Fall
11 Blood
Notas iniciais
Boa Leiutura ♥
Luffy’s Pov
Fiquei durante um pequeno intervalo de tempo sentado na cama, sem saber o que fazer ou como reagir ao acontecimento atual, eu realmente não queria que Ace parasse de fazer o que ele estava fazendo, eu nunca havia sentindo algo tão bom em toda a minha vida, era uma sensação nova, muito melhor que comer carne.
Meu coração parecia que iria saltar para fora da caixa torácica e explodiria na minha frente, meu rosto queimava como nunca, sinto-o queimar mais forte que o sol tocando em minhas mãos, porém essa onda de novas sensações não durou por muito tempo, cerca de 10 segundos após a saída do maior no meu quarto, senti a minha visão embaçar, meu corpo voltar a ficar mole, algo estava acontecendo comigo, algo realmente muito estranho.
As paredes do quarto começaram a desmoronar e a minha cama começou a cair em um abismo negro sem fim, até que eu volto a acordar.
Estava eu, deitado na minha cama, suando e com muito calor. Passei a mão no meu casaco, e ele estava abotoado perfeitamente. Olhei pela janela e vi que ainda era de tarde, e a noite ainda não havia chegado “Então tudo aquilo foi um sonho? Um sonho pervertido?” Indaguei a mim mesmo enquanto eu retirava o meu casaco vagarosamente.
Levantei-me da cama e a minha sensação de sede voltou de repente, mas agora estava no mínimo mil vezes pior que antes.
-Ai, droga! Água! – Murmurei enquanto eu corria pela casa em busca da saída, que não demorou muito tempo para eu chegar até ela.
Retirei a porta quebrada do caminho “Eu ainda tenho que arrumar essa droga”, e voltei a correr em direção ao bosque. Por sorte, o sol estava coberto entre nuvens, por que se ele voltasse a me atingir, provavelmente causaria um estrago muito maior, pois eu só estava usando uma bermuda jeans e um colete vermelho, nada mais além disso.
Depois de alguns minutos de correria, e proporcionalmente a sede aumentando, finalmente eu cheguei no rio mais próximo de casa. Não fiz rodeio, enfiei a minha cabeça na água feito um animal selvagem e comecei a beber água feito um louco. Senti o líquido gelado passar pela minha garganta, porém, não inibiu em um pouco a minha sede. Retirei a cabeça do lago e comecei a tossir feito um louco, minha garganta estava doendo em um nível insuportável, já estava sendo quase impossível respirar sem sentir dor, a sensação era que cada molécula de ar que passar, arranhava a minha traqueia feito navalha.
Law's Pov (Antes do Luffy ir dormir)
Eu estava observando a casa do garoto de cabelos negros por um longo período, esperando que ele fique sozinho, até que nessa manhã, quando ele voltou do rio, aproveitei a chance e me aproximei mais e mais da pequena cabana de madeira, tentando ocultar de qualquer forma a minha presença. Primeiramente retirei com muito cuidado a porta quebrada de madeira que estava posicionada em frente a entrada, após retira-la, fui andando vagarosamente em passos silenciosos em direção ao quarto do menor. Quando eu finalmente adentrei em seu quarto, notei que por sorte o garoto já havia dormido, tirei vantagem da minha oportunidade de ouro e toquei em sua cabeça com os meus dedos finos com cuidado
Eu sou um Incubbus, poucos seres humanos atualmente sabem sobre a minha existência, mas minhas habilidades permitem que eu entre nas mentes das pessoas, de qualquer ser, desde um Arcanjo a um demônio, enquanto elas dormem e eu comesse a vasculhar todas as informações em seu cérebro, em busca de fraquezas ou informações preciosas sobre o seu passado que muitas vezes nem a própria pessoa se recordava.
Depois de alguns segundos vasculhando as lembranças e pensamentos mais recentes do garoto, pude notar que ele tinha uma pequena queda pelo arcanjo com sarnas, que se eu não me engano se chamava Ace. Utilizei dessa informação e adentrei aos sonhos do mais novo, mas me passando pelo Arcanjo, a fim de enganar o mais novo.
Luffy’s Pov
O bosque estava muito silencioso, eu só conseguia ouvir os animais andando e o vento soprar. Estava com muita sede e já acreditava que iria morrer ali. Foi quando escutei passos vindos de algum lugar.
Pude ouvir um coração batendo... Mas era mesmo possível escutar um coração bater à distância? Não sei, mas sei que ouvi. Fui em direção ao som e me deparei com uma trilha estreita e sinuosa que passava entre as árvores. Nela caminhava uma mulher, um pouco mais velha que eu, com cabelos compridos e azuis.
Parecia perdida. Eu continuei a ouvir o barulho de seu coração bombeando sangue. Aquele barulho estava tão alto que me levava à loucura. Comecei a ouvir um zunido e simplesmente tudo ficou escuro.
