Fake Plastic Tress - O inicio

15 Protegendo o livro e a pedra


Severo ficou ali no hospital, ele tinha de fazer uma coisa: Tinha de aumentar a segurança dos amores de sua vida, ele não podia simplesmente andar com a pedra e o livro, ambos eram relíquias valiosíssimas, tinham de ser guardadas com muita segurança e cuidado, mas ele não podia fazer aquilo sozinho... Só a sua magia não era poderosa o suficiente. Ele reparou que Minerva, Harry e seus fiéis companheiros estavam se dirigindo á saída... Aquela era sua oportunidade. O homem se levantou da cadeira e se guiou até a porta do local com passos apressados, assustando Hermione que ainda não se acostumara com os passos firmes de seu professor.

__Antes de irem, quero que vocês quatro me acompanhe, por favor. Ele reparou que Rony não queria ir, pois o mesmo olhava para os seus pais e irmãos, Jorge dava risada do irmão, achando que o garoto se meteria em encrencas.

__Não se preocupe Senhor e Senhora Weasley, pretendo ter uma conversa rápida com o filho de vocês. Molly e Arthur se entreolharam em concordância, deixando Harry, Minerva, Hermione e Ron sozinhos.

__E então Severo, algum problema?.

__Sim Minerva, eu gostaria de conversar com vocês num local mais privado, não quero que ninguém ouça, sei que ainda há comensais fugitivos.

Severo fez menção para que o grupo o seguisse e assim foi feito, o Homem os levou para a grande árvore em que estivera horas atrás, o assunto era sério e precisava ser tratado com urgência.

__Ouçam... Antes de falar o que há muito tempo quero dizer, quero lhes perguntar, Porque achas que eu voltei?

__Bom Severo eu não faço a menor ideia, por meses tentei tirar essa informação de sua boca... A carta de Dumbledore não pode deixar claro como isso foi possível.

__Mais alguma sugestão?. Severo olhou firme para o trio de ouro, os rostos de todos eles estavam vazios, sem respostas.

__Pois bem, o que vou dizer-lhes agora é um afronto a realidade que estamos acostumados, porém, é necessário. Vejamos como sabeis fui leal a Dumbledore por 17 anos, Alvo estava ciente dos meus riscos e decidiu me recompensar de alguma forma, ele descobriu que os irmãos Peverell tiveram acesso a uma forma não muito eficiente da pedra da ressurreição, Alvo procurou por anos, mas só descobriu a onde ela se encontrava depois de morto, a pedra estava no mundo dos mortos. Quando eu supostamente morri , ele me entregou a pedra e me disse para pedir qualquer coisa... Eu pedi sua mãe Harry.

__Alvo havia nos contado Severo.

__Certo... Mas o que vocês não sabem é do livro, o livro que Alvo me deu, algo tão majestoso, tão poderoso e perigoso que se cair em mãos erradas, pode se transformar num verdadeiro desastre.

__O que tem de tão precioso nesse livro senhor?. Foi a vez de Potter perguntar.

__Aqui contém os maiores e mais perigosos segredos da magia, feitiços terríveis, poções inimagináveis e inúmeros truques mas o principal é o feito de utilizar sua mente como varinha, depois de ter lido o livro não é mais necessário utilizar varinha.

__E o que o senhor quer realmente?.

__Quero que vocês me ajudem a criar uma proteção, em minha casa e principalmente no cofre... Será o local para colocar esses pertences tão valiosos.

__Certo Severo, mas não achas perigoso o fato de Lily e Enon estarem lá?

__De fato, porém posso protegê-los, nem que é preciso dar minha vida a eles.

__Mas senhor. Hermione era naturalmente curiosa. __Se algum indesejado ter acesso a esse livro e a pedra, o que poderá ocorrer?

__É um tanto previsível senhorita Granger, obviamente se um indesejado tiver acesso a essas relíquias, muito provavelmente tentara reviver o Lord das trevas e torna-lo mais poderoso que nunca. Havia o habitual tom de desprezo na voz do homem.

