Falcão
1 CAPÍTULO O1: Calor & Defesa
Notas iniciais
FALCÃO
Escrita por Coffee
CAPÍTULO O1: Calor & Defesa
Ele estava naquela missão há seis meses. Seis meses longe de Konoha onde sua única companhia era Sakura. Ele sabia que Naruto provavelmente pedira para Tsunade dar aquela missão longa para eles tentando fazer que ficassem juntos.
Naruto após se acertar com Hinata queria juntar todas as pessoas de Konoha. Kakashi com Shizune, Shikamaru com Temari, e ele até havia conseguido, e a bola da vez agora eram Sakura e ele.
Não sabia se Naruto conseguiria os juntar, mas uma coisa que o loiro conseguiu foi coloca-lo em uma enorme tensão sexual.
Desde que voltara para Konoha ele saia – dormia – com uma garota ou outra, sem sentimentalismo, apenas para aliviar suas vontades e ele fazia questão de deixar isso bem claro para todas elas.
Porém estar a seis messes em uma missão, em um país desconhecido não o dava muitas opções. Naquela vila pequena ele não podia deixar seu posto, nem dormir com garotas dali, ou ficaria mal falado.
Por esses e outros motivos ele estava com uma enorme tensão sexual.
— Você está bem?
Sakura o perguntou, tirando-o de seu transe. Acenou positivamente, vendo-a sorrir fracamente e entrar no banheiro com a toalha nas mãos. Ele se sentou na cama de solteiro, posta há alguns metros da outra cama, secando seus cabelos úmidos do banho recém-tomado.
O som da chuva era ensurdecedor. Ele não sabia qual o material daquele telhado, mas gostaria de saber, jamais colocaria um daqueles em sua casa. O barulho do banho de Sakura se misturou com o da chuva, e ele ficou ali, sentado.
Minutos depois, Sakura saiu do banho, com os cabelos úmidos, com shorts e uma blusa que ela usava para dormir, mas na situação em que ele se encontrava só conseguia pensar em coisas desconexas.
— Sasuke? – Ela o chamou – Está tudo bem?
Ele se levantou, indo até ela.
— Eu não aguento mais.
— O... O que? – Ela perguntou, com uma das sobrancelhas arqueadas.
Não pensando mais, com o desejo pulsando e sua mente em transe, ele tocou levemente os antebraços finos dela, apertando-os levemente e depois jogou os cabelos róseos para as costas, deixando o pescoço pálido a mostra. Ele levou a boca até o pescoço de Sakura, beijando-o longa e demoradamente, e mordeu-o no final.
Ela gemeu, colando seus corpos e apenas aquilo fez com que ele ficasse duro.
— Sasuke, nós não podemos nós não...
E ele continuou, subindo para o queixo, e alcançando os lábios carnudos, sugando-os levemente, percebendo que ela estava arrepiada e depois colando seus lábios, entreabrindo os dela, e circundando o interior de sua boca com a língua.
Ele sabia que ela estava tão necessitada quanto ele.
Ela estava subindo pelas paredes tanto quanto ele.
— Se vamos fazer isso... – Ela disse, separando seus lábios e colando suas testas. – Vamos fazer direito.
Ela se afastou, andou até a mochila negra no canto do quarto, e do bolso dela pegou uma camisinha, jogando-a sobre a cama. Andou até ela, matando a distancia entre eles.
Beijou-a novamente, enfiando as mãos em baixo da blusa fina e gemendo ao notar que ela estava sem sutiã.
Sakura tirou sua blusa, cortando o contato entre eles, e depois passou a beijar seu pescoço do mesmo modo que ele havia feito com ela.
Quente. Tudo estava quente.
Ele tirou a blusa fina que ela usava, deitando-a na cama e sugando seus seios longa e demoradamente.
Sakura gemeu.
A ereção em suas calças era tanta que doía.
Ele puxou o short junto com a calcinha para baixo, e abrindo as pernas dela começou a sugar seu sexo.
Sakura gemeu, alto.
