Falcão

14 CAPÍTULO 14: Cartas & Inversões


Notas iniciais
Estou de volta, surto de imaginação! Agradeço a todos os comentários maravilhosos que você têm me mandado, não tenho palavras para agradecer o carinho e o apoio de vocês! Capítulo dedicado a Kali que deixou uma maravilhosa recomendação em 'O ventro trouxe', muito obrigada! Boa leitura!

FALCÃO

Escrita por Coffee

CAPÍTULO 14: Cartas & Inversões

Quando chegaram ao escritório de Kakashi que era onde discutiram seus próximos passos, Sakura abriu a boca, e, antes que ela sequer cogitasse o que falaria, ele disse:

— Não.

— Sasuke! Deixe-me ao menos—

— Não.

O Hokage revirou os olhos, assim como Shikamaru, que murmurou:

— Que ótimo... Dois teimosos no mesmo ambiente.

Naruto estava encostado na parede paralisado. Os quatro olharam para ele, parando de discutir ao ver a desolação do loiro.

— Tenho que escolher entre a minha namorada e minha melhor amiga?

— Naruto, nós vamos dar um jeito... — Sakura disse se aproximando do amigo.

— Nós estamos nas mãos deles...

— Não, não estamos.

Foi o Hokage que disse. Todos olharam para ele, Naruto com mais esperança no olhar do que qualquer um.

— Mandei Sai e Ino em alguns esconderijos antigos do Yoikis enquanto vocês estavam em missão.

— Por que não nos disse isso antes? — Shikamaru perguntou.

O mascarado não respondeu. Apenas andou até sua mesa, procurando algo especifico na infinidade de papéis, até achar. Levantou a folha na altura do peito, e ele podia jurar que havia um sorriso por detrás da máscara.

Eles se aproximaram para ler o papel. E sorriram em seguida (exceto ele).

— O pedido de execução da Sakura-chan!

Naruto gritou eufórico, e foi ela quem completou:

— E assinado pelo próprio Umiko...

— Tem mais alguns papéis criptografados que estão sendo analisados, mas eles ligam o conselho a alguns ataques a outras vilas...

— Isso é perfeito, podemos prendê-los agora.

— Calma, não podemos esquecer que Hinata está com eles. E que eles provavelmente têm muitos ninjas ao seu lado, não nos atacariam assim, não sequestrariam Hinata se não tivessem uma boa base. E tenho que resolver isso logo, Hiashi já colocou vários Hyuugas nas matas procurando Hinata, e eu prometi que resolveria isso, antes que ele dê alarmes e jogue toda nossa discrição pelo ar.

Eles acenaram positivamente. O Nara começou a arquitetar o plano em sua mente, e logo o pôs em palavras.

— Podemos fazer um documento falso, os inocentando e Sakura o leva até o conselho. Combina um lugar para pegarmos Hinata, Naruto vai e a pega de volta, enquanto Sakura fica com o conselho como se tivéssemos aceitado a troca. Eu e Sasuke ficamos à surdina, seguimos os ninjas que fizeram a troca, descobrimos sua base, e, depois que Naruto deixar Hinata em um lugar seguro ele nos ajuda a atacar.

— Assim podemos destruir o possível exército secreto deles — Kakashi comentou, provavelmente passando todo plano em sua mente.

— Exatamente, nós combinamos um horário hipotético, e Sakura abre o jogo para eles, para mantê-los ocupados enquanto atacamos.

— Não. — Foi ele quem respondeu.

O Nara estava enlouquecendo? Mandar Sakura naquele ninho de cobras? Ele não enxergava que eles a matariam na primeira oportunidade?

— Sasuke!

— Vão te matar assim que você colocar os pés lá.

— Eu sei me defender!

— Eu concordo com o teme, Sakura-chan, e se eles te colocarem algemas de chakra, igual provavelmente colocaram na Hina-chan?

