Fake Plastic Tress - O inicio
25 Chapéu Seletor!
Enon caminhava silenciosamente para seu vagão junto com Drake, Teddy e Victoria que tinha se juntado a eles há alguns minutos atrás, o pequeno grupo encontrou lugares vazios e se sentaram, Teddy e Victoria se davam muito bem, no entanto Malfoy desdenhava e fazia comentários nada amigáveis.
Enon estava quieto, olhava para janela a fora observando a paisagem que se modificava rapidamente em seus olhos, cada árvore representava uma lembrança de sua vida e ele sorria para cada uma delas.
__Enon? Está nervoso por acaso?
A voz de Drake soava tão frio quanto o gelo.
__Não... Não, apenas estava pensando.
__Ah certo...
__Hey Enon, eu e Victoria estávamos falando sobre quadribol... Seria legal se nós pudéssemos jogar.
Drake olhou com desdém para Teddy, achava aquele garoto tão patético.
__Você jogar Lupin? Para falar a verdade, nunca pensei em ver você jogar...
__Algum problema quanto a isso Malfoy?
__Absolutamente nenhum Lupin, mas seria engraçado ver você caindo de uma vassoura... Você sabe, vassouras podem ser traiçoeiras às vezes.
__Isso foi uma ameaça?
__Depende do ponto de vista Lupin...
Teddy se levantou imediatamente para dar um soco em Drake, mas Enon o impediu... Ele não estava com um humor muito bom naquele dia, não queria brigas.
__Chega vocês dois... Além do mais o Malfoy estava brincando, Teddy você não precisa levar as coisas tão a sério.
Victoria não entendia o porquê do amigo não gostar de Drake, ela achava o garoto divertido e engraçado às vezes, porém ela percebeu quando o garoto loiro sorria para Teddy em sinal de vitória, como se ganhasse um jogo de quadribol.
__ Não irei tolerar brigas aqui, hoje é o nosso primeiro dia e vamos lutar para deixa-lo o mais perfeito possível.
Enon se sentou mais uma vez, era engraçado quando ele estava perto de Drake e Teddy, ele se sentia o garoto mais maduro do mundo. Ele sentiu um cheirinho bom e sabia que a mulher de doces se aproximava dali e quando a mesma se aproximou, o grupo tratou de escolher e comprar todos os doces possíveis, fazendo com que a mulher se retirasse o mais rápido dali.
Teddy tratou logo de pegar a figurinha do sapo de chocolate, ele adorava figurinhas e adorava mais ainda coleciona-las... Mas aquelas figurinhas eram impossíveis.
__Olha! Consegue o Dumbledore!
__Novidade... Vivo pegando essa figurinha. O desprezo era muito nítido na voz de Drake, fazendo com que Teddy o olhasse pronto para uma discussão.
__E você Enon? O que você pegou? Eu peguei Dumbledore.
__Eu peguei...
__Seu irmão?
Enon sabia que Victoria o entendia... Quando viu o seu irmão naquela figurinha não pode deixar de sentir certa insegurança, ele simplesmente queria ser brilhante tão brilhante quanto seus pais, amigos e irmão.
__Pare de bobagem... Tenho certeza que você será um grande bruxo, assim como seu irmão.
Victoria sorriu mostrando sua aparência viva e doce para Enon, por algum motivo, ela sabia que o reconfortava.
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Hagrid avistou o trem chegando, ele já estava acostumado com aquilo, mas a ansiosidade o deixava nervoso e levemente surpreso. O gigante agora se perguntava a respeito do afilhado, ele nunca imaginou em ter alguém como afilhado... Mas não pode evitar o pedido de Lily, ele e Maxime aceitaram sem contestar, embora eles soubessem que Severo não estava muito satisfeito, ‘’Ora! Desde quando aquele homem está satisfeito com algo?’’.
Hagrid viu de longe um garotinho de cabelos negros e relativamente curtos, pele pálida e intensos olhos cinza... Por Deus, olhos tão cinza que ninguém jamais havia visto, tão raros, escuros e bonitos. O homem observou que o garoto dava um leve aceno para ele, Enon ria enquanto olhava as crianças espantadas com a altura de seu padrinho.