__ Certo Severo, eu concordo em fazer isso, todos concordam?. Minerva se dirigiu ao trio de ouro que, rapidamente fizeram um aceno em concordância.

__Antes de fazermos essa proteção em minha casa, vamos fazer no quarto de Lily, ela terá de ficar aqui sozinha por algum tempo e eu tenho medo, não quero perde-la outra vez.

Os quatro concordaram e seguiram o homem para o quarto de Lily, tinha lógica no pensamento de Severo, Lily tinha ido embora uma vez, ninguém queria vê-la partir novamente.

Severo pediu autorização para a enfermeira que o alertou que Lily estava dormindo, porém a mesma foi convencida com a noticia da proteção. Ele abriu a porta do quarto e se deparou com a linda mulher dormindo serenamente, ela tinha um sorriso doce nos lábios, como se estivesse nos mais doces sonhos. Os cinco não puderam deixar de observar o pequeno Enon dormindo na incubadora ao lado da mãe, o bebê parecia um anjinho, tão inocente, vivo e amado.

Os quatro pegaram suas varinhas, menos Severo... Ele não necessitava mais de sua varinha, nesses sete messes havia treinado o suficiente para ter sua mente como uma poderosa varinha, mas ele não a abandonou, deixava perto de seu sobretudo preto caso fosse necessário. Eles começaram a fazer as proteções, cada um liberando sua energia viva e poderosa. Minerva estava tão entusiasmada ao ver seu companheiro de trabalho fazendo aquele lindo espetáculo, que não pode deixar de sussurrar um comentário.

__Severo, você realmente precisa me ensinar isso. A mulher mais velha sorriu e percebeu um meio sorriso no rosto do homem.

__Assim que Lily voltar para casa eu lhe ensino Minerva.

__Professor, o senhor pode fazer qualquer feitiço sem a varinha? Até mesmo as três maldições imperdoáveis?

__Sim Granger, de fato eu posso fazê-las.

Hermione não pode esconder um sorriso de admiração, na verdade ela sempre o admirou, por mais que o professor fosse muitas vezes assustador o mesmo era excelente, Hermione sabia que, por debaixo daquela carranca existia um nobre homem.

__Acabamos... Eu vou ficar por alguns minutos aqui

__Severo se não se importa irei pegar um pedaço de bolo, particularmente os elfos daqui cozinham muito bem! Granger, Weasley e Potter desejam ir comigo?. Minerva extraiu três sorrisos que significam um sim... Bom, quase ‘’três sorrisos’’, o estomago de Rony roncou confirmando a fome do garoto.

Após todos se retirarem da sala, Severo se aproximou de Lily, ele pensou o quanto sua vida estava perfeita, a mulher que ele amava e o seu filho! Um pedacinho dela e dele. Ele queria tanto beija-la intensamente e pedi-la em casamento... Mas agora não, ela estava dormindo, doce e serenamente. Quando ele se virou para sair, uma mão doce o agarrou pelo braço.

__Sev, por favor fique... Faço qualquer coisa para você ficar!

O homem não pode deixar de se sentir tocado com a súplica, Lily tinha uma maneira tão doce de pedir as coisas.

__Hum, qualquer coisa? Certo então ouça bem, estou indo para casa junto com Minerva, Harry e os seus leais companheiros... Uma proteção será feita em nosso lar, pois irei guardar as duas relíquias no cofre.

__Mas Sev...

__Não se preocupe meu amor, fizemos uma proteção aqui em quanto você dormia, irei por alguns minutos, NADA vai lhe acontecer, voltarei logo para cá tudo bem?

__Só vou ficar satisfeita quando você me der um beijo!

Severo sorriu, ela ficava tão linda quando pedia algo ‘’Merlin tenho que parar de pensar o quanto ela é linda... Mas não consigo!, ela é o amor da minha vida!’’. Ele a beijou docemente aquela boca maravilhosa... Ele queria tanto algo além porém se conteve, estavam no hospital e ela tinha acabado de ter seu filho. Quando eles quebraram o beijo, não pode deixar de olhar aqueles lindos e vivos olhos verdes.

