Fallen angel

2 Capítulo 2 : Um novo começo , bem-vindo a Aether.


Alguns dias depois da luta com Ikaros, Deker acorda e vê seu quarto vazio com apenas sua cama, ele se senta e diz :

— Tudo mudou tão rápido. – Afirma olhando envolta do quarto. – O que vai acontecer agora ?

— Bom, você vai para Aether junto com a gente. – Responde Pedro Henrique se sentado em seu lado. – Você deve está confuso.

— Sim, um pouco, mas já que estou na chuva, é para se molhar. – Brinca tentando melhorar o ânimo. – Eu até aprendo a voar.

— Verdade, mas se precisar conversar pode contar comigo. – Diz dando alguns tapinhas nas costas dele. – Bom, sua mãe mandou vir te chamar para tomar café.

— Valeu, já vou. – Confirma sorrindo.

Pedro Henrique sai do local, Deker se levanta para se arrumar e vê uma foto dele junto com Mia, então Oramasa diz :

— Vocês pareciam muito feliz. – Comenta Oramasa serio. – Parece que vocês eram amigos, né ?

— A gente ainda é. – Responde pegando a foto no mural. – Será que ela está bem ?

— Isso, eu não sei. – Afirma reparando na preocupação do seu parceiro. – Cara, você pode achar ela em Aether.

— Verdade, mas é melhor eu ir comer antes que dona Fabiana me mate. – Diz colocando a foto no mural.

Deker pega sua mochila que estava perto da porta, desce a escadas e entra na cozinha que ficava logo ao lado do pé da escada. Lá dentro vê uma mulher alta de cabelo castanho, olhos castanho-escuros e um belo corpo, ela estava lavando a louça e diz :

— Já acordou ? – Pergunta segurando um prato com queijo quente. – Está com fome ?

— Sim. – Responde sentando na mesa. – Você está bem ?

— Sim, mas você não devia ir para Aether. – Afirma colocando o prato na frente dele e cruzando os braços. – Você devia ficar aqui.

— Você sabe que ele não pode ficar, Fabiana. – Retruca Gabriel entrando no local. – Deker tem que ter uma autorização para ficar na terra e seria perigoso já que ele é um anjo caído, o único que existe.

— O que tem de errado em ser um anjo caído ? – Questiona irritado com tudo aquilo.

— Você ainda não contou a ele, Gabriel ? – Indaga Fabiana se apoiando na pia.

Deker olha direto nos olhos do tio abrindo a boca e tentando falar algo, então Gabriel respira fundo e diz :

— Existem três tipos Nephilins, os brancos que são filhos de anjos com humanos, os vermelhos que são filhos de humanos com demônios e o ultimo que na teoria era para ser impossível os negros ou anjos caídos que é um filho de anjo com demônio. – Explica sério e se apoiando na parede. – Eu sei que é muita coisa para você raciocinar, mas sua mãe me abrigou a falar.

— Existem outros como eu ? – Questiona surpreso.

— Sinto informa, mas só existe você.

— Ah tá. – Diz cabisbaixa. – Vou tomar o café da manhã.

Depois do café, Deker troca de roupa, uma camisa com uma jaqueta preta e uma calça preta. Depois de se trocar ele desce até a sua sala que tinha um tipo de porta azul claro, seu tio e primo estavam do lado daquilo. Então Gabriel diz :

— Está pronto, DK ? – Pergunta segurando sua bolsa.

— Sim. – Responde ainda tonto com tudo aquilo. – Tchau, mãe.

— Tchau, filho. – Se despede abraçando quase chorando com aquilo. – Eu vou te visitar depois.

— Estou indo, mãe. – Diz entrando no portal.

Deker junto com seu tio e primo entram no portal, quando ele sai do portal, vendo uma grande metrópole, linda com grandes prédios, casas grandes do estilo colonial. Ele fica maravilhado ao ver aquilo e diz :

— Nossa, que lindo. – Afirma maravilhado olhando envolta e repara numa grande casa colonial atrás dele. – Que casa grande.

— Eu sei. – Concorda Gabriel olhando o rosto do seu sobrinho surpreso ao ver aquilo. – Gosto ?

