Notas iniciais
Capítulo quentinho, acabei de escrever :D

Dessa vez eu não demorei muito para postar, e também não vou demorar muito para postar o próximo.

Espero que gostem.

Era ????, ano de ????

Abri os olhos um pouco sonolenta, esfreguei um dos olhos com a mão esquerda instintivamente – por ser canhota – enquanto tentava me lembrar de algo. Onde eu estava?

Quando me estabilizei lembrei-me de estar sendo carregada por Sebastian e... de ter desmaiado. Isso justifica eu estar acordando onde estava. Espera, onde eu estava mesmo?

Só agora tinha reparado que estava deitada em uma... cama? Me sentei à beira da mesma e só então percebi que na outra beira, ainda deitado estava... meu mordomo? Levantei em um pulo, completamente espantada. O que ele faz aqui? Espera, onde é aqui?!

Olhei novamente para ele. Ele estava virado de costas para mim, o que fez eu dar a volta na cama andando à passos leves para não acordá-lo. Quando cheguei até o objetivo olhei para ele.

Que eu me lembre nunca vi Sebastian dormindo nesses dois anos. Pelo menos não até agora. Sua expressão era tranquila e calma como a de um gatinho. Os cabelos negros caídos sobre os olhos fechados, mas ainda não impediam minha visão deles. Essa sua expressão junto com a respiração compassada davam à ele uma imagem completamente diferente da habitual, e ele se assemelhava naquele momento, à uma criança. Ele fica realmente muito bonito enquanto dorme. E enquanto está acordado também. Ele fica realmente muito bonito de qualquer jeito...

Espera, como é?! Ele é meu mordomo! E acima disso, ele é um demônio! Um demônio que só quer devorar a minha alma! E é com esse pensamento que eu cheguei até 'aqui', não é? Ou melhor, onde eu estou?

Meu primeiro pensamento foi acordá-lo e perguntar onde estamos e o que estamos fazendo aqui, mas ver ele dormindo desse jeito, tão calmo... me fez mudar de ideia e deixar ele dormir. Essa poderia ser a última vez que eu o veria tão frágil e indefeso, então decidi que ia continuar o observando dormir.

No entanto, não foi possível, já que antes mesmo que eu pudesse completar meu raciocínio, encontrei seus olhos escarlate me observando numa expressão primeiro calma, mas em um segundo confusa e em outro já estavam arregalados e antes que eu – ou ele próprio – pudesse perceber, o mordomo já estava do outro lado da cama.

–O-ojou-sama – foi a primeira vez que vi ele gaguejando também. No entanto, olhar para ele naquele momento... os cabelos um pouco bagunçados, a expressão tímida e defensiva que o mesmo fazia, e o ouvir gaguejar com a voz um pouco rouca por ter acabado de acordar (e eu que nem sabia que demônios dormiam)... Maldito! Pare de ser tão atraente, isso é uma ordem!!

–S-Sebastian... o-onde estamos? – perguntei completamente corada, afinal eu o estava olhando dormir à poucos segundos atrás.

Foi sua vez de esfregar os olhos, mas em seguida esconder ambas as mãos como se privando-se de tal ato por ser um pouco... informal demais.

Ele se levantou da cama um pouco desajeitado – sério, isso é um sonho ou algo do tipo? Esse é mesmo o Sebastian? – e andou até a janela que o lugar apresentava ao lado da cama, olhando através da mesma.

Se virou novamente para mim, mas antes que pudesse dizer algo, a porta for aberta bruscamente, causando um estalo ao se chocar contra a parede. Quem a abriu foi uma garota um pouco mais baixa que eu de cabelos esverdeados presos em uma enorme trança lateral que não parecia ter um terço da força com a qual abriu a porta.

–Eu me perguntava se já estavam acordados! Meu irmão vai gostar de conhecer vocês! – dizia em um tom de empolgação, completamente diferente do que quando entrou no quarto.

Antes que eu pudesse ter qualquer reação ou perguntar qualquer coisa, garota sorriu e me pegou pela mão, entrelaçando seus dedos aos meus. Em menos de cinco segundos já estávamos fora do quarto. A garota me puxava pela mão correndo, olhando para mim algumas vezes e sorrindo sempre que o fazia. Sebastian apenas nos seguia, mas sem tomar nenhuma atitude.

Andamos por alguns corredores da casa que, sinceramente, podia ser apenas dois dos cômodos da mansão Phantomhive. Em menos de 20 segundos estávamos onde parecia ser a sala de estar.

–Ukyo-tan!! Eles acordaram! – dizia, ainda empolgada (tanto que chegava a pular).