__Lily, já lhe disse o quanto adoro seus olhos?

__Umas trezentas vezes! Também adoro os seus olhos Sev, amo o intenso brilho que eles transmitem.

__Já lhe disse que você é o amor da minha vida?!

__Não Sev, mas é bom saber, eu também te amo tanto sabia? Quero viver ao seu lado para sempre e nunca mais sair de perto de você. Ela deu um abraço tão forte em Severo que a mesma se perguntou, da onde havia tirado forças.

__Eu tenho de ir agora tudo bem? PROMETO que volto logo, jamais deixaria os dois amores da minha vida sozinhos.

__Acho bom!.

Severo riu mais uma vez enquanto se retirava do quarto, ele sabia que aquela proteção em sua casa seria muito útil algum dia.

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Os quatro acompanhavam Severo, a casa era enorme, qualquer um se perderia se não tivesse instruções corretas. Passaram por inúmeras salas, a maioria eram quartos, porém Harry não pode deixar de observar a grande sala de musica que ali continha, parecia ser um bom local para se ficar.

Finalmente haviam chegado, Rony nunca tinha andado tanto na vida, estava extremamente cansado, afinal havia muito tempo que ele não andara rápido assim, acompanhar os passos de seu professor era bem difícil.

Hermione observou o local, era enorme e uma legítima biblioteca, pelo o que ela observou ali continha inúmeros livros raros e antigos, ela adoraria passar um bom tempo ali, até o cheiro do lugar era reconfortante. Severo percebeu o olhar de admiração dos seus convidados, particularmente ele adoraria ter vivido ali quando mais novo, mas não podia pensar nisso agora, tinha de pensar em seu filho e em sua amada, o homem falou a senha que por sinal era gigantesca e o cofre se abriu. Lá havia coisas valiosíssimas, mas nada era mais valioso do que aquela pedra e livro.

__Certo, sem mais delongas, vamos começar.

A proteção que ambos faziam era intensa e avassaladora, era de cair o queixo de qualquer bruxo. Aquilo tudo era feito com amor e confiança, eles aproveitaram e também criaram um escudo na casa, uma magia forte demais para alguém ruim permanecer.

__ Ufa! Estou exausto!. Rony queria deitar em sua cama e dormir até onde o tempo lhe permitia.

__Vocês podem ir, muito obrigado.. Ah, Minerva acho que você vai adorar saber como fazer tudo sem uso da varinha.

__Estou ansiosa Severo... Mas bem, precisamos ir.

__Eu os acompanho até a porta. Severo se direcionou a porta e se despediu de seus convidados, mas agora ele precisava voltar ao hospital, não via a hora de sentir o cheiro de Lily e o rostinho reconfortante de Enon.

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__Sev?

__Ainda está acordada? Pensou que eu não ia voltar certo? Bom, aqui estou eu.

__Só queria lhe esperar... Ter certeza absoluta.

__Tudo bem, mas já está na hora de você dormir, ou como achas que vai ter força para seguir Enon? Não se esqueça de que provavelmente ele vai adorar aprontar. Severo riu, já imaginava Enon escalando árvores, quebrando coisas e azarando pessoas... Não muito diferente do pai.

__Certo Sev...me convenceu, irei dormir, mas não sem um beijo de boa noite!

__A senhorita realmente adora meus lábios não é mesmo?

__Convencido. Severo se aproximou mais de sua amada roubando-lhe um beijo amável, doce e reconfortante.

__De fato sou convencido... Mas agora é hora de dormir, para lhe ajudar vou fazer um cafuné.

__Adoro cafuné...

Para Severo era tão bonito vê-la tentando dormir, ele passava a mão naquele cabelo ruivo, tão cheiroso... Não pode evitar dar um beijo naqueles cabelos ruivos... Assim que ela adormeceu ele também entrou no mundo dos sonhos. A família estava unida, em uma terra muito habitada por sonhos, maravilhas e desejos, ironicamente Severo sonhou com sua vida atual, a vida que ele sempre quis.