— Sim, ela é gigante. – Grita apontando para casa. – ela é sua ?

— Na real, é sua, primo. – Responde Pedro Henrique sorrindo ao ver a reação dele. – Parece estar surpreso.

— Como assim ? – Questiona tentando digerir aquela informação.

— Eles falaram grego ou o que, parceiro ? – Retruca Oramasa sarcasticamente. – Ela é sua, bora zoar.

— Que ótima arma, em ? – Comenta Gabriel rindo com o que Oramasa tinha falado. – Bom, por que você não entra e arruma sua roupa.

— Tá bom.– Concorda abrindo o portão. – Vocês não vem ?

— Não, temos que ir a um lugar. – Responde Pedro Henrique. – Daqui a pouco, eu venho aqui para te levar na escola.

— Ah tá. – Diz ainda tonto, contudo aquilo acontecendo. – Vou entrar.

O garoto entra naquela casa gigantesca com quatro quartos, quatros banheiros, uma grande cozinha e sala de estar. Ele arruma suas roupas que estava na bolsa, enquanto pensa :

— Isso é surreal. – Afirma colocando as roupas no guarda-roupa. – Nada faz sentido.

— Bom, em uma semana toda sua vida virou de cabeça para baixo. – Comenta Oramasa brincando e tentando melhorar o clima. – Pelo menos, as coisas não ficaram monótonas.

— Verdade. – Concorda sentando em sua nova cama que era gigantesca. – Por que me ajudou naquela hora ?

— Como assim, parceiro ? – Indaga sem entender porque Deker havia perguntado aquilo. – Eu sou sua soul armor.

— O que é uma soul armor ? – Questiona sem entender nada.

— Sou sua arma espiritual que vive dentro de você, eu estava “dormindo” quando senti algo, vendo você todo ferrado e decidi ajudar. – Responde serio ao lembrar da luta que havia acontecido.

— Nossa, obrigado por me ajudar na luta. – Agradece sorrindo.

— É isso que parceiros fazem. – Afirma um pouco brincalhão para tentar descontrair. – E ai, o que faremos com todo esse espaço ?

— Não sei. – Responde olhando envolta do quarto. – Você se lembra de algo antes de me ajudar ?

— Não lembro de absolutamente nada, não sei se fui criado naquela hora ou que tenho passado. – Explica tentando se lembrar de algo. – Nada, apenas um fundo preto.

— Ah tá, você só fala na minha cabeça ou alguém pode escutar ?

O bracelete que ele usava fica piscando e uma voz sai dele :

— Eu posso falar na sua mente ou para todo mundo. – Reponde Oramasa feliz e escuta alguma coisa batendo na porta de vidro. – Mas que porra é essa ?

— Primo, vamo bora ? – Grita Pedro Henrique jogando pedras na porta de vidro. – Não tenho o dia todo.

—Estou indo. – Grita saindo pela porta. – Vai quebra o vidro.

— Tá bom, então vamos ? – Retruca abrindo dois pares de asas e alçando voou.

— Por que você tem quatro asas ? – Pergunta voando atrás dele.

— É uma longa história. – Responde indo mais rápido. – Te conto outra hora, porque estou sem tempo e você já bombardeado com um bando de informação hoje.

— Verdade, algumas até que foram bem jogadas na minha cara. – Comenta indo atrás do seu primo e vendo um gigantesco prédio prateado em formato circular com um jardim no meio. – Nossa, que bonito.

— Eu sei, legal né ? – Afirma pousando na frente do portão da escola. – Bem-vindo à New Aether, a escola que anjos e demônios estudam.

— Que belo nome, parabéns para a pessoa que deu esse lindo nome. – Afirma irônico batendo palmas.

— Pior que foi um conselho que deu esse nome. – Explica entrando na escola. – Vamos ?

— Sim. – Responde indo atrás dele.

— Se acomodou bem na casa nova ? – Pergunta olhando envolta e reparando em pessoas olhando para eles com olhar de nojo ou cochichando algo.

— Sim, mas de quem foi essa brilhante ideia de me deixa sozinho ? – Responde com sarcasmo. – Com certeza foi do vovô ?

