Fallin' for you

2 We meet again


Notas iniciais
Yooooo aqui estou eu novamente!!! Nao adianta eu falar que esse será o último capitulo ou nao... Ainda nao me decidi hehe

– Rogue! Rogue!

– Pare de gritar, Sting. Estou bem aqui... Fale logo o que quer.

O loiro havia entrado eufórico na guilda chamando a atenção de todos. Estava animado, mas ninguém sabia explicar o motivo, pois nos últimos cinco dias quase não ia à guilda. E, quando ia, sua irritação, impaciência era vista de longe. O único que ousava chegar perto dele era Lector.

– Missão! Vamos sair em missão! – parecia uma criança pulando e com um sorriso que quase não cabia no rosto.

– Missão?! Ontem eu chamei para você ir a uma comigo... Por que hoje? – Rogue arqueou uma sobrancelha.

– Não era na cidade que eu queria! Muito menos a missão. Não me agradou! – puxou um papel de seu bolso e estendeu para o amigo – Vamos nessa! O mestre pregara-a no quadro de missões ontem à noite.

– Encontrar um livro perdido na floresta... Recompensa 500 ienes... Que tipo de missão é esta? – Rogue lia o papel confuso e irritado. Afinal, a missão que havia proposto era bem melhor.

– Será que o Sting-kun ficou tanto tempo sem sair em missões e agora esta com medo de pegar igual a do Rogue? – Frosch perguntou inocentemente.

– É claro que não Fro! O Sting é o melhor, apenas quer pegar uma missão fácil para relaxar! Como você é idiota! – Lector defendeu seu dono.

– Fro também acha.

– Então... Vamos ou não? – o loiro ignorou a conversa dos exceeds ansioso para saber a resposta do amigo.

– Não. Pode ir sozinho, quando voltar iremos a uma missão de verdade – o moreno olhou o companheiro com as sobrancelhas arqueadas em descrença. Se estava irritado? Pode se dizer que sim. Sting nunca fora de recusar uma missão, muito menos de escolher uma tão estúpida. Curioso? Com toda certeza. Aquele era definitivamente um comportamento incomum. Preocupado? Também. Mas sabia que não importasse a situação, o amigo saberia lidar muito bem. E, se a situação piorasse, pediria ajuda... Se ele engolisse o seu orgulho, que apesar de ter diminuído bastante, ainda existia.

Deu de ombros e afastou-se murmurando algo como ‘faça o que quiser’. Sentou-se no fundo da guilda e observou seu amigo andar agitadamente antes de sair correndo porta afora. Orga puxou uma cadeira ao lado, e juntos começaram a beber para passar o tempo. Não demorou muito para os burburinhos, sobre o estranho sumiço e aparição repentina do loiro, começarem. Alguns maldosos. Outros nem tanto. E, mais raros ainda, os preocupados.

Já Sting não ligava para nada disso. No momento encontrava-se dentro de um trem indo em direção a Magnólia. O que seria uma situação normal se não estivesse completamente esparramado no banco sofrendo de fortes enjoos. Dessa vez não tinha Lector para motivá-lo. Havia esquecido ele na guilda.

Na guilda mais animada de Fiore, certa loira repousava sua cabeça no balcão enquanto suspirava.

– Ara ara, Lucy... O que houve? – Mira perguntou preocupada com estado da amiga.

– Não se preocupe Mira. Não é nada. Estou apenas um pouco cansada! – a maga sorriu abertamente tentando mostrar que tudo estava bem.

– Não tente me enganar... Há cinco dias você diz a mesma coisa – a albina pousou o copo que estava enxugando no balcão, e debruçou sobre o mesmo para aproximar-se mais de Lucy.

– É talvez... Tenha algo sim.

– Posso arriscar um palpite, Lucy?

– Claro, Mira! Talvez eu consiga entender melhor o que se passa.

– Não sente falta de ninguém? – Lucy piscou desconcertada e procurou uma resposta – Pense um pouco nisso certo? – dizendo isto se afastou novamente e continuou seu trabalho deixando uma loira ainda mais confusa para trás.

– Acho que vou dar uma volta... – murmurou enquanto se levantava – Preciso pensar um pouco.

Saiu da guilda lentamente tomando o cuidado de não ser acertada por nenhuma mesa, cadeira, copos e pessoas. Ainda era época de festa. Aliás, quando não era festa em tempos tranquilos? Quando conseguiu sair, estava mais pensativa do que antes. Festa... Na ultima festa que a Fairy Tail havia dado, ela dançara com Sting. A companhia do loiro a gradara, e muito. O tempo que passaram juntos havia sido muito divertido, descontraído. Se perguntava se ele iria cumprir o que tinha dito, ela esperava que sim.

Chutou uma pedrinha enquanto andava sem rumo pela cidade, e se perguntou se isso era o certo. Eles nem se conheciam direito. Ou se conheciam? Aquela noite rendera-lhe muita conversa com ele. A única coisa que tinha certeza era: queria vê-lo novamente. Esse desejo era estranho? Talvez. Mas não para ela.

