Fairy Tales

7 Capítulo V - Pecados da Carne


Notas iniciais
Hey, consegui terminar esse capitulo sem demorar tanto dessa vez =) Espero que o pessoal não faça confusão com os casais nesse capitulo de novo einn! heuhehuehuehueue Lembrando, os casais oficiais da Fanfic estão lá na sinopse, são aqueles lá mesmo ok? Beijos, aproveitem =D

A mão pálida deslizava livremente pelas costas grandes e suadas do soldado, arranhando a carne com as unhas compridas e fazendo verter sangue dos músculos que se contraiam.

- Ahhhh! – gemeu o maior de prazer e dor, sentindo a pele rasgar-se sob as unhas do mais novo, enquanto estocava freneticamente contra o quadril do menor deitado abaixo de si. – Assim você me mata... Ahn... – voltou a gemer de prazer, sentindo as pernas grossas do menino envolvendo sua cintura.

- Minha vez. – declarou o garoto, empurrando o soldado para o lado, fazendo-o cair deitado de costas para o chão e subindo encima dele. Colocou uma perna de cada lado da cintura do maior, guiando o membro rígido até sua entrada e sentando-se sobre ele bruscamente, fazendo o mais velho soltar um urro contido e jogar a cabeça para trás.

- Você é louco! Ah! – exclamou, sentindo as ondas elétricas percorrendo seu corpo por sentir seu membro enterrado de vez dentro daquele garoto, sentindo-se esmagado por aquela cavidade extremamente quente e deliciosa.

O soldado era dono de um corpo enorme, de ombros largos e bronzeados, os músculos dos braços e da barriga eram perfeitamente definidos, assim como as pernas grossas e bem torneadas. Suas mãos grandes e calejadas acostumadas a segurar espadas pesadas, percorriam o corpo daquele garoto jovem, deslizando sobre a pele macia. Seus olhos eram profundos e castanhos, de um rosto extremamente másculo, aparência viril e cabelos curtos.

Já a criança que cavalgava sobre si, não devia passar dos quinze anos de idade, ostentando uma pele branca, pálida como a morte. Os olhos daquela criança eram de esmeraldas vivas e brilhantes, um verde tremendamente ofuscante. E aquela boca pequena, de cor escarlate e lábios carnudos, era irresistível a qualquer homem que vivesse na face da terra. Seu rosto infantil carregava uma expressão indecifrável. Não parecia ser uma criança que estava ali naquele momento, o que parecia era um adulto, um adulto experiente no sexo e não um mero menino adolescente.

Os seus cabelos castanhos e brilhantes caiam em cascata pelos ombros estreitos, escorrendo pelas costas e quase alcançando o quadril em comprimento. A franja dele balançava cada vez que ele rebolava sobre o membro do soldado, e suas mãos passeavam pelo abdômen firme, apertando a carne entre as mãos, enquanto jogava a cabeça para trás, entreabrindo a boca e fechando os olhos, gemendo em prazer. Sua barriga era lisa, sem nem sequer gordura ou músculo, apenas uma barriga sexy e esbelta, de cintura fina e quadril arredondado, nádegas fartas e macias.

- Você é muito gostoso. – disse o maior, levando suas mãos grandes ao quadril do menor e incentivando-o nos movimentos contra sua própria ereção. Porém enquanto acariciava o corpo do menor, foi notando o corpo pálido ficando quente, e não era o calor do sexo, era muito quente, isso o deixou preocupado. – Você está muito quente... Ahn! Está tudo bem? – indagou entre gemidos roucos, com um pouco de dificuldade, já que seu sexo não parava de latejar e enviar ondas de prazer que faziam seu corpo tremer e enrijecer como nunca.

- Sshh! – sussurrou o menor, levando o dedo indicador aos lábios finos do mais velho. Debruçou seu corpo pequeno sobre o corpo maior, devorando seus lábios ao mesmo tempo em que continuava a se movimentar. As línguas entrelaçavam-se e as respirações estavam alteradas. O menino mordeu o lábio inferior do soldado, puxando-o levemente, depois voltou à posição anterior, começando a aumentar a velocidade gradativamente.

O quadril do mais novo ondulava, subindo e descendo, em movimentos leves, porém firmes, empurrando suas nádegas contra o quadril estreito do mais velho toda vez que descia, libertando gemidos satisfeitos sempre que era preenchido por completo pela potente ereção do maior.

