Fale agora ou cale-se para sempre!
5 Capítulo Final
Notas iniciais
Poncho
“Além do horizonte, existe um lugar, bonito e tranquilo para a gente se amar.”
“When was the last time you thought of me?”
Enviei para ela, eu sei que isso é coisa de garoto bobo e apaixonado. Mas, para falar a verdade é isso mesmo que eu sou. Ainda mais se tratando de Dulce.
Nossa tentativa estava dando certo, assim que voltamos Dulce falou com sua família e amigos, querendo marcar um jantar para comemorar. Eu confesso que fiquei completamente assustado ao reencontrar Dona Blanca, aquela mulher é uma leoa quando o assunto é suas crias. Que chance teria eu? Um pobre ardilla? Não, brincadeira a parte, Dona Blanca me surpreendeu, disse apenas que ficaria de olho em mim. Passado o susto tudo ocorreu bem, Pedro, Luisillo e mesmo Sol, por mais felizes que estivessem com a minha volta com Dulce. Trabalhavam a todo vapor para preparar os fãs para quando Dulce e eu assumirmos.
Pois é, ainda não assumimos, quer dizer não publicamente. Já que de uma hora para outra passamos a nos encontrar em eventos, programas, festas, shows e tudo mais a impressa mexicana cada dia nos dava um flagra. As indiretas no twitter voltaram, seja com @ ou não. Na verdade, estávamos muito perto de assumir, Pedro já havia marcado uma entrevista com Don Francisco, falando nele, quase saltou de alegria ao descobrir que voltamos e que revelaríamos em seu programa. O que nos preocupava não era em si as fãs e sim as traumadas. Criamos monstros isso sim. Enfim, Dulce e eu estamos nos preparando e venceremos esse desafio. Juntos e unidos. Falando nela, nossa como estava linda. Pensei babando quando ela chegou na sala.
:- Vamos? – ela me chamou sorrindo.
:- Pronta, mesmo? – Perguntei, a alfinetando.
:- Sim, Poncho estava só retocando a maquiagem. – Me deu um selinho. – E não pense que não vi seus olhos babando por mim. – Me disse convencida.
:- Es que enamorarme de ti es inevitable. – Cantarolei.
Ela riu e me deu um beijo de verdade. Estávamos atrasados iríamos encontrar com Mane e Maite, no estádio. Mane me convidou para ver o clássico Pumas X América. Obviamente aceitei. Quando finalmente chegamos no estádio e encontramos com Maite e Mane. Por sorte não – ainda – não tinha nos reconhecido no caminho nem na entrada do estádio.
Eu e Mane nos tornamos bons amigos, ainda mais depois do que ele fez meu quase casamento com Perla, aquela ali me esqueceu rapidamente, da última vez que eu soube tinha se casado com um tal de Pedro. Enfim, gostei ainda mais de Mane após saber que ele é pumista como eu. Por mim, já podia casar com Mai. Ficamos eu e ele lado a lado vendo o jogo, enquanto Maite e Dulce ficavam tricotando do nosso lado, até que América fez um a zero. Elas pararam e começaram assistir o jogo.
:- Amor?
:- Sim, Maite? – Mane a respondeu sem sequer olha-la, seus olhos estavam vidrados no jogo.
:- Memo está jogando? – Maite perguntou provocativa. E eu que também olhava cada movimento em campo, parei para olhar para ela. Tinha um brilho de felicidade no olhar e Dulce do seu lado, segurava o riso.
:- Está por quê? – Mane disse distraído.
:- Nada não só curiosidade. – disse triunfando. Deixa morena, deixa, você me paga essa!
Uma coisa engraçada era que nós 4 estávamos uniformizados, com a camisa do Pumas.
:- Vai, vai! – Mane gritou – Passa essa bola!
:- Gooooooooooooool – Maite disse pulando. Quando a bola entrou empatando o jogo.
A torcida inteira do Pumas foi a loucura comemorando o Gol de empate. Eu além de gritar levantei Dulce e comecei a girá-la. Ela só ria da minha loucura. Ao contrario de Mane e Maite não podíamos manifestar nosso amor.
:- Chupaaaaaaaaaaaaaaaaaa, Memooooooooo! – Maite gritou. – Opa, quer dizer! Américaaaaaaaa!
Nós três rimos, apesar de que Mane não ter entendido, ele ainda tinha que saber de muitas histórias ainda para entender todas nossas indiretas, coisa de Rbd’s. Após o gol de empate, acabou o primeiro tempo. Mane e Maite saíram para comprar mais cerveja e salgados.
:- Hey, o que você está fazendo? – perguntei a Dulce que mexia no seu blackberry.
:- Nada, tuítando. – Me respondeu sorrindo.- Já descobriram que estamos aqui.
:- Sério? – Perguntei abraçando ela. – Quem?
:- Sim, alguma fã nos reconheceu, e comentou no twitter. Não me importaria se não visse alguns fotógrafos “esportivos” tirando fotos da gente. Nem em um jogo de futebol estamos mais livres.
:- Nossa! – Exclamei vendo que os fotógrafos realmente deixaram de tirar fotos do jogo para tirar fotos minhas e da Dulce.