__Muito bem, sigam-me! Rápido!
Sem contestar as crianças o seguiram... Depois de um tempo de caminhada era notável os barcos que seriam usados. Teddy, Victoria e Enon foram juntos, já Drake fora com alguns garotos que ele já conhecia.
Todos estavam fascinados com o tamanho do castelo... Todos menos Hagrid, afinal ele fazia aquilo há anos, mas ele ainda gostava de ver o espanto implantado na face daqueles jovens.
Não demoraram muito para todos chegarem ao castelo, às crianças faziam muito barulho, mas Enon ficava quieto sempre fora um rapaz quieto, embora estivesse ansioso. Todos subiram quase correndo, mas foram parados imediatamente por uma mulher de cabelos grisalhos e vestes verdes, que demonstrava muito seriedade em sua face.
__Bom, Professora Minerva McGonagall, aqui está a turma do primeiro ano. Hagrid deu um aceno olhando diretamente para Enon.
__Oh, muito obrigada Hagrid, eu posso cuidar a partir de agora.
Hagrid se afastou e se adentrou ao salão principal, fazendo com que os novatos espionassem a grande sala.
__Bem vindos a Hogwarts. Disse a professora Minerva. __O banquete de abertura do ano letivo vai começar daqui a pouco, mas antes de se sentarem ás mesas, vocês serão selecionados para suas casas. A seleção é uma cerimônia muito importante porque, enquanto estiverem aqui sua casa será uma espécie de família em Hogwarts. Vocês assistirão a aulas com o restante dos alunos de sua casa, dormirão no dormitório da casa e passarão o tempo livre na sala comunal. As quatro casas chamam-se Grifinória, Lufa-Lufa, Corvinal e Sonserina.
Cada casa tem sua história honrosa e cada uma produziu bruxos extraordinários. Enquanto estiverem em Hogwarts os seus acertos renderão pontos para sua casa, enquanto os erros as farão perder. No fim do ano, a casa com o maior numero de pontos receberá a taça da casa, uma grande honra. Espero que cada um de vocês seja motivo de orgulho para a casa a qual vier a pertencer. A Cerimônia de Seleção vai se realizar dentro de alguns minutos na presença de toda a escola. Sugiro que você se arrume o melhor que puderem enquanto esperam.
Todos arrumavam seus cabelos, uniformes e tudo o que fosse possível, menos Enon... Ele estava sob devaneios, começou a rir inesperadamente quando se lembrou do que acontecera no dia anterior.
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Um homem e um menino andavam apressadamente, o homem não aparentava ter pressa, porém o mais jovem transpirava ansiosidade e inquietação.
__Vamos logo pai, o senhor está muito lerdo hoje!
__Acalme-se Enon, primeiro vamos a loja de varinhas.
__Mas pai... Eu não preciso de varinha e o senhor sabe disso!
__Enon... É obrigatório um bruxo ter sua varinha, quantas vezes terei de lhe falar isso rapaz?
__Honestamente eu não sei...
__Não me responda rapaz...
__Desculpa.
Assim que Enon e Severo se adentraram, perceberam um senhor virado de costas, para o garoto ele era engraçado, já o homem não demonstrava a mínima importância.
O senhor bruscamente se virou, dando um sorriso doce para os clientes.
__Oh sim... Enon Prince, estou certo?
__Sim senhor, mas como sabes meu nome?
__Oh senhor Prince... O senhor é famoso, é muito raro alguém na sua idade fazer feitiços sem varinha.
Enon sorriu com orgulho, mas ainda assim sua face demonstrava muita humildade e gentilmente agradeceu aquele senhor.
__Bom, agora que já o conheceu, poderia apresentar algumas varinhas Garrick?
__Com toda certeza... Vejamos, experimente essa!
Enon pegou a varinha e a apontou para algum lugar... Infelizmente ele quebrara um vaso de vidro, ao menos ele estava feliz, o vaso era terrivelmente horrível.
