Fake Love.

1 Capítulo 1 - ONE SHOT: Decisões.


Notas iniciais
Olá.

- Esta Estória é da categoria original, o que indica que os personagens foram criados por mim, embora a própria imagem da capa sirva como embasamento (Espelho) para definir as características deles.

- Plágio é crime, aprovado pelo Congresso Nacional. A sua principal referência é a lei 9.610. Então, usurpar indevidamente de uma obra que não é sua é além de imoral, antiético e sórdido. Não transgrida essa lei, furtando um História que não é sua, e que foi feito com esforço.

- Não esqueçam de pôr no final de sua leitura "Li até o final", é muito importante para mim.

"Give the kiss goodbye."

– Elizabeth! — Minha mãe gritou.

– Eu já escutei, mãe! Diga para ele que já estou descendo! — Ok. Isso é um saco. Parece que estou decepcionada o tempo inteiro (TODO). O nome do meu namorado é Joseph. Há algumas semanas, ele havia elevado mais um degrau em relação a nossa amizade, a amizade colorida (Se é que me entende). Até aquele momento, eu não sabia se dizia "Sim" ou "não"; Estava indecisa, além do mais, ele era meu amigo. Talvez, eu não queria decepcioná-lo. Não queria ser uma destruidora de corações. Acho que sou muito condescendente.

Sai descendo, rapidamente, pelas escadas. Quase levei uma queda, devido a um 'pequeno' tropeço. Sim! Eu sou uma desleixada, até demais. É uma parte de mim, senão metade. Teve uma vez que eu fiz um sanduíche de peito de peru e o embrulhei com papel laminado; Acontece que quando fui comê-lo, eu joguei o sanduíche na lixeira e fiquei encarando o papel amassado e prateado em minha mão, sem entender o que diabos tinha acontecido. Enfim, é isso.

Cheguei à porta e suspirei pesadamente, contando ate três. Abri e lá estava um garoto alto com um corpo atlético dos olhos de ônix intenso; A pele bronzeada e caramelizada lhe concedia umas rugas encantadores, e enfatizava seu sorriso radiantes com dentes endireitados e semelhantes a uma nevasca. Sentia até o frio caminhar pelo meu corpo.

– Oi, Lize! — Ele saudou acanhado.

– Oh, diabos! Pensei que fosse o Joseph, Alex! Ele vai chegar daqui a pouco, e você sabe o como ele fica quando vê você aqui! — Observei ao redor no lado de fora, só para corroborar que Joseph estivesse longe dali.

Quando voltei a prestar atenção em Alex, percebi que ele fitava o meu pulso — Local onde ficava um bracelete prateado ornado com serpentes circundando cravos e rosas. Alex o havia me dado quando completara 14; Antes era bem mais largo, agora tinha um folga sutil e agradável, e embora saísse, servia perfeitamente em mim.

– Hã, o que foi? — Indaguei, ainda esperando o porquê de ele encarar o objeto de maneira curiosa.

– Você fala que não posso ficar com você quando está na presença dele, mas ... — Ele ruminava, encaixando as engrenagens. — O que ele acha do bracelete? Tipo, foi um presente de um homem. Ele não fica irritado?

– Ele abriu uma exceção. Afinal, eu tenho ele desde 3 anos atrás, então ele não pode me coagir a desistir de algo que é precioso. — Fiquei discorrendo na palavra altiva que usara, precioso.

– Presentes são recordações. — Assenti com a cabeça, pensando que sobre algo que minha mãe havia me dito a muito tempo atrás: Quando presentes são dados por alguém que gostamos, eles se tornam mais valoroso que um diamante.

– Ok, Alex! Vá embora agora, por favor! Ele vai chegar daqui a pouco, recebi um telefonema; Nós vamos sair. — Ele me analisou minuciosamente.

– Você fala isso como se o amasse. — Ele desviou a atenção e com seu ônix perfurou meus olhos, me encarando seriamente. Na verdade, eu fiquei um pouco surpresa e um tanto em choque.

– Eu o amo sim, Alex! — Será mesmo que eu o amo?

– Sou muito perspicaz, Lize! Você sabe, nada me escapa! Não fique presa a tolerância, ela não vai lhe levar a nenhum lugar, somente a infelicidade. Condescendência é um defeito moral.

– Não acredito que você está me fazendo ficar irritada com você! — Senti meus batimentos cardíacos aumentarem, e minhas bochechas ficaram quentes e avermelhadas com pimenta.

– Se você não o ama, termine, e seja feliz!

– Você está ignorando meus comentários, Alex? — Ele encarou o céu. Uma contingência de massa esbranquiçada e cinzenta vedava o esplendor da claridade matinal. A brisa da manhã era reconfortante e gélida.

– Você quer saber a verdade?

– ...

– Eu sinto falta dos tempos em que conversávamos mais; Antigamente, nós fazíamos as coisas sem se importar com o que os outros pensavam, era libertador, era a nossa libertinagem. — Havia mágoa em sua voz. — Mas então ele apareceu.

– Os tempos mudam, Alex! Eu estou namorando, então, eu preciso regular as nossos encontros. Eu o amo, então fico feliz em fazer tudo por ele. — Alex me encarou tristonho.

