Fairy Tales - Fairy Love

69 Capítulo 69: Lembranças


Notas iniciais
Yoo Minhas queridas e potencialmente perigosas leitoras! Depois de muitas ameaças de morte, eu me apressei em terminar esse cap logo.
Uma imagem fofa para começar bem:
http://24.media.tumblr.com/tumblr_leik0faLOm1qfmr4yo1_500.png
Sem mais, Enjoy

Jereffer abriu os olhos, mas tudo continuou escuro. O estranho é que ele conseguiu sentir algo a sua volta, como um espaço.


Ele notou que estava em um quarto escuro, mas inegavelmente físico.


– Eu esperava que a pós vida fosse um pouco mais... Movimentado — murmurou ele, mas quando moveu seus lábios, foi assaltado por uma estranha sensação. Ele levou a mão até onde deveria ter uma chapa de metal que unia a sua pele pelo vazio que deveria existir, mas encontrou apenas carne, quente e suave ao toque.


E ele havia estendido a mão errada também, a que devia ser artificial. E ele estava usando dois olhos para enxergar.


“Estranho” pensou ele colocando força nas pernas para se colocar de pé “Deve ser algum tipo de alucinação, e eu ainda estou vivo”


Sem saber o que fazer exatamente, ele colocou-se a andar pelo local. Quando a soleira da porta ameaçou desabar em cima de si, ele descobriu onde estava.


– Lar doce lar — murmurou ele enquanto dava uma olhada no lugar, considerando que todas as suas lembranças gráficas do lugar haviam desvanecido, então era estranho ver o lugar não queimado ou destruído.


Ele foi atraído por uma luz que lançava um brilho opaco vindo da última porta do corredor. A essa altura, ele já sabia o que ia encontrar.


Uma bonita garota próxima da pré-adolescência tentava acalmar uma criança assustada.


– Fique calmo, meu anjo — disse ela afagando os cabelos abundantes do garotinho — E fique longe da janela, é perigoso.


“Meu cabelo era bem mais dominável na época” — pensou Jereffer com diversão, considerando que a muito ele adotara um corte curto para evitar qualquer trabalho envolvendo eles.


– Mas o Rusty-nii...


– Está lá fora, lutando junto com todos que conseguem fazer isso — disse ela calma, mas em um tom definitivo — Ficar observando não ajuda nada.


Jereffer assistiu a versão mais jovem de si continuar a tentar observar pela janela. Teimosia então parecia ser uma das suas características naturais.


“Já vai acontecer” ele soube no momento em que um vulto colidiu com o vidro, deixando uma mancha vermelha de sangue onde encostara.


A estrutura de repente teve uma parede derrubada por um raio mágico e sua irmã saltou para sua frente e com uma palavra rápida, interpôs uma barreira mágica entre eles e o caos da explosão.


Em meio a um caos de pedras quebradas, vigas em chama e cadáveres, um homem alto emergiu.


– Crianças, fujam — Jereffer tinha obliterado quase todas as suas lembranças de seu pai, Baelfire, pois todas estavam carregadas de emoções e sentimentos, mas por motivo da desativação da magia Stone Heart, tudo estava de volta. Ele só não se lembrava de quão desesperado.


“Eu era uma criança, e para as crianças seus pais são heróis invencíveis que não conhecem o medo” aquilo era uma tolice, a idade lhe ensinara isso “Eu não sinto medo, e veja quanto bem isso me fez”.


Ou quem sabe ele já tivesse aprendido aquilo quando criança, quando a lança de um Cavaleiro das Runas atravessou o pescoço dele.


Era mais provável que fosse naquela situação, ele nunca havia amadurecido.


Ele não se lembrava de onde saiu a determinação necessária para fazer aquilo, mas assistiu o eu menor dele apanhar alguma coisa metálica(uma forquilha para feno, parecia) e enterrar no peito a dentro do exausto cavaleiro das runas, que não teve nem mesmo tempo de piscar



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A chuva se transformara em uma tempestade quando eles chegaram ao acampamento.


– O tempo está piorando — comentou Lucy. Depois de notícias serem trocadas, não sobrou nada para eles fazerem alem de se manter em uma silêncio taciturno enquanto esperavam pelo regresso de Gray e Erza. Todos sabiam que alguém precisaria ir e tentar colocar um fim nisso.


– Relâmpagos, eu não gosto disso — respondeu Levy olhando para o céu.


– Nem eu — disse Lily tapando as orelhas.


