Falcão

2 CAPÍTULO O2: Flagra & Genética


Notas iniciais
Peeesssoas! Vocês não tem noção da minha felicidade em saber que gostaram da história! Eu jamais imaginaria que uma história que está a tanto tempo parada no computador fosse agradar tanta gente. . Obrigada por todo carinho e pelos maravilhosos comentários, como sabem meu tempo é bem limitado, e não tenho tempo para responder os comentários porque o uso para escrever, mas eu li um por um, e todos - sem exceção - deixaram-me maravilhada. . Estou muito feliz MESMO, obrigada pelo apoio de cada um, desde aos que leem minhas histórias há mais tempo até o que chegaram agora. Obrigada por todos aqueles que não têm tempo de comentar, e mesmo assim arrumaram um tempinho para me mandar um incentivo. . Uma das maiores reclamações que tenho em minhas histórias é que os capítulos são muito curtos, estou tentando mudar isso, espero que esteja melhorando. . Sem mais delongas, boa leitura!

FALCÃO

Escrita por Coffee

CAPÍTULO O2: Flagra & Genética

Ele percebeu que as coisas estavam saindo do controle quando estavam em sua casa fazendo sexo a noite, no escuro — embora como ninjas era como se estivesse claro — suas mãos se entrelaçaram quando ele a penetrou.

Estavam fazendo sexo lento e demorado, como se quisessem cada pedaço um do outro e dormindo juntos após o sexo, na mesma cama.

Está se envolvendo demais.

Sua mente gritava, e ele nem ao menos ouvia, apenas se preocupava em fazer com que os olhos de Sakura se revirassem de tanto prazer. Ele gostava de ver seus olhos nublados, e o modo como sorriam cúmplices um para o outro.

Em uma dessas noites, estavam ajoelhados na cama, ela sugava seu pescoço tão lentamente que sua coluna mandava arrepios para o resto do seu corpo. Descontrolado e sem paciência – como sempre fazia – ele retirou a blusa dela, deixando-a apenas com o sutiã e uma das calcinhas de renda que ele tanto adorava.

Ele sentia a temperatura do quarto subir, enquanto suas bocas se colavam. Distraídos, — até demais para dois ninjas -, só sentiram a presença quando ele limpou a garganta fazendo um barulho claro de interrupção.

Assustada Sakura puxou o lençol em baixo de si própria com tanta força que caiu no chão, levantando-se rapidamente e cobrindo seu lingerie com ele.

– Qual o seu problema com portas?

Ela gritou para Kakashi com o rosto vermelho, e pegou sua roupa no chão, indo até o banheiro do quarto.

– Fique tranquila Sakura, acabei de chegar. Mas se ficasse aqui o tempo todo sinto que também não notariam.

Sakura apareceu na porta do banheiro em que colocava sua blusa e jogou algo que ele não identificou – talvez um vidro de shampoo ou um sabonete – em Kakashi que desviou com muita facilidade.

Viu-a pular, dentro do banheiro para colocar sua calça, mas ele não queria prestar muita atenção e lembrar o que estava perdendo naquele momento graças a Kakashi.

– O que quer?

Perguntou, sentando-se na beirada da cama, ainda sem blusa e somente com a calça negra que usava em casa.

Kakashi o olhou e depois olhou para a porta do banheiro onde Sakura estava, e o lançou um olhar como se quisesse comentar sobre aquilo, mas não naquele momento.

– Uma missão. Sinto muito jogar o balde de água fria, mas temos que sair imediatamente.

– Já entendi – Sakura gritou abrindo a porta do banheiro devidamente vestida – Está me expulsando.

Disse para Kakashi, pegando sua bolsa sobre a poltrona do quarto e andando até ele. Viu Kakashi descer da janela, provavelmente o esperando lá fora os deixando ter um pouco de privacidade.

Sakura andou até ele, colando seus lábios em um beijo casto e rápido, desejou-o boa sorte, e sumiu pela mesma janela.

♦ ♦ ♦

– Fale logo.

Disse impaciente. Ele e Kakashi estavam andando há cerca de três horas e o mais velho parecia engasgado com algo. Sabia muito bem que ele queria comentar sobre o ocorrido, mas não sabia como fazê-lo.

– Quer que eu fique longe da Sakura.

Supôs como uma afirmação.

– Não é isso.

O copy-ninja disse, mas ele não tinha mais nenhuma suposição para o modo como Kakashi parecia desconfortável.

– Já tinha ouvido comentarem algo sobre vocês dois, mas não dei muita atenção a isso, um dos meninos havia vindo me perguntar se era verdade, que tinha ouvido da sua própria boca, mas eu o mandei ficar quieto, não espalhar, e disse que você provavelmente só havia falado aquilo para não deixa-la mal perante uma mesa cheia de homens.