Um garoto de cabelos também esverdeados e também enormes bastante parecido com ela, apenas desviou seu olhar para nós, nos olhando com uma expressão relaxada e despreocupada, como se pouco importasse a nossa presença ali, ou se realmente existíamos.

–Hm... – disse em um tom tão empolgado quanto sua expressão.

–Qual seu nome? – a garota tomou a atenção novamente para si – Afinal, você tem um nome, não é? De onde você vem? E quem é aquele cara? – ela falava na velocidade de alguém que tivesse três segundos antes de morrer e fosse ler todo o seu testamento e com a empolgação de um cão vira-latas que vai ganhar uma travessa de carne assada da melhor qualidade.

–C-Candice–

–Candice? Não, é muito grande. Vou chamar você de Cam. A propósito, eu sou a Umeko e meu irmão se chama Ukyo.– me interrompeu, ainda mantendo sua velocidade e empolgação.

–Cam... – murmurou o garoto, se levantando da almofada na qual se encontrava sentado e andando lentamente até mim. Sua expressão agora era psicopata, como se fosse retirar minhas entranhas com suas próprias mãos. – É um prazer. – disse mudando completamente sua expressão para algo doce e simpático e estendendo sua mão para me cumprimentar.

Ainda que um pouco hesitante, apertei sua mão desnuda, com a minha ainda enluvada. Olhei para o lado. Ué? Pra onde foi o Sebastian? E a garota?

–Me desculpe pela empolgação da minha irmã. Na verdade quase nunca recebemos visitas, à não ser da fiscalização tentando nos levar para o orfanato. – revirou os olhos verde-castanhos – Isso é, se podemos chamar "encontrar-estranhos-desmaiados-em-um-lugar-próximo-e-trazer-para-a-casa" de visita. – ele falava com um centésimo da velocidade da irmã dele.

–Ah, isso responde a pergunta de como chegamos aqui. – sorri– Espera, orfanato? Vocês também... são órfãos?

–Também? É, sim, somos.

–Hm... – disse olhando de um lado para o outro procurando Sebastian – Pra onde ele foi...? – perguntei em voz alta pra mim mesma.

Ele riu de um jeito doce antes de responder.

–Provavelmente foi arrastado pela minha irmã para algum lugar da casa. – claro, foi em um tom brincalhão no qual ele usou a palavra "arrastado", mas isso me fez pensar em como eles trouxeram ele pra cá. Eu era pequena, era fácil de carregar. Já ele...

–Onde nos encontraram? – mudei completamente a pergunta que ia fazer, percebendo o quanto seria estranha.

–Em um campo de flores não muito distante. Vale das Flores, eu acho.– disse calmamente.

–V-Vale das Flores? – perguntei curiosa. Aquele nome me deixava nostálgica, já que era o nome de um vale também próximo da mansão, onde eu e Ciel costumávamos ir quando ele era menor.

–Bom, eu acho que é isso mesmo, mas pode perguntar à minha irmã depois, afinal ela adora esse lugar. Pelo jeito, você conhece, não é?

–Sim... q-quer dizer, não! Acho que não. É só uma coincidência com o nome de um lugar onde eu ia antigamente com meu irmão.– esclareci, um pouco embaraçada. Não podia dizer que conhecia.

–Seu irmão? Eu sabia! É verdade que vocês se parecem bastante se reparar bem...

–O quê? Não! Sebastian não é meu irmão! Eu estava falando de meu irmão, Ciel Phantomhive.

–Então não são irmãos? O que ele é então?

–Meu... mordomo – disse lentamente como se fosse mais que óbvio.

–Mordomo?! – perguntou em um tom excessivamente curioso.

–Sim... – assenti.

Toda aquela atmosfera chata e curiosa, foi felizmente quebrada. Quebrada com o barulho de vidro indo ao chão e se partindo. Ambos arregalamos os olhos. A atmosfera era agora de preocupação. Felizmente também foi rompida pelas risadas de Umeko.

–Tomara que ela não tenha assassinado seu mordomo tentando um de seus experimentos malucos. Mas que tal conferir, só por precaução?

Sorri e assenti. Eu sabia que era brincadeira também. Mas de certa forma eu já estava acostumada com tais ruídos de vidro de rompendo. Me lembrava minha casa. E meus criados.

Notas finais
Eu mesma revisei, mas se tiver algum erro ortográfico, não deixe de avisar, afinal sempre passa uma coisinha ou outra...

Até o próximo.

Ah, e aos novos leitores: obrigada por acompanhar a fanfic, mas podiam se apresentar nem que fosse pra dizer só um "oi". Cada review é importante para mim.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.