Fairy Tales

3 Capítulo I - Vale das Bromélias


Notas iniciais
Capitulo I aqui, finalmente... Pretendo fazer todos os capítulos com pelo menos acima de 3.000 palavras, porém nem sempre as coisas dão certo né, pode passar disso, pode não passar e etc. Capítulo sem lemon, com pouca ação, por que ainda é inicio da história, e bem, é isso. Espero que gostem, eu me esforcei bastante.

“Fogo... Só havia fogo... Por toda parte... Sua casa estava em chamas... E a madeira retorcia-se e gemia conforme o calor insuportável queimava as estruturas.

- Não solte a minha mão! – exclamou desesperado, segurando fortemente a mão do menino de cabelos castanhos.

- Ikki... Ikki! O que está havendo?! – os olhos esmeraldas marejados da criança, refletiam o vermelho das chamas.

Vultos passavam ao seu redor, a vila inteira queimava. Os gritos de agonia podiam ser escutados ao longe. As mulheres e crianças tentavam inutilmente fugir. Se não fosse o fogo, seriam as garras... O sangue estava por todo o lugar.

O mais velho foi atingido na cabeça, caindo sobre a terra seca. Precisava manter-se acordado. Queria manter-se acordado. Mas sua cabeça girava. Seus olhos estavam fechando...

- Ikki! Por favor... Não me deixa aqui... Por favor... – sussurrou o menor em meio às lágrimas.

O moreno tentou com todas as suas forças... Porém seus olhos pesavam.

- Shun...”

- SHUN! – gritou, levantando-se de súbito. O suor descia frio pela sua nuca, escorrendo pelas costas largas. Seus cabelos curtos estavam úmidos, colando-se ao rosto.

Sentou-se dentro da tenda, normalizando a respiração alterada. Tampou o rosto com as mãos. As lembranças voltavam quase todas as noites, em forma de pesadelos... Deslizou as mãos pelo rosto, passando os dedos entre os fios de cabelo, alisando-os para trás em um gesto típico de nervosismo.

Saiu de sua tenda só de calça, colocou as botas grossas e seguiu em direção ao bosque. Abaixou-se ao lado do riacho, pegando um pouco de água fresca com as mãos e lavou o rosto. Algumas gotas solitárias escorreram pelo peito forte, percorrendo sinuosamente a linha dos músculos definidos da barriga.

Ainda agachado, apoiou uma das mãos no chão, e um dos cotovelos sobre a coxa torneada, elevando suas safiras escuras para o céu. O sol fraco da manhã iluminou seu rosto levemente por entre as folhas das grandes árvores. Não havia nuvens, o que significava que teriam um longo e cansativo dia de calor intenso.

Quando voltou ao acampamento, os outros já estavam recolhendo suas tendas e amarrando-as aos cavalos.

Partiram os quatro em silêncio. Perdidos em seus pensamentos. O barulho dos cascos dos cavalos no cascalho da estrada era constante. Cada um convivia com seus fantasmas internos, mas nenhum se atreveria a compartilhá-los.

O sol já estava no seu auge quando alcançaram a fronteira entre os domínios do rei e o Vale. Na medida em que o grupo se embrenhava na densa floresta, a atmosfera começava a mudar drasticamente. A vegetação baixa, assim como a trajeto aberto foi dando lugar aos carvalhos imensos que curvavam-se sobre o caminho, adornado por um jardim de azaléias naturais. O chão, coberto por folhas secas, abafava o trotar dos animais de carga. Dos galhos retorcidos, musgos espanhóis eram abundantes, assim como as bromélias, que nasciam grudadas às cascas das árvores.

Cogumelos de várias formas povoavam entre as raízes imensas, servindo de esconderijo para fadas, que eram pequenos menininhos. Suas asas de borboleta eram maiores do que seus pequenos corpos, e continham tantas variações de azul, que era impossível não se encantar. Elas abriam e fechavam graciosamente, enquanto os pequenos seres observavam silenciosamente os viajantes, tomando cuidado para não serem descobertos atrás das folhas, cogumelos e galhos... Seus olhos de variadas cores, atentos e curiosos, estudavam os estranhos.

O ar úmido facilitava o crescimento dos musgos e fungos, que enchiam as pedras com seu crescimento desenfreado, fazendo os cavalos vacilarem, vez ou outra.