E quando ele rodeou seu clitóris com a língua, sugando seu sexo, e penetrando-a com a língua, fazendo com que ela ficasse cada vez mais molhada, viu-a deitar a cabeça para trás, abrindo a boca em um perfeito ó. Porém nenhum som saiu dela.
Viu-a segurar-se nas grades de madeira da cama, enquanto ele sugou novamente seu sexo e penetrou-a vezes e vezes seguidas com a língua.
Sakura agarrou-se ainda mais nas grades, ele pode sentir o fluxo de chakra descontrolado dela, e provavelmente para não quebrar outra coisa ela apertou a cabeceira da cama com tanta força e com chakra que quebrou duas ou três grades de madeira.
Nesse momento ela teve um orgasmo forte. E depois relaxou, como se estivesse cansada.
Apesar de parecer exausta, ela se ajoelhou na cama, puxando-o para perto e fazendo com que ele se deitasse. Ela sorriu, e beijou seu pescoço, sugou-o e ele sentia seu sangue fluir rapidamente, desconexo, por suas veias.
Sentiu a mão dela descer, enquanto ela mordiscava o lóbulo de sua orelha, e roçar levemente na sua ereção. Ele segurou sua cintura, queria virá-la e possuí-la, matar aquele desejo insano que o consumia.
Ela riu, segurando os braços dele e detendo-o, e ele sabia que ela provavelmente estava usando chakra. Sentiu as mãos pequenas largarem seus braços e voltarem para sua calça, onde abriram um botão, e depois outro, devagar como se ela gostasse de tortura-lo.
Ela abaixou suas calças, tirando-a totalmente de ser corpo, e depois fez o mesmo com a sua cueca, roçando as mãos pequenas em seu membro rígido. Ele sentiu as mãos pequenas em suas pernas, massageando suas cochas, até sentir a boca quente beijar a cabeça de seu membro.
Ele gemeu, talvez alto demais, mas não conseguiu se controlar quando ela colocou seu membro na boca, sugando-o. Chupando-o.
O quarto poderia ser invadido, a vila poderia ser invadida, o mundo poderia acabar ali, naquele momento e ele não ligava, nem ao menos notaria.
Ele não a olhou, porque saberia que perderia o controle se a visse ali, abaixada, chupando seu membro.
— Porra Sakura.
Ele sussurrou tão baixo que só percebeu que ela ouviu quando ela sorriu, deixando seu membro quando ele estava tão perto de gozar. Viu as mãos dela tatearem a cama até encontrarem a embalagem negra, e tirar a camisinha dali, vestindo-a em seu membro ainda rígido.
Ela fez de propósito estimulando-o com uma das mãos, enquanto deitou parcialmente sobre ele chupando seu pescoço.
Ele não se controlou, virou-a antes que ela o impedisse, ficando sobre ela, e abriu suas pernas com um dos seus joelhos. Penetrou-a tão rápido que pode ver os olhos dela se nublarem, e depois voltarem ao poucos, enquanto ela sufocava um grito e jogava a cabeça para trás.
Céus...
Ele estocou-a, vezes seguidas, enquanto sufocava os próprios gemidos.
Tão quente, tão apertada, o interior dela o apertando.
Ela olhou, depois de se beijarem sôfregos e sorriu.
— Seu sharingan.
Ela disse, quando ele arqueou uma sobrancelha, sem prestar muita atenção, estava concentrado demais no trabalho de baixo.
Acenou positivamente beijando-a novamente, chupando seu pescoço e aumentando o ritmo dentro dela, entendendo que seu sharingan havia se ativado sozinho.
Viu-a agarrar-se as barras restantes da cama, quando o interior dela apertou-o ainda mais, e eles chegaram ao ápice.
Porra, porra, porra, porra.
Caiu ao lado dela, apertado na cama de solteiro, pequena demais para uma pessoa só. Tirou a camisinha, dando um nó e levantando-se jogou-a no banheiro, voltando para o quarto e colocando sua cueca, porque ele não tinha forças para colocar o restante de sua roupa.
E antes mesmo de tomar banho, deitou-se na cama oposta, por cima das cobertas, vendo Sakura sonolenta na outra cama, e caiu no sono.
♦ ♦ ♦
Algumas vezes se repetiram após aquela.