__Definitivamente não... Experimente essa!
Mais uma tentativa e nada... Dessa vez as fileiras de varinhas quase caíram em cima do senhor, felizmente Severo conseguiu reverter a situação.
__Muito obrigado professor! Vou dar mais uma olhada ali no fundo.
Garrick Ollivander dirigiu-se mais ao fundo e pegou uma varinha especial, ‘’Será? Bom, pode ser... ’’
__O senhor lembra-se dessa varinha professor?
__Não sou mais professor... Porém, é a mesma varinha que uso.
O senhor ficou um pouco constrangido com o tom rude que Severo usou, mas ignorou
__Pois bem Enon queres tentar?
Enon deu um aceno forte para o senhor, assim que ele tocou na varinha uma grande luz emanou na cabeça do garoto, aquela era a varinha certa.
__Saibas que essa varinha pertenceu há um bruxo extremamente poderoso, considerado o maior em seu tempo. Garrick agora olhava para Severo. __E por coincidência, és filho dele, as varinhas nunca erram, aguardo grandes coisas de você Enon Prince.
Enon deu um sorriso para o senhor que o devolveu de imediato.
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__O que é tão engraçado senhor Prince? Tenho certeza que pode compartilhar isso conosco.
Teddy olhava feio para o amigo, mal foi escolhido para sua casa e Enon já arrumou confusão.
__Desculpe...
Minerva deu um forte aceno e olhava diretamente par a o menino, antes que pudesse perguntar algo ao rapaz observou que estava na hora da seleção, Minerva fez menção para que todos ficassem quietos em quanto ela se retirava.
Enon ouvia alguns murmúrios, ele não se importava com aquilo... Ele estava acostumado com aquele mundo, embora ele sentisse a sensação de que estava enganado.
Mas o que causou um grande espanto foram os fantasmas, pelo menos uns vinte! Passaram pela parede dos fundos, eram brancos-pérola e ligeiramente transparentes, deslizavam sobre a sala conversando, mal vendo os alunos do primeiro ano. Um que lembrava um fradinho gorducho ia dizendo:
__Perdoar e esquecer eu diria, vamos dar a ele uma segunda chance...
__Meu caro Frei, já não damos a Pirraça todas as chances que ele merecia? Ele mancha a nossa reputação e, você sabe, ele nem ao menos é um fantasma. Que garotada é essa hem? O que estão fazendo aqui?
__Alunos novos!. Disse o Frei Gorducho, sorrindo instantaneamente. __Estão esperando para ser selecionados, eu creio?
Algumas meninas afirmavam com muita precisão, demonstrando o seu medo interior por fantasmas.
__Espero ver vocês na Lufa-Lufa! A minha antiga casa
__Bom, vamos andando agora, a cerimonia de seleção irá começar.
De imediato um a um dos fantasmas decidiram voltar para a parede do fundo, Professora Minerva seguia na direção oposta, fazendo menção para os novatos a seguirem.
__Façam fileira e me sigam.
Os murmúrios aumentaram, aquelas crianças jamais haviam visto um teto tão esplendido, iluminado com velas sob a noite, um lindo local para se decidir.
A professora os levou mais adiante e colocou silenciosamente um banquinho de quatro pernas ali diante de todos, em cima ela colocou um chapéu pontudo de bruxo.
O chapéu era sujo e esfarrapado, mas parecia vivo... Oh sim, vivo! Teddy se assustou um pouco quando viu o chapéu cantar, até pensou em cantar junto com ele... Mas baixinho.
Ah, vocês podem me achar pouco atraente,
Mas não me julguem só pela aparência
Engulo a mim mesmo se puderem encontrar
Um chapéu mais inteligente que o papai aqui.
Podem guardar seus chapéus cocos bem pretos,
Suas cartolas altas de cetim brilhoso
Porque sou o chapéu seletor de Hogwarts
E dou de dez a zero em qualquer outro chapéu.
Não há nada escondido em sua cabeça
que o chapéu seletor não consiga ver
Por isso é só me poerm na cabeça que vou dizer
Em que casa de Hogwarts deverão ficar.
