. Assim que abriu os olhos, fez uma expressão confusa.
– O quê? – ela perguntou, olhando nos olhos da médica.
– E posso saber por que você não está dormindo com ele? – ela perguntou – Opa, não foi isso o que eu quis dizer, digo, foi, mas não naquele sentido.
– Eu entendi, Lanie. – ela sorriu – Eu queria mesmo dormir, mas não sei se deixar você sozinha aqui vai ser uma boa coisa, digo, se ele aparecer aqui, deve ter o dobro do seu tamanho e do seu peso, então, sei lá...
– Menina... – ela começou, desligando o fogo e se apoiando na bancada, sorrindo – Vai dormir.
Kate sorriu para ela. Não queria deixá-la sozinha, mas algo lhe dizia que seria melhor se ela fosse, realmente, dormir. E, Deus! Como ela queria dormir.
– Javi já vai voltar. Só foi entregar Ryan lá na delegacia. – ela sorriu para a detetive. – Ande, vá dormir.
Kate tentou argumentar, mas a latina foi empurrando a policial até o quarto. Abriu a porta e praticamente a jogou lá dentro, onde ela se aninhou nos braços do escritor, aspirando seu perfume enquanto tentava adormecer.
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