Fallen Gods
2 Capítulo I - Two Worlds
Notas iniciais
Capítulo I — Two Worlds | Asgard — Ano de 2018 |
~oOoOo~
As portas do salão se abriram, revelando o trono de Odin. O rei permanecia em pé, com sua armadura e seu Gungnir na mão direita, enquanto Thor estava ao lado do pai, com o martelo e a capa vermelha. Recebera a mensagem em Midgard sobre o julgamento do irmão e tinha que comparecer; na verdade, estava ali com a intenção de ajudar o moreno. Loki entrava na sala, todo acorrentado como da última vez, há cinco anos atrás. E ainda não sentia nada além de deboche por estar ali novamente. Preferia ficar em sua cela do quê ver os dois deuses novamente.
Ele tinha o seu típico sorriso de deboche no rosto, afinal, precisava esconder a raiva e o ódio que sentia dos dois que estavam em sua frente. Não era seu primeiro julgamento, então era acostumado a eles e aos castigos pelo que tinha feito. Caminhou com os guardas segurando suas correntes, até pararem em frente ao rei. Os guardas o reverenciaram, em forma de respeito, contudo Loki não; apenas sorriu maliciosamente.
Thor suspirou, frustrado, e balançou a cabeça para os lados; o comportamento do irmão nunca mudaria. Odin, vendo isso, decidiu começar o julgamento.
— Loki, filho de Odin...
— Eu não sou seu filho! — corrigiu Loki, irritado, mas fora ignorado como sempre.
— Há muitos anos venho me decidindo qual serás o seu castigo pelos seus atos violentos, a guerra que provocou em Midgard e a meu cativeiro fingindo em ser eu enquanto estava no meu sono — disse Odin, severamente, enquanto Loki apenas dava uma risada desdém. — Por isso, tomei uma decisão, após anos pensando num castigo.
— Oh, então o senhor, sábio rei, decidiu me punir? Irás me matar, Odin? — questionou Loki, sorrindo de lado. — Finalmente irá ter minha cabeça numa bandeja, Pai de Todos. Como sempre qu...
— Loki! — advertiu Thor, com a voz grossa igual a um trovão. — Chega dessa palhaçada e deixas nosso pai falar.
— Seu pai! — corrigiu Loki, novamente, encarando-o friamente.
— Basta os dois! — gritou Odin, fazendo ambos pararem e voltarem a encarar o rei. — Loki, eu conversei com Thor e decidi que não irei puni-lo.
O quê?!, exclamou Loki, mentalmente.
Como assim não seria punido? Desde que tinha provocado aquela batalha em Midgard, Odin pensava em mil formas de puni-lo; castigá-lo pelos seus atos e agora vem dizer que não vai? Por apenas uma segunda chance? É isso que ele estava pensando? Odin lhe dando uma segunda chance? Achava impossível receber por tudo que tinha feito, além do mais, o rei era orgulhoso demais para fazer isso.
Tem algo de errado, pensou Loki.
— O que há, Odin? Cansou de pensar em formas de me punir e decidiu me deixar livre? Dar-me uma segunda chance, sabendo que falhou em todas as outras? Achas mesmo que cairei nessa brincadeira tola sua? — Loki se inclinou, fitando o rei como se fosse um predador. Ele encarou Thor. — Diga-me o motivo — ordenou friamente, tentando manter a calma, que não tinha. Thor suspirou e passou a mão pelo rosto, até os cabelos, os bagunçou e tentou a todo custo não encarar o irmão, que já estava irritado. — Digam-me! — berrou alto, dando um passo a frente, mas sendo puxando pelos guardas.
Ambos, vendo que não tinham outra maneira, decidiram contar. Odin desceu três degraus e apontou seu Gungnir na direção de seu filho mais novo. Era a única maneira para Loki mudar.
— Decidi que lhe daria uma última chance de mudar, Loki. Só espero que não a desperdice — disse Odin, calmamente, ignorando a face debochada do filho.
— Serás difícil, meu caro, já que das outras... — fingiu pensar, e voltou a falar. — …nove vezes, falhara — provocou Loki. Odin suspirou frustrado.
