Fairy Tales - Fairy Love

71 Capítulo 71: Um Último Truque


Notas iniciais
Yoo Leitoras maravilhosas, desculpe a demora XD
Aqui está mais um capítulo, com o climax se aproximando, e para compensar qualquer possível ansiedade, uma imagem legal
http://25.media.tumblr.com/tumblr_m51yqgjwF61r81qzlo1_500.jpg
Sem mais, Enjoy

Vários minutos depois...


Depois de uma intensa e feroz batalha, Laxus caiu sobre um joelho, incapaz de se mover.


– Depois de tudo o que você falou, você não acha muito cedo para ajoelhar? — zombou mestre Hades.


– Laxus — gritou Erza preocupada quando o mago não se moveu, com os olhos arregalados. “Ele foi atingido” percebeu ela “A magia que deveria tê-lo impossibilitado na hora”


Laxus usou os braços fazendo força nos joelhos dobrados para se manter a 90 graus do chão.


– O mundo realmente é muito grande — entendeu ele — E pensar que existem monstros do tipo soltos por aí...ainda falta muito para mim — ele fora ali em busca de peitos, mas subitamente encontrou sua revelação filosófica de vida.


– Do que diabos você está falando? Levante-se, Laxus — rugiu Natsu, enquanto via a chance de vitória deles ajoelhar e admitir-se incapaz de vencer.


Mestre Hades sorriu perante ao desespero dos pupilos de Makarov.


– Garoto Laxus, não se pode negar que você tenha alguma força — disse ele dando os ombros — É neto de seu avô. Mas agora acabou, despareça.


Estendendo o braço, uma esfera de energia negra se formou, de onde brotou um selo mágico que disparou a energia em forma de raio.


– Laxus-san, saia daí — gritou Wendy, enquanto a onda negra se aproximava de forma estranhamente lenta, como um buraco negro se expandindo.


– Para vencer esse cara... Não, Eu não sou mais um mago da Fairy Tail — ele acreditava na sua guilda e que ela se protegeria, mas não seria através dele — Mas mesmo assim, eu posso ficar irritado, afinal, ele machucou o velhote.


A equipe mais forte assistiu impotente ele ser atingido, mas teve a visão ofuscada por uma expansão elétrica que surgiu subitamente antes do ataque. A nave inteira adernou um pouco devido ao impacto da magia.


Em meio a uma nuvem de fumaça e destroços que voavam, Laxus caiu, indo aterrissar no convés inferior através de uma cratera aberta no chão.


– Mas a minha raiva... com isso eu ainda posso contribuir — murmurou ele, ferido e com grande parte das roupas fragmentadas, enquanto ondas elétricas rodopiavam em volta de Natsu.


– Natsu — disse Lucy surpresa enquanto o Dragon Slayer se levantava.


– Eletrificado? — exclamou Hades surpreso com o desenrolar daquela luta.


– Obrigado... Pela refeição — disse Natsu enquanto gavinhas elétricas apareciam unidas a uma aura de fogo.


– Esse é todo o meu poder mágico — disse Laxus, fazendo meia dúzia de olhos se arregalaram.


– Ele deu todo o seu poder mágico para o Natsu... — disse Gray surpreso.


– Então... ele comeu o raio? — disse Lucy, recebendo um olhar de esguelha de “o que você acha?” do mago trovão — Na última vez que ele fez isso, ficou doente...


“Ele levou o ataque sem nenhum poder mágico” pensou Wendy sentindo uma grande admiração pelo neto do mestre Makarov, que ela não se lembrava de ter trocado mais que duas palavras.


– Por que... para mim? — perguntou Natsu apertando o punho, enquanto eletricidade zunia em volta dele — Eu não sou tão forte quando você, Laxus — a verdade das últimas palavras arranharam sua garganta, mas saíram.


– Não é sobre ser forte ou fraco, ele causou dor a Fairy Tail — rosnou Laxus — Tem que ser alguém com a marca da guilda, pois a guilda que deve lhe devolver a dor que ele causou.... — Laxus sorriu — Parece que as coisas já não são como no meu tempo, o dever de vocês agora é devolver 100 vezes mais!



