Fake Love
1 One shot
Uma lenda antiga conta que uma linda princesa fora aprisionada em um espelho por uma bruxa, que invejava sua beleza, não havia como ela escapar desta prisão, onde sua bela imagem findaria os dias. Em minha inocência infantil, senti-me impotente, aquela garota que nada havia feito, condenada a sofrer, até o fim de seus dias, eu quis realmente salva-la, por isto procurei muito o tal espelho sem sucesso, o que preocupou muito minha família, no entanto anos se passaram, e agora tudo isto, se tornou uma aventura de meu passado, ou era o que eu pensava até aquele dia.
Atualmente sou apenas um estudante comum, que odeia ir para escola e tem problemas com notas sendo minha última chance em um festival que logo ocorreria uma vez que estamos quase no fim do ano. Como de costume caminhava para voltar para casa, no entanto de longe notei uma multidão se formar juntamente com um entra e sai de pessoas. Apressei-me correndo em sua direção alarmei- me quando notei uma ambulância, e vi meu avô ser colocado em uma maca, enquanto minha mãe preocupada o acompanhava.
Após algum tempo as coisas se acalmaram, e no hospital com meu avô devidamente medicado, pude conversar com minha mãe que estava ainda pálida, mas pode contar-me, que ele sofrerá um ataque cardíaco, mesmo com sua idade avançada ele resistirá é estaria curado após alguns dias em repouso. Apesar do susto ele aparentava serenidade enquanto dormia, por isto sentei em uma das cadeiras localizadas no quarto, e não demorou que o sono me domina-se
Uma doce música invadiu os meus ouvidos, poderia disser com absoluta certeza tratar-se de uma voz feminina, é como em um susto eu despertei. Quando me dei conta encontrava-me ainda na cadeira daquele quarto, e todos dormiam inclusive minha mãe ao lado do leito ignorando a melodia que mesmo agora acordado, continuava a ouvir.
Mesmo sem entender uma palavra, resolvi segui-la, se tratava de uma língua estrangeira, mas não pude identificar qual. O som parecia vir dos andares abaixo então me dirigi ás escadas descendo-as o mais rápido que pude, quanto mais descia os degraus, mais a canção se tornava nítida, até que cheguei ao mais baixo, ao ultimo andar denominado “necrotério”, senti um frio na espinha apesar de não acreditar nessas coisas sobrenaturais tudo aquilo era algo assustador, me afastei, mas a voz continuava a proferir-se.... Minhas pernas não obedeceram minha mente, e no extinto humano de sobrevivência eu corri, o que fez com que me perde-se em meio à escuridão, até que tropecei em algo.
Ainda no chão, foquei meus olhos, tentando identificar o que se tratava. Era um baú, na verdade um pedaço dele que se sobre saia do chão. Aproximei receoso começando a tentar tira-lo, cavei com minhas mãos, provavelmente levou algum tempo, e eu fiquei realmente ferido, mas consegui o que queria e era apenas isto que importava.
No baú, não havia cadeados ou qualquer coisa que o tranca-se por isso facilmente o abri. Dentro encontrava-se um espelho de moldura dourada, apesar de ser velho, era belo, o que fez com que eu me aproxima-se tendo minha imagem nele refletida, apenas por um instante, pois à de uma garota se formará.
Sem perceber eu havia sido levado para um lugar totalmente surreal paralelo ao que estamos habituados, um pouco escuro, cheio de destroços, e relógios gigantescos distorcidos, o chão estava encharcado de uma espécie de liquido pegajoso, similar a sangue, mas era possível caminhar sobre ele.
— Então você veio?-Uma voz ecoou sobre aquele lugar vazio, era aquela que anteriormente cantara, mas agora compreendia suas palavras.
— Quem é você?- Ao virar-me vi o ser mais belo que já vira em toda a minha vida, aparentava ser uma boneca de cabelos loiros cacheados, vestido vermelho com laços, pequena e delicada.
— Você não se lembra de mim?Que triste – Ela pareceu um pouco decepcionada –Realmente você parece com aquele homem.
Mesmo com seus lábios vermelhos e delicados ela sorriu sarcasticamente.
-Você sabe que pode me tirar daqui não é?- Ela me rodeava deixando seu vestido volumoso movimentar-se- Na verdade sem mim você também não poderá sair...