— Você irá, na companhia de Thor, para Midgard e ficará sobre vigia dos Vingadores por seis meses. Se mudar o suficiente, poderá conviver conosco novamente. Esse será seu castigo — respondeu, indo direto ao ponto. Sem se importar se o filho surtaria. O que foi exatamente o que ele fez.
— O quê?! — berrou Loki, furioso. Seu berro foi tão alto, que até o chão tremeu.
De todos os castigos possíveis que existiam, aquele era o pior de todos. Passar seis meses em Midgard não é nada bom, mas na vigia dos Vingadores… Isso é suicídio! Loki rangeu os dentes e ficou respirando fundo a cada minuto, tentando se controlar, não podia perder o controle. Não agora.
Seu corpo tremeu por completo, se lembrando do passado; Odin fez a mesma coisa com ela há muito tempo. Mandou-a para um lugar que mal conhece. Ela tinha uma vida perfeita ao seu lado, até aquela época. Até aquela terrível noite. Agora era sua vez. Será que Odin nunca irá parar de controlar a vida de todos? Sempre estragando elas?
Levantou a cabeça e encarou Odin mortalmente. Não aceitaria ser o próximo, não aceitaria ser humilhado pelo Pai de Todos, como ele fez à ela. Porém, nunca se esqueceria do que aconteceu.
— Igual como fez a ela, certo? Você mandou-a para algum reino por causa de um crime que mal pode se explicar, você a humilhou e a maltratou de todos os jeitos, na frente de todos os asgardianos, agora eu serei o próximo da sua listinha — falou Loki, seriamente, encarando o pai adotivo. — Até quando vai mandar nos destinos dos outros, Odin?
— Loki... — antes que o Pai de Todos pudesse se explicar, o filho levanta a mão direita, como um silencioso pedido de chega e virou a cabeça. Não estava a fim de escutar mais uma das desculpas esfarrapadas do rei.
— Basta! — exclamou. O moreno encarou Thor. — E se eu não aceitar? — questionou, vendo o irmão cruzar os braços.
— Passará a eternidade numa pedra, acorrentado, com uma serpente venenosa e só será solto quando a hora chegar. Como diz a profecia de Ragnarok — respondeu Thor. Ele não queria que o destino do moreno fosse esse, o único meio de salvá-lo foi esse, e pedir que a S.H.I.E.L.D aceitasse a missão também fora difícil, porém conseguira. — Aproveite a chance, meu irmão. Só passara seis meses em Midgard e seus poderes não serão tirados de ti, para poder nos ajudar, mas se não cooperar... — Thor desviou os olhos azuis do moreno e depois o fitou novamente. — Você sabe.
Essa era sua única salvação; Loki via que não tinha opções. Além do mais, o crepúsculo dos deuses estava muito longe disso então passaria uma boa eternidade na caverna. Sozinho e sofrendo sobre o veneno da cobra. A boa parte era que ficaria com seus poderes.
O trapaceiro suspira frustrado e fecha os olhos. Franzindo o cenho, estendeu os punhos algemados para frente, sem encarar Odin. Ele fitava o mais novo, quase esperando pela resposta. Loki pensou numa resposta, até que seus devaneios foram pro passado; duas coisas, já tinha sua resposta.
— Eu aceito...
Midgard | Estados Unidos, New York — Verão de 2018 |
~oOoOo~
A luz era impedida de entrar pela janela, a cortina escura de opaco trazia a escuridão pro quarto. O corpo pequeno se virou no colchão, calmamente, enquanto relaxava na cama quente e macia, a garota sorriu sentindo preguiça de levantar-se, decidindo continuar a dormir.
Sem ela notar, a porta foi aberta rapidamente fazendo um estrondo e a criatura sentiu um peso grande encima de si, incluindo alguém bater com o travesseiro nela.
— Charlotte Katrine Stark! Vamos acordar, Bela Adormecida! — gritou Tony Stark, batendo o travesseiro na garota que se debatia e gritava. O Homem de Ferro só ria da brincadeira. — Bom dia, querida — sorriu quando viu a filha acordada, o encarando furiosa.
— Pai! Pelos deuses! Não tinha como me acordar de forma mais gentil? — questionou a garota, pegando o travesseiro na mão do pai e colocando-o no colo. Tony sentou-se ao lado da filha na cama – já que antes estava sentado encima dela.
