O alquimista descia a longa escada circular sendo seguido por Phillip logo atrás, desde que ele havia libertado o jovem ambos não haviam falado nada e esse silencio continuou por um tempo. Enquanto descia Phillip se perdia em seus pensamentos admirando a enorme torre que surpreendentemente era ainda maior por dentro que vista por fora, grande parte dela era ocupada por engrenagens que rodavam sem parar, o jovem imaginava se elas movimentavam o relógio e os outros mecanismos internos dela. Phillip foi tirado de seus pensamentos ao quase cair sem perceber que a escada já havia acabado, quando ele finalmente recuperou o equilibro notou o local onde eles estavam, o lugar era grande o bastante para ser confundido com um salão, porém não havia nada nele somente uma pequena mesa em um canto onde o alquimista se dirigia.

– Enquanto você não conseguir pelo menos manter um mínimo de controle de sua transformação não poderemos avançar contra os vampiros ou os lobisomens que dominam essa cidade – O alquimista dizia enquanto mexia com pequenos fracos posicionados sobre a mesa – Por isso vamos começar com algumas coisas básicas – Ele abria uma gaveta de onde retirava uma peça de roupa estranhamente já preparada – Pegue e vista isso.

Phillip pegava a roupa a vestindo no mesmo momento, a peça de roupa nada mais era que uma camisa branca com calça preta que estranhamente estavam confortáveis no corpo dele como se fossem prontas para ele, após ele se vestir o alquimista entregava uma última coisa para ele, era uma máscara inteiramente branca com apenas dois buracos para os olhos.

– Para entrar no clube tenho que vestir uma máscara? – Phillip dizia em um tom sarcástico enquanto colocava a máscara em cima da mesa ao lado do alquimista.

– Pode não ser o melhor método, mas ira esconder o seu rosto e quando eu precisar de algo que não envolva mortes você poderá andar normalmente pelas ruas – O alquimista pegava um dos pequenos frascos contendo um liquido de cor azul de sua mesa e levantava colocando ele sobre a luz de uma vela acesa na mesa – Também pegue isto e se acostume com o cheiro, deve ser desagradável para você no começo – Ele tacava o pequeno frasco para Phillip que pegava no ar.

Phillip abria o pequeno frasco colocando ele próximo de seu nariz sentindo um cheiro um tanto quanto desagradável.

– Para que isso? – Phillip perguntava enojado.

– Um pequeno perfume feito de várias flores e também alguns outros componentes que não necessitamos mencionar – O alquimista juntava suas mãos atrás de suas costas – Ele vai enganar o nariz dos melhores lobisomens para caso algum deles tente te seguir, não se preocupe o cheiro não é tão forte para quem está usando.

Mesmo não gostando muito Phillip pegava o conteúdo do frasco e tacava sobre seu corpo até que restasse somente algumas gotas no frasco.

– Agora me fala logo o que eu tenho que fazer para eu poder respirar um pouco o ar lá de fora.

– Bom, seu primeiro trabalho vai ser um simples. Existe uma, como posso dizer – O alquimista colocava a mão em seu queixo o alisando enquanto parecia pensar em algo – Parceira de negócios – Ele estalava os dedos ao achar a palavra como uma forma de comemoração – Que teve pequenas desavenças comigo quando propus um negócio onde eu comprava o banco que ela é dona.

– Mas, para que ter um banco se você já possui suas minas? – Phillip perguntava intrigado.

– Dinheiro e o meio mais fácil de controlar as pessoas e se eu fosse dono do único banco da cidade eu teria controle sobre eles – O alquimista então completava – Se você quer salvação mostre-me seu dinheiro, este é meu lema.

O jovem estranhava a fala do homem, mas resolvia ignorar pelo momento.

– Quer que eu a mate? – Phillip abria um sorriso maníaco em seu rosto enquanto falava.

– Não – O alquimista se virava para a mesa de novo pegando um papel dobrado sobre ela e estendendo para Phillip – Faça ela assinar isso, é um contrato que passara as posses dela para alguém que irá administra-las por mim.

Phillip pegava o papel guardando em um dos bolsos de sua calça.

– E como você quer que eu a ache? – Phillip perguntava.

– Pegue isto – O homem entregava outro papel para Phillip – E um mapa para o seu alvo.

– Como vou voltar depois de terminar o trabalho – O jovem perguntava pegando o mapa e guardando no bolso também.

– Você realmente pergunta demais garoto – O alquimista parecia suspirar por debaixo de sua máscara – A maioria das arvores dessa floresta possuem marcas de formas geométricas tente seguir as com marcas de triangulo e chegara aqui novamente, mas deixe me avisar se você contar isto a mais alguém eu pessoalmente te matarei – A voz do alquimista parecia se tornar mais grave e assustadora – Mas sei que não vou precisar fazer isso – Ele então se voltava para sua mesa.

Phillip retirava o mapa de seu bolso e o abria tentando memorizar a localização e observando os pontos de referência representados nele, após um tempo ele guardava o mapa de novo e se virava pronto para sair da torre.

– Oh, antes que você se esqueça – O alquimista atirava a máscara para Phillip que agarrava ela no ar – Use isto.

–Ah, quase esqueci da minha máscara de membro eu não ia poder fazer nada sem ela – Phillip dizia em tom sarcástico enquanto colocava ela sobre seu rosto e saia da torre.

Fora da torre ele notava que o cavalo que ele trouxera de Eastwick estava laçado em um pedaço de madeira perto da torre, provavelmente trabalho do alquimista. Ele soltava o laço do pedaço de madeira e subia no cavalo puxando as rédeas e dando o comando para que ele começasse a andar pela floresta.

Alguns minutos depois Phillip estava de volta a estrada inicial ao caminho para cidade, ele seguia a estrada tomando em mente o mapa que havia pego do alquimista se lembrando que a moradia do seu alvo era uma mansão que rodeava a entrada da cidade então ele não demoraria para chegar nela. Enquanto andava pela estrada ele olhou para céu percebendo que ainda era de manhã e o sol mal havia saído dando tempo o suficiente para ele completar o trabalho antes que a noite chegasse ele se transformasse.

Não demorava muito para que as casas ao lado da estrada começassem aparecer e no meio delas estava uma mansão, o destino de Phillip. Ele puxava as rédeas do cavalo fazendo com que ele parasse a alguns metros de distância da mansão perto do que parecia ser um estabulo, ele então descia do cavalo e o prendia no estabulo enquanto seguia em direção da mansão.

Phillip parava de frente ao gigantesco portão da mordia analisando a estrutura da mansão, ela possuía no mínimo três andares e seu tamanho podia ser comparado a um pequeno vilarejo para sua sorte não havia nenhuma segurança evidente. Ele olhava para os lados notando que não havia ninguém ainda por ali então ele se afastava do portão e depois corria em sua direção flexionando suas pernas e pulando no mesmo instante, no ar ele virava seu corpo na horizontal para que seu corpo passasse sobre as grades do portão sem dificuldades e assim caindo contra o chão de terra da mansão, lá ele rapidamente se levantava e batia em suas roupas tirando a terra dela e depois se virando para a mansão.

– Então vamos começar – Phillip dizia enquanto começava a correr em direção a mansão.