-Nós estamos presos?-disse em pânico
-Mas não por muito tempo-Novamente ela sorriu maliciosamente aproximando-se de mim puxando meu rosto, selando nossos lábios com um beijo.
Quando abri meus olhos deparei-me com a claridade do dia, estava de volta ao hospital, em um leito deitado sentindo uma enorme dor na cabeça.
-Filho, que bom você acordou?-disse minha mãe que estava ao meu lado.
-Hum?Por que......?Mãe e o vovô?Como ele esta?
-Ele?-disse surpresa-Ele está bem....filho você não se lembra do que aconteceu?
-Não, mãe- Minha cabeça estava confusa e forçá-la apenas piorava a dor.
-Bom você estava ajudando na montagem do festival escolar, mas parece que, uma das madeiras do cenário desmoronou e você foi atingido.
-Então...... Tudo foi um sonho?
-Provavelmente-Ela sorriu gentilmente passando ás mãos, por meus cabelos-Espera aqui um minutinho, eu vou avisar para o médico que você acordou.
Minha mãe saiu do quarto deixando um pouco mais tranqüilizado, ao saber que tudo não se passou de um sonho estranho. Fechei meus olhos a fim de dormir um pouco, mais o silêncio logo foi quebrado.
-Perdedor...... -dirigi-me para onde vinha o som. Era a garota que se encontrava sentada no parapeito da janela, olhando com aquele maldito sorriso que já vira anteriormente.
-Vo... Você não era apenas um sonho?Então por que você esta aqui?
-Claro que não você me despertou... É eu devo agradecer por você ser um tolo por ter liberado alguém como eu... -Ela levantou se, ficando de costas para a janela totalmente aberta – Bom,adeus tenho mais o que fazer ,em vez de perder meu tempo com você.
-E... Espere-Assim como apareceu em minha vida, a pequena boneca sumiu deixando tudo aquilo ainda mais confuso.
Alguns dias mais tarde eu sai do hospital e é claro os pensamentos sobre a garota, dominavam minha mente uma vez que eu, não poderia contar a ninguém já que pensariam se tratar de uma alucinação por ter batido a cabeça, apenas podia refletir comigo mesmo enquanto fitava o teto de meu quarto.
-Aparentemente só você pode me ver... Inútil- Levantei assustado de minha cama, era ela nova mente -Seu inútil, eu não estou totalmente livre...
Sem saber o que disser apenas observei seu desapontamento imaginado sobre o que se tratava.
-Você não vai disser nada?
-Não, você é uma alucinação mesmo — Sei que não se tratava disto, mas como não sabia o que realmente era resolvi testá-la o que a deixou brava puxando-me pela gola da blusa.
-Um inútil como você não pode me tratar como se eu não existisse,sabe eu já fui muito poderoso, mas inúteis como você, por medo me trancaram naquele espelho-Ela apertou com mais força-Você deve ter ouvido falar sobre uma princesa aprisionada em um espelho certo? Então sou eu, mas olha que pena, eu sou homem.
- Co... Como assim?-Eu realmente não pude acreditar-Como assim homem?
-Você não sabia?-Ele riu zombando de mim — Que bom que pelo menos, usar essa roupa enganou idiotas como você.
-Bem acho que não tem problema, em contar a você minha historia.......Eu era um dos filhos de um dos reis mais poderosos de um reino distante, mas grandioso, tinha tudo que queria, por causa de meus poderes, mas segundo, os velhos chatos do reino, eu deveria ser morto e bla,bla,bla....mas meu pai apenas me baniu para uma outra dimensão, com ajuda de um sábio....
-Mas isso não explica....
-Não terminei-Disse em tom arrogante- Eles não queriam manchar a reputação do reino então inventaram esta história de princesa, e eu me aproveitei dela para enganar trouxas metidos a heróis como você....
Aquelas palavras me revoltaram, durante toda minha vida, acreditei na inocência de uma jovem, e ver que na realidade era aquele ser tão baixo que se apresentava a mim. Minha vontade era de socá-lo. Aproximei-me, e o forcei pelo pescoço jogando-o na cama.
-O que você vai fazer me matar?-disse ele
-Era o que eu deveria fazer não é?
-Hehe.. Sinto muito você não vai conseguir me matar assim...
Mesmo após suas palavras, eu continuava sobre ele, pressionando lhe o pescoço delicado e fino era difícil de imaginar que algo tão belo poderia ser tão podre.
