Falida e venenosa.
3 Capítulo 2
Notas iniciais
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Falida e Venenosa:
Capítulo Dois
Do luxo, ao despejo.
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Os dias iam e vinham e a mansão Heartfilia em estado lamentável cada vez mais ficava.
Lucy estava rodando pela casa, apreciando os restos de móveis que sobrara, pois a cada dia que passava iam ficando mais escassos.
Sua mansão ia ficando cada vez mais vazia, lembrando-a de que seus dias cada vez mais se aproximavam do limite para seu despejo. A mansão ia ficando cada dia mais com ar de solidão, cada dia mais apagada. Não possuía mais aquele ar de mundo maravilhoso e perfeito. Não havia mais todo aquele luxo ao qual a Heartfilia estava tão acostumada bem como adorava observar.
A contagem regressiva de repente pareceu estar no ritmo da velocidade da luz e então finalmente o tão temido dia chegara. Era momento de ser despejada.
Não havia nada mais humilhante que isso. Ser mandada embora, por estranhos, de sua própria casa. Do lar ao qual desde que nascera pertencera. Simplesmente era trágico, além de ser inadmissível!
Lucy há dias já estava com todas as malas prontas. Apenas aguardava uma luz cair em cima de si para que uma ideia de para onde ir lhe surgisse em mente. Tristemente isso nunca acontecera. Mas as esperanças, é claro que ela não perdera. Podia muito bem ser loira, mas isso não significava que seu cérebro não funcionava como qualquer outro...
Estava absorta em seus pensamentos, descartando e incluindo algumas possibilidades de pessoas as quais podia bater na porta e ser bem recepcionada. Devia confessar que estava lhe sendo uma tarefa não muito fácil. Aliás, devia assumir que estava sendo bastante difícil, isso sim.
Quando uma mão tocou seu ombro, sobressaltou-se e colocou-se em posição de defesa, ou melhor, se colocou em uma posição que lhe permitisse socar e correr para longe de quem quer que fosse que estive lhe importunando.
Um ladrão.
Foi a primeira impressão que teve, mas então a ficha lhe caiu como um golpe certeiro e a Heartfilia lembrou-se com certa ironia o que é que um ladrão conseguiria lucrar com sua mansão falida...
Se fosse antes, até poderia entrar em alarde e correr pelos quatro cantos da casa, acionando os seguranças muito bem preparados para enfrentar tal situação, porém agora, bem, em sua casa só havia paredes e mais paredes, espaço e mais espaço... Exatamente um vácuo repleto de fenos, de tão vazio que estava...
— Senhorita Heartfilia, nós lamentamos muito, sabemos que não tem nada a ver com você a questão de seu pai ter levado tudo ao declínio, porém não há nada que possamos fazer pela senhorita. Também é lastimável para nós ter que despejar uma jovem que não tem nenhum lugar para ir, uma jovem que não tem culpa de nada, mas... — Um homem de meia idade mostrou-se, falsamente, triste pelo o que estava acontecendo com a Heartfilia.
Lucy bufou. Não sabia o que era pior se ter que aguentar seus pensamentos levando-a ao tormento, ao seu inferno pessoal ou se esses caras tentando enxotá-la para fora de sua própria residência.
Sinceramente, já até havia esquecido da presença do trio indesejado em sua mansão. Esses homens vieram bater em sua porta em plena madrugada, afinal, seis horas da manhã não é hora para importunar os outros, mesmo que fosse para despejá-la, ou melhor, ainda mais para isso.
Ser despejada de sua própria casa em plena seis horas da manhã era simplesmente um completo absurdo! Uma humilhação inaceitável.
— Se lamenta tanto, por que não me deixa com a casa? Realmente não tenho para onde ir, preciso de um teto para ficar e nada me seria mais perfeito do que continuar nesta mansão. Este é o meu lar, é o local ao qual pertenço. — A loira tentou fazer uma expressão de dar pena, tentando convencer a todos que ali estavam.