Atravessaram clareiras, passando por lagos e pequenos córregos. Andaram por horas, até que chegaram a uma cachoeira. A carroça não poderia seguir mais.

- Precisamos seguir cachoeira acima, vamos ter que deixar a carroça por aqui. Milo você fica e toma conta da carroça. Arme as barracas, acenda a fogueira e fique alerta. Está anoitecendo, teremos que acampar aqui durante a noite. Eu, Ikki e Aiolia vamos continuar. Fique de olhos bem abertos. – ordenou o líder com sua voz grave e imponente.

Os três equiparam-se com suas armas, levando cordas, redes e outros acessórios, continuando a subida com o auxilio do mapa. Agarrando-se as raízes e segurando-se em árvores, o grupo conseguiu escalar a inclinação íngreme de terra.

O lugar predestinado no mapa era um lago que se formou no decorrer da cachoeira. Uma queda d’água descia exatamente no meio do lago de águas escuras, onde não havia correnteza, pois a correnteza só começava novamente, na próxima queda, dando uma brecha larga de águas tranqüilas e espelhadas.

- Eles só aparecerão quando a lua surgir... – sussurrou Máscara, passando as informações. – Não façam um ruído sequer, eles só toleram os animais, porém humanos nem pensar. E principalmente, não deixem que voltem para a água... Se usarmos força bruta, podemos matá-los como insetos, mas precisamos deles vivos. Nesse caso, controlem a força com que os seguram se não... Eles quebram. – pausou.

- Precisamos de um plano... – exigiu Ikki. Máscara e o moreno pararam para pensar por uns segundos, tendo uma idéia ao mesmo tempo, e voltando seus olhos automaticamente para Aiolia.

A lua completamente cheia começou a refletir na cachoeira, iluminando-a.

A floresta e as bromélias rodeavam completamente as margens, onde os caçadores se escondiam. No meio do lago, as pedras se espalhavam, ficando boa parte delas sobre a superfície. Os vaga-lumes dançavam sobre as plantas, ajudando a lua a criar um ambiente completamente mágico aos olhos humanos.

Se em um momento as pedras estavam vazias... Agora já estavam ocupadas por jovens meninos, que surgiam um a um, vagarosamente, emergindo da água.

Seus longos cabelos, encharcados, colavam-se à pele pálida, tão branca como a neve no inverno. E seus corpos nus, não aparentavam sentir frio naquela cachoeira gelada, pelo contrário, muitos ainda banhavam-se embaixo de onde a água caia. E de suas costas delicadas nasciam um belo par de asas de libélula.

Alguns se deitavam sobre as pedras para aproveitar seu banho sob a luz da lua... Um loiro acabava de trançar seus fios sedosos ao mesmo tempo em que dois morenos entrelaçavam flores brancas, formando belas guirlandas para enfeitar seus cabelos cor de ébano.

Tudo isso ao olhar atento do caçador, que permanecia imóvel... Até que, os olhos do jovem rapaz, avistam um pequeno ser de cabelos cor de lavanda surgindo na superfície. O pequenino nada em meio à água escura, chegando próximo à margem do lago e subindo sobre uma majestosa vitória-régia. A planta segurava o menino sem muita dificuldade, o que significava que o menor não deveria pesar muito.

Sentou-se à beirada da folha esverdeada, deixando do joelho para baixo dentro da água. Depois disso começou a pentear graciosamente seus cabelos lisos com os dedos delicados. Seus olhos esverdeados brilhavam observando alguns vaga-lumes que circulavam livremente.

Aiolia estancou hipnotizado por alguns minutos. Pensou que lidaria com monstros horrendos, lobisomens sedentos de carne... Porém, estava enganado, pois diante de si, encontrava-se a criatura mais linda dentre todas que seus olhos já tinham visto antes.

Sentiu-se tão mal quando se lembrou do que teria que fazer em seguida. Seu olhar desviou para Máscara, que fez sinal para que ele começasse logo a agir.

Mesmo contra sua vontade, o rapaz transformou-se em leão, afastando-se um pouco do lago. Deitou-se sobre as folhas do chão de uma clareira e começou a simular rugidos baixos de dor. Em seu intimo só lhe faltava torcer para que o menino do lago não escutasse.