— Assim não seriamos Stark, minha cara Lottie — respondeu Tony, irônico, com um olhar maroto, fazendo a garota rir. Ele se levantou e juntou as mãos. — Vem, vamos levantando daí. Pepper foi pro trabalho e me pediu para acordar você, então tem cinco minutos para se arrumar e ir tomar café — disse Tony, em um único fôlego. Lottie resmungou e voltou a deitar-se.
— Me dá mais alguns minutinhos, estou cansada — resmungou, colocando o travesseiro no rosto. Ontem a noite tinha dormido ás quatro horas da manhã por causa dos trabalhos da faculdade de tecnologia que faz e de um novo projeto que queria fazer.
— Não é minha culpa que ficou até tarde fazendo seu projeto — falou Tony, de braços cruzados.
— E você fica acordado naquele laboratório por dois dias fazendo suas Mark’s — retrucou Lottie, tirando o travesseiro e apontando o dedo para o pai. Tony faz bico e dá de ombros, como se nem importasse.
— Nisso, eu não posso reclamar — admite o homem. Lottie ri de leve e vira de lado no travesseiro, enquanto Tony retribui a risada. — Vamos, querida, tomar café-da-manhã antes que eu bote fogo na casa tentando fazer café — diz, enquanto vê a filha se levantar correndo.
— Deus que me perdoe se eu deixar você cozinhar. Pepper iria me matar se eu deixasse isso acontecer — comenta, já no banheiro, fazendo sua higiene matinal. Tony apenas resmunga. — Bruce está aqui? — perguntou, já dentro do chuveiro, se limpando e tentando acordar.
— Sim, depois de tanto lenga, lenga, ele veio dormir aqui. Você só não o notou porque estava com aqueles malditos fones de ouvidos, fazendo seu projeto — respondeu Tony, de braços cruzados no meio do quarto, ouvindo a filha rir no banheiro. — Ele disse que irá fazer os exames hoje — declarou Tony, sabendo da reação da garota. Tentou ser cuidadoso, porém não resultou em nada.
Lottie tinha parado de lavar o cabelo quando soube da noticia, deixando a água cair sobre ela. Ficou em choque e com medo. Os exames que ele dizia são sobre o fato se alguma coisa anormal tinha voltado. Afinal, desde que foi encontrada pela S.H.I.E.L.D., em Moscou, descobriram que Lottie foi pega por várias infecções sérias que podiam levá-la a morte. Bruce tinha sido encarregado de fazer exames para ver se nada grave lhe aconteceria, mas isso tudo dava medo nela, as agulhas e os fios a lembravam dos dias que passou em cativeiro.
Há muito tempo atrás, pelas únicas lembranças que Lottie tinha, lembrava-se de estar na H.I.D.R.A. desde que tinha quinze anos, sendo usada como um experimento, quase um projeto para um novo soldado. Porém, eles descobriram coisas sobre ela que levaram os experimentos para um nível mais alto, começaram a fazer exames de sangue frequentemente e injeções de projetos, para verem como seu corpo reagiria. O resultado? Nada. Ela era algo que ia além da ciência, e foi isso que chamou tanto a atenção de Schmidt, pois poderia ter o soldado perfeito, mesmo que fosse uma garota.
Foram quatro anos de traumas nas mãos deles, até que conseguiu escapar das mãos deles e do Soldado Sanguinário. Entretanto, antes de conseguir, acabou sendo atingida e caiu da montanha. Deveria ter morrido, mas por milagre sobreviveu e foi encontrada pela agente Romanoff e Barton que estavam fazendo missão pela fronteira. Só lembra-se de ter acordado no hospital da S.H.I.E.L.D., sendo examinada e bem cuidada.
Daquele dia em diante sempre teve medo de fazer exames, de agulhas e de lugares pequenos que lembravam ao seu cativeiro; Bruce diz que gerou a doença claustrofobia. Mas o surpreendente foi que as infecções melhoraram numa grande velocidade.
Lottie permaneceu quieta e suspirou pesadamente, encostando a testa na parede. Odiava isso; os exames. Bruce sempre fala que era preciso; para sua segurança. Mas ela vê que não, afinal, fazia três anos que não mostrava algum defeito físico ou psicológico, sabia que estava sendo cuidada por Tony porque ela não tinha família e precisava ter alguém para cuidar dela.
