Fake Plastic Tress - O inicio
32 O inicio de uma guerra sem fim previsto
Notas iniciais
Enon estava encostado numa árvore batendo sua cabeça constantemente contra o tronco, ele estava nervoso e se sentindo péssimo, parece que nada dava certo para ele, o dia estava lindo, o sol radiante, mas as luzes de seu esplendor não iluminavam a vida de Enon.
__Enon? – Teddy chamou cuidadosamente a atenção do amigo, tentou manter a voz suave e doce para não demonstrar nervosismo.
__O que você quer Lupin? – Enon fitava o garoto com um olhar severo e sem emoção, queria ficar sozinho e detestava ser incomodado.
__Não me chame assim... Olha, você é como se fosse meu irmão cara...
__Esse é o seu nome, não me lembro de teres outro. – Teddy abaixou a cabeça em decepção, fazia um mês que o amigo não conversava com ele e ouvir aquilo de Enon machucou.
__É... Eu preciso lhe devolver uma coisa... – Antes que Enon pudesse questionar, Teddy tirou um caderno marrom com um fecho.
__Como você teve coragem Teddy! Esse é meu diário e ninguém tem o direito de revira-lo! – Enon tirou abruptamente o diário das mãos daquele que um dia fora seu amigo, revirou cada página em busca de alguma folha rasgada.
__Eu queria te ajudar...
__Me ajudar?! Você realmente quer me ajudar?... Qual o seu objetivo com isso Lupin? – Teddy detestava quando o amigo agia daquela forma, talvez fora uma péssima ideia devolver o diário naquela situação.
__Enon olha... Você é como uma família para mim e...
__Uma família? Você não tem uma família seu hipócrita! Seus pais morreram, entendeu? Morreram! – Enon deu um soco na cara de Teddy que caiu no chão com o nariz sangrando, ficou encarando o amigo com algumas lágrimas nos olhos, o que ele tinha dito e o que tinha feito fora forte demais, não era essa sua intensão, mas agora já era tarde.
Teddy se levantou e saiu dali sem olhar para trás, ele não acreditava no que Enon tinha dito, o mesmo garoto que ele chamou de irmão, ‘’Realmente as pessoas mudam... Pelo menos eu tentei, mas não posso me enganar, ele seguiu seu caminho e eu segui o meu’’
Enon ficou observando Teddy ir embora, ele queria se desculpar e demonstrar que tudo aquilo fora causado por uma explosão de ódio, mas o seu orgulho não permitiu que ele se desculpasse, sentou-se novamente e continuou a bater sua cabeça contra a árvore.
Drake havia visto tudo e adorou, era divertido ver pessoas sofrendo, mas ele ainda tinha de cumprir o seu papel de inocente e bom amigo, não queria que seu plano fosse por agua a baixo, não queria se sentir inferior a Enon mais uma vez. Andou calmamente perto de Enon e se sentou ao lado dele.
__Eu vi tudo Enon... – Enon se virou para encontrar a face de Drake, rolou os olhos para cima para esconder sua tristeza, não queria ser taxado de fraco.
__Sabe Drake, eu nunca falei isso com ninguém, mas...
__Pode contar comigo Enon, faz bem aliviarmos a alma e o coração, eu sinto que você está com um peso na consciência, deixa eu te ajudar. – Drake colocou sua grande mão nos ombros de Enon e apertou com força, para demonstrar segurança.
__Às vezes acho que meu pai me odeia...
__Sabe que eu também tenho a mesma impressão Enon? Meu pai também não gosta muito de mim... Ele prefere o pateta do meu irmão mais velho, mas tudo bem, eu não ligo.
__Não liga?
__Não e se quer saber, há tempos venho notando que seu pai é estranho com você, para que brigar tanto contigo? Você é um cara legal e muito mais maduro que Matthew...
__Meu irmão é um palhaço Drake, me irrita muitas vezes, não só ele como o Lupin...
__Eu não sei se deveria lhe dizer isso... Mas nunca gostei dos dois, por algum motivo eles não gostam de mim. – Drake deu um sorriso cínico. __Acho melhor você esquece-los, eles não valem apena Enon, mas venha, sei de algo que possa lhe fazer sorrir. – Drake se levantou e lançou um olhar para que Enon fizesse o mesmo, dando de ombros o garoto de olhos cinzas se levantou e seguiu o amigo loiro.