-Sabe, vamos fazer um trato?-disse com um sorriso nos lábios- Eu preciso de você, então eu nunca vou deixá-lo em paz, mas se você ajudar a recuperar meus poderes posso lhe dar o que quiser... Que tal não é uma má oferta?
Meu desgosto sobre aquela criatura era eminente, mas se eu não o ajudo-se, nunca o teria longe, então apenas para não aparentar meus reais motivos, resolvi fingir desejar algo.
-Qualquer coisa?
-Sim, qualquer coisa.
-Tudo bem eu aceito.
Desta vez ele sorriu de um modo diferente das vezes anteriores, ele sorria como uma criança travessa que conquistará seu objetivo, tão belo como aquela criatura desprezível era.
Cansado de suas roupas volumosas e femininas, Maya como disse se chamar pediu-me uma troca de roupas, um pouco hesitante emprestei lhe algumas, que obviamente ficaram maiores em seu pequeno corpo de garoto. Mesmo com roupas masculinas, facilmente poderia ser confundido por qualquer um que o visse, menos por um olhar apurado de mãe.
-Aiko, desce o jantar..... -Minha mãe se espantou ao ver um garoto tão belo em meu quarto e eu me surpreendi por ela poder vê-lo -Filho você não disse que iria trazer um amigo hoje.
-Eh... -Tentei pensar em algo, uma vez que contar a verdade estava fora de questão –Hum...mãe é que ele brigou com os pais sabe, então ele pode passar á noite aqui?
-Bom tudo bem-disse respirando fundo-Mas um garoto bonito não pode fazer essas coisas, agora vamos descer para jantar ta?
Minha mãe costumava ser muito gentil comigo desde a morte de meu pai, há muito tempo, realmente não me lembro muito dele, mas acho que meus pais se amavam uma vez que colocaram meu nome de Aiko ”filho do amor”.
Nos sentamos e logo foram servidos os pratos, mas Maya não parecia muito confortável, tentando decifrar como faria para comer aquela refeição.
-Que foi?-disse em tom de zombaria, mas imaginei se ele poderia comer uma vez que ele não era humano.
-Nada.... Idiota-Ele fechou a cara-Quem você pensa que eu sou?
Minha mãe deu uma risadinha baixa. Com suas pequenas mãos ele apontou para o garfo, provavelmente em seu reino eles não se utilizavam de tais objetos.
-Quer ajuda?-Sua falta de conhecimento era algo engraçado não conhecer algo tao comum e trivial para mim tornavam-se algo ate mesmo fofo.
-Não preciso de você.
-Larga de ser orgulhoso-Eu peguei um pedaço de cenoura com o garfo — Abri a boca.
Um pouco relutante ele abriu e mordeu, comendo rapidamente.
-É... É delicioso... Eu nunca tinha visto esse tipo de comida-Seus olhos brilhavam.
-Você nunca tinha experimentando antes Maya-kun?-Disse minha mãe.
-Não isso não existe no meu reino... É muito bom.
-Ora você deve ser de longe não é?
-É mãe.. Beemm longe...
Aquela era uma cena diferente, um garoto de um mundo totalmente distante, feliz por algo tão simples e comum, seu sorriso fazia meu coração palpitar... Se ele fosse uma garota diria que o sentimento que invade meu coração é amor, mas não eu nunca amaria alguém igual a ele.
Pessoas correndo... Crianças chorando... Fogo por toda a parte... Uma vila estava sendo destruída, mas por quê?E por quem?Uma voz é a do Maya? “por favor, me, ajude!!!”
-Hum... –Acordei um pouco assustado, o que era tudo aquilo?Mas minha surpresa foi olhar para o pequeno garoto parado com uma expressão de horror no rosto- Maya?
-Me... Me ajude....-A voz dele mau saia de seus lábios, seu corpo inteiro tremia.
-Tudo bem você esta comigo agora-Pulei de minha cama em pânico e o abracei fortemente, sendo sua reação apenas agarra-se em mim como um gato assustado.
-Eu não quero..... Eu só existo quando estou com você- Suas bochechas coraram, e ele se afundou em meu pijama.
-Vai ficar tudo bem isso vai passar-disse dando lhe um beijo na nuca.