Sim. Tony Stark não era pai de Charlotte. Quando a S.H.I.E.L.D cuidava dela, Fury viu que tinha de mantê-la sobre cuidados de alguém. Afinal, não podia deixar uma garota de dezenove anos sem memórias a solta, então pensou logo em mandá-la para um orfanato, sem se importar em não ser adotada, mas Tony – que tinha se apegado á garota, já que conversavam muito – decidiu que cuidaria dela como filha. Adotara, na verdade. Ele deu-a um nome e seu sobrenome. Levou alguns meses para se acostumar, porém com o tempo Lotte começou a chamá-lo de pai, e Pepper, de mãe.
Tony suspirou e foi até a porta do banheiro, deu três batidas para acordá-la de seus devaneios. Lottie acordou, dando algumas piscadas, mas permaneceu quieta, apenas mexendo nos cabelos longos e escuros que estavam molhados, enquanto a água caia nela.
— Lottie, você sabe que é para seu bem — pronunciou Tony, encostando-se à porta clara. Ele sempre dizia isso quando ela retrucava. Ajudava, contudo Charlotte não era mais uma adolescente, agora era adulta e sua opinião aumentava mais, piorando o caso. — Não é nada como antes. Bruce apenas vai ver seu sangue, ver se nada mudou durante esses meses.
— Se fosse para meu bem, saberiam que não deixaria a S.H.I.E.L.D. coletar meu sangue para fazer analises. Vocês sabem que odeio ser rato de laboratório — declarou Lottie, com a voz chorosa de dentro do banheiro. Tony sentiu seu peito apertar, lembrando-se desse fato. Suspirou pesadamente. Quando estava sendo analisada, Bruce tinha afirmado que seu sangue era o mais diferente de todos os seres que tinha visto. Fury chegou à conclusão que tinham que fazer analise, transformando-a num rato de laboratório, porém não foi possível continuar as pesquisas.
Todos os Vingadores tinham se apegado muito à ela – menos Thor, que não estava em Midgard quando Lottie chegou – e não aceitavam isso. Podem não saber o histórico dela, mas sabiam do que tinha passado na H.I.D.R.A., então não aceitavam isso vindo da S.H.I.E.L.D.
— Eu sei disso. Mas Bruce não está fazendo “analises”, como a senhorita diz. Ele só está fazendo exames, checando se está tudo bem com seu estado — respondeu Tony, ainda de braços cruzados. — Vamos logo Lottie, deixa de ser criança e vai encarar aquela maldita agulha que diz que é um... Um... Ah! Aquela merda que você fala! — exclamou, quase impaciente. Ouviu Lottie rir e quase comemorou. — Vamos fazer um acordo: você aceita fazer o exame...
— De novo.
— ... E se não protestar, deixo você fazer a armadura comigo — terminou de dizer, torcendo para ela aceitar.
— Você esta me subornando, Tony Stark?
— Estou! Agora chega de papo: aceita ou não? Estou te dando uma boa e você trabalha pro melhor gênio... — foi interrompido por uma gargalhada de Lottie no banheiro.
— Ok, ok, senhor Tony Convencido Stark, me convenceu, daqui à alguns minutos estou indo tomar café.
— Ótimo, estou lá embaixo esperando — avisou Tony, se afastando. Foi até a porta do quarto e a fechou. Suspirou aliviado, colocando a mão em seu peito. — Nossa, foi mais fácil do que eu imaginava — murmurou, aliviado. Para ele era um trabalho difícil convencer Lottie à fazer exames de sangue.
Tony desceu as escadas e foi para sala. Caminhou até o barzinho que tinha e pegou seu uísque. Sentou-se no sofá, esperando Lottie descer para tomar café como sempre fazia. Claro que só comeria um pão e depois iria para o laboratório terminar de fazer sua nova Mac, entretanto sabia que demoraria um pouco para terminá-la por causa da morena.
Ficou bebendo e vendo TV, esperando pela filha até escutar a voz de Jarvis.
— Senhor, o Diretor Fury está na linha e quer falar com o senhor — disse Jarvis, com sua voz robótica. Tony resmungou.