— Sim, foi dele. – Confirma rindo. – Ele disse que seria uma boa chance de ter independência e tal ?

— Minha mãe sabe disso ? – Indaga percebendo nas pessoas a sua volta. – Por que tão olhando para cá ?

— Não é todo dia que um anjo caído aparece e sim, ela sabe. – Explica subindo as escadas. – Vamos logo.

— Parece que ele não gosta de você, parceiro. – Comenta Oramasa rindo. – Já começamos bem nossa nova vida, em ?

— Né, que ótimo começo. – Concorda irônico seguindo seu primo. – Aonde vamos ?

— Te registrar na escola. – Responde entrando numa sala.

Eles entram na sala que tinha varias mesas com divisórias, mas lá so havia uma mulher de cabelo castanho claro, olhos verdes e um belo corpo. Então Pedro Henrique chega perto dela e diz :

— Bom dia, professora Maria. – Cumprimenta fazendo um tipo de reverencia.

— Esse é seu primo ? – Pergunta ajeitando seu óculos.

— Sim, é ele. – Responde o puxando mais para perto. – Seu nome é Deker.

— Prazer, me chamo Maria. – Se apresenta pegando uma esfera prateada na sua mesa. – Por favor, coloque sua mão esquerda nela.

— Sim, tudo bem. – Concorda colocando encima dela apreensivo com que ia acontecer. – O que é isso ?

— É uma esfera de registro, ela vai te escarniar e o registara no sistema. – Explica calmamente.

O dispositivo começa a brilhar azul muito forte, fazendo todo corpo dele brilha também. Então um tipo de holograma de luz solida aparece na mão de Deker e Maria diz :

— Isso só pode estar errado. – Comenta surpresa ao ler algo naquilo. – Aqui diz nephilim negro.

— Está certo. – Afirma Deker olhando o holograma. – Eu sou um nephilim negro.

— Isso é impossível. – Grita incrédula. – Isso é biologicamente impossível.

— Eu sei, professora. – Diz Pedro Henrique tentando acalma-la. – Mas calma, meu pai vai conversa com você.

— Sim, está bem. – Concorda se acalmando. – Por favor, poderia me deixar sozinho.

Os dois saem da sala, Deker estava surpreso com a reação da mulher e diz :

— Precisava de tanto alarde ? – Questiona cruzando os braços.

— Nem todos estão prontos para saber que existe um anjo caído. – Explica respirando fundo e olhando o relógio. – Já é quase meio-dia.

— Já ? – Grita surpreso. – Mas eu cheguei faz pouco tempo.

— Cara, você acordou as onze da manhã. – Responde com cara de paisagem. – Você sempre foi preguiçoso.

— Porra, parceiro. – Grita Oramasa. – Você dorme muito.

— Bom, Deker tenho que ir embora. – Diz olhando para o primo. – Eu tenho que ir almoçar com uma “amiga”.

— Ah tá, entendi. – Afirma olhando com malicia. – Se divirta, eu sei como voltar.

— Tudo bem. – Diz saindo dali.

— Só uma coisa que “S” é esse no holograma ? – Pergunta curioso. – É que está zero.

— São servos, ele são um tipo de empregado que você pode ter. – Explica saído rápido dali.

Os dois se separam, Deker desce as escadas e então um som alto de algo batendo no chão é escutado. Ele olha para o local, vê uma garota caída e um garoto levantando a mão para dar um tapa nela, nessa hora Deker sai correndo, segurando a mão dele antes de bater nela e diz :

— Sabia que é errado bater em mulheres, idiota ? – Pergunta irritado com aquela cena.

— Você sabe com quem eu sou ? – Questiona empurrando ele e olhando raivoso. – Sou Astaroph Belzebu.

— E o foda-se. – Retruca se colocando na frente da garota. – Eu não ligo para quem é você, mas sim que você atacou ela.

— Ela é apenas uma serva que precisa ser domesticada. – Explica com um sádico. – Você vai protege-la ?

— Mas é claro. – Responde irritado.

— Por favor, não me ajude. – Pede a garota fraca.