- Ah! Deus! Você vai me enlouquecer! – declarou em êxtase, apertando a cintura do menino e obrigando-o a aumentar a velocidade, enquanto empurrava seu próprio ventre contra a entrada do garoto. Cada vez mais forte, estocadas brutas e necessitadas. Repetindo o ato, até que seu corpo se retesasse completamente, enrijecendo seus músculos da barriga definida, e apertando mais a cintura do menino, deixando marcas. Seu membro jorrou em grande quantidade o sêmen quente dentro do corpo menor, enquanto liberava um gemido alto e rouco de sua boca, entregando-se ao prazer devastador que se espalhava através de seu sistema nervoso, causando-lhe espasmos involuntários e uma sensação de torpor e relaxamento instantâneo.

O mais novo sentiu-se ser preenchido por aquele homem, deixando-se levar pela sensação maravilhosa. Jogou sua cabeça para trás, continuando a se movimentar sobre ele, fazendo os cabelos todos esvoaçarem, e entreabrindo a boca vermelha, gemendo, fechando os olhos. Foi no auge de seu prazer, que de suas costas nasceram um par de asas enormes de morcego, abrindo-se majestosamente, com membranas finas e escuras e de seu quadril cresceu uma cauda pontuda. Suas unhas da mão se tornaram afiadas e compridas, e seus cabelos adquiriram um tom esverdeado.

- Foi a melhor foda da minha vida... – murmurou o soldado que ainda estava de olhos fechados, aproveitando o pós-orgasmo. Até que abriu seus olhos castanhos, encontrando a cena inesperada do garoto com a cabeça ainda inclinada para trás, e aquelas grandes asas assustadoras. O menino endireitou a cabeça calmamente, de olhos ainda fechados, e quando os abriu, revelou dois orbes amarelo fogo, de íris rasgadas como as de um felino, e em seus lábios bailavam um leve sorriso diabólico.

- A melhor, e a última. – declarou, alargando o sorriso, exibindo seus caninos que começaram a crescer rapidamente.

O soldado fora pego completamente de surpresa, não teve tempo de pensar em nada antes de ser mordido na lateral do pescoço e ter parte de sua veia jugular arrancada pelos dentes do menor, sendo rapidamente degolado. Suas veias expostas esguicharam sangue por alguns segundos, estabilizando aos poucos até começar a escorrer pelo chão de terra seca.

Os olhos do soldado permaneceram vidrados após a morte, mantendo a expressão de medo permanente em seu rosto.

- Até que foi bem gostoso, mas não precisava exagerar. Já tive melhores. – ironizou o menino, sorrindo com a boca completamente suja de sangue.

Levou suas unhas afiadas até a barriga do cadáver, fazendo um corte vertical no abdômen e abrindo-o bem, deixando os órgãos e uma grande quantidade de sangue expostos. Juntou suas mãos em forma de concha, enchendo-a com o liquido avermelhado e trazendo-o até os lábios, bebendo completamente.

As gotas escorriam em abundância pelo seu queixo e pescoço, percorrendo a pele branca do peito macio e manchando a barriga de vermelho rubro. Após beber o suficiente, afundou sua mão no interior do peito do soldado, agarrando seu coração e puxando-o para fora.

Levantou o órgão vital em frente os seus olhos esverdeados, apertando-o entre seus dedos e fincando levemente suas unhas na carne macia, fazendo verter filetes de sangue que escorriam por seu antebraço pálido.

- Não se preocupe... Você faz parte de mim agora. – declarou, desviando rapidamente os olhos em direção ao rosto sem vida do mais velho e em seguida levando o coração aos seus lábios e arrancando um pedaço com os dentes. Repetiu o ato até terminar o que havia começado e quando estava satisfeito se levantou ainda todo banhado e respingado de vermelho, principalmente sua boca, e seus lábios.

Lançou um olhar indiferente ao cadáver, ficando a pensar por alguns segundos, e então agarrou uma de suas mãos, arrastando o enorme corpo sem dificuldade alguma, deixando um rastro de sangue pelo chão por onde passava.

O sol estava quase se pondo, já tinha sumido entre as montanhas, mas ainda havia um resquício de luminosidade.

O menino chegou à beira de um barranco alto, e com uma de suas mãos pequenas, puxou o soldado, deixando o corpo deslizar e cair da inclinação de terra, perdendo-se entre as folhagens e árvores da floresta lá em baixo.