Ele abriu a boca para proferir algum comentário, mas foi cortado pelo barulho da buzina de um carro esportivo (Nunca soubera identificar a diferença de um tipo de outro) — Era Joseph, sua expressão denunciava seu leve deboche encolerizado. Ele saiu do carro, e dirigiu-se até a varanda da minha casa.

– Olá, querida! — Ele lançou um olhar de desdém para Alex. — Oi, Alex!

– Olá, Joseph! — Ele disse ironicamente, e posteriormente me encarou. — Você fica linda neste vestido branco, Lize! Combina perfeitamente com o bracelete! — E saiu, e pude sentir um sorriso vitorioso projetado em seus lábios carnudos.

Joseph sorriu para mim, ignorando completamente qualquer comentário vindo de Alex. Joseph tinha uma fisionomia de um jogador de futebol americano: Ombros largos e um corpo robusto, um sorriso radiante e elegante, que emanava confiança e beleza, uma cabeleira flasvecente e olhos azuis-claros como piscina. Ele era o típico "Garoto americano" daqueles filmes de adolescente.

– Vamos? — Ele perguntou com a sobrancelha arqueada. Assenti.

Nós fomos ao cinema: O filme que escolhemos assistir foi o "O adeus: Quando a vida lhe der um solavanco, aproveite o impulso e voe sobre os obstáculos". Incrivelmente, eu me vi naquele filme, foi bem eu, tenho que confirmar. De alguma forma, deliberadamente ou não, o produção cinematográfica abordava um garota que optava por decisões que não lhe concedia harmonia, fazia as coisas da maneira que os outros queriam, mas não como acharia que deveria fazer. Quando ele já estava perdida no caos, totalmente sozinha, isso porque seus familiares e amigos viraram as costas e deixaram as responsabilidades e os fardos sobre os seus ombros, uma pessoa emergiu e a salvou daquela escuridão. No final, uma frase pairava no telão: "As palavras detém do poder de mudar".

Quando eu e Joseph saímos para fora do cinema, eu ainda estava perplexa e atordoada. Lembrava das palavras que Alex me dissera. Eu fiquei, praticamente, o trajeto todo de volta para casa, quieta. Sentia Joseph dirigir desconfortavelmente. Quando chegamos, ele me levou até a varanda e tentou me dar um beijo, até tentei corresponder, mas de alguma forma, assim como as outras, o beijo não me fazia sentir livre, bem, apenas estranha, como se eu estivesse fazendo algo errado. Joseph se despediu, e eu esperei até ele desaparecer na esquina.

– E então? — Levei um susto. Das sombras da tarde surdia uma silhueta semelhante: Era Alex. Eu o encarei incrédula.

– Você esperou esse tempo todo aqui?

– Eu poderia dizer que sim, mas você acha que eu ficaria aqui fora por quase 5 horas, sério? — Fiquei constrangida.

– E então? — Ele retrucou, e eu o fitei com uma interrogação no meio da testa. Ele revirou os olhos — Como foi o tal "encontro"? — Ele deu ênfase na palavra encontro com os dois dedos de cada mão.

– Legal! — Tentei parece soar convincente.

– E aquele beijo sem vida? — O seu franzido era super engraçado. — Sério mesmo? Pensei que pombinhos deviam fazer suas asas florescerem, no seu caso aconteceu o contrário, no que estava pensando? Parecia estar nos ares.

– Estou tão estranha assim? — Ele confirmou, coçando os queixos. — Tipo, assisti um filme super tosco, mas com uma mensagem relevante, e estou me sentido meio deprimente.

– E por que seria?

– Acho que a palavra seria "Escolhas". — Um sorriso nasceu em seus lábios. — Acho que estou fazendo as escolhas erradas. Minha decepção é não fazer o que eu quero possivelmente fazer.

– Como?

– Não sei. A vida me dará um solavanco, e eu voarei sobre os obstáculos, vencendo-os e encontrando o caminho correto do meu cerne.

– Talvez ela já tenha dado, e você não percebeu. — Talvez ele estivesse correto, mas ...

– Mas quando eu perceber eu vou perceber quais decisões tomar, por hora, esperarei um sinal mais nítido.

– E quanto ao Joseph?

– O que tem ele? — Ele brincava com os dedos das mãos.

– Ele está dentro dessas suas prováveis escolhas?

– Possivelmente. — Dei de ombros.

– Eu estou? — Encarei seus olhos, e quase ri com a pergunta.

– Você está dentro, sim, tenho certeza. — Ele vou a sorrir nervosamente. — Ok, vamos jogar um pouco de videogame na sua casa, eu necessito jogar aquele jogo sinistro que não jogo a 3 anos. — Ele me analisava como se eu estivesse louca.

– Ok. Eu não vou na sua casa sem que você me leve nele. Então levanta esse traseiro.

– É para já, senhorita! O primeiro passo foi dado.

– Sim! Com toda certeza! E veja, você está incluído.

– Sim, eu estou! E nas próximas, eu estou? — Relembrei da cena do filme que mais chamou minha atenção: A garota recebeu um sermão de um garoto, que a ajudou a carregar seu fardo e a jogá-lo no abismo — Ele ajudara a garota a ficar livre, e a fazer as decisões corretas.

– A sua relevância nelas são claras. Talvez até demais.

The end.

Notas finais
E então?!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!