Notas iniciais
Por algum motivo eu adoro o Drake, gosto de como ele pode ser cínico e cara de pau.

Ele abriu os olhos repentinamente como se soubesse a hora certa para despertar, havia um sorriso sádico em sua face e um olhar frio e gelado como sua pele. Levantou-se calmamente sem fazer barulho, pegou um baú com uma grande insígnia da família Malfoy e o revelou, pegou o seu punhal e colocou seu sobretudo preto, sabia que seria uma longa noite. Tomou muito cuidado para não acordar Enon, os outros companheiros de quarto não eram um problema visto que Drake os fizera tomar a poção do sono.

Drake pegou sua capa da invisibilidade, seu pai havia lhe dado há algum tempo e não pode deixar de agradecer por ser útil. Malfoy havia combinado com um aluno da Grifinória para encontra-lo perto da floresta, era meia noite e meia, já estava na hora de ambos se encontrarem.

Conforme foi andando, Malfoy viu que havia um rapaz do sétimo ano ali, seu nome era Mark Clarew, apenas um trouxa... Mas lhe seria muito útil naquela noite.

__E então? Conseguiu o que lhe pedi Clarew?

__Vejo que é um homem de palavra Malfoy...

__Infelizmente não consegui trazer o que você pediu...

__Bastardo! Fizemos um trato!

__Eu não cumpro tratos Malfoy, eu apenas tiro vantagem.

__Vantagem?

Drake pensou em um bom plano, talvez funcionasse e de qualquer forma ele teria de fazer aquilo cedo ou tarde.

__Sim Malfoy, vantagem.

__Certo, terei de ir à floresta proibida a essa noite, preciso pegar alguns utensílios.

__Floresta proibida? Está louco? Não pode entrar lá!

__Então venha comigo...

__Não sou idiota Malfoy!

__Um grifinório covarde? Sei que tu és bastardo, mas covarde? É novidade...

__Nunca me chame de covarde!

Clarew se segurou para não socar aquele moleque, não admitia ser chamado de covarde em hipótese alguma.

__Prove que não é... Acompanhe-me

Mark bufou em derrota e decidiu seguir Malfoy, que parecia estranhamente tranquilo e com uma aparência um tanto anormal, Drake trajava um sobretudo preto e estava segurando sua capa da invisibilidade, mas o que chamou a atenção de Clarew era que Drake segurava um punhal.

__Para que o punhal Malfoy?

__Ah, isso? É um presente, um presente que há muito tempo pensei em lhe dar.

O mais velho cerrou os dentes e percebeu que havia caído em uma armadilha, uma terrível armadilha.

__O que esta pensando fazer Malfoy?

__Você está com sua varinha certo Clarew?

__É claro que estou!

As mãos de Mark se dirigiram para o bolso do casaco, mas não havia nada lá... Nada, nem sequer um vestígio de ar.

__Pelo visto, não és um bom bruxo...

__O que fez com minha varinha Malfoy?! Diga-me!

__Sabe, há um ditado trouxa a qual eu gosto muito... Ele começa exatamente assim. Drake deu uma pausa, pegou sua varinha mostrando a Clarew o que ia fazer. __Primeiro a obrigação... CRUCIUS!

Clarew caiu no chão demonstrando que nunca havia sentido tanta dor na vida...

__E depois Clarew, vem à diversão...

Drake sorriu ironicamente e puxou o punhal de seu bolso, se dirigiu ao corpo cheio de dor de Mark Clarew e o feriu, a força impunha no punhal dava um prazer imenso a Drake, que sorria ainda mais.

Ele se ajoelhou próximo a onde jazia o corpo e tocou no sangue do rapaz... Olhava admirado para o sangue vermelho, ele nunca havia tocado no sangue humano em grande quantidade e ele adorou... Mas agora ele tinha um idealismo, queria fazer algo realmente grande.

__Sabe Mark, você foi o primeiro ser humano que matei, agora vejo que posso ser muito grande, de agora em diante meu pseudônimo será... Vejamos, LoL ReD, pois eu dependo desses elementos para ser grande, necessito de Legilimência, Oclumência e o meu mais novo feitiço: Labefacto. O red provém do fato do sangue ser deliciosamente vermelho.

Drake ficou de pé novamente, arrastou o corpo do rapaz para mais longe dali, lavou seu punhal e usou o seu mais novo feitiço, Labefacto permitia que Drake não fosse detectado nem pelo ministério, Hogwarts ou qualquer outro auror.