– O que foi, Lily? — perguntou Happy inocentemente — Não vai me dizer que você tem medo de trovões?


– Ele tem alguns pontos bem fofos — disse Charle com uma risadinha.


– Calem a boca — protestou Pantherlily irritado.



Do outro lado debaixo daquele toldo que formava a barraca de acampamento, Natsu ouvia Lisanna contar sobre como Mirajane havia sido derrotada.


– Esse cara deve ser um verdadeiro monstro — disse Natsu apertando o punho — Mas acho que a única maneira de descontar isso agora é no mestre deles, a Erza ou o Gray devem ter encontrado ele.


– Eu não pude fazer nada — disse ela com os olhos úmidos, ainda inconformada por ter sido usada de isca — Eu posso ir com vocês? Eu quero lutar!


Ele pousou a mão na cabeça dela, e deu um afago consolador ali, mas negou com a cabeça.


– Seu lugar é cuidando dos seus irmãos, ainda podem ter magos negros desgarrados por aí, então eles vão precisar que você cuide deles — disse Natsu sorrindo antes de se levantar — Lucy, Happy, vamos, não podemos esperar para sempre.


– Aye Sir!


– E-eu? — gaguejou Lucy.


– Estamos na mesma equipe não é? — disse Happy em um tom de que aquilo era óbvio.


– Eu sei, mas Freed ou Bickslow não seriam melhor...


– Fazemos melhor um time de defesa — disse Freed, ocultando o maior motivo que o manteria ali.


– Runas e possessão, isso pode dar cabo em qualquer um — disse Bixslow colocando a língua para fora ao rir — Não se preocupem com a defesa.


– Eu também vou com o Natsu-san e a Lucy-san — disse Wendy determinada — A defesa já é forte o suficiente, e eu posso dar suporte para o Natsu-san durante a luta.


– E-eu também irei — disse Lily com os olhos arregalados e as orelhas tapadas, mas mesmo assim de forma firme — Devo pagar na mesma moeda pelo Gajeel.


– Só deve estar sobrando o mestre deles — disse Levy — Então será a batalha final. Boa sorte, pessoal!


– Vamos! — gritou Natsu em seu tom energético e saindo em disparada, Lucy já se preparava para segui-lo, quando sentiu alguém agarrar sua manga.


Impulsionada por um ímpeto de maturidade, Lisanna disse de forma amigável.


– Fique perto do Natsu, Lucy — disse a maga — Ele fica ainda mais forte quando sente que está protegendo alguém querido.


Lucy piscou, antes de sorrir e assentir.



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Gray cambaleava por um caminho pedregoso de Tenroujima.


A batalha com Ultear foi dura e o deixara exausto, mas ele se sentia bem por ter, de certa forma, limpado o nome da sua mestra.


Mas aquilo pouco ajudava para os músculos feridos e a falta de energia.


– Droga — praguejou ele, se apoiando em uma árvore com uma mão — Eu não consigo...prosseguir...


Ele desabou perdendo a consciência, mas não chegou a sentir o impacto com o chão.


– Você não tem permissão para uma soneca — ele ouviu alguém dizer com voz autoritária, e dois braços o manter firmemente de pé.


– Erza — disse ele piscando. Ela sorriu.


– Você está bem?


– Parece que tem sempre alguém me salvando — disse ele com um sorriso fraco e assentindo.


– Comigo também é assim — garantiu ela o ajudando a se manter de pé — Venha, vamos procurar os outros.



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– Cara, isso é entediante — disse Jereffer pensando alto, enquanto re-assistia sua versão menor gritar alguma coisa para Rustyrose, enquanto revirava uma pilha de mortos em busca de alguém. Uma vez um bispo lhe falara que as pessoas revêem seus pecados antes de morrer para que possam se arrepender. Se for assim, ele iria ficar ali por um longo tempo.


Ele observou com pouco interesse eles acharem o corpo da namoradinha do Rusty, enterrar os próprios pais, Rusty gritando enlouquecido sobre como a luta estivera por um fio e colocando a culpa nele. Para um poeta, ele não havia sido lá muito bom com as palavras.


Seu pequeno eu vestiu uma jaqueta que lhe servia bastante bem de sobretudo enquanto se mantinha em silêncio. Se o bispo estiver correto, agora ele acompanharia de observação em terceira pessoa sua caça aos Cavaleiros, uma dúzia de assassinados mal-planejados por um garoto que só descobria seu próprio poder mágico ao dar um soco de frustração em uma caserna onde estavam alojado quinze dos que participaram na carnificina, soco que a encheu de letras e a derrubou em poucos instantes.