Os homens menearam a cabeça. Lucy prendeu a vontade de bufar e soltar alguns praguejos, ainda precisava encenar a expressão desolada. Precisava manter o controle da situação, se bancasse a garotinha puro veneno, as coisas não ficariam muito mais fáceis...
—Lamento, senhorita, mas não será possível. Poderíamos envia-la para um orfanato, entretanto, a senhorita já foi emancipada, o que significa que não há possibilidade de isso ocorrer, visto que já pode tomar suas próprias decisões e cuidar de si sozinha. — Outro homem respondeu.
Droga, por que tudo tinha que ser tão difícil? É claro que ela podia cuidar de si mesma, Jude deixara isso bem claro quando a loira completara seus treze anos.
Segundo ele, em sua idade, garotas de treze anos já eram donas de casa e tinham filhos para criar, portanto, emanciparia Lucy para que ela cuidasse de seu próprio nariz a partir daquele momento.
A loira bem sabia que na verdade, Jude só queria privar-se de todo o trabalho que poderia ser submetido ao ter que dar conta das rebeldias de uma adolescente mimada e riquinha que podia acabar, a qualquer momento, rebelando-se uma completa dor de cabeça para si.
Como o completo covarde que era, tirou seu corpo fora, não quis assumir suas próprias responsabilidades. Mas a Heartfilia não se importou em nada com isso. A distância que Jude mantinha entre eles sempre deixou muito claro o seu descaso por sua única filha, a qual, se ele fosse outro, deveria amar em dose dupla, suprindo o amor que não pudera receber de sua mãe por conta de seu precoce falecimento.
Além do mais, quem havia dito que mesmo que fosse possível, ela iria parar em um orfanato? Havia muitas pessoas piolhentas lá e ela gastara fortunas com seu cabelo, para que da noite para o dia, amanhecesse com piolhos. Seu cabelo era lindo demais para ter essas coisas nojentas. Sem contar que piolho era coisa de pobre. Argh!
Mesmo que não fosse emancipada, fugiria para qualquer lugar, mas em um orfanato não botaria seus delicados e benfeitos pés.
Meneou a cabeça querendo expulsar esses pensamentos que lhe despertavam calafrios, sobre o orfanato, de sua mente.
Resolveu seguir outro jogo para tentar convencê-los. Era tudo ou nada.
—Por que estão confiscando a mansão? Ainda não consegui entender o que Jude fez, mas não há motivos para confiscarem a mansão e tudo o que há dentro dela. Esta casa é posse dos pertences de minha falecida mãe. Não tem nada a ver com Jude. — Informou a loira, já não sabendo mais ao que recorrer.
Como uma completa desinformada do tipo que só fazia questão de saber o quanto de dinheiro ganharia e se teria como aumentar esse valor, Lucy realmente não fazia ideia a quem pertencia a mansão. Apostava que fosse sua mãe, mas não tinha tanta certeza assim... Nunca se deu o trabalho de obter informações do tipo, pois sabia que mais cedo ou mais tarde tudo seria seu. Agora já não tinha tanta certeza assim...
— Devemos confiscá-la por tempo indeterminado, senhorita, pois precisaremos fazer muitas investigações. Há muitas coisas escondidas nesta mansão das quais a senhorita não faz ideia. Não podemos esclarecer muitas coisas, pois são assuntos confidenciais, o que a senhorita deve entender é que necessitamos esvaziar esta casa. — Um terceiro homem respondeu. — Além do mais, não sabemos realmente se a mansão pertence a sua falecida mãe...
Lucy bufou. Aquela mansão era sua e ninguém tinha o direito de confiscá-la. Como não sabiam se pertencia a sua mãe? É claro que pertencia! Só podia pertencer a ela. Layla sempre fora a dona de todo este lugar, pelo menos, pelo pouco que sabia, sua mãe é que fora a herdeira e não Jude...
Droga, teria que pensar, pensar bastante... As coisas estavam indo de mal a pior para si.
— O que será de mim?! —Choramingou, fazendo novamente uma expressão de coitadinha.