Fez seu caminho para o seu dormitório, finalmente ele estava satisfeito.

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Severo sentou-se na cama, não conseguia dormir de maneira alguma, remexia e mexia e nada do sono o pegar, viu Lily dormindo tão docemente, parecia um anjo de tão linda e especial, muitas vezes ele se perguntava se era sortudo ou abençoado.

Levantou-se e seguiu para a varanda, abrindo as portas para permitir sua entrada, mas ele não fazia a menor ideia do porque não conseguir dormir. Há muitos anos ele tinha de tomar inúmeras poções calmantes e poções para dormir, estava praticamente viciado, mas desde que Lily apareceu em sua vida tudo mudou, por alguma razão ele sentia medo.

Lily teve um pesadelo com Enon, sentiu uma pontada enorme no peito, virou-se para o lado e viu que Severo não jazia mais ali começou a ficar aflita, mas observou um foco de luz, as portas da varanda estavam abertas e ela conseguia ver nitidamente um homem que olhava as estrelas com um longo suspiro.

Ela se aproximou mais de Severo e colocou as mãos sob seu ombro, ele ainda não havia se virado, apenas ficava observando o além.

__Sev, sei que está preocupado com Enon... Mas está tudo bem...

__Eu tive uma sensação ruim Lily... Por favor, pode me abraçar?

__ Você não precisa nem pedir isso para mim, a resposta sempre será sim.

Ela o puxou para um abraço quente e caloroso, fazendo ele quase dormir em seu ombro, o beijou delicadamente passando as mãos suavemente nos cabelos negros.

__Estou preocupado Lily...

__Eu sei meu amor, mas não adianta quebrar a cabeça agora, tomaremos providencias...

__Mas e se ele não estiver bem?

__Sev, já esta mais do que na hora de você dar aquele colar a ele, não achas?

Severo pensou por algum momento sobre essa possiblidade, mas ele só podia dar o colar quando Enon tivesse onze anos, ele só soube disso anos depois... Em pensar que quase deu um colar de dragão para um bebê.

__Só posso presenteá-lo com o colar quando ele fizer onze anos Lily.

__Vai ficar tudo bem, confie em mim e devo lhe dizer... Enon é tão parecido com você Sev, ele é tão inteligente, sagaz, audacioso e esperto como você.

__Mas ele também é tão amoroso, lindo, talentoso e especial como você Lily... Lily, Lily, LIly...Te amo tanto, eu enlouqueceria sem você, amo você mais do que qualquer coisa!

__Eu também te amo demais Sev, você me deu quatro presentes valiosos.

__Quatro?!

__Não se preocupe, não estou gravida de novo. Ela riu com o próprio comentário, mas prosseguiu. __Você me deu Enon, Lizzie, Math e adivinha? Você próprio é um presente, seu bobo.

__Ultimamente estou um tanto bobo apaixonado...

__É tão bonito vê-lo assim, normalmente você oculta seus sentimentos se tornando o mesmo Severo de sempre, adoro a sua personalidade, amo a pessoa que você é...

__Eu também te amo... Lily você é tão única.

__Oh, é mesmo? Não sabia...

__Sua personalidade... Inteligência, coragem, perspicácia, amor, sabedoria, talento, charme... Você tem um brilho tão maravilhoso... E para me deixar mais louco, tens lindos olhos verdes, uma boca deliciosa, pele macia, cabelos sedosos... És tão perfeita Lily, te amo tanto.

__Oh, você também ilumina meu coração de todas as formas possíveis, esses seus lindos olhos negros, tão enigmáticos e profundos, essa pela pálida que me da vontade de morder só para deixar uma marca, seu abraço, suas mãos, a voz... Merlin sua voz me da arrepios, mas acima de tudo, sua inteligência, lealdade, coragem, talento nato, a incrível capacidade de amar, engraçado e cativante, Sev você me enlouquece.

__Bom saber. Ele disse aquilo perigosamente no ouvido dela, a fazendo soltar um leve gemido.

__A senhorita está com frio?

__N..Não

__Não é isso que seu corpo diz. Ele deu pequenos beijinhos no pescoço da mulher a fazendo se derreter cada vez mais.

__Sev...

__Melhor entrarmos.

Ele a puxou para um abraço apertado e confiante, o cheiro de Lirio o embriagava, o enlouquecia, a sensação de amar e ser amado era simplesmente divinamente profunda e única.