— Eu sei me virar. É o plano perfeito. Quando eu abrir o jogo, mostrar uma cópia dos papéis que temos eles vão enlouquecer, é o momento perfeito para vocês atacarem a base do exército... Eu posso sair de lá sozinha, não preciso que ninguém me salve! E depois posso voltar com mais alguns ANBU’s para prendê-los, não há perigo.

Passou o peso de uma perna para a outra irritadiço. Não gostava nem um pouco da ideia de Sakura sozinha da torre do conselho, presa, torturada ou seja lá o que fossem fazer com ela. Não duvidava da capacidade dela, sabia que ela podia sim se defender, mas em uma sala com três ninjas? Em um ponto em que estaria possivelmente com o chakra anulado?

— Teme não teremos outra chance dessa para pegar Hina-chan de volta.

Até Naruto concordaria com aquela ideia insana?

— Já sai de situações piores. Vai dar tudo certo.

Bufou contra gosto sabendo que todos os outros já haviam concordado com a ideia, porque eram cegos demais para ver o perigo. Eles se colocaram então a repassar o plano, tópico por tópico.

Algum tempo depois Shizune chegou com os papéis e algumas cópias, entregando-as para Sakura tão logo ficou sabendo do plano. Sai foi o próximo a chegar após um chamado de Kakashi.

O Hokage ligou então para torre do conselho, foi justamente Umiko quem atendeu.

— Aceitamos a troca, aonde vocês irão nos entregar Hinata?

As coordenadas foram dadas. E o conselheiro pediu para que levassem Sakura nesse mesmo lugar.

— Não. Um de nossos ninjas irá levá-la na torre do conselho, depois que nos entregarem Hinata, o ninja irá embora, e Sakura ficará com vocês.

— Não acredito na sua palavra.

— Nem eu na sua, então estamos quites.

O mascarado desligou.

— Perfeito, conseguiremos mantê-los no prédio e longe da base.

Concordaram com um aceno. Logo Naruto se preparou para ir ao lugar combinado após repassarem os horários.

— Naruto, não faça nada de modo precipitado. Independente da situação em que Hinata estiver não ataque. Pegue-a e leve para o clã, como combinado, e depois volte para ajudar Sasuke e Shikamaru, tudo no tempo em que combinamos, não se esqueça de que Sakura estará nas mãos deles, se você fizer algo precipitado e eles descobrirem nossas intenções, Sakura estará morta.

Ele engoliu em seco as últimas palavras de Kakashi, assim como Naruto que acenou positivamente e partiu em seguida.

Sakura o lançou um olhar significativo, ela parecia querer ir até ele, mas não o fez. Apenas partiu acompanhada de Sai.

Ele nunca desejou tanto ser aquela sua cópia barata.

♦ ♦ ♦

O Hokage cumpriu com o trato. Na hora marcara a rosada chegou acompanhada de um ninja branquelo. Ela andou até Yumo, com aquele olhar de felino que ele tanto gostava, e depositou um papel na mesa.

Permaneceram em silêncio.

Após ler o papel, Yumo comentou.

— É o papel nos inocentando, Hachiro e Umiko.

Sorriu. Só tinha que entregar a Hyuuga e ele teria a Haruno todinha para si em alguns minutos. Pegou o comunicador.

— P? — O outro respondeu dizendo que o Uzumaki já estava posicionado, Yumo e Hachiro se aproximaram da rosada, com algemas de chakra nas mãos, e nem ela nem o branquelo fizeram menção de ir contra.

— Pode entregar a Hyuuga.

Tão logo o subordinado respondera que o Uzumaki havia pegado a Hyuuga, eles algemaram a rosada, e Sai saiu sem nenhuma palavra.

Ele sorriu.

— Seja bem-vinda.

Ela lhe enviou um sorriso cínico em resposta, um pouco branca devido ao chakra sugado, deixando apenas o necessário para que ele continuasse viva.

— Yumo, Hachiro, nos deixem a sós.

— Não é seguro, eles podem voltar para buscá-la — Hachiro argumentou.