Parou de pentear seus cabelos, assim que um barulho estranho lhe assustou. Virou-se em direção a vegetação, colocando suas mexas violetas para trás da orelha, tentando enxergar alguma coisa na escuridão da floresta. O medo foi passando assim que percebeu que se tratava de um animal ferido.

- Yuki... Acho que tem algo além das árvores. – declarou em sua voz suave, porém preocupada, aproximando-se das rochas onde seus dois amigos estavam.

- Algo tipo o que? – indagou o moreno curioso, ajeitando sua guirlanda que insistia em cair-lhe sobre os olhos.

- Tipo um animal, acho que está ferido. Precisamos ajudar... – esclareceu sem poder evitar sorrir com a situação do amigo, que fez a guirlanda maior que a cabeça.

- Nem pensar. Os Scrunts devem estar por perto. E você não vai sair da água... – declarou o outro moreno, rolando os olhos em desgosto ao perceber o irmão atrapalhado. Tirou a coroa de flores da cabeça do moreno mais novo e trocou com a sua, fazendo o menor sorrir em satisfação, tentando inutilmente olhar sua guirlanda que lhe adornava ao redor da altura da testa.

- Mas... Lori... Que adianta termos o dom da cura se não o usamos. – franziu o cenho em desacordo, seus olhos verdes insistentes fitando o mais velho.

- É maninho, o que pode acontecer? É só um bichinho doente. – alegou o irmão menor, com suas feições infantis.

-... – Sob o olhar insistente daqueles dois, o maior não teve opção, retorcendo a face numa careta contrariada, deixou sua coroa de flores de lado, descendo das pedras com os dois meninos e nadando em direção à margem.

Os três saíram da cachoeira, fazendo com que seus longos cabelos colassem às costas nuas, chegando até mesmo a passar do quadril. Caminharam sem muita firmeza, seguindo o barulho do animal. Lori que era o mais velho, ficava de olhos muito concentrados à sua volta, tentando ao máximo não chamar atenção de algum Scrunt.

Mu seguia curioso, até avistar no meio da clareira um enorme leão que parecia estar doente. Os dois morenos hesitaram quanto a chegar perto, porém Mu seguiu até o centro da clareira com dó do animal, abaixando-se ao seu lado. O olhar de ambos se encontraram, fixando-se um no outro por alguns segundos. Até que o leão pareceu suspirar de desapontamento.

- Mu, por favor, seja rápido, ou vamos todos morrer. – suplicou o mais velho, aflito.

- Não dá... Ele é muito grande... Preciso de você também. – explicou o menino, desviando seus olhos esmeralda para o moreno. Lori se aproximou, agachando-se ao lado de Mu e abrindo as mãos sobre o animal de modo a começar o feitiço. Porém antes que o processo iniciasse, Ikki e Máscara pularam de cima da árvore, junto da rede pesada que caiu sobre os dois jovens, assustando-os.

- Lori! – gritou Yuki que não hesitou em correr até o mais velho e tentar soltá-lo da rede.

Aiolia voltou a transformar-se em homem, e junto dos outros dois, tirou a rede de cima dos seres. Máscara agarrou o pulso de Mu sem apertar muito e começou a puxá-lo para fora da clareira.

- Vamos ficar com esse! Eu e Ikki iremos à frente. Mate esses dois insetos e vamos embora. – ordenou o líder, sua voz grave em nada demonstrava piedade.

- Não! – disse Aiolia, impondo-se perante o mais velho. Seus olhos desviaram dos dois meninos no chão abraçados, sendo que o menor chorava, e então mirou Máscara com indignação. – Não é para isso que eu me tornei um caçador... Não vou matar nenhum inocente. Olhe para eles! – apontou, — Não são monstros... São apenas crianças. Já temos o que queríamos, deixe-os ir. – pediu, fazendo com que o líder se aproximasse, ficando frente a frente.

- Isso não é um pedido garoto. É uma ORDEM! – vociferou, dando ênfase na ultima palavra. O olhar selvagem de ambos prendeu-se em uma batalha silenciosa. Os orbes escuros do mais velho demonstravam raiva por ter sido questionado. – Faça o que eu te mandei. – mandou, encarando-o mais alguns segundos, para depois sair da clareira, arrastando o menino que lutava inutilmente para escapar.

Aiolia permaneceu por um momento parado no mesmo lugar, observando com raiva os outros dois colegas afastarem-se aos poucos.