Os dias que se seguiram não foram muito diferentes de minha rotina, além da presença daquele belo garoto, aos poucos pude notar que sua grosseria era apenas um modo de defesa, exatamente como um animal acuado com medo de ser ferido. Conforme o tempo passava sem que eu encontre-se uma solução para seu problema notava o quando era divertido vê-lo tão fascinado com uma televisão, ou ás grandes propagandas no alto dos prédios. De todos os lugares para começar nossas pesquisas imaginei que uma livraria seria o melhor lugar para procurar uma vez que se tratava de uma lenda antiga e assim naquela fria tarde de fim de ano era o local ao qual nos dirigíamos.
-Aiko o que é isso?-Ele estava grudado no vidro de uma das lojas, que já estava enfeita para as festas que logo ocorreriam.
-É um coelho de pelúcia, você nunca tinha visto um?
-Não... -Seus olhos brilhavam- Eu quero... Como eu consigo?
-Hum... -Eu olhei o preço, era muito caro, e eu não tinha aquele dinheiro-Bom você tem que pagar...
-Pagar?-Disse intrigado.
-É.. .Agora eu não tenho como comprar pra você, mas prometo que até o Natal, eu arrumo o suficiente ta?
-Tanto faz eu não queria tanto assim mesmo-Ele saiu na frente pisando duro e eu apenas o segui me segurando para não rir, pois isso machucaria seu estranho orgulho. Continuamos ate que o Maya parou novamente caminhar, mas dessa vez algo não pareceu bem.
-Que foi dessa vez?-Ele estava parado em pânico em frente a entrada do hospital– Hum...tudo bem?
-Era aqui... Eles destruíram... -Seus olhos encheram de lagrimas e por um instante achei que ele choraria.
-O que destruíram?
-O castelo do meu pai era aqui, tudo foi... -Ele abaixou a cabeça, a idéia de vê-lo chorar me feriu por dentro. Claro muitos anos se passaram e antigas construções foram destruídas para que novas pudessem surgir, mas ver tudo que você conhecia não existir mais deve ser algo doloroso.
Quando contei lhe que havia encontrado a espelho naquele lugar, ele teve sua confirmação, o baú não havia sido mandado para longe, seu pai por amor ao filho mesmo rebelde, fez com que manteve o objeto em seu castelo por isso provavelmente quando o local fora destruído, a caixa ficou debaixo dos destroços, ate o dia que foi encontrado por mim. Mas após aquilo tudo resolvi levá-lo de volta para minha casa e deixar as pesquisas para outra hora.
-Aiko... Vem aqui olhar- Eu havia saído de minha sala com a falsa desculpa de ir ao banheiro uma vez que a correria para a montagem do festival escolar continuava algo nem um pouco interessante pata mim, mas o que chamara atenção de todos desta vez era algo diferente, pois todos se exprimiam na janela – Tem uma garota linda parada na entrada da escola.
Aproximei-me, esgueirando por entre as pessoas, mas me surpreendi ao notar de quem se tratava.
-Maya???-O que faz ali?-Saia correndo a mais rápido que pude ate chegar ao seu encontro-O que... Que você está fazendo aqui?
-Nada... -Seu tom de voz parecia triste
-Serio que foi?-Neste instante já estava ficando realmente preocupado aquela criatura tão arrogante agora me parecia tão frágil igual no dia em que tive aquele terrível sonho.
-Tudo bem isso não importa para alguém inferior como você... -Ele passou as mãos pelos cabelos e deu um sorriso forçado-Eu vou voltar ta?Desculpa vir ate aqui...
Ele virou-se começando a andar, sua figura parecia ainda mais frágil de costas aparentando que a qualquer instante fosse desaparecer algo que eu não queria de jeito nenhum.
Seu pálido e triste rosto me incomodou pelo resto do meu período de aula, e mesmo agora enquanto voltava para casa, sua imagem quase que transparente não saia de minha cabeça,quando me dei conta estava parado em frente à loja, onde Maya vira o tão desejado coelho, o que fez mesmo contra minha vontade que as lagrimas escorressem meu rosto.
- O que foi garoto?-Disse o dono da loja, ao me observar.
-Nada... -Disse limpando minhas lagrimas — Agora não importa mais.
-Você deve realmente amá-la para chorar assim por aquela garota-Eu apenas acenei com a cabeça, enquanto ele entrava novamente em sua loja e em seu regresso trouxe a pelúcia — Toma leve para ela, e peça desculpas seja la por que vocês tenham brigado.