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Longe dali, na parte mais profunda de Tenroujima...



Ultear fitou o amontoado de raízes mortas e caídas em que se transformara a magnífica árvore Tenrou.


– Droga Azuma, você realmente caprichou na destruição — praguejou ela depois de avaliar os estragos. Aquilo gastaria uma quantidade colossal, mas ela precisava tentar.


– Arc of Time: Reverse — gritou ela estendendo a mão, um selo mágico surgindo na sua frente. Lentamente, o efeito começou a ser aplicado, mas em escala pequena demais — Double Intensity!


Mais dois selos mágicos complementares surgiram ao lado do principal, o que fez com que resultados começassem a surgir... e também sua energia começasse a se esgotar de tal maneira que ela começou a se inclinar involuntariamente, o peso do próprio corpo não se ajeitando as pernas.


Aquilo era tão patético que fez ela rir.


– Eu chamei você de louco, mas veja só — murmurou ela pensando alto — Aqui estou eu fazendo uma compensação simbólica perigosa.


A diferença é que ela tinha o pleno desejo de sair viva daquilo.



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Em um escuro e apertado duto de ventilação da nave da Grimoire Heart, três Exceeds engatinhavam.


– Onde será que fica a fonte de energia no navio? — perguntou Happy, cansado devido a se movimentar com pressa em um espaço apertado.


– Um navio enorme como esse deve ser energizado por um lacrima gigante — disse Charle, que vinha logo atrás.


– Por que estamos engatinhando nessa passagem? — perguntou Lily, que fechava a fila.


– Não pergunte a mim, pergunte ao Happy — disse Charle revirando os olhos, ela também achava aquilo algo estúpido, mas resolvera não perguntar. O caminho que ela, e depois Lily haviam optado não tinha dado em nada, então era a vez dele.


– Apenas um palpite — disse Happy por cima do ombro, fazendo o queixo do gato negro cair.


– Estamos fazendo todo esse esforço seguindo apenas um palpite!? — protestou ele.


Uma grade cobrindo uma abertura surgiu a sua frente, fazendo Happy parar.


– Oh — exclamou ele, parando de súbito.


Um impacto “puf” seguido de um “pomf” foram os sintomas de um encarrilhamento.


– Ei, não pare assim de repente! — reclamou Charle esfregando o rosto onde ela colidira com o Happy.


– Lliy — disse ele sombrio, trazendo uma expressão sinistra ao virar o rosto — Você esbarrou, não é?


– Ahn? — fez o Exceed sem entender.


– Se a Charle esbarrou no meu traseiro, isso quer dizer que você...


– Eu não pude fazer nada! — protestou Lily perante àquela acusação de perversão — A culpa é sua por parar do nada!


– Você esbarrou no traseiro no traseiro da Charle fazendo um “ponf”! — acusou Happy com os olhos brilhando perigosamente — Não foi isso que aconteceu?


– Você está reclamando sobre isso?! — disse Lily indignado, enquanto Charle observava com um olhar que indicava que ela não acreditava no que estava ouvindo — Não é hora para isso!


– Isso é algo importante para mim — disse ele apontando com a pata — Quando voltarmos, teremos um duelo.


– Cheeeeegaa! — interferiu Charle, fazendo ambos se encolherem — Não temos tempo para isso! Mais importante do que quem tocou meu traseiro, Happy, o que chamou a sua atenção?


– Ah, sim! — disse ele voltando a espiar entre as grades — Vejam isso!


Os dois Exceeds avançaram para a frente, e arregalaram os olhos assustados com aquela visão repugnante.


– Parece estar... vivo! — disse Charle tremendo.



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As novas habilidades de fogo e raio equilibraram a luta, mas Natsu sabia que se eles não terminassem logo com aquilo, acabaria sendo derrotado pelo cansaço.


Ele inspirou profundamente, reunindo seu instável poder mágico.