- Pronto. Um enterro adequado. – concluiu divertido, batendo uma mão na outra para limpá-las da terra seca. Virou-se adentrando a mata densa que já começava a ficar escura.

~~*~~

- Eu disse NÃO! – gritou Máscara, voltando-se furioso para o jovem ferreiro que insistia avidamente para que soltassem a sereia. Não queria ter que carregar a culpa do que aconteceria ao garoto de longos cabelos dourados.

- Então... Deixe-me ir com vocês! – declarou um tanto incerto, mas parecia que aquela soava como sua última alternativa então não custava nada tentar.

- Mas que inferno! Você não desiste?! – a voz grave e áspera do líder soou alta entre as árvores. Máscara já estava começando a ficar extremamente cansado daquele rapaz insolente. – Você não tem capacidade de nos acompanhar, só vai nos atrasar. – suspirou, cruzando um dos braços musculosos sobre o peito e apoiando o outro sobre esse, enquanto levava a mão até a testa, esfregando a expressão rígida e muito esgotada.

- Eu faço qualquer coisa! Eu juro! Sei lutar com espadas, eu posso caçar, eu posso arrumar suas armas danificadas eu posso servir para qualquer coisa! Que droga me dá uma chance! – disse Shura, vendo que suas súplicas estavam quase funcionando. Se conseguisse entrar para aquele grupo talvez ainda tivesse chance de bolar um plano para soltar o menino sereia e trazê-lo de volta, assim a culpa não o assolaria mais.

- Caspita! Que seja. Tome isso aqui! – exclamou, entregando rispidamente uma lança para Shura, e lançando-lhe um olhar desafiador. – Você vai caçar o nosso jantar. Se você não conseguir trazer um veado em meia hora, você ta fora! Entendeu? E não quero ver sua cara irritante na minha frente nunca mais! Porra! – concluiu, vendo a expressão do ferreiro suavizar um pouco. Shura tinha finalmente tinha conseguido vencer as barreiras do líder, agora era só conseguir passar naquele teste besta e conseguiria entrar para o grupo.

- Feito! Eu voltarei! – exclamou Shura, sorrindo satisfeito e saindo apressado em direção a mata fechada, não queria perder tempo.

- Você sabe o que ta fazendo não sabe? – indagou Milo se aproximando e cruzando os braços enquanto observava o ferreiro desaparecendo no meio das árvores.

- Fica tranqüilo... Vamos embora antes mesmo de ele pensar em voltar. – revelou Máscara, sorrindo levemente de lado. É claro que um sorriso cínico, pois ele nunca sorria de verdade.

- Entendi. – concordou Milo, sorrindo divertido.

~~*~~

A maior parte do acampamento já havia sido levantada, só faltava atrelar algumas bolsas aos cavalos e apagar a fogueira. O céu estava extremamente estrelado, exatamente igual há algumas horas atrás quando eles ainda estavam na praia onde capturaram a terceira criatura.

O vento batia de leve nas árvores, balançando-as discretamente, assim como as folhas secas do chão onde estavam acampados. O local não ficava muito longe do litoral, mas a mata já se fazia bem presente, cheia de coqueiros, bambus e árvores comuns da região. As palmeiras também enfeitavam bastante, sendo rodeadas de vaga-lumes.

Máscara pretendia ir diretamente para gruta da caveira, que ficava ao sul e os distanciava mais ainda do ponto inicial, para onde deveriam regressar. Seria uma longa viagem de volta e ele não queria perder muito tempo. Precisava pegar o barco o quanto antes para a Ilha do Trovão.

Ajeitava os pertences ao seu cavalo negro distraidamente, pensando e divagando sobre alguns acontecimentos. Um par de olhos azuis profundos, da cor das águas da Baía das Espumas, veio a sua mente aleatoriamente, e ele se sentiu incomodado. Por que diabos estava pensando no garoto que acabara de capturar? Aquilo já estava o irritando, porém não pode deixar de pensar em como ele pareceu tão frágil e vulnerável, jogado na areia da praia, abraçando seu corpo com os próprios braços...

- Inferno! – exclamou alterado, apertando firme a fivela de couro em volta do cavalo para que não caísse durante a viagem.