Odiava bancar a coitadinha, mas em momentos como este, era impossível não apelar.
— Esta resposta eu não possuo, mas tenho certeza que a senhorita se dará muito bem mesmo não estando debaixo de um teto como este. É inteligente, sagaz, estudou em uma das mais consagradas escolas existente no mundo. Ficará bem. —Fora a resposta que recebera do primeiro homem.
—Vou me lembrar de lhe dizer isto quando seu teto for tirado e você não mais tiver lugar algum para ir. — Rebateu, fulminando o homem de meia idade.
— Bem, senhorita, presumo que a hora de partir tenha chegado. Onde estão suas malas? — O segundo homem indagou, mudando de assunto ao prever que possivelmente começaria uma discussão entre a loira e o homem mais velho.
Lucy por um momento deixou um sorriso de canto de boca lhe surgir aos lábios.
— Irá ser cavalheiro e levar minhas malas? — Os olhos da loira chega brilharam.
— Hm, não. Irei verificar o que há dentro delas. — Respondeu, fazendo com que o brilho que tomara os olhos de Lucy, apagassem na hora e seu inicio de afeto pelo homem número dois, fosse por água abaixo.
Cavalheirismo hoje em dia estava realmente em falta. Só havia ogro no mundo. Era por causa disso e muito mais que só usava os homens para seu bem próprio.
Bufou.
Até parece que deixaria estranhos abrirem suas malas.
— Não acha que isso já é exagero? Sem contar com a falta de privacidade que é abrir as malas de uma senhorita... — Retrucou a loira.
— São medidas de precaução, senhorita Lucy. Há uma necessidade imposta e temos um mandato alegando que podemos e devemos verificar o que está levando consigo. — O terceiro homem respondeu.
Merda! O que era isso agora? Realmente humilhante!
Contendo suas roupas e tudo o que achara necessário em mãos, Lucy não vira nada demais nas coisas que levava consigo.
Olhou de um homem para outro, fulminando-os e ao mesmo tempo tentando fazer com que eles desistissem de abrir suas malas, mas ao que parecia eles não dariam o braço a torcer.
— Vamos lá, senhores, o que uma jovem pode carregar consigo se não um monte de futilidades femininas? Não há a necessidade de checarem. — Tentou a loira.
Tivera muito sacrifício para encaixar tudo nas malas. Havia muito coisa, para poucas bolsas, mas com um esforço conseguira.
— Lamento, senhorita. — O segundo homem falou. — Agora, por favor, abra as malas...
— Vocês vão arrumar toda a bagunça que fizerem. Tive muito trabalho para colocar tudo aí. — Informou.
Com muito pesar, a Heartfilia foi mala por mala abrindo-as. É claro que com toda a vistoria, muitas coisas foram deixadas para trás. Cada objeto que ficava, Lucy ofegava e resmungava, tentava até entrar em acordo com os homens para deixarem que levasse tal pertence, mas não tinha jeito.
Não chorara sequer uma vez. Por mais que seu orgulho estivesse sendo esmagado, mantivera o nariz empinado. Daria a volta por cima, voltaria a reinar. Sambaria no patamar. Em breve voltaria para as alturas e todos pagariam por toda essa humilhação.
Onde já se viu, desbancar um rico? Rico não, porque rico era muito pouco para se chegar aos pés do que realmente era.
No final das contas, só conseguira levar consigo duas malas de rodinha, com suas roupas, uma mala de colo e uma mochila. Das dez malas que havia feito, apenas quatro foram permitidas, ou melhor, três, visto que não contava a sua mochila.
— Vocês não podem fazer isso! Eu tinha dez malas. Dez, por que tiraram tanta coisa assim? Aquilo tudo me pertence, sabia? Paguei com meu dinheiro. Meu. Vou processar todos vocês, todos! Por calúnia e roubo. — A loira resmungava, enquanto era direcionada, pelo homem número três e pelo homem número dois, cada um carregando-a de um lado, encaminhando-a até a saída.