Mas ele sabia que o Hokage não daria para trás com sua palavra, pelo menos não tão rápido.

— Deixem-nos — Repetiu.

Não foi preciso falar de novo, os dois saíram. Uma bolsa caiu no chão, a rosada cambaleou até a parede e escorregou por ela sentando no chão, sentindo a falta de chakra.

Sorriu. Vê-la daquele modo tão frágil o excitava.

— Sabia que eles aceitariam a troca facilmente, uma mulher de um clã renomado, por uma ninguém, fui muito benevolente na troca...

Ela não respondeu. Continuou daquele modo como se estivesse dopada alguns minutos, e em seguida começou a ganhar coloração no corpo novamente.

Aproximou-se, ela mostrou os dentes pequenos, como um gato que quer ser uma leoa. Riu.

— Gostou do meu presente? Dos ninjas que mandei que te encontrassem?

A médica permaneceu em silêncio, mas ele via o ódio nos enormes olhos verdes.

— Você foi forte, como sempre foi. Sobreviver a aquilo...

Passou a mão no queixo dela, levantando o rosto até seus olhares se cruzarem.

— Porque não aceitou ficar comigo? Nada disso estaria acontecendo...

— Prefiro morrer a ficar com alguém como você.

O tapa foi certeiro. O rosto dela ficou vermelho, marcado pelos seus dedos.

— Deveria se sentir honrada por alguém como eu querer alguém como você.

— ‘Se desdenha tanto assim o fato de eu não ter um clã, porque diz me amar então?

— Apesar das coisas que eu já disse, admito, você é forte, construiu um legado sozinha, saindo do zero.

— Isso deveria ser um elogio? Depois do tapa que me deu?

— É um elogio. O tapa foi apenas para você aprender a não ser tão mal criada.

Ela ficou em silêncio. Estava louco para tê-la para si, mas antes precisava ter certeza que Kakashi não mandaria ninjas atrás dela.

— Eu te observei tanto ao longo dos anos... Enquanto você crescia, enquanto crescia, enquanto lutava cada dia para ficar mais forte...

— Isso é doentio.

— É amor.

— Não, isso é uma doença, você é um psicopata... Acha mesmo que eu ficaria com você depois de tudo que fez? Com meus amigos, com o Hogake...

— Ficaria se não estivesse abrindo as pernas para aquele maldito Uchiha. ‘Se você o perdoou depois de tudo que ele fez, pode muito bem me perdoar.

— Não ouse se comparar a ele.

— ‘Se é de ser fudida que você gosta, eu sei fazê-lo muito bem.

Disse aproximando o rosto do dela, sua boca salivando imaginando em tê-la só para si.

Ela ficou vermelha de raiva com as suas palavras, e depois como se estivesse impaciente, olhou para o relógio da parede atrás dele.

— Por que você não cala a boca e olha o que tenho na bolsa?

Observou-a desconfiado, e depois olhou para a bolsa jogada no chão alguns metros à frente. Andou até lá, primeiro chutou, esperando alguma explosão, mas nada veio. Viu-a revirar os olhos.

Abriu a peça com cuidado, ao contrário do que imaginava lá dentro só tinha papéis.

— O que é isso?

— Não sabe ler? — Ela desdenhou.

Bufou pegando os papéis. Ao ler seus olhos se arregalaram, e, antes de sequer cogitar chamar os outros conselheiros, a porta foi aberta e eles passaram.

— Atacaram nossa base.

— Vadia! — Gritou.

Os dois andaram até ele, ficando branco como papéis ao lerem os pergaminhos.

— Os pedidos dos Yoikis...

— Onde conseguiram isso? — Hachiro perguntou.

Ela não respondeu, já tinha recuperado toda a sua cor.

— Eu vou te matar...

Aproximou-se e sua mão voou novamente em direção ao rosto dela.

♦ ♦ ♦

Ele e Shikamaru permaneceram escondidos, enquanto Naruto pegava Hinata de volta. Tão logo o loiro saiu os outros três ninjas também partiram e eles prontamente começaram a segui-los.