Algumas?
Sua mente gritou.
Muitas vezes...
Tão desesperadas, tão sôfregas e tão deliciosas quanto à primeira.
Talvez melhores, porque ele sabia exatamente como a estimular agora, onde e como tocá-la, onde ela gostava e o ponto que a fazia gemer mais alto. Ela não era diferente, ela o fazia perder o controle.
Em uma dessas vezes, após ela ter um orgasmo tão forte que parecia desnorteada, ela sorriu, nublada, com os cabelos grudando na testa suada, e as mãos agarrando os lençóis, ela disse tão baixo:
— Eu nunca havia...
E pareceu se arrepender no instante em que as palavras saíram de sua boca. E mesmo sem que ela completasse a frase, ele entendeu.
— Nunca havia tido um orgasmo antes?
E ele sabia que ela entenderia que o antes significava antes deles começarem com aquilo.
Ela sorriu, sem graça, mordendo o lábio inferior e balançou a cabeça negativamente.
Que porra de homem dorme com uma mulher dessas e não a satisfaz?
Ele entendeu, após chegar a Konoha algumas semanas depois.
Estava no Ichiraku, sentado em uma das mesas, com Naruto, Sai, Shikamaru e outros cinco ninjas que ele sabia que eram de Konoha, mas ele não os conhecia muito bem.
A mesa estava repleta de sakê, e ele estava ali obrigado, porque Naruto repetira vezes e vezes seguidas, durante a semana inteira que ele precisava ir.
Eles falavam um assunto qualquer, quando um deles, Yahiko começou o assunto que chamou sua atenção.
— Tempos difíceis, nenhuma mulher me satisfaz.
Ele disse colocando as mãos atrás na cabeça.
— Tá zoando?
Alguém perguntou.
— Nenhuma... – Ele parecia orgulhoso.
— Mas você namorou a Sakura, não é possível que ela-
Ele entendeu a mensagem subliminar na fala de Shikamaru.
Não é possível que ela não seja boa de cama.
Shikamaru quis dizer.
— É bonita, gostosa pra caramba, um pouco magra demais, mas ainda sim bonita. Mas muito parada, não geme, não grita, não fala, não...
Não goza?
Ele ouviu os meninos rirem, Naruto lhe pareceu irritado, e ele também ficou, como ele falava assim dela? Em uma mesa cheia de homens?
Como diabos?
Em um impulso, ele se levantou.
— Sabe... Dizem que às vezes os homens não são capazes e colocam a culpa nas mulheres.
Naruto deu uma risadinha.
Viu o rosto de Yahiko ficar vermelho.
Sai e Shikamaru riram.
— Isso não é o caso, eu sou muito-
— Sério? – Disse, dando a volta na mesa e se aproximando dele. – Sabe que para se satisfizer você tem que satisfazê-la também, é uma troca.
Yahiko balbuciou meia dúzias de palavras.
— Conte-me, — Disse, aproximando-se e abaixando-se perto do ouvido de Yahiko. – Você já a fez ter um orgasmo?
Ele sabia que com a, se referia a Sakura.
Ele não esperou que ele respondesse, porque sabia que a resposta seria negativa. Então disse, baixo, embora soubesse que em uma mesa cheia de ninjas todos escutariam, mas não se importou.
— Porque eu já. – Ele ouviu um copo caindo, e podia jurar que era de Naruto. – Tão forte, e tão violento, que ela ficou com o chakra tão descontrolado que quebrou as grades da cama.
Alguém engasgou, e ele viu Yahiko tremer, de costas para ele, ainda sentado.
— E ela é tão boa no que faz... Que fez com que meu sharingan se ativasse sozinho, por puro prazer...
Levantou-se, ficando ereto, e jogando algumas notas sobre a mesa.
— Qualquer dia desses, vá nos assistir, talvez assim você aprenda a como satisfazer uma mulher na cama.
Ele não ficou para ver a cara de nenhum de seus amigos, nem que estava rindo descontroladamente, nem quem estava engasgado, nem o rosto de Naruto, nem o copo quebrado, apenas virou-se com as mãos no bolso, andando.
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