Depois de andar por mais alguns corredores, Enon parou de imediato quando viu seus colegas da Sonserina maltratando um rapaz da Lufa-Lufa, o pobre do garoto estava cheio de cortes pelo pescoço e aparentava não aguentar mais.
__O que significa isso Drake?
__Isso? É assim que eu me divirto Enon. – Enon começou a se afastar de costas, horrorizado com o que o amigo havia lhe dito, mas algo impediu sua jornada para o caminho anterior, Minerva estava bem atrás dele, olhando abismada para o corpo do Lufano que agora estava desmaiado.
__O que significa isso?! Por Merlin, me acompanhe agora mesmo! Eu não sei o que aconteceu aqui... Mas saibam que isso é gravíssimo e Enon, espero que seu pai o coloque de castigo hoje mesmo, pois ele está na minha sala! – Enon paralisou... ‘’Meu pai em Hogwarts?’’
__O que pensam que estavam fazendo?! Enlouqueceram? Pobre do rapaz, agora esta com Madame Pomfrey graças à irresponsabilidade e imaturidade de vocês! – Os garotos abaixaram a cabeça, alguns em concordância e outros em puro cinismo.
__Enon Prince – A voz soou de forma letal e ameaçadora, Minerva apenas observou o homem de cabelos negros que estava furioso e fora de si. __Enlouqueceu?
__Não foi culpa minha! – Retrucou Enon – Não foi culpa minha!
__Então o que você estava fazendo lá? Quero ver sua desculpa agora rapaz.
__Eu fui levado até lá...
__Levado até lá por sua idiotice ou burrice Enon? Qual dos dois adjetivos você pode usar para se descrever? – Severo se guiou rapidamente para perto do filho, encarou profundamente os olhos cinzas que agora transmitiam um intenso ódio.
__Eu te odeio! Te odeio! Você seu bastardo estúpido. – Enon levantou-se bruscamente da cadeira e apontou para o próprio pai. __Você me odeia! Por anos briga comigo! Por anos me chateia! Por anos você acha que sou um idiota! Eu cansei disso! Você não é meu pai! Nunca foi meu pai e nunca agiu como um!
Todos na sala se calaram, até mesmo Severo se calou... Dumbledore pensou em falar algo, mas as palavras não saiam. Quando Severo se levantou em total desastre, Drake fez seu caminho até Enon e sem ninguém perceber colocou um poderoso relógio vira tempo... O único e verdadeiro relógio que tinha pertencido aos senhores do tempo e Drake sabia disso, tinha ciência de que Enon quando estava estressado faria qualquer coisa.
__Retire o que disse Enon... – Severo agarrou abruptamente o braço do rapaz, mas logo o menino conseguiu se soltar para ter forças para dizer a próxima frase.
__Nunca! – Enon retrucou. – Você nunca agiu como um pai comigo! Os sermões eram somente para mim e nunca para Gregory e Elizabeth! Você não é meu pai!
__Enon, seja razoável, você está estressado se acalme rapaz...
__Chega Dumbledore! Estou cansado de ouvir você! Estou cansado de ouvir todos vocês! – Enon saiu apressadamente para algum lugar, qualquer lugar bem longe dali e ignorou completamente o apelo de seu pai.
Continuou com seus passos firmes rumo a floresta proibida, sim... Era bobagem, mas lá era o único lugar calmo, sem ninguém para atrapalhar ou algo do gênero, ‘’Idiota, bastardo e estúpido, um dia você me paga’’ Enon pensou, mas o cansaço venceu, depois de tanto andar ele resolveu se sentar perto de um tronco e percebeu algo estranho em seu bolso, enfiou a mão na entrada de seu casaco e pegou um relógio dourado, parecia um vira tempo só que era bem diferente, estava marcado o ano de ‘’1995’’... Ele continuou olhando o pequeno objeto admirado, mas a curiosidade logo deu espaço para o ódio de seu pai, tirou seu casaco e já de pé apertou o pequeno botão de ouro, desaparecendo imediatamente deixando apenas um relógio e um casaco no chão da fria floresta.