Ele já estava para tentar encontrar uma cadeira quando uma dor cresceu em sua barriga, segundos depois foi acompanhada por uma na mão.


Subitamente aquilo se desvaneceu, e ele estava mutilado no chão lamacento de Tenroujima. Seu olho se entreabriu minimamente.


– Cuidado onde pisa, Ul-chan — disse ele com a voz pesada, a dor enfiando uma lança em chamas nas suas entranhas.


Ela olhou subitamente para baixo antes de dar um pulo para trás.


– Jereffer — disse ela, tão surpresa que até esqueceu de chamá-lo por algum termo perjorativo, os olhos se movendo para a adaga espetada nele e o olho em falta.


– Ultear — respondeu ele, antes de notar os movimentos dos olhos dela — Viu meu olho por aí? — perguntou ele brincando.


– Não. Viu a Meredy?


– Vi. Eu apontaria para a esquerda, mas acho que você quebrou meus dedos ao pisar neles — disse ele, o que era apenas parcialmente mentira — Poxa, você é pesada, o que andou comendo?


Uma veia pulsou na testa dela.


– O que está fazendo?


– Morrendo, e você?


– Sobrevivendo — disse ela dando os ombros enquanto olhava para os lados — Quem te empalou? Eu devo me vingar por não ter entrado na fila.


– Nahn, acho que isso não vai ser possível — respondeu o mago — Tem um Zeref quase morto caído aqui por perto?


– Não, deveria?


O mago soltou um suspiro resignado.


– É decepcionante, eu queria adicionar o dito popular “É impossível enganar o destino... a não ser que você seja o Jereffer” mas não funcionou muito bem.


– Ok, a perda de sangue deve estar fazendo você delirar — disse ela balançando a cabeça, enquanto desprendia a adaga da barriga dele. Por questão de orgulho, ele não soltou qualquer som de agonia, mesmo quando ela apertou um pedaço de tecido proveniente da sua abandonada capa que jazia no chão contra o ferimento — Suponho que você vai precisar de ajuda para levantar.


– Eu vou parecer um papagaio, mas vou repetir a sua frase: o que está fazendo? — disse ele enquanto ela o puxava pelos ombros, para colocá-lo de pé — Eu estou quase morto.


– Quase — disse ela apoiando braço dele em seus ombros — Mas eu não vou te deixar aqui para morrer.


– Que coisa mais bonita de se dizer. Eu coraria se não estivesse perdendo tanto sangue quanto um porco no abatedouro — disse ele, antes de dar um sorriso triste — Eu não acho que os portões do paraíso se abrirão para mim com trombetas, mas não tenho medo nenhum de morrer, e agora poucos motivos para viver, metade da minha vida eu estive furioso por vingança, a outra eu queria apenas compensação, e agora ambos foram cumpridos, de certa maneira. Por que valeria a pena me salvar? — Ultear achou ter visto uma cintilação no único olho remanescente dele, mas poderia ser apenas água da chuva escorrendo de seus cílios;


– Não vale — disse ela, gentilmente não o encarando. “Se eu o ver chorar, nunca mais vou conseguir odiá-lo da mesma maneira” — Mas eu me lembro de dever uma ou duas para você.Eu quero criar o hábito de pagar as minhas dívidas.


– Eu sabia que não devia ter mandado o Fullbuster ir lutar com você, nobreza se transmite com mais facilidade que gripe — disse ele com um riso fraco — Você está sendo muito extrema Ul-chan, afinal, você poderia simplesmente me mostrar os peitos, aí ficamos quites.


Controlar a vontade de bater nele foi uma das coisas mais difíceis que ela já fez.


– Você nunca perde a chance de fazer uma piada — disse ela entre os dentes — E isso não é um elogio.


– Ok, vou calar a boca.


– Eu não sou inocente ao ponto de acreditar nisso — disse ela abanando a cabeça — Você ainda vai estar zombando de alguém no momento em que acenderem a sua pira funerária.


– Que vai ser ao lado da sua, se não nos apressarmos — disse ele olhando para o céu, a mente mesmo fraca vasculhando uma longa área — Acnologia está vindo. Muito longe, mas ele voa bem mais depressa do que andamos. Podemos ter uma, com sorte.



Notas finais
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