:- O que eu estou te falando. – Dulce apertou mais o nosso abraço. – Ainda bem, que eu não cedi minha vontade de te beijar antes. Seria o flagra, perfeito.
:- Hum, mas pode cede agora, seria além de um flagra, o ângulo perfeito. – Me aproximei de seu rosto.
:- Não, agora não. Poncho. – se afastou. Medrosa, pensei rindo.
:- Chegamos! Aqui estão suas cervejas e salgados. – Maite comentou entregando para gente.
:- Mai, descobriram que estamos aqui. – Dulce falou abrindo sua latinha.
:- Ah nem me fale, tive que tirar foto com fãs antes de comprar os salgados. – Maite disse com a boca pronta para comer seus salgados.
:- Não Mai, Dul está falando da imprensa. – Falei apontando para os fotógrafos no fim do gramado, que tirava fotos nossas.
:- Credo nem podemos comer em paz. – Mane falou de boca cheia.
:- Junta todo mundo vamos tirar umas fotos também. – Maite exclamou pegando sua câmera.
Tiramos várias fotos, uma verdadeira sessão só as meninas, só eu e Mane, eu e Mai, Dulce e Mane, mas prevaleceram mesmo foram fotos dos casais verdadeiros. Até que deixamos a câmera de Mai de lado, e começamos a fazer pose para os fotógrafos do campo. Que adoraram o fato apontando a suas lentes poderosas para nosso lado. Se as pessoas do nosso lado não nos reconheceram antes, agora estava tudo perdido. Mas nenhum de nós quatro nos importamos, estávamos ali para nos diverti e relaxar.
:- Sé que ya estoy loca por ti, no tengo forma de huir, no quiero, Irremediablemente sé que eres para mi – ela cantarolou me abraçando de novo.
:- Amor, vamos para Cancún? – Me perguntou.
:- Você não está na Tour, amor?
:- Sim, mas vou ficar de férias algumas semanas, Pedro achou melhor, já que a entrevista com Don Francisco será amanhã.
:- Só o Pedro mesmo, então é assim, assumimos, soltamos a bomba e saímos de férias? – A perguntei rindo. Ela somente riu também.
:- Eu topo sim, vou entrar de férias também. Será perfeito. Nós dois, sozinhos em Cancún. – A apertei.
:- Fechado então. Parece que o jogo vai recomeçar – ela falou olhando os jogadores voltarem. – Eu posso assistir ao jogo abraçada a você?
:- Claro, só não sei se vou conseguir me concentrar dessa forma. – A abracei por trás e fiquei com as mãos e sua barriga, por cima da camisa do Pumas que ela usava.
Maite e Mane se beijavam do nosso lado, mas pararam de repente.
:- Ahhhhh vai começar de novo, Amor, vai começar. – ela disse afobada batendo nos ombros de Mane. – Credo como o Memo engordou. – May comentou olhando para o gol do nosso lado da arquibancada.
:- Pois é, isso que acrescentará na nossa vitória – comentou Mane despreocupado, abraçando Maite por trás. Ele novamente não percebeu a indireta para mim.
:- Calem a boca, vamos ver o jogo. – Dulce falou piscando para Mai.
Dulce ficava rindo do que eu fazia, ficava irritado eu xingava. Todas as vezes que erravam algo no jogo. Ficava apertando nosso abraço para poder me controlar. Até que ela virou de frente para mim.
:- Acha que Don Francisco, ficará chateado?
:- Com o que? – olhava do jogo para ela.
:- Se eu estragar a entrevista dele de amanhã?
:- E como você vai fazer isso? – um chute na trave. Ufa, quase o América passa a frente no placar.
:- Morro de vontade de te beijar agora, aqui! – Ela depositou uma mão na minha barba e outra se perdeu nos meus cachos. Pronto, esqueci do jogo.
:- Não acho que ele vai se importar tanto. – Me aproximei do seu rosto.
Dulce nos virou, de lado, e me puxou para um beijo. Só entendi o motivo quando após fechar os olhos e beijá-la, vários flash vieram em nossa direção. Não nos importamos, continuamos o beijo apaixonadamente.
:- Isso rouba a bola. Vai corre, corre. – Sentia Maite além de gritar pular do meu lado.
:- Passa a bola! – Mane gritou.
:- Goooooooooooooooooooooooooooooooooooooool – os dois gritaram juntos.
Só então, Dulce parou de me beijar. Começou a gritar e pular junto com Maite. Abraçadas, Mane me abraçou também e eu estava ainda desnorteado efeito Dulce María. Todos a minha volta gritavam e comemoravam.
:- Chupa, Guillermoooooooooooooooooooooo! – Dessa vez foi a Dulce provocar. Ela veio em minha direção sorrindo. E me beijou novamente.
O que mais eu poderia querer? Dulce e eu voltamos. Meu time estava ganhando, de nada mais e nada menos que um dos seus rivais, com o Memo no time. Não, não tinha felicidade maior. Pelo menos por enquanto, apalpei no meu bolso dentro dele tinha uma caixinha com um anel de noivado.
Fim? Não, apenas o Começo.
Fale com o autor