__Temos que achar o Enon! – Lizzie falou com um tom preocupado, ela, seu irmão e Teddy haviam acabado de ouvir a briga. Teddy olhou para Elizabeth em concordância e Matthew apenas revirou os olhos como se aquilo fosse obvio.
__Nós vamos acha-lo, agora coloque a cabeça no lugar, vamos entrar na floresta proibida...
__Esta doido Math? É a floresta proibida, não podemos entrar lá!
__Lizzie você quer achar Enon ou não? – Matthew encarou a ruiva e sorriu triunfante com o aceno de Lizzie. __Enon quando está com raiva acaba se afastando de todos, provavelmente ele fora para a floresta proibida, agora vamos e fiquem por perto!
Os três entraram correndo pela floresta proibida, Lizzie quase tropeçou numa raiz de árvore, mas Teddy a segurou pela cintura deixando-a vermelha. Assim que Matthew parou todos pararam, era a vez de Teddy observar o local melhor.
__Aquele é o casaco do Enon... E o que é aquilo? – Teddy apontou para o relógio dourado que estava caído no chão, Lizzie se separou dos rapazes e agachou para obter mais sucesso na observação do relógio.
__E então Lizzie, você sabe o que é? – A voz de Matthew surtiu um efeito sobre Lizzie, que despertou de seu transe meditativo.
__Isso é um vira tempo muito raro Math... Lembro-me de ver o papai com um, mas esse é totalmente diferente... É muito antigo e tem a insígnia da família Malfoy.
__Malfoy? – Matthew interrompeu, ele e Teddy se entreolharam temendo o que poderia significar aquilo.
__Seja o que for o relógio está marcado no ano de 1995 e está quente, isso significa que...
__Enon foi para o ano de 1995 – Teddy havia desmascarado a charada. __E então?
__Vamos buscar o Enon! – Matthew tentou apertar o botão do relógio, mas Lizzie fora mais rápida e impediu um arrependimento.
__Não podemos Math... É perigoso...
__Você tem uma ideia melhor Lizzie? – Elizabeth respirou fundo e em derrota admitiu que não, sabia que esse era o único meio de trazer seu irmão de volta.
Os três pegaram o relógio ao mesmo tempo, os dedos de ambos se juntaram perto do botão e todos se foram, deixando mais uma vez o relógio dourado caído sob o chão frio da floresta proibida.
Drake andava calmamente e com um sorriso triunfante na sala do cofre da família Prince, ele sabia a senha graças ao imbecil do Enon, que falava constantemente suas aventuras naquele cofre idiota, com um aceno de sua varinha, a voz de Severo pronunciou a senha e o grande cofre se abriu. Era um cofre enorme e cheio de coisas valiosas, mas o que Drake queria não era ouro ou artigos de grande valor, o que ele queria era um livro quase sem capa e uma pedra transparente. Estava muito fácil, ele pegou o livro e a pedra e desaparatou para a floresta proibida.
Drake era um psicopata sanguinário e ele sabia disso, mas agora ele provaria isso para seus companheiros, provaria que não era apenas um garoto de quinze anos de idade... Ele era além disso. Enquanto andava desviando de enormes árvores e criaturas estranhas, folheava cada pagina do livro... Um feitiço chamou sua atenção e ele iria usa-lo.
Parou de imediato quando viu os comensais em uma pequena roda sob o relógio e o casaco no chão, deram um espaço para que Drake entrasse e ficasse no meio.
__Hora de rever o Lord! – Um comensal gritou, mas fora calado imediatamente pelo triunfo da voz de Drake.
__Mudança de planos. – Drake anunciou com uma vez tão terrível e letal que poderia assombrar qualquer um.
__Como assim mudanças de planos? CRUCIUS! – Mas a maldição não teve efeito em Drake Malfoy, o garoto loiro sorriu impiedosamente e matou aquele que ousou lhe prejudicar.
Os comensais agora furiosos tentaram matar Drake, mas nada surtia efeito... Nem mesmo um Avada Kedavra. Com um aceno de sua varinha, Drake explodiu um por um, jorrando sangue e várias partes de corpos desmembrados e sem vida pelos ares.
Drake pegou o vira tempo no chão, colocou sob o seu bolso e desapareceu... Finalmente seu plano havia dado certo e finalmente ele poderia matar e matar sem dó e sem piedade.
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