Fallen Star
1 I.
Notas iniciais
Naquele lugar, beleza não existia mais. Relativo, no entanto, pois para ela, a destruição que a cercava era o epitome de tudo o que era mais belo. Corpos ensanguentados jaziam ao redor, alguns irreconhecíveis, outros nem tanto, mas ainda assim, isso era agradável aos olhos dela. Uma obra prima, iria aquela língua venenosa proclamar. E orgulhosamente iria a pequena víbora virar-se ao redor e cantarolar para as companheiras que era dessa forma que as coisas deveriam ser feitas. Sem um segundo pensamento, sem hesitação.
“Olhem e aprendam, vadias inúteis.” Repetiu ela uma vez mais, reforçando as últimas silabas da sentença. Oh, ela sabia o efeito que isso iria ter sobre o grupo.
“Falando de você mesma, está você, Bambi-chan?” Veio a resposta quase que automática, uma faísca de malicia brilhando no par de orbes azuis fixos nas costas daquela uma que ousou insultar aquelas que calmamente a seguiam.
“O QUE DIABOS VOCÊ---“ Basterbine estalou, irritação inundando sua mente como ela girou nas bolas de seus calcanhares, o olhar afiado engolindo a outra quase que por inteiro.
“Você está ouvindo coisas.” A mais jovem por fim manifestou-se, logo após tomar uma última mordida de seu petisco. Tédio queimava o ser dela, evidente na expressão qual segurou os joviais traços daquela face delicada. “Nós deveríamos ir. Isso aqui é perda de tempo.”
“Lil-chan está certa.” Adicionou Meninas McAllon. Usualmente ela não iria se intrometer dessa forma. As discussões acaloradas que tomavam parte não era um assunto que capturavam a atenção dela, mas pelo bem da missão, ela estava disposta a interferir.
“Vocês duas, vamos parar! Todo mundo sabe que a Bambi-chan é uma vadia de primeira classe, mas a gente não precisa jogar isso na cara dela o tempo todo, né?” Candice murmurou. Dito e feito. Um som ensurdecedor tomou o local, uma explosão logo atrás do grupo. Fulminando, borbulhando em raiva estava a auto proclamada líder, dedos enluvados fechados em punhos como ela voltou-se completamente para as garotas que estavam congeladas no lugar, encarando-a como se uma segunda cabeça tivesse crescido em seu pescoço.
“Faça isso novamente e eu vou devorar você, criatura estupida.” A voz infantil soou novamente, estranhamente calma, no entanto, Liltotto Lamperd estava longe disso. O tom da menina beirava um sussurro, quase um silvo. Isso era mais do que óbvio, a tensão que tinha engolfado o ambiente.
“Vamos indo então, siiiiiiim?” Giselle trotou alegremente e tomou a dianteira, um sorriso cruel esticando seus finos lábios.
Aquele iria ser um longo dia.
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