Na estação de trem, em um banco, Sting sentava respirando pesadamente.

– Nunca mais... Entro... Em... Uma monstruosidade dessas... – quando se recuperou olhou em volta perdido. Não sabia para onde iria. Impulsivo da maneira que era apenas pensara em escolher uma missão na mesma cidade de Lucy, mas não sabia onde procurá-la... Ir a Fairy Tail? Definitivamente não! Fora de cogitação, até porque quando fora até lá, estava acompanhado, mas agora, não se lembrava do caminho. Não deve ser difícil, certo? Afinal é uma guilda grande, todos a conhecem, e é fácil de ser vista.

Andou rapidamente para sair da estação de trem, havia decidido. Procuraria Lucy pela cidade, afinal seu cheiro era inconfundível. Então, seguindo seus instintos, caminhou pela cidade. Sorriu ao sentir o cheiro da loira ficar cada vez mais forte. Preocupou-se então andar o silenciosamente. Queria fazer uma surpresa.

Lucy, que havia saído da guilda para tomar um ar, andava distraidamente pensando nas palavras de Mira.

– Não sente falta de ninguém?

Talvez ela sentisse. Ou talvez não. Se bem que, quanto mais ela pensava no assunto, mais confusa ficava. Por mais que tudo estivesse claro aos olhos da gentil albina, para Lucy nada fazia sentido. Sentou em um banco e suspirou frustrada. Saiu para clarear a mente. Não para ficar mais confusa! Fechou os olhos por longos minutos tentando raciocinar melhor. Não os abriu nem mesmo ao sentir alguém sentando ao seu lado.

– Vai continuar me ignorando até quando? — uma voz masculina levemente irritada se fez presente.

Abriu os olhos com um sobressalto e girou seu corpo rapidamente na direção da voz. Sorriu largamente. Ele estava ali. Uma imensa e estranha felicidade a invadiu. Se jogou nos braços do loiro a sua frente surpreendendo-o, mas não deixando de retribuí-la.

– Por que não me avisou? – perguntou sem desfazer o abraço. Era confortável.

– Surpresa! – o loiro soltou uma risada abafada enquanto afagava levemente os cabelos dourados da garota.

– Sting... Me responda uma coisa? – Lucy levantou um pouco a cabeça para poder encará-lo.

– Até duas!

– Sting! – virou o rosto para o lado fazendo um bico – Assim eu não pergunto mais...

– Não?! – arqueou as sobrancelhas em descrença. Puxou o corpo da loira para mais perto e segurou sua cintura firmemente levando-os a ficar em pé. – Tem certeza? – sussurrou roçando levemente o nariz no pescoço da maga celestial fazendo-a arrepiar. Percebendo isso, sorriu. Neste momento não queria pensar nas consequências. Agia por impulso.

– S-sting! O que está fazendo?

– Nada... Nada... – respondeu nervosamente, sua razão havia voltado ao escutar a pergunta de Lucy. O que ele estava fazendo? Era sem dúvida, uma boa pergunta. Desfez o abraço e voltou a se sentar no banco puxando uma loira confusa pela mão.

Um silencio desconfortável pairava no ar. Droga, Sting! A culpa é sua! Pense em algo para desfazer isso... Mas não foi tão ruim assim... Soltou um suspiro involuntário enquanto estava preso em seu conflito interno.

– O que queria me perguntar mesmo? – tentou fazer uma expressão relaxada, como se nada tivesse acontecido. Lucy o olhou incrédula.

– Apenas queria saber se veio fazer alguma missão na cidade – estava aliviada por ser uma pergunta fácil de responder.

– Sim... Mas é uma missão fácil, olhe – estendeu-lhe o folheto – Vim mesmo para lhe visitar... – bagunçou os cabelos nervosamente. A loira olhava-o admirada sorrindo bobamente.

– Mas que missão é esta? – voltou sua atenção para o papel que possuía e arregalou os olhos.

– O que foi? – indagou ao perceber a reação da garota.

– Sting...

– Sim?

– Você por acaso leu do que se tratava a missão?

– Não, por quê? É algo muito difícil?

– É completamente ridículo – Lucy soltou um suspiro, às vezes ele podia ser mais imbecil e lento que Natsu.

– Pegue suas chaves! – Sting disse, depois de ter lido o papel, animadamente com um grande sorriso.

– Como?

– Faremos a missão juntos!

E assim seguiram rumo à floresta. A missão seria mais rápida se duas pessoas trabalhassem juntas. Além de ser mais divertido. Juntos adentravam cada vez mais na floresta deixando para trás a cidade e suas guildas, sem data para volta. Afinal procurar um livro em uma floresta... Seria como procurar uma agulha em um palheiro.

Estou tentando não te contar nada
Mas eu quero
Estou com medo do que irá dizer
Então escondo o que estou sentindo
Mas estou cansada de
Segurar isso dentro da minha cabeça
.

Colbie Caillat – Fallin’ for you

Notas finais
Tcharam!!! E entao? Querem continuaçao? Vai depender dos incentivos que eu receber e de minha imaginaçao, criatividade, etc.....