— Ah! Fala pra ele que estou ocupado demais para atendê-lo — respondeu Tony, bebendo mais um pouco do seu uísque.
— Senhor, ele insiste. Diz que é urgente — Jarvis insiste e Tony resmunga novamente.
— Ok, o coloca na linha — pediu e esperou a voz de Fury encher seu saco. — Fala logo ai pirata, estou muito ocupado aqui para ouvir sua bela voz da manhã — falou Tony, irônico, se levantando e andando pela sala.
— Stark, eu não liguei para ouvir suas ironias, vim dar um aviso — disse Fury, parecendo impaciente pelas palavras do moreno.
— Então fala, porque ‘tô sem tempo. Sem rodeios.
— Ok, se quer tanto que eu seja direto... — Tony apenas assentiu e ficou bebendo seu uísque. — Recebi um chamado de Thor e seu irmão, Loki, passará seis meses sendo vigiado pela S.H.I.E.L.D e pelos Vingadores, então resolvi que ele passara os dias na Torre Stark — declarou Fury.
Nesse momento, Tony sentiu um nó na garganta e ele acabou cuspindo todo seu uísque. Tossiu, sentindo seus pulmões arderem, mas não se importou, a raiva era muito maior.
— O quê?! — gritou Tony, furioso. Foi tão alto que Lottie pode ouvir.
— Pai? Tudo bem ai?
— Tudo sim Charlotte, só estou conversando no telefone, pode terminar de se arrumar — disse Tony, alto o bastante para ela escutar e depois voltou a falar com o diretor. — Deixa eu ver se entendi: o homem rena passará seis meses na Terra? E na minha casa?! — gritou na ultima parte.
— Até que você entendeu da melhor forma Stark — provocou Fury, fazendo o moreno bufar.
— Você só pode estar ficando louco, Fury! — esbravejou Tony. — Se não percebeu, eu tenho uma adolescente para cuidar, e quem me garante que a rena não matará a gente na hora H? — questionou, se irritando cada vez mais.
— Pelo que eu saiba, a senhorita Charlotte Stark é adulta e sabe muito bem se defender, então imagino que ela não precisa de cuidados. E ele não fará nada. Thor e os Vingadores ficaram de olho nele, incluindo a S.H.I.E.L.D., portanto ele não terá vantagem para ato.
— E pra quê precisamos vigiá-lo? Pelo que eu sei, o paizinho dele pode dar um castigo muito melhor do que esse — disse Tony, odiando a idéia. — E também ele bem que pode ficar na base.
Fury resmungou no outro lado do telefone e isso só arrancou risadas do Stark. Ele adorava provocar o diretor, mesmo achando desnecessário.
— Odin preferiu assim e temos que aceitar, mas não liguei para saber se o senhor concorda ou não. Liguei para...
— Certo, certo, o homem rena pode ficar na minha casa durante esses meses, mas com duas condições... ou uma — interrompeu Tony, de braços cruzados.
— Prossiga.
— Vou querer que todos os vingadores fiquem na Torre Stark. Eu não ficarei vigiando o chifrudo sozinho e desproteger Lottie, e se ele chegar perto dela, eu não vou pensar duas vezes em atacá-lo — disse Tony, apontando o dedo pro teto como se dissesse que o chutaria pros céus.
— Entendido. Conversarei com Barton, Romanoff e o Rogers. Então, quero que você e Banner venham para a base hoje ás cinco horas buscá-lo com Thor.
— Certo — escutou o telefone desligar. Tony suspirou pesadamente e passou a mão pelos cabelos escuros e depois na barba. Só de imaginar Loki em sua torre lhe dava calafrios. Não porque ele podia matar os heróis aos poucos e sim pelo que ele podia fazer com Lottie.
— Pai? — escutou a voz de Charlotte e virou-se, vendo a filha ao lado das escadas. Ela trajava uma calça jeans, uma regata branca folgada e tênis All Star azul marinho. — Vamos tomar café?
— Sim — Tony acompanhou a filha pra cozinha. Estava confirmado, teria que vigiar Lottie e Loki para nenhum dos dois ficarem por perto, para o bem da garota e para não ser usada contra eles. Tinha receio que essa “vigia contra o homem rena” não daria certo.
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