- Podem ir... – declarou baixo, virando-se para os irmãos que o olhavam assustados, com lágrimas nos olhos. – Eu disse para irem embora! – exaltou-se, transformando-se em leão e dando um rugido alto e poderoso, o que fez os menores gelarem de susto, e correrem em direção ao lago.

O rapaz apenas abaixou a cabeça e depois seguiu correndo na direção em que os outros haviam ido. Suas patas grandes pisavam o solo com habilidade, tornando rígidos seus músculos, que se contraiam e relaxavam repetidas vezes.

Por que justo aquele, de todos os jovens que estavam no lago? Por que justo aquele tinha que ter vindo. Aiolia não parava de se perguntar isso. Torceu muito para que não fosse o menor que escutasse seus pedidos falsos de ajuda. Quando viu que era justamente aquele que ele temia que fosse, acabou suspirando de decepção.

Seu trabalho era matar monstros. E ele orgulhava-se disso, pois assim estaria protegendo as pessoas. E era isso que ele queria fazer. E não capturar crianças indefesas que não causam mal algum. Estava realmente muito irritado, porém ao ver o olhar de pavor que os dois meninos o lançaram quando ele rugiu, acabou arrependendo-se. Não era neles que deveria descontar sua raiva.

~~*~~

- Ué! Cadê o monstro? – perguntou Milo provocando seus colegas quando os viu aparecerem com um garoto que mal chegava aos ombros dos três rapazes de tão baixinho.

- Idiota. – murmurou Ikki, jogando o pequeno para os braços de Aiolia e seguindo para a fogueira.

- Amarre a fadinha e coloque-a na jaula. – Mandou Máscara, sentando-se junto com Ikki e o loiro perto das chamas do fogo e começando a comer os peixes que Milo havia pescado.

O leonino afastou-se dos outros, andando em direção à carroça. Pegou uma das cordas dentro da mesma com a intenção de obedecer às ordens, porém foi pego de surpresa por olhos marejados e uma feição triste do pequenino à sua frente.

- Se você me amarrar... Vai quebrá-las... – sussurrou o menor, deixando uma lágrima escorrer ao mesmo tempo em que abriu as asas transparentes, deixando-as visíveis sob o olhar do mais velho.

Aiolia não soube o que fazer. Ficou com a corda em mãos, olhando para aquela coisa pequena e frágil. Acabou cedendo e deixando a corda de lado, virando-se para abrir a jaula, mas quando voltou-se para o menor, Mu não estava mais ali.

Imediatamente transformou-se, usando sua audição apurada para rastrear o menor que corria desesperado por entre as árvores. Começou a correr também, alcançando uma velocidade incrível até se aproximar do menino.

Mu tentou bater as asas, mas ainda nem sabia voar. Tentou de novo, esforçando-se ao máximo tirando os pés do chão por uns metros e voltando a pisar novamente com os pés delicados sobre as folhas. O leão saltou sobre o menino, derrubando-o no chão e ficando por cima dele. O mais novo se debateu, acertando com suas unhas compridas um arranhão no rosto do maior.

Aiolia virou o rosto, soltando um rosnado abafado de dor. Depois voltou a olhar para o menino. – Não brinque comigo garoto. – falou com a voz alterada por estar transformado. Afastou-se um pouco, deixando o menor se levantar.

Mu não se renderia, porém ao virar-se para fugir, deu de cara com um Scrunt, mostrando seus dentes afiados para si. Um frio percorreu-lhe a barriga. Ali estava o maior inimigo das ninfas. Um lobo enorme, com grama no lugar dos pêlos que serviam de camuflagem para estas criaturas de olhos amarelados se esconderem entre as folhagens.


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Encontrava-se entre duas feras, porém, era do Scrunt que tinha pavor. Acabou dando uns passos para trás, até sentir os pêlos da juba do felino roçarem-se levemente na sua mão. Não soube por que, mas acabou agarrando-se a eles, sem desviar seus olhos verdes do lobo à sua frente.

Aiolia ao sentir a mão do menino apertando-lhe a pelagem por causa do medo, ficou surpreso, porém acabou avançando sobre cão, iniciando uma luta entre os dois.

Os animais rolavam sobre as folhas, mordendo e arranhando um ao outro. O Scrunt era muito forte. Aiolia teve dificuldades em se manter, mas em um momento de descuido mordeu o pescoço do lobo, cravando fortemente suas presas na pele, fazendo o sangue quente invadir-lhe a boca.

