Fallen

2 It's time


Notas iniciais
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Rony e Hermione tiveram de conter o riso e deram lugar a uma expressão engraçada com um misto de surpresa e gozação. Já Harry exibia um meio sorriso impressionado com a atitude e a coragem da garota. Alex olhava para o chão, pensando se não havia se precipitado mas com o que ouviu da boca de Draco no segundo seguinte ela jurou que nunca iria sentir pena daquele menino.

– Você sua Grifinória abusada! O que, quem você pensa que é¿ Você é uma atrevida, não mede seus atos! Você me paga, sua sangue ruim!

Naquele momento Harry, Hermione e Rony pensaram que iriam ouvir mais um estalo vindo do rosto de Draco, mas só o que ouviram foi a risada irônica de Alex.

– Você só tem esse argumento Malfoy¿ Tudo o que você sabe dizer é “sangue ruim”¿ Eu tenho pena de você e olha que eu mal te conheço, mas já vejo que você não passa de uma pessoa frustrada.

Não, aquilo era demais pra Draco! Naquele momento ele olhou para a garota que tanto chamara sua atenção no salão principal e viu que, apesar de ser extremamente interessante e misteriosa, Alex era uma idiota que não sabia com quem estava mexendo.

Ele cerrou os punhos e se conteve em virar a cara e sair caminhando a passos firmes dali. Quem aquela garota pensava que era¿

Alex, por sua vez, sentiu sua pele corar quando Rony e Hermione a encheram de elogios.

– Você é demais!

– Caralho, você tem muita coragem garota!

– Ele bem que mereceu!

– Você é das nossas!

– O Malfoy é um idiota, estava na hora de alguém tomar uma atitude com ele!

– Er, obrigada gente. – Alex disse sorrindo enquanto eles seguiam para a torre da Grifinória.

– Nos que precisamos te agradecer, o Draco precisa aprender a parar de falar essas coisas e cuidar da vida dele. Garoto imbecil! – Hermione disse com raiva.

– Ele sempre foi assim¿ — Alex pediu se dirigindo a Harry que estava em silêncio.

– Sempre¿ ele nasceu assim e se não aprender vai morrer assim! – Rony exclamou quando Harry iria falar qualquer coisa.

“pudim de leite” Hermione murmurou a senha e a porta do salão comunal da Grifinória se abriu diante dos olhos dos quatro.

Uma enorme lareira estava acesa e o fogo crepitava e aquecia o lugar. Algumas poltronas, mesas e cadeiras estavam dispersos pelo local que possuía cortinas grossas e pesadas com o brasão da casa e de Hogwarts. Duas escadas levavam para os dormitórios femininos e masculinos e a sala estava abarrotada de alunos conversando e matando a saudade das férias.

– Alex, espere só um momento aqui! – Hermione saiu correndo entre os alunos e Rony foi cumprimentar seus amigos, deixando Alex ao lado de Harry.

– Eu queria agradecer você – Harry disse timidamente – pelo lance do Draco, sério, valeu.

– Aquilo não foi nada – ela sorriu e Harry pensou que se pudesse, ficaria vendo aquele sorriso e aqueles olhos por um longo tempo.

Hermione voltou e levou Alex para cima, onde a menina arranjou uma cama, e arrumou rapidamente suas coisas. As duas desceram e foram se espremendo pelos alunos abarrotados que iam falando coisas como que “bem vinda!” ou “que bom que temos o privilégio de ter você na Grifinória” para Alex, que por sua vez corava e sorria. Hermione, Rony e Harry ficaram por algum tempo conversando com Alex e colocando a menina por dentro do que acontecia em Hogwarts e sobre as aulas do dia seguinte.

– Acho que vou subir – Alex disse após um longo bocejo – estou morrendo de sono e acho que amanhã sera um dia longo. Boa noite.

– Boa noite, Alex! – os três murmuraram em uníssono.

Alex subiu as escadas, tirou suas vestes e colocou seu pijama favorito. Entrou debaixo das cobertas e ficou ali, virando se na cama, pensando em como seria o dia de amanhã e esperando ansiosamente para ver aqueles olhos novamente...

✝

– Ela é legal – Rony disse logo que Alex saiu da vista dos garotos – acho que é confiável também. Devíamos convida-la para participar da AD. O que vocês acham¿

– Eu não sei... – Hermione disse pensativa

– Eu concordo com o Rony. Ela nos defendeu do Malfoy e acredito que se esta na Grifinória e foi tão condicente com a gente hoje, ela é leal. Eu confio nela.