-O.. Obrigado-Eu sai correndo o mais rápido que pode, eu queria vê-lo mais uma vez e cumprir nossa promessa.
Corri ate em casa e entrei afoito para vê-lo. Gritei seu nome por toda a casa sem resposta ate que entrei em meu quarto onde o encontrei no chão, quase desmaiado.
-Aguente firme eu vou dar um jeito-Eu o peguei em meus braços desesperado.
-Tudo bem você voltou — seus lábios quase não se moviam ele estava completamente fraco.
-Apenas deixe-o... Isso logo terminara- Meu avô estava parado na porta de meu quarto nos observando calmamente.
-Vovô, por favor, me ajude ele esta morrendo.
-Você sabe quem ele é por acaso?Aposto que ele não te contou não é?
-Como... Mas vovô eu sei... Sei que ele não é uma princesa — Tentei argumentar de todas as maneiras possíveis, eu não suportava ver a dor que se apresentava naquele pequeno rosto de porcelana.
-Então foi apenas isso que ele te contou?Acalme-se e escute... Ele era um garoto mimado que tinha tudo o que desejava dinheiro, poder tudo, mas ele não se contentava só com isso, então ele se tornou uma besta, e destruiu seu reino inteiro matando a todos sem piedade, poucos foram poupados, mas um grande sábio conseguiu aprisioná-lo, ao custo de sua vida, e nós, Aiko, somos seus descendentes por isso, temos que mandá-lo de volta não se deixei ser enganado.
Não pude acreditar naquilo como ele tão frágil, pode fazer tais coisas, conheço seu modo grosseiro de agir, mas matar inocentes sem motivo não me parecia algo que ele faria.
-Então isso é verdade?
-Eu.. Eu sinto muito... -Suas palavras quase não saiam.
- O que você fez com ele?-Disse levantando a voz para meu avô.
-Não me culpe este não é o mundo dele logo ele desapareceria de qualquer modo eu apenar dei uma mãozinha para ir mais rápido.
-Por que você me enganou eu teria te aceitado mesmo sabendo da verdade... -As lagrimas voltaram a sair de meus olhos.
-Desculpe por ter feito tudo isso com você... — Eu o apertei mais fortemente-Eu não pertenço a seu mundo mesmo assim foi muito divertido o tempo que passamos juntos...
Foi então que me lembrei do coelho, o mais depressa que pode entreguei a ele que o segurou de modo desajeitado, dando ultimo sorriso e mexendo os lábios, mesmo sem que o som saísse de seus lábios pude entender i muito bem suas ultimas palavras...
Meses se passaram, e contra minha vontade tive que fazer uma visita ao medico apenas para verificar se não houve nenhum dano devido ao acidente que anteriormente sofrerá, no entanto aquele lugar me trazia lembranças, não tristes agora, pois meu avô explicará que Maya voltou a seu reino e que provavelmente estaria bem. Mesmo assim no elevador senti que algo me chamava, então desci novamente ate o ultimo andar onde a caixa estava inicialmente. Desta vez tudo parecia mais claro uma vez que era dia, andei um pouco ate que encontrei o baú do mesmo modo em que havia deixado, mas agora havia algo dentro... Uma carta abriu receoso, mas já tinha noção do que se tratava.
“Eu não podia ter partido sem te contar a verdade, mas ficou feliz de saber que mesmo ruim você a aceitaria. Na realidade voltei para meu reino e com o resto de meus poderes é que lhe mando esta carta. Aiko você me lembrava muito o homem que me criara desde pequeno e pelo qual confiava minha vida. Mas ele me traía sem piedade, destruiu aldeias e tentou me matar mandando para outro mundo e depois passando se por herói para todo um povo. Nem mesmo você ou seu avô sabem disto uma vez que todos caíram no plano desde homem tão similar a você fisicamente e tão diferente aonde realmente importa: o coração. Obrigado por me salvar eu corrigirei meus erros do passado, mas nunca me esquecerei daquele que foi tudo para mim. Adeus Maya”
Por mais que os anos passem minhas memórias daquele inverno nunca serão apagadas os cabelos loiros, a pele pálida e seu jeito malicioso de sorrir estarão para todo sempre em meus pensamentos mesmo que longe ...Mesmo que nunca mais o tenha comigo.
FIM.
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