Era uma base subterrânea, não muito longe dali, havia muito ninjas, mas tinha certeza que o que eles ganhariam em quantidade, eles ganhariam em qualidade.

— Sai já veio embora, estamos nos preparando para prendê-los tão logo dê o horário. Hinata já chegou ao clã, está muito machucada, mas irá sobreviver, Naruto está a caminho.

Kakashi avisou pelo ponto em que usavam na orelha.

A menção de que Sai havia ido embora e deixado Sakura sozinha na torre do conselho fazia seu estômago revirar, ainda sim ele lutou para se concentrar na missão.

— Vamos começar com as explosões como combinamos?

O Nara perguntou ao lado dele quando Naruto chegou. O loiro parecia preocupado (provavelmente devido ao estado da namorada).

Acenaram positivamente e partiram para o ataque.

Queria acabar com aquilo o mais rápido possível e tirar a médica das mãos de Umiko.

♦ ♦ ♦

Antes que o soco atingisse o rosto dela, uma mão segurou a sua.

Tão forte que ele não gritou de dor por vergonha.

— Como você?

Olhou-a, ainda segurando sua mão ela se levantou, colocando-se de pé. Os dois braços livres, o chakra circulando livremente.

Ela sorriu.

— Ninjas médicos sabem sair de muitas situações difíceis... Sabemos controlar muito bem os chakras, e, com a intensidade e quantidade corretas, as correntes se rompem. Você deveria saber disso.

Yumo e Hachiro se aproximaram, mas fez sinal para que eles se afastassem.

— Estava esperando que alguém viesse me buscar, não?

Era a verdade, havia imaginado diversas situações em que o mascarado colocaria ninjas para resgatá-la, mas não imaginava que ela fazia aquilo sozinha.

— Quem está nas mãos de quem agora?

— Yumo chame os ninjas lá em baixo.

— Nós os mandamos para base quando soubemos que ela estava sendo atacada.

— Vocês planejaram tudo isso!

Ela deu os ombros, ainda segurando o seu braço.

Yumo e Hachiro fizeram menção de sair.

— Não se mexam, ou ele morre.

Ela moveu as mãos, mudando-a para seu pescoço em um aperto férreo. Foi tudo tão rápido que ele nem teve tempo de se defender.

— Eu dê vocês ficariam aqui... Cópias dos pergaminhos foram enviadas para outras vilas, já pensaram no que o Raikage vai fazer quando tiver a prova que foram vocês que atacaram a vila?

Hachiro estava branco feito papel. Yumo, vermelho de ódio.

— Você vai morrer vadia — Yumo gritou, partindo para atacá-la.

— Eu não teria tanta certeza.

Olharam para a porta recém-aberta. Yumo parando seu ataque no meio do caminho. Encostado no batente da porta estava o Hokage e atrás dele diversos dos seus subordinados.

Os três se olharam, em desespero, no fim acabou por dar os ombros, desistiu, era inútil lutar. O prédio estava cercado de ninjas, as outras vilas implorando por suas cabeças, e o Hokage e a pupila bem ali em frente eles.

— Quer fazer as honras, Sakura?

— Claro!

A médica largou o seu pescoço, mas segurou os seus braços.

O ninja branquelo se aproximou deles, entregando algemas para ela. Logo elas foram colocadas nos seus braços, e ele sentiu o corpo mole instantaneamente.

E ela ainda comentou cínica:

— Vamos ver se seu controle de chakra é tão bom quanto o meu, imagino que deva ser melhor, já que você pertence a um clã.

Os outros foram algemados também, e antes que saíssem ela sussurrou em seu ouvido usando o duplo sentido das palavras:

— Quem está fudendo quem agora?

Notas finais
Caso alguém não tenha entendido o segundo ponto de vista é do próprio Umiko. Mais respostas em breve! Para quem está esperando atualizações das outras histórias, fique tranquilo, elas serão atualizadas. Obrigada por ler!