Fallen Of Love
7 O Destino
Notas iniciais
Passei pouco mais de cinco minutos no telefone com Thomas. Dei as informações que foram passadas para mim pelo garoto. Como: onde eu estava, se eu estava bem... Só que essa parte foi meio engraçada. Eu olhei pro garoto e em vez de perguntar se eu parecia bem, eu perguntei se eu estava bonita. Foi a primeira vez que eu me preocupei com minha aparência, mas também... Eu acabei de despencar do céu, no meio da grama, estou dolorida e meio cansada.
Esperei por alguns momentos, conversando com o garoto. Seu nome é Charlie e ele é um garoto muito legal e esperto. Ele me explicou como funcionam coisas básicas do mundo terrestre... Sim eu contei que acabei de cair do céu. Velhos hábitos nunca mudam, a verdade é o que me move. Charlie até me pagou um sorvete.
Thomas finalmente chega, salta do carro, corre em minha direção e me toma os lábios da maneira que eu sempre sonhei. Nem o sorvete me deu tanta felicidade quanto a que estou tendo agora. Thomas me segura firmemente em seus braços como se a qualquer momento eu fosse desaparecer.
Quando finalmente nos soltamos, eu o apresento á Charlie, meu mais novo amigo.
– Beleza... Foi um prazer te conhecer, Sabiny e você também, Thomas. Desejo toda a felicidade. Mas eu tenho que ir nessa. — Diz, apontando com o polegar para detrás dele. Depois aponta pra mim com os indicadores, dizendo: — Quando você tiver Facebook, me procura por lá. Tchau.
Ele atravessa a rua correndo, me deixando apenas com um sorriso no rosto. Thomas, de repente, me segura nos braços e gira comigo. Eu vejo a alegria em seus olhos.
Ele me coloca no chão e abre a porta do passageiro, para que eu entre. Dá a volta correndo, entra e liga o carro. Logo partimos de volta ao apartamento dele.
Mal chegamos ao 12º andar, mal chegamos á porta do apartamento dele, e Thomas já me toma em seus braços, me beijando com certa voracidade.
Confesso que to gostando... Ai o pecado da luxúria! Calma, calma! Você é praticamente humana, tem todo direito de pecar... Mas pensando bem... Não deve ser pecado um pouquinho de luxúria pra fortalecer a paixão e aquecer o coração, para que o amor floresça mais forte. Florescer... Bloomy. Adorei, acabei de achar meu novo sobrenome. Que hora mais inapropriada pra pensar nisso.
Thomas me pega no colo novamente, me levando pelo corredor até seu quarto. Os beijos não são interrompidos em momento algum. Seu gosto é tão maravilhoso pessoalmente quanto era nos sonhos. Logo estamos sobre a cama. Os beijos ficam mais lentos, mais carinhosos... As carícias despertam meu corpo por inteiro, cada toque dos dedos de Thomas na minha pele despertam desejos inimagináveis. Até que ele toca as feridas das minhas asas e eu me encolho e gemo de dor.
– O que foi?
Ele pergunta, mas eu não respondo apenas me viro. Ele retira meu cabelo e os botões do meu vestido, até encontrar as faixas. Thomas retira o vestido dos meus ombros, enquanto os beija.
– Tome cuidado, ainda está doendo.
Digo.
– Não vou machucar você.
Ele continua beijando meus ombros, enquanto desce meu vestido. Ele retira as faixas cuidadosamente, e prende forte a respiração. Parece que não gostou muito do que viu.
– Thomas...
– Foi minha culpa...
Ele disse, passando levemente os dedos ao redor das grandes feridas.
– Não, Thomas. — Me viro pra ele, segurando seu rosto abatido e encarando seus olhos com ternura. — Esse era o meu destino: ficar com você. Mas é contra a lei, anjos terem romances com humanos. Eu tive que cair, eu quis cair. E eu não me arrependo. Faria tudo de novo pra ficar com você. Porque eu amo você, Thomas. Eu amo você!
De repente me vejo com lágrimas nos olhos, e tão de repente quanto Thomas também está chorando. Ele toma meus lábios mais uma vez, com romantismo. Novamente ele me vira de costas, beija levemente cada machucado e novamente prende a respiração assombrado com alguma coisa...
Por que eu não sinto mais dor?!
Olho para Thomas e ele está sorrindo.
– Sabiny, suas feridas... Estão cicatrizando.
– O que?
Tento olhar á todo custo, mas é impossível. Eu apenas sinto se fechando e parando de doer. Então eu sinto o toque dos dedos de Thomas bem em cima das recentes cicatrizes e as sensações que vêm acompanhadas disso, me fazem arfar. É excitante.
Minha sensibilidade permaneceu...
Parece que Thomas percebeu o que me fez sentir, pois ele continua a acariciar-me neste ponto. Ele beija, lambe e até mordisca, me deixando completamente arrepiada e excitada. Ele termina de tirar meu vestido, acaricia todo o meu corpo me excitando cada vez mais. Desejos pecaminosos povoam a minha mente, enquanto ele acaricia meus seios, e mordisca o lóbulo da minha orelha. Eu me viro para ele e beijo seus lábios com volúpia, acariciando seus cabelos. Retiro sua camisa, e logo depois suas calças e a cueca, revelando sua ereção. Thomas prende os dedos no elástico da minha calcinha. Eu me ajoelho, sentido seus dedos deslizarem e retirarem a peça de roupa, enquanto acariciam minhas coxas. Seus olhos verdes sempre grudados nos meus azuis.
Beijos, carícias, movimentos deliciosos. Sentimentos em ebulição. Desejos ardentes. Volúpia e sensualidade. Amor e prazer juntos numa deliciosa mistura de texturas e aromas. O cheiro dele em minha pele, meu cheiro na pele dele. Tudo está perfeito. E eu estou completamente caída de amor.
Meu destino, seu destino, nosso destino... Juntos pra sempre.
Deitados de conchinha. Tudo faz sentido agora. Mas estou com uma coisa remoendo a minha cabeça. Olho pra Thomas, ele está dormindo. Tão sereno... Depois eu pergunto o quê que é Facebook.
FIM
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