Hermione e Rony trocaram olhares rápidos e riram consigo mesmos. Estava obvio que Harry sentira alguma coisa por Alex. Logo os três subiram, e cada qual foi para sua cama.

Harry sentia-se estranho; ele sabia de seus sentimentos por Cho, mas aqueles olhos castanhos tinham um mistério a ser desvendado, algo que o envolvia, que o fascinava... Mas de uma coisa ele tinha certeza, a garota era realmente bonita. Tudo nela parecia estar em perfeita sincronia e seus cabelos pareciam voar junto com o vento e a deixavam ainda mais “sedutora”. Ele ficou se perguntando o que aquela garota tinha que fazia seu coração disparar daquela maneira, e por um momento, Harry achou ser coisa da sua cabeça. Como poderia se apaixonar por uma garota que ele conhecia a apenas um dia¿

Envolto nesses pensamentos, Harry dormiu. E naquela noite, ele não sonhou com o corredor secreto no Ministério da Magia, nem com Voldemort ou algo relacionado a sua incessante busca por paz. Ele apenas sonhou com um par de olhos castanhos, que o levava pouco a pouco rumo a um mistério quase que indecifrável.

✝

– Sente-se por favor – Snape apontou ao menino uma cadeira em sua frente. – Eu lhe chamei aqui, pois recebi uma coruja urgente de seu pai, com um recado do Lorde das Trevas para você.

O garoto estremeceu. Sua espinha gelou e ele ficou tonto por alguns segundos e viajou por um mundo de possibilidades: o que Voldemort queria com ele¿ Qual seria a sua missão¿ Ele ficou nessa incerteza por alguns instantes até que a voz de Snape ecoando levemente nas paredes da masmorra gélida o trouxe de volta a conversa.

– Como você sabe, Ele esta atrás da profecia Perdida, e está disposto a fazer de tudo para consegui-la. E pra isso, Ele precisa do menino, Ele precisa de Potter e você terá parte importante nesse plano.

– Eu... o que eu terei de fazer¿ — o garoto perguntou assustado ao professor que fitava o nada.

– Você está ciente de que Umbridge não poderá saber de exatamente nada. Ela esta de olho em todo mundo, e uma das coisas que você precisa fazer, é ganhar a confiança dela. Ela precisa acreditar que você não passa de um fiel seguidor as suas ordens e que ela tem total controle sobre você.

Ele assentiu.

– E o que mais¿

Snape cuidadosamente explicou ao garoto o que ele teria de fazer. Mas ele não deu meios para que o garoto concretizasse sua missão. Isso deixou o menino confuso.

– Escute bem – Snape disse agora de pé – está na hora de começar a agir, Ele está ficando impaciente. Ele quer Potter morto, esta na hora de fazer o que for preciso. Esta na hora de arriscar. Esta na hora de honrar seu sangue e seu destino, Draco.

✝

O sol já tinha se levantado quando Hermione acordou Alex. As duas se vestiram, pegaram seus materiais e desceram para tomar café junto de Rony e Harry, que pela primeira vez em dias, havia tido uma boa noite de sono.

Dizer que Alex se sentia extremamente feliz seria mentira. Havia uma parte dela que pestanejava e insistia por verdades. Ela estava ali por mais do que somente a briga dos pais, ela tinha algo pelo que lutar, algo para descobrir, e isso que estava deixando a inquieta no café.

– Relaxa – Rony disse – é normal você estar nervosa, mas sei que todo mundo gosta de você.

Alex assentiu porem logo estremeceu. Estavam passando pela mesa da Sonserina enquanto se dirigiam para a mesa da Grifinória, quando ela encontrou olhos inchados e vermelhos, porem sem em nenhum momento perder a beleza de sua íris azul acinzentada: Draco Malfoy. Ele desviou o olhar e Alex sentiu-se confusa, mas não teve tempo para pensar porque uma onde de risos saia da mesa Sonserina e era destinada aos quatro grifinórios que estavam a ponto de explodir.

– Idiotas! – Hermione grunhiu enquanto sentavam-se a mesa.

– Não de bola Mione – Alex falou tentando esquecer aquilo – Não vale a pena.

A amiga assentiu e o resto do café seguiu aparentemente bem. Harry contou aos amigos que não havia sonhado com o corredor, e Alex quis saber se isso era bom ou ruim. Os amigos riram e lhe contaram a história. Quem via aquilo de fora, achava que eles eram amigos à anos, e não a apenas um ou dois dias. Mione, Rony e Harry sentiam confiança em relação a Alex, o que era totalmente reciproco da parte da garota.