– Mas... – O incentivou a continuar.

– Isso não pode vir à tona Sasuke.

– Por quê?

– O conselho não pode saber disso Sasuke.

– O que quer dizer com isso Kakashi?

– É apenas o que posso dizer. Se vocês vão continuar com isso, é bom que ninguém saiba.

Ele sabia que não era somente aquilo. Kakashi sabia de algo, mas por hora decidiu ficar em silêncio.

♦ ♦ ♦

Em algum momento ele percebeu que havia roupas de Sakura no seu guarda-roupa misturadas com as suas próprias, uma escova de dente junto a sua, jalecos brancos pendurados na maçaneta da porta do seu quarto e do banheiro e cabelos róseos espalhados pela casa. Sua geladeira estava mais cheia do que o normal, sua casa mais limpa e o jardim estava florescendo depois de tantos anos.

E ele não se importava. Ele até sorriu – minimamente – de canto quando percebeu isso. Havia vasos de flores espalhados pela sua casa, e as luzes haviam sido trocadas por umas fortes.

Há quanto tempo estava daquele jeito?

E eles continuavam tão discretos quanto. Ninguém sabia de nada. Havia encontrado as pessoas do Ichiraku, e eles não haviam o dito nada, provavelmente pensando que havia sido apenas uma noite.

Naruto era o único que depois de dar um chilique, meses atrás, ainda fazia piada sobre isso. Embora não soubesse das roupas de Sakura espalhadas pela sua casa, nem sobre chinelo rosa junto ao seu.

Ele às vezes comentava, quando via os dois juntos no Ichiraku, sentados no balcão lado a lado, mas tão silenciosos que ninguém desconfiaria que eles teriam um...

Relacionamento?

Sasuke não sabia se aquilo era ter um relacionamento. Mas não se importava.

Um dia ele foi chamado à sala da Hokage. Ao chegar lá viu que Sakura, Shikamaru, Ino, Hinata e Naruto estavam lá também. Ao contrario do que pensou não era Tsunade que estava sentada na cadeira e sim Umiko, um dos conselheiros.

Os antigos conselheiros haviam sido substituídos quando ele voltou para a vila. Mas o conselho ainda era algo hereditário, por isso permaneceram na mesma família apesar dos novos representantes.

Tsunade estava ao lado, em pé, encostada na janela de vidro, e olhava para Sakura tão fixamente que ele também a olhou disfarçadamente verificando se ela não estava machucada, mas Sakura o parecia normal.

– Bom, já que estão todos aqui-

O conselheiro foi interrompido pela entrada de Kakashi, que olhou para ele assim que entrou, com os mesmo olhos assustados de quando viu ele e Sakura juntos.

– Como eu ia dizendo, chamei todos aqui, embora nem todos se envolvam nisso diretamente, gostaria de ter testemunhas aqui, e Tsunade resolveu chamar vocês por serem supostamente mais próximos.

Naruto abriu a boca, mas Tsunade o fez um sinal para se calar.

– Uchiha Sasuke? Sente-se aqui.

Ele não o fez, apenas se aproximou mais da cadeira onde o homem de meia idade estava sentado.

– Já voltou à vila há muito tempo, e ainda não teve nenhum herdeiro. Konoha depois da guerra ficou muito reconhecida por ter bons ninjas e que tiveram um sucesso absurdo na mesma. Por esse motivo queremos que as próximas gerações sejam ainda mais forte que a primeira.

Aquele velho estava querendo que ele procriasse como coelhos?

– O teme vai ter filhos! Quando... Quando ele achar a pessoa certa.

E Naruto olhou para Sakura tão descaradamente que sabia que todos da sala haviam percebido.

– Essa é a questão. Queremos uma geração mais forte.

Riu com escárnio.

– Está dizendo que vão escolher uma esposa para mim?

– Você vai escolher.

Viu Sakura se mexer incomoda na parede a qual estava apoiada, e passar o peso de uma perna para outra.

– Para uma geração forte precisamos de alguém que tenhamos certeza que passarão a genética adiante, mesmo com a presença da sua.

Genes codominantes?

Clãs?

– Por isso selecionamos Yamanaka Ino ou alguma herdeira Hyuuga. Você tem um mês para fazer sua escolha.

Aquilo era uma brincadeira, não era?

Viu Naruto gritar ao seu lado, berrando, Shikamaru com o rosto pasmo, Ino com os olhos arregalados, Hinata provavelmente sem reação, Kakashi e Tsunade olhando para ele com tanta pena que o dava enjoou, mas ele não conseguiu se concentrar em nenhum deles, e sim ao ver Sakura desencostando-se da parede com uma rapidez absurda, como se ela estivesse pegando fogo, e saindo da sala tão rápido que ele somente viu o vulto branco.