— Senhorita, não pode não processar. Estamos fazendo nosso trabalho. — Resmungou um deles.
— Dane-se o trabalho de vocês. Ladrões também trabalham furtando e nem por isso deixam de ser presos. Vou processar todos. Vou mandar os três para o inferno.
— Para o inferno? Ótimo, está mesmo muito frio ultimamente. Ficarei contente em me aquecer por lá. — O homem de meia idade gozou da cara da loira, fazendo com que os outros soltasse risinhos.
A Heartfilia bufou diante o pouco caso que faziam de si.
— Vocês vão me pagar por toda a humilhação que estão me fazendo passar.
— Sim, sim, pagaremos. Agora, senhorita, por favor, sinta-se livre para chamar um táxi ir para algum lugar longe daqui. — Manifestou-se o terceiro homem.
Após os três homens tê-la colocado do lado de fora dos portões de sua residência, a loira ficara um bom tempo parada em frente os portões da mansão. Estava perplexa. Não podia acreditar que aquilo realmente era a realidade e não um pesadelo. Era doloroso saber que não tinha mais permissão para voltar para dentro. Sabia disso, pois tentara, alguns minutos depois ter acesso à mansão, utilizando a antiga senha para destrancar os portões de entrada. Não conseguira, é claro.
Tentara também, de forma vergonhosa, pular o muro, mas não estava assim como não era preparada para essas aventuras. O único êxito controverso que conseguira fora um belo tombo e uma bunda doída.
Arrastara suas malas até o meio fio, onde sentara-se, feito uma mendiga, na calçada. Ficara por lá por um bom tempo, pensando e pensando e pensando.
Ponderou por minutos a fio. Para onde iria? Não podia pedir abrigo para as amigas, elas com certeza lhe virariam as costas. Muito falsas. Muito parecidas com ela para lhe dar um abrigo.
A própria Heartfilia sabia que se fosse ela, daria as costas para uma pobretona que já fora rica. Mesmo esta sendo sua suposta amiga.
No patamar aonde localizava-se os ricos, não havia amigos, havia olhos interesseiros – lê-se cobras famintas -, visualizando seu crescente investimento – a vítima -, fazendo desta um suposto aliado –amigo -, para em seguida dar o bote.
Lucy sabia que lugar de pobre é debaixo da ponte ou em palafitas, bem como sabia que seria esta a resposta que daria e que também receberia se fosse bater na porta de um de seus supostos amigos. Era má o suficiente para não ter compaixão e solidariedade. Egoísta o bastante para não dividir suas coisas com ninguém e sábia o suficiente para saber que os outros também seria assim consigo.
Olhou para o céu em busca de uma resposta. Ficou observando as nuvens de um céu limpo e como que num passe de mágica, algo clareou em sua mente.
A loira lembrou que o endereço ao qual Virgo lhe instruíra a seguir, estava guardado no bolso de sua calça. Não sabia a razão de o porquê havia guardado-o, só sabia que estava consigo.
Sem muito ânimo e mais por curiosidade do que pó interesse, tirou o papel de seu bolso. Ficou alguns segundos olhando-o ainda fechado e girando-o em sua mão.
Com certa coragem, resolveu abrir o papel. Deparou-se com algumas frases, contendo a delicada caligrafia de Virgo:
Fiore – Magnólia – Bairro Fairy Law – Rua Fairy Tail A – S/N.
Pegue o trem que a levará para Fiore, quando chegar à estação de Fiore, pegue o trem dos dragões perdidos, ele a levará para Magnólia.Vá para a zona Leste de Magnólia. Para ir a zona leste no trem dos dragões perdidos, você deverá descer na estação 777. Quando chegar, vá em busca de informações e procure pelo bar da Mavis. Ao chegar ao bar da Mavis, vá atrás de Makarov ou Mirajane.
Princesa, tomei a liberdade de colocar um pouco de dinheiro naquela sua bolsa rosa. Apenas por precaução. Você o encontrará naquele bolso escondido.... Espero que dê.