– Raienryū no Hōkō — usou ele liberando todo seu poder mágico. O golpe acertou Hades com um golpe direto, criando uma onde de choque tão grande que arremessou seus companheiros de equipe pelo ar, além de atravessar o ar por cima da ilha.


O enorme raio de energia foi visto por toda ilha, desde os magos cansados depois de uma luta no acampamento, a um mago solitário, que jazia no chão, esgotado devido a sua luta, mas sorriu ao avistar aquilo.


“Esteja bem, Natsu” pensou Lisanna ao ver aquilo


No navio, quando a poeira baixou, só se via destruição, a parede agora em falta do navio. A Equipe mais forte observava estupefata a destruição, e apenas Erza foi capaz de controlar o queixo e sorrir orgulhosa do amigo.


– Nós... conseguimos — disse ele sorrindo e caindo sem força, sem notar o enorme buraco no convés atrás dele.


– Natsu — gritou Lucy dando uma corrida desajeitada e o agarrando pelo cachecol, antes que ele fosse direto com as costas em uma queda de uns três metros.


– Obrigado — disse ele fatigado enquanto era apoiado pela maga de espíritos celestiais — Eu.. estou nem sem nenhuma energia.


– Você consumiu seu poder mágico gigante rápido demais, Natsu — disse Erza com uma gentil reprimenda. Fora uma técnica arriscada.


– Mas acabou, certo? — disse Gray dando os ombros, imeditamente defendendo o mago de fogo.


– O Gray-san está certo — concordou Wendy sorrindo — Vencemos!



O ambiente ficou estranhamente silencioso, e por um motivo óbvio: o som de alguém se levantando.


– Que jovens mais impressionantes — disse ele aparentemente pensando alto — Makarov, seu cretino... Você criou uns pirralhos bem temíveis, esse crédito eu te dou.


– Mas c-como... — arquejou Gray, enquanto o velho se levantava, fumaça subindo de suas roupas.


– Já faz muitas décadas desde que alguém conseguiu de deixar tão ferido — comentou ele reequipando roupas novas — Vou precisar de apenas uma porção insignificante de poder agora, mas vou honrá-los por terem me dado um ótimo divertimento.


– Não pode ser... — disse Erza paralisada pela surpresa — Aquele ataque... não fez nenhum efeito?


O mago velhíssimo não respondeu, em vez disso, arrancou seu próprio tapa-olho.


– Demon Eye...open!



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Jereffer se arrastou até debaixo de uma árvore.


Seu objetivo era caminhar, mas uma punhalada de dor o colocara novamente no chão.


“Eles não terão tempo” pensou ele “Mesmo com essa última interferência, não será o suficiente”.


Ele tivera alguma esperança que o banido mago trovão da Fairy Tail pudesse equilibrar de alguma forma a batalha, mas enquanto Purehito tivesse o seu Devil Heart, tinha um poder inigualável, a não ser...


Um de seus indicadores apontavam três gatos perto do local onde a maligna coisa estava guardada.


– Programa, avaliar: eu conseguirei transmutar o lacrima quase indestrutível que protege aquela coisa grotesca para vidro quebradiço?


Era realmente uma sorte que aquela magia usava o poder mágico antecipadamente, no momento em que foi criada, então sua rede de informações continuava a funcionar mesmo no estado atual que ele estava.


As letras estavam pequenas demais para ler, aparecendo na tela mais alta.


– Instrução de voz — ordenou ele.


–Sim senhor — disse uma voz mecanizada — Mas isso cancelará a magia de retardamento colocada sobre o grande ser vivo voador não identificado, e reduzirá sua capacidade telepática a níveis inutilizáveis.


– É um dragão, coloque isso em seu banco de dados — disse ele sem paciência — E eu posso atrasar aquilo para sempre, mas não vai adiantar nada se eles forem derrotados e o Mestre Hades venha concluir seu objetivo deixado incompleto pelos Pilares. Faça isso.


Aquela era a ultima flecha da aljava, e a mais tênue esperança.



Notas finais
Comentários? Elogios? Patadas? raio-flamadas?