♦ ♦ ♦

Ele a encontrou sentada em frente ao balcão do Ichiraku.

Ino, Shikamaru, Hinata e Naruto estavam atrás deles.

Ele se sentou, do lado de Sakura, sem olhá-la e viu os outros fazendo o mesmo.

– Vocês precisam falar para ele.

Naruto disse, convicto.

– Não mudaria nada, Naruto.

– O teme não pode se casar com a Ino, ou com uma Hyuuga.

– Sasuke, você é lindo, e eu já fui louca por você, mas... – Ele olhou-a, a loira parecia tão devastada que ele rapidamente lembrou o motivo.

– Não vou lhe forçar a isso Ino, sei sobre você e Gaara.

Viu a loira corar e abaixar a cabeça tristemente.

Sakura permanecia tão quieta que se não estivesse a vendo duvidava que ela se quer estivesse lá.

– Tenho certeza que se falarem com ele...

– Falar o quê? – Hinata perguntou.

– Sakura-chan e o teme estão juntos.

E ele ouviu alguém engasgar, mas ele não se atentou a quem.

– Não adianta – Sakura disse pela primeira vez, e ele viu que todos olharam para ela – Sasuke é um ninja forte, e é normal eles quererem que ele tenha descendentes ainda mais fortes-

– Você tem um controle de chakra incrível Sakura-chan! Uma força absurda! Uma cur-

– Naruto, a genética não funciona assim. Por ser de um clã os genes são codominantes, se os meus forem recessivos a característica sumiria completamente. Jamais o conselho permitirá que a genética de um Uchiha seja desperdiçada.

– Mas já houve casamentos em que-

– Mas não agora Naruto. Não percebeu? Depois da guerra as vilas estão em conflito, umas querendo aparecer mais que as outras, ter melhores ninjas, melhores descendentes. Você e Sasuke salvaram todos, e eles querem que os descendentes de vocês sejam tão bons quanto.

– Mas-

– As chances de um filho meu e do Sasuke terem ambas as características são bem menores do que as de um filho do Sasuke com alguém de um clã. Por isso estão o fazendo. Você já está com Hinata, eles não tem com o que se preocupar, mas Sasuke precisa estar com alguém que possa o dar herdeiros poderosos.

– Sakura-chan, eles não podem obrigar o teme a nada... Vamos dar um jeito e-

– Mandaram matar uma família inteira Naruto, uma das mais poderosas do país. Acha mesmo que não podem fazer um casamento?

– Mas-

– Eu vou indo.

Sakura disse, levantando-se e andando sem ao menos se despedir. Embora ele sentisse que deveria ir atrás dela não o fez, sabia que ela queria ficar sozinha.

♦ ♦ ♦

Voltou para casa um tempo depois, quando achou que teria sido o suficiente para ela ficar sozinha. Encontrou-a sentada na cadeira da cozinha, com uma xícara de café com leite nas mãos apoiadas na mesa.

Ele não sabia nem ao menos o que falar.

Ele não queria se casar, não com uma pessoa que ele nem ao menos conhecia.

– Decidiu?

Ela perguntou de repente, o pegando de surpresa.

– Não quero pensar nisso agora Sakura.

– Tem que dar uma resposta para eles.

– Que resposta Sakura? Ino é apaixonada por Gaara, não iria obrigá-la a se casar comigo, nem nenhuma Hyuuga, eu mal as conheço.

Ouviu Sakura suspirar alto.

Ela se levantou, colocando a xícara sobre a pia, e ficando lá, em pé por longos minutos.

Ele percebeu que ela estava prestes a desabar.

– Eu preciso sair daqui.

– Vamos dar um jeito nisso Sakura.

– Não temos como dar um jeito. É impossível.

Ela suspirou novamente, e não esperou sua resposta, subiu as escadas rumo ao quarto, e lá permaneceu.

Notas finais
Olááá para você que chegou até aqui! Fique tranquilo caso esteja arrancando os cabelos pensando que essa será uma história teen sobre casamento forçado. Calme! Pare! Não arranque mais nenhum fio! Ainda tem muita água pra passar de baixo da ponte e nesse momento estamos apenas subindo a montanha russa. Então caso tenha lido e queira deixar sua opinião, sugestão ou crítica aqui em baixo, fique a vontade, adorarei ler cada uma delas. E caso você esteja aí, tristinho na cama com o notebook no colo sem nada pra fazer, passe nas minhas outras histórias, quem sabe lendo as sinopses alguma lhe interesse? http://fanfiction.com.br/u/58960/ Obrigada por ler e beijos!