Fairy Tales
4 Fourth - A Bela e a Fera
Notas iniciais
Yo minna o///, voltei!!! Espero que gostem desse conto. Demorei para escrever porque não tinha a menor ideia de qual conto escrever. E saiu esse. Kkkkk, espero que gostem (novamente).
Boa leitura.
Era uma vez, no Reino Mágico de Fiore, uma garota que almejava muito ser uma modelo. Na sua percepção, ela possuía tudo para ser uma estrela e se tornar a modelo mais conhecida. Ganharia até de Mirajane. Porém, seus pais tinham outros planos para ela. Evergreen trabalharia na loja da família, uma loja de estátuas.
Apesar de ter tentado contrariar, Evergreen não conseguiu, e então começou a trabalhar.
Certo dia, os pais de Evergreen viajaram e somente ela trabalhava na loja. Evergreen folheava uma revista qualquer de moda. Soltava suspiros. Estava entediada. Fale sério, por que a loja era de estátuas? Quem mais pedia estátuas? Isso estava tão ultrapassado...
O sino da porta fez barulho. Evergreen forçou os olhos novamente. Quem mais iria entrar naquela loja? Será que a pessoa estava perdida?
Uma mulher de cabelos castanhos entrou e sorriu. Suas roupas eram largas embaixo e decotadas em cima. Ela tinha um estranho cheiro de bebidas.
- Com licença, vocês trabalham com estátuas? – perguntou.
Evergreen se segurou para não ser grossa, afinal, não era todo dia que um cliente aparecia. Mesmo que fosse um cliente excêntrico.
- Sim.
A mulher se abanou.
- Que alívio. Estou aqui para fazer um pedido. – sussurrou a mulher. – Meu pai quer que faça uma estátua dele. – A garota lhe entregou a foto. – Para amanhã. Ele pagará o triplo do preço.
- Espera, o triplo? – Evergreen quase gritou.
A garota fez um sinal, pedindo silêncio.
- Sim... Mas é para amanhã.
- Amanhã? Isso é impossível! – Evergreen achou um absurdo.
- Na verdade, já fizeram uma estátua aqui em menos de seis horas. Então não é impossível. – a mulher tirou uma garrafa da bolsa e começou a beber. – Amanhã eu venho.
E saiu da loja.
Evergreen mordeu os lábios. Como faria uma estátua? Ela só atendia as pessoas, não fazia estátuas. Mas, se os seus pais descobrissem que ela perdeu uma venda, a matariam.
Encarou a foto. Um homem que tentava ser sedutor preenchia o retrato. Tinha uma barba meio rala, e cabelos ruivos. Não tinha dúvidas que ele era forte.
Evergreen não teve alternativa. Começou a trabalhar.
Já tinha se passado doze horas quando Evergreen terminou. Ela analisou a estátua. Parecia um monstro. Evergreen a chutou. Droga, ela não queria fazer nada disso.
A estátua balançou e caiu, estilhaçando-se. Ela gritou. Dentro da pequena loja estava um monstro real daquele mesmo jeito que ela criara a estátua.
O monstro também gritou.
- AHHHHH O QUE É VOCÊ?
Evergreen se ofendeu.
- Olha só quem fala! Quem é você?
O monstro olhou para as próprias mãos e depois tocou o seu rosto.
-Não!!! Você me trouxe de volta a vida! Como pode ser tão burra? – o monstro estava furioso.
- Cale essa sua matraca. Burra aqui é sua vó monstra. – Evergreen estirou a língua. – Eu não trouxe ninguém de volta a vida. Nem sei quem é você.
- Eu sou o Elfman. – disse, estendendo a mão.
- Isso não me interessa. – Evergreen cruzou os braços.
- Então por que perguntou? – contestou Elfman.
- Porque você invadiu a loja! Agora saia daqui! – Evergreen gritou.
- Não sairei daqui.
- Por quê?
- Porque você não disse seu nome.
Evergreen revirou os olhos.
- É Evergreen. Agora suma.
- Evergreen, como fez com que eu voltasse à vida? – perguntou.
Evergreen se calou. Será que riria?
- Eu fui fazer a estátua de um cliente e saiu uma estátua de um monstro. Eu quebrei a estátua e surgiu você.
O monstro riu. Evergreen deu uma boa olhada em seu corpo. Ele estava coberto de escamas e tinha diversas cores e diversas peles.
- E você? Como surgiu aqui? – questionou ela.
Elfman começou a contar e Evergreen parou de prestar atenção em algumas partes. Em resumo: Elfman fora transformado em um monstro, pois bebera uma poção por engano. A mulher que havia lhe dado a poção tentara consertar e dera outra, que o transformou em pedra.
Evergreen ouvira falar daquela poção que transformava as pessoas em pedras, é claro. Se uma pessoa fosse transformada em pedra, só era preciso criar uma estátua dela e quebrá-la. Era por isso que seus pais não haviam falido. Evergreen só não sabia da primeira poção.
- Bom, não posso te ajudar. – Evergreen deu de ombros. – Preciso fazer a estátua de um homem.
Os olhos de Elfman brilharam.
- Posso esculpir? – perguntou.
Evergreen deu de ombros e deixou que Elfman fizesse, ou pelo menos tentasse fazer a estátua. Evergreen caiu no sono e quando acordou encontrou uma estátua perfeita.
- VOCÊ QUE FEZ ISSO?
Elfman assentiu.
- Deu pro gasto, não? – perguntou ele.
- Está... Perfeita. – Evergreen tinha de declarar. Ele tinha talento.
- Obrigado, eu apenas – Elfman começou quando o sino soou. A mulher do dia anterior apareceu. Evergreen e Elfman a olharam assustados. A mulher finalmente notara a presença de Elfman.
- Você? – gritou ela.
- Você? – Elfman devolveu.
- O quê? – Evergreen não estava entendendo nada.
- Ora, sua! Eu virei pedra por sua causa, Cana! E por causa dela eu revivi. E agora eu sou esse monstro! – Elfman começou a berrar para a mulher.
- Não tenho culpa se foi comprar bebida no lugar errado. – Cana bufou. – Você que é idiota. Comece a prestar atenção.
- Eu não disse que você é idiota? – Evergreen perguntou.
- Cale a boca. – Elfman devolveu. – Como eu volto ao normal?
- Ah... Esse não é seu normal? – Cana fez uma careta. Elfman ficou irritado. Aquela garota continuava insuportável. – Eu só sei que você precisa ter um beijo de seu amor verdadeiro ou algo assim. – Cana deu de ombros e entregou um envelope à Evergreen. Ela puxou a estátua e saiu a arrastando.
Evergreen olhou o envelope e contou o dinheiro. Quando havia terminado de conferir, viu Elfman e começou a rir.
- Quem beijaria você? – perguntou.
Elfman estava emburrado.
- Ninguém. Mas eu tenho a desculpa de ser um monstro. E ninguém te beijaria, porém você não tem nenhuma justificativa. – Elfman sorriu.
Evergreen deu um soco na cara de Elfman. Elfman começou a brilhar intensamente e depois adquiriu a forma de um homem.
Um beijo ou algo assim.
Depois de muito tempo, Elfman e Evergreen finalmente começaram a namorar. E quanto ao sonho de Evergreen? Ele se realizou, pois, graças a Elfman, que agora ficava na loja, ela não precisava mais saber de estátuas. Nunca mais.
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