Quem sabe sua morada é a Grifinória,
Casa onde habitam os corações indômitos.
Ousadia e sangue frio e nobreza
Destacam os alunos da Grifinória dos demais;
Quem sabe é na Lufa Lufa que você vai morar,
Onde seus moradores são justos e leais
Pacientes, sinceros,sem medo da dor;
Ou será a velha e sábia Corvinal
A cas dos que tem a mente sempre alerta
Onde os homens de grande espírito e saber
Sempre encontraram companheiros seus iguais
Ou quem sabe a Sonserina será a sua casa
E ali fará seus verdadeiros amigos
Homens de astúcia que usam quaisquer meios
Para atingir os fins que antes colimaram.
Vamos me experimentem! Não devem temer!
Nem se atrapalhar! Estarão em boas mãos!
(Mesmo que os chapéus não tenham pés nem mãos)
Porque sou o único Chapéu Pensador!
Todos aplaudiram com o fim da musica, o chapéu deu um breve aceno para as quatro mesas.
Minerva pegou um longo rolo de um pergaminho.
__Quando eu chamar seus nomes, vocês porão o chapéu e se sentarão no banquinho para a seleção. Vejamos... Josh Murray!
Um rapaz de cabelos negros saiu da fila, colocou o chapéu que parecia estar muito apertado e se sentou.
__CORVINAL! . O chapéu logo anunciou.
Palmas não deixaram passar, o rapaz ficou um pouco envergonhado.
__Lauren Harven!
Saiu-se da fila uma menina loira que parecia estar nervosa, colocou o chapéu delicadamente na cabeça e se sentou, depois de um breve tempo
__ Hum... Vejamos GRIFINÓRIA!
A mesa da grifinória explodiu em palmas.
__Teddy Lupin!
Teddy agora estava nervoso, Enon nunca viu o amigo tremer tanto na vida.
__Vejamos... Uma grande coragem e lealdade e excepcional observação... GRIFINÓRIA!
Mais uma vez , a mesa da grifinória explodiu em palmas.
__Drake Malfoy!
O garoto loiro saiu da fila arrumando suas vestes de modo charmoso, o chapéu mal lhe tocou e fora anunciado seu destino.
__SONSERINA!
A mesa da sonserina aplaudia orgulhosa.
__Robert Clarck.
Um garoto franzino saiu da fila um pouco desajeitado, quase tropeçando nos degraus, o chapéu demorou um momento para selecionar sua casa, até que de repente ele exclamou em alto e bom sonho.
__LUFA-LUFA!
E assim foi por vários minutos... Até que chegou a vez de Victoria, ela olhou para Teddy como se pedisse uma mão e ele acenou de volta, confiante.
__Vejamos... Muita coragem e ousadia eu vejo, Hum... GRIFINÓRIA!
Victoria seguiu ansiosamente para a mesa da grifinória, sentando-se ao lado de Teddy.
__Enon Prince!
Todos se calaram... Enon não sabia bem o porquê, até mesmo a pintura de um homem de barba branca agora o observava atentamente. Ele se retirou da fileira e se sentou ansiosamente no banco, colocando gentilmente o chapéu em sua cabeça.
__Vejamos... Muito difícil, tão difícil como seu pai e seu irmão... Vejo uma grande inteligência, habilidade, coragem e ambição e uma grande capacidade de provar para si mesmo... Vejo excepcional e incontestável talento, eu poderia coloca-lo em qualquer casa! Onde irei coloca-lo?... Já sei a resposta certa para você: SONSERINA!
Drake havia odiado a escolha do chapéu... Sentiu vontade de amaldiçoar Enon ali mesmo, mas se conteve quanto mais perto o inimigo melhor...
__Obrigado chapéu. Exclamou Enon se levantando do banquinho.
O chapéu deu um aceno para Enon que agora ia em direção para mesa, os sonserinos batiam palmas de pé de tanto orgulho e ainda assim Enon não entendia o porque...
O banquete começou e o homem de barbas brancas nada havia falado, encarava Minerva e ela fazia o mesmo, os dois sabiam que o destino fora traçado incontestavelmente.
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