— Desculpa, mas não posso. – Diz fechando os punhos, sorrindo e a garota fica assustado com aquilo. – Pode vir.

— Que tal, uma posta ? – Propõem sorrindo. – Se eu vencer, você terá que ver eu “educando” ele e se você vencer, ela será sua serva.

Então seu hologrma se ativa e na tela estava escrito :

“ Você aceita lutar contra Astaroph pela guarda de May Leviatã ?

Sim Não”

Deker olha aquilo e diz :

— Eu aceito. – Concorda apertando o botão de sim e ativando Oramasa num grande clarão azul.

— Me vença se puder. – Provoca invocando num clarão verde uma foice com cabo preto com detalhes verde como sua lamina.

Os dois se chocam, Deker dá um corte de cima para baixo porem o defensor rapidamente gira sua arma e o taca para longe. Deker se levanta tremendo então Oramasa diz :

— Você não disse que vai protege-la, então sem medo e lute. – Incentiva, já que ele também queria derrota Astaroph. – Vamos lá, parceiro.

— Sim, você está certo. – Concorda dando um tapa no rosto. – Vou com tudo.

Astaroph abre suas asas o atacando, o herói dá um passo para o lado e usa sua espada para desviar o ataque e dando um soco com VP acumulado na mão no rosto dele que o lança longe. Então um som alto de buzina soa e uma mens agem dizendo que May era sua serva. Astaroph sai dali envergonhado, Deker sai correndo até a garota e diz :

— Tudo bem ? – Questiona preocupado.

— Sim, só um pouco fraca. – Responde fraca com hematomas pelo corpo.

— Vamos para minha casa. – Diz pegando ela no colo e reparando na gorota de cabelos longo e negros de pele branca, olhos azuis e um corpo de medidas mediano.

O herói sai dali correndo. No segundo andar Ikaros estava vendo tudo e pega o telefone dizendo :

— Alo, Daniela ? – Atende olhando para Deker indo embora.

— Sim, querido. – Responde com uma voz doce.

— Mande Lency mandar as coisas da May para esse endereço. – Explica sorrindo por ver o quão forte seu aluno havia ficado.

— Sim, mas por que ? – Questiona curiosa.

— Te explico, mais tarde. – Se despede desligando e olhando para Gabriel atrás dele. – Obrigado pelo endereço.

— Faça como quiser, Ikaros, apenas se prepare por que minha irmã não é tão santa. – Retruca saindo dali.

— Eu sei disso. – Afirma também saindo dali.

Algumas horas depois....

May acorda no quarto de hospedes, Deker entra calmamente e diz :

— Tudo bem ? – Pergunta dando um copo de água.

— Sim, obrigado. – Agradece olhando em volta. – Que lugar é esse ?

— Minha casa. – Responde sorrindo. – Aonde você mora ?

— Eu morava com Astaroph, mas como você venceu dele...eu moro aqui. – Explica envergonhada. – Posso morar aqui ?

— Sim, você pode. – Afirma Oramasa.

— Pera ai, cara. – Grita Deker segurando o bracelete. – Você não tem outro local ?

— Não. – Nega balançando o rosto. – Eu posso ajudar com as tarefas de casa e isso que uma serva faz, tudo que seu mestre manda.

— É seria legal, ter alguém para me ajuda. – Diz pensativo. – Tudo bem, pode ficar mas descanse agora.

— Sim, senhor. – Concorda se deitando.

Deker sai dali e escuta alguém batendo na porta. Ele abre a porta, vendo varias caixas e uma com uma carta, ele pega e lê que aquelas caixas eram os pertences de May que estava na casa do Astaroph. Oramasa Diz :

— Por que concordou tão rápido em deixa-la viver aqui ? – Pergunta curioso.

— Não sei, mas tem algo nela que me faz sentir bem. – Responde olhando para o céu. – Ela estava sofrendo na mão dele, então não seria melhor ela ficar aqui ?

— É verdade. – Concorda relaxado. – E vai te ajudar em casa, porque você é muito ruim nisso.

— Verdade. – Afirma rindo com o comentário.

Deker fica olhando para o céu imaginando nas infinitas possibilidades do que o futuro guarda para se.