O primeiro tempo de aulas seguiu-se extremamente bem. Mas o clima, que até o momento era perfeito e harmonioso, assumiu repentinamente uma forma tempestuosa e tensa quando entraram na sala de poções. Snape sequer reparou o olhar furtivo de raiva, já normal, vindo de Harry. Snape estremeceu vendo aquela garota, ela tinha um quê estranho, algo que não soou bem aos olhos atentos do professor.

Alex, Hermione, Rony e Harry por sua vez, estavam mais atentos aos risinhos estranhos e idiotas dos sonserinos que, infelizmente, estudavam a matéria junto com os quintanistas da Grifinória.

O professor passou a receita de uma poção escaldante no quadro e os alunos, cada qual com seu caldeirão, foram praticando e adicionando os ingredientes para produzir a poção. Malfoy estava tão atordoado que nem ao menos viu o que estava colocando no caldeirão, o que resultou em um liquido azul marinho com variações de amarelo e que fedia a gamba morto. Já Rony e Harry não conseguiam se concentrar e estavam discutindo internamente sobre a AD. Hermione estava se esforçando ao máximo, pois por mais que odiasse a matéria, ela queria se sair bem nos NOM’S custasse o que custasse.

Alex por sua vez, estava calma e lívida. Quando ela se concentrava em algo era pra valer. Em poucos minutos a garota fechou seu livro, guardou sua pena, e com uma concha, pegou um pouco da poção verde oliva e colocou num frasco levando o mesmo ao professor Snape.

– Deixe me ver isso Srta. Williams. – ele pegou o frasco, examinou a poção, sentiu seu aroma e mandou que a aluna a provasse.

Todos na sala pararam o que estavam fazendo e observaram a garota tirar o tampo do frasco e tomar um pequeno gole do liquido. Logo, Alex estava sentindo um calor extremo que parecia poder abater qualquer hipotermia ou ate mesmo compensar horas a fio dentro de um congelador.

– Interessante... – Snape disse impressionado com a habilidade da garota. Ela havia feito absolutamente certo a poção e ainda num tempo incrível – Me dói dizer isso, mas esta perfeito. Dez pontos para a Grifinória. – disse com voz baixa, mas suficiente para os alunos ouvirem.

Os sonserinos ficaram indignados e Draco abaixou o olhar. Grifinórios ficaram eufóricos e orgulhoso por terem uma aluna como Alex em sua casa, e até mesmo Hermione que sempre teve o orgulho de dizer que era a melhor Grifinória em poções, ficou extremamente feliz e orgulhosa por Alex.

A aula chegou ao fim, e, enquanto os quatro amigos arrumavam seus materiais e limpavam seus caldeirões, Malfoy esbarrou propositalmente no ombro de Rony fazendo ele derrubar seu caldeirão. O mesmo ficou vermelho e estava pronto para sacar a varinha quando a menina disse:

– Rony! Eu já disse pra você não dar bola pra esse idiota!

– Você! – Malfoy quase que gritou cerrando os punhos.

– Cale a boca, Malfoy. – Alex disse.

– Quem você pensa que...

– Draco, você ouviu a garota – Harry disse rudemente – Caia fora daqui.

– Ora, Potter – Malfoy riu-se – defendendo a garota, que coisa mais linda.

– Cale a boca Malfoy! – foi à vez de Hermione e Rony se irritarem.

– Draco! – a voz severa de Severo Snape retumbou nas masmorras – Chega.

Malfoy não disse nada, simplesmente abaixou a cabeça e saiu da sala batendo pé. A atitude surpreendeu a todos, exceto Snape, que estava com a cabeça fervendo de tanto pensar.

O mesmo acontecera com Draco. Não que ele soubesse, mas o mesmo pensamento que assombrou-o naquela hora, batucava na mente de Snape: Alexandra. Ela definitivamente era um mistério.

Notas finais
Lumus! Hey, como prometi ta ai o capitulo. Eu acho que o negócio ta esquentando e tem um grande mistério vindo ai. Quero deixar claro que eu estou super insegura pois nao quero de forma alguma alterar as principais caracteristicas de Ordem da Fenix (que é o ano em que se passa a fic) que a titia J. K. escreveu. Bom, comente por favor, acompanhem a história, critiquem, digam o que estão achando e façam meu dia feliz (: xx Nox!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.