Fallen Angel
1 Red Eyes
Notas iniciais
Em um lugar afastado da cidade, é possível avistar uma grande casa, escura e silenciosa. No interior desta casa vê-se uma bela jovem a levar uma bandeja para alguém. Em algum tempo, a jovem parece chegar ao quarto que tem como destino. Ela bate na porta, porém ninguém atende; ela chama, mas também não há resposta; como última tentativa, entra no quarto para ver se seu mestre ainda se encontra acordado.
No quarto, ela não encontra o que esperava, mas sim um homem alto, de longos cabelos escuros, com um manto que chega ao chão e unhas que mais se pareciam garras. Ela fica paralisada ao ver o sangue no chão e também em quase todo seu corpo. Assim que a figura assustadora se vira e mostra seus olhos vermelhos que imploram por sangue, ouve-se um grito saindo daquela enorme casa. Um grito que rapidamente é silenciado. Voltando a casa, agora só se vê mais sangue espalhado pelo quarto e o corpo da garota largado no chão com o pescoço totalmente estraçalhado.
No dia seguinte, o jovem detetive Alex F. Willian é chamado para investigar o local. Alex é um excelente detetive, apesar de ser tão jovem, já resolveu inúmeros casos que, para a polícia era algo impossível de ser solucionado. Alex tinha apenas 24 anos, aos 15 já era mundialmente conhecido e aos 17 ajudava os policiais com o que fosse possível, sempre resolvendo os casos que apareciam em sua frente. Possui lisos cabelos castanhos e sempre está com uma aparência séria e fria.
Há suspeitas de que o jovem que habitava a casa teria se aproveitado de sua empregada, pois ela não retornou para casa, onde passava o final de semana com sua família.
Assim que o detetive encontra o corpo da garota, ele observa atentamente o terrível ferimento em seu pescoço. Ele olha o sangue derramado no chão, a mulher despida, também com sangue por todo o corpo, as marcas que as mãos ensanguentadas deixaram no corredor. Como primeira impressão, Alex imagina que o assassino seja um pobre psicopata .
O dia inteiro, vários policiais ficam juntamente com o detetive, a investigar toda a casa. Terminado o dia, nada se encontra. Sendo assim, Alex, pensando em seu dever, resolve passar a noite na casa. Os policiais lhe avisam sobre o perigo, mas ele não demonstra medo e responde:
–Sempre faço o que for possível para resolver meus casos!
Sendo assim, mais cinco policiais resolvem ficar com o jovem detetive na casa.
A noite estava chegando,a lua começa a surgir; nunca se havia visto uma lua como aquela, cheia e quase sem brilho , o pouco da lua que dava pra ver, mostrava que naquela noite, por algum motivo, ela estava vermelha como sangue. Porém, houve um detalhe que só não passou despercebido por Alex; desde a chegada dele e dos policiais de manhã havia um estranho vulto negro e alto que se encontrava na enorme torre existente na casa, ele parecia olhar atentamente para o grupo. Após fazer um sorriso que causava arrepios, até mesmo em Alex, o vulto desaparece junto com a brisa do vento. O detetive apenas desvia o olhar e entra na casa sem dizer nada a ninguém.
Os cinco policiais junto com Alex decidem se dividir em três grupos. O primeiro grupo tem a missão de patrulhar o subterrâneo da casa, o outro fica na sala principal dela, e o último grupo fica com a imensa torre. Como Alex estava curioso com o que o vira antes de entra na casa, ele resolve ir para a torre.
No grupo subterrâneo , encontram-se dois amigos de Alex; o jovem Rique, que cursou a faculdade com ele, e seu primo Allan, com o qual havia resolvido inúmeros casos na época em que estudavam. Ambos são rapazes corajosos e espertos. Eles andam de um lado para o outro procurando por algo que na realidade temem achar.
-Ei! Quem você acha que pode ter feito uma coisa dessas? Diz Allan enquanto caminha observando todo o lugar em que estava.
-Acho que seria mais fácil perguntar o que fez isso e não quem! Responde Rique em um tom irônico.
Após alguns minutos andando pelo local, que tinha uma péssima iluminação, procurando alguma pista que possa ajudar os dois encontram um amontoado de esqueletos que exalam um odor horrível, pelo longo tempo que ali se encontram. Isso lhes deixa com muito medo.
-V-vamos sair daqui! Diz Allan desesperadamente.
Os dois se viram e se preparam para correr, porém o medo que eles tinham se torna maior quando atrás deles surge a estranha criatura. Eles tremem diante de seus olhos arregalados voltados para eles; olhos que são escuros vermelhos como a lua daquela noite. Eles não pensam (não há tempo para se pensar), eles somente agem; pegam suas armas, mas antes que possam disparar, são agarrados pelo pescoço. Allan sente que começa a ficar difícil respirar, pois a mão que antes se escondia nas trevas, agora aperta seu pescoço. Ele vai vai fechando os olhos, não lhe resta mais forças.
Então, ouve-se um estralo que sai do rapaz. Todos os sonhos de uma vida deixam de existir, tudo pelo que lutou deixa de ter utilidade; sua vida lhe abandonara. O monstro olha para o que ainda vive e dá um sorriso que deixa á mostra seus compridos dentes, de onde escorrem sangue. Impulsionado pelo medo, Rique consegue levantar sua arma; e em seu único disparo, ele acerta uma bala que entra pelo queixo da criatura e sai pela nuca. A estranha criatura cai, imóvel. Ainda contaminado pelo medo, Rique corre com grande desespero. Maior desespero ele demonstra ao olhar para trás e ver que o corpo não se encontra mais naquele local.
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