Boa sorte, princesa! Estou torcendo por você!
Virgo.
Revirou os olhos. Porque motivo sentia que Virgo tinha certeza que ela buscaria por tal endereço?
Nem foi proposital que ela tivesse buscado por tal bilhete, foi um acidente mesclado com a curiosidade. Uma lembrança de que possuía algo e que queria saber o que havia neste algo. Simples assim.
Merda!
A quem estava querendo enganar também?! Se tivesse alguma outra opção, jamais teria lembrando do tal bilhete em sua calça.
A questão era que não tinha familiares e, se possuía algum, desconhecia sua existência. De verdade, nunca soubera nada a respeito de sua família. Só sabia que possuía um pai e uma mãe falecida. Nada mais.
Jude nunca lhe informara nada e sua mãe, pobre coitada, nem tempo tivera, partira dessa para uma melhor, logo quando Lucy completara cinco anos.
Não tinha nenhuma outra escolha lhe sobrando. Era aceitar, mesmo que de mal gosto, um teto humilde, ou morar debaixo da ponte. Pelo menos teria um teto acima de sua cabeça que poderia lhe salvar de chuvas e outras coisas mais. Suas roupas ao menos estariam intactas, supôs...
Revirou em sua mochila a carteira. Não a que Virgo havia enfiado em sua bolsa, mas outra. Percebeu que dentro desta não tinha muito dinheiro. Sua vida gerava em torno de cartões. Possuía mais cartões de débito e crédito, porém tinha certeza que estes não mais deveriam funcionar, para seu completo azar.
Estava falida. Sem um tustão no bolso. Não podia chamar as merrecas que possuía em sua carteira de dinheiro.
O que era pouco mais de mil reais? Nada, nadinha. Nem uma calça digna, praticamente, dava para comprar... Estava mesmo falida...
A prova estava que ao invés de ser transportada para onde queria a partir de um motorista particular, teria que encontrar um ponto de táxi. Isso ao menos existia? Bem, não sabia. Só sabia que depois do tal táxi, ainda teria que pegar dois trens, se bem havia entendido o bilhete deixado por Virgo.
Com os saltos novos sendo gastos no asfalto da rua, Lucy andara por alguns minutos em busca de um táxi. Encontrara um vinte minutos depois. Pedira ao motorista que a levasse até uma estação de trem, a mesma ao qual Virgo havia lhe indicado e rezara desde que entrara no táxi, para que ao menos descente o muquifo, no qual passaria uma temporada, fosse.
Quando o táxi enfim parou e o taxista anunciou que havia chego a estação. Lucy pagara o moço, não dando nem sequer cinco centavos de gorjeta para ele. Não podia enriquecer terceiros com seu dinheiro escasso.
Deu mais uma olhada no papel, ergueu os olhos e choramingou.
—Alguém, por favor, me acorda. Isso aqui só pode ser um pesadelo!
Com mais um choramingo, Lucy dera um passo a frente. Era agora ou nunca.
Após soltar algumas pragas, a loira seguiu o caminho, procurando pelo tal trem com destino à Fiore.
Já tinha escutado falar de tal lugar. O estado de Fiore, um lugar aonde acredita-se ser reinado pela magia. Um grande engana trouxas, isso sim. Nunca havia ido até lá. A única coisa que sabia era que este não era um dos estados mais pacíficos de todo o Japão, bem como era um estado de interior e que ficava bem distante de Tókio, local aonde encontrava-se no momento. Levaria, no máximo, três dias para enfim chegar a Magnólia, segundo a informação que fora lhe passado quando comprara a passagem.
Tinha três dias para rezar e pedir para os céus lhe agraciarem com um lugar de puro luxo. Era somente isso que pedia e nada mais. Já não bastava ter de andar num trem nada confortável.
Quando o bendito do trem deu partida, a reza de Lucy começou, assim como seu pânico com o que poderia encontrar pela frente.
Seu terror particular estava apenas começando, ela podia pressentir isso...
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