O Scrunt ganiu alto e esganiçado antes de cair no chão e ficar agonizando.

Aiolia voltou a se transformar, ficando aparentemente bem machucado. Sua respiração pesada e seu suor denunciavam o quão cansado havia ficado. Sua boca permanecia suja de sangue, assim como seus cortes pelos braços e costas. Virou-se para o menor, que estava encolhido contra o tronco de uma árvore, com os olhos arregalados e a face em espanto, mirando o caçador.

- Tudo bem... Eu não vou te machucar. – alegou com dificuldade, seus ferimentos doíam muito.

-... – Mu continuou a olhá-lo por um tempo. – Você... Salvou minha vida... – murmurou.

- Fiz somente minha obrigação. – respondeu, pegando o menor pelo braço e começando a andar em direção ao acampamento.

- Não. Espera... – interrompeu, fazendo o maior fitá-lo. – Deixe-me agradecê-lo. – pediu, aproximando-se hesitante. Colocou as duas mãos levemente sobre o peito firme do mais velho, fechando os olhos e concentrando-se.

Aiolia permaneceu imóvel, observando os movimentos do menor até sentir suas mãos delicadas sobre seu peito. O gesto simples fez com que seus músculos ficassem tensos.

- Não se preocupe, não vai doer... – explicou o mais novo, ainda de olhos fechados, ao sentir a musculatura do outro enrijecer. Sem se dar conta do real motivo para o maior reagir daquele jeito.

Uma luz de cor violeta apareceu ao redor das mãos de Mu. A luz transmitia calor, e ia curando as feridas lentamente. Até não restar nenhuma. Nem mesmo o arranhão que ele próprio havia feito no rosto do outro.

O mais velho, ao sentir aquele calor, e os seus ferimentos desaparecendo um por um, acabou relaxando, fechando seus olhos também e aproveitando daquela sensação incrível de se sentir renovado, como se cada célula do seu corpo estivesse sendo substituída por uma nova.

Ficaram um bom tempo parados ali, até Mu terminar, e desfalecer lentamente, nos braços do maior que acabou ficando muito preocupado. Pegou o menor em seus braços, caminhando em direção ao acampamento.

- O que aconteceu? – exaltou-se Milo, vendo o rapaz chegar com o menor nos braços. Se esse maldito pirralho tivesse morrido teriam que perder mais um tempão até capturar outro, pensava.

- Ele tentou fugir, mas eu o alcancei e fomos atacados por um lobo enorme. – narrou Aiolia, abrindo a jaula e depositando o menino delicadamente sobre o fundo dela, tomando cuidado com as asas. Estava realmente muito preocupado. Se não fosse por ele o menor não teria perdido as forças tentando curá-lo. Mas agora só restava esperar ele acordar.

- Lobo? – indagou Ikki, franzindo o cenho.

- Sim, era uma espécie muito estranha. Nunca tinha visto um assim. – explicou, fechando a porta da gaiola e voltando-se para os outros colegas.

- É um Scrunt... – alegou Máscara. Realmente esperava que não houvessem maiores dificuldades em roubar uma ninfa, porém pelo jeito teriam que ficar mais atentos de agora em diante. – São inimigos de Ninfas. Eles rondam os lagos onde eles vivem, esperando que um deles saia de dentro da água para poderem jantá-lo. – concluiu, exibindo um sorriso cínico nos lábios.

Aiolia temeu por Mu, mas não deixaria que nada de mal acontecesse com o menino do lago.

- Vamos dividir a noite em turnos, cada um fica de vigia um pouco. Começando por você Ikki. – mandou o líder, levantando-se junto dos outros dois e seguindo para suas tendas.

Dois dias e meio de viagem pela frente, muitos quilômetros a percorrer até chegarem à cidade onde passarão a noite, saindo no dia seguinte em uma busca no interior das florestas sombrias ao redor de Phinkle, à procura da temida Banshee...


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(Uma imagem do Mu aqui, só não sei pq ele tá com os olhos azuis nessa imagem, sendo que os olhos dele são verdes. Mas tudo bem, esse é o mais parecido com o Mu que eu imaginei. Beijão =*)

Notas finais
A cada review que você não deixa, um autor morre.