Meu corpo ficou leve e eu não conseguia controlar direito minhas ações. A próxima coisa que ficou em minha memória era o corpo da mulher aos meus pés, todo ensanguentado e imóvel. E o pior, eu estava com meus dentes cravados em seu pescoço e tinha bebido todo o seu sangue.
E ainda mais... Eu tinha gostado e aquela sede que eu sentia antes não existia mais. Minha boca, meu corpo e minha camiseta – ainda que fosse vermelha – estavam todos sujos do sangue da moça, foi quando eu percebi o que tinha feito. Desesperado, chequei seus sinais vitais e concluí, mais desesperado ainda que ela estava morta.
Peguei seu corpo e joguei-o dentro da escuridão que começava a surgir entre as árvores do bosque. Ainda não havia escurecido, mas não faltavam mais de 15 minutos. Fiquei encarando o rosto imóvel da desconhecida.
-Me desculpe, eu não... Não sei o que aconteceu! Me desculpe! Me d-desculpe...
Passei uma das mãos pelo meu rosto e vi-a sair cheia de sangue. Imediatamente senti vontade de ter aquela sensação de satisfação que tive quando bebi o sangue da mulher, mas agora estava completamente racional e repudiei a ideia.
Corri de volta para o rio, a fim de me lavar. Tirar de mim aquele sangue.
Quando cheguei, tirei o colete vermelho e o joguei longe, coloquei meu rosto e mãos dentro d’água e tentei tirar o sangue deles. Não foi difícil, mas era difícil ver aquele sangue em mim. Me fazia lembrar que eu matara uma mulher inocente e ainda apreciara a sensação.
Quando estava quase completamente limpo, ouvi um galho se quebrando atrás de mim. Olhei para trás e vi um homem de cabelos verdes e olhar assustador me encarando.
-Ei, quem é você? – Perguntei, ignorando minha vontade súbita de fazer tudo que tinha feito com aquela mulher.
-Eu sou Zoro... Você está perdido? – Ele me respondeu, olhando impacientemente para o sol.
-Não, moro aqui perto. Ah, eu sou Luffy. Ei, Zoro, e você? Que faz aqui?
-Saí pra caminhar. Você deveria ir embora pra casa. Em pouco tempo, vai anoitecer. Esse bosque não é o mesmo no escuro.
-Eu sei... Eu já ia voltar mesmo. Você está bem? Parece nervoso...
Ele realmente parecia nervoso, suava, seus batimentos cardíacos aceleravam... Apesar de eu não saber como conseguia ouvi-los. Será que tinha visto o sangue e mim?
-Estou bem sim... Vá logo pra casa.
Levantei-me e me aproximei de Zoro. Ele parecia estar com medo que eu chegasse mais perto, mas não parecia com medo de mim.
-Ei... Tudo bem, estou acostumado com o bosque... Por que você está assim?
-Por favor, não chegue mais perto. – Ele disse olhando para o sol novamente. Dessa vez acompanhei seu olhar e vi que já não havia sol nenhum. Escurecia cada vez mais rápido, principalmente perto do inverno. Ele olhou para o outro lado e eu segui seu olhar. A lua cheia começava a subir e tomar um lugar no céu. – Não! Não se aproxime de mim!
Ele estava gritando isso e mais alguma coisa para mim. Me mandando ir embora, me mandando não me aproximar. Ele parecia com medo. Foi então que seu corpo começou a mudar. A ficar maior e mais parecido com um animal.
Desviei meu olhar por um segundo e quando olhei-o novamente, me deparei com um lobo. Um lobo gigantesco.
-Parece aquele do meu sonho... – Murmurei. Foi quando percebi que era aquele do meu sonho. Então não fora um sonho?
Ele me atacou três vezes. Na primeira, me esquivei sem muita dificuldade, eu era rápido. Mas naquela noite em especial, eu estava muito mais rápido. No segundo ataque, ele me acertou, mas não diretamente. Aquela coisa era muito forte. Pude sentir isso quando sua garra passou em meu ombro naquele segundo ataque. Fez um corte grande e profundo, se eu não tivesse dado um passo para trás, eu teria meu coração cortado.
Ele preparou-se para o terceiro ataque. Levantou a pata com uma velocidade anormal para seu tamanho e voltou a descê-la. Senti que era impossível desviar e então ele parou. Virou-se e foi embora correndo. Parecia até magia. Vi uma mulher de cabelos negros se aproximar de mim.
Ela parecia gentil. Ela se aproximou de mim e pude ver seus olhos azuis bem escuros, talvez por causa da escuridão. E vi a ponta de suas orelhas. Não era algo normal, mas levando em consideração tudo o que eu havia visto, orelhas pontudas não eram nada.
Ela sorriu para mim e eu fracamente sorri de volta. Então perdi a consciência.
Notas finais
bjus fofas, n se esqçam de comentar
Fale com o autor