Mal conseguiu espantar os pensamentos ridículos que o atormentavam, ouviu o barulho seco do corpo de um cervo caindo ao chão sob seus pés. Desviou o olhar do que fazia, mirando o animal abatido com um corte de lança atravessado no pescoço.

Levantou seus olhos azuis profundos e mal humorados para o ferreiro que o fitava com um sorriso extremamente largo e vitorioso. Suspirou pesadamente, controlando seus nervos. Odiava sorrisos felizes.

- Trato é trato. – murmurou desgostoso, surpreendendo Milo, Ikki e Aiolia que arrumavam suas coisas ali perto.

- Não vou atrasar vocês, eu prometo. – declarou Shura, num tom mais sério, apertando o antebraço do líder num aperto de mãos medieval.

- Pegue seu cavalo, arrume suas coisas, jogue o cervo dentro da carroça para quando pararmos amanhã meio dia. Precisamos ir agora. Vamos marchar homens! – ordenou, sendo seguido do resto do grupo e logo estariam na estrada rumo ao próximo destino.

~~*~~

Há duas horas o dia já havia amanhecido. O céu extremamente claro exibia um azul belíssimo, e o sol já começava a esquentar o dia gradativamente. O vento fraquinho da noite anterior permaneceu igual, completando a atmosfera agradável e tornando a viagem um pouco menos maçante.

Máscara cavalgava à frente, e diferente dos outros dias, não carregava uma expressão mal humorada, e sim cansada. Ninguém tinha sequer dormido, mas só pretendiam parar durante o meio dia.

Milo até que ficou feliz com a entrada de Shura no grupo, graças ao novo membro agora ele tinha alguém para conversar, já que Ikki era calado e mal humorado, Máscara era pior ainda e ele e Aiolia não tinham muita afinidade.

Shura estava satisfeito. Tinha conseguido o que queria. Diferente da maioria dos rapazes ali, ele era um rapaz muito gentil e justo, e esse era o grande motivo pelo qual estava entrando naquela empreitada só para salvar Afrodite. Era certo que não nutria tão grande afeto pelas sereias, mas não queria que causassem mal a eles, muito menos por sua causa. Então não teria problema largar sua ferraria por alguns dias, pois não demoraria muito acharia um jeito de escapar dali e trazer o garoto consigo. Depois o soltaria no mar e voltaria para casa com a consciência limpa. A única coisa que realmente lhe preocupava é se conseguiria enrolar o líder, Máscara da Morte.

Aiolia permanecia muito pensativo aquela manhã. Desde o último acontecimento com Mu na floresta, o garoto do lago mudara um pouco. Estava torturantemente calado, ficava olhando para o vazio sem motivos, dormia bastante... Era como se estivesse sob o efeito de algum feitiço. Coisa que jamais passaria despercebida pela personalidade protetora e atenciosa de Aiolia, graças a ela, sua preocupação estava elevada em altos níveis. Precisava descobrir o que estava acontecendo com o garoto que amava.

Pensando nisso apertou mais em seus braços o pequeno Mu que dormia meio recostado em seu peito enquanto ele guiava o cavalo. A face do mais novo dormindo parecia incomodada, como se fosse assolado por pesadelos durante o sono. Levou uma de suas mãos livres em sua testa afagando levemente para tentar relaxar um pouco aquela expressão angustiada. Notou que o garoto estava com um pouco de febre, nada alarmante. Se piorasse, iria tomar providencias.

O capuz da capa de Ikki ocultava levemente seu rosto másculo. Seu cenho permanecia franzido em sinal do conflito de pensamentos que rondavam sua mente. Por que o menino do oceano o salvara? Afinal, era um homem ruim não era? Não merecia aquilo. Falhara com seu irmão, tornara-se um adulto sério e cercado de barreiras emocionais. Rígido, duro demais para conseguir se compadecer por qualquer criatura que já tivesse matado com seus próprios punhos. Odiava aqueles seres com toda sua força, eles não tinham tido piedade quando mataram Shun. Havia prometido a si mesmo que não teria piedade de nenhum deles dali para frente, então por que sentia aquela sensação estranha no estômago toda vez que se lembrava das lágrimas decepcionadas do garoto que o havia salvado na noite anterior? Por que tinha aquele pensamento estranho de que se tivesse uma oportunidade, livraria aquela criatura do destino incerto que estava guardada a ela futuramente?

Era muito difícil... Difícil até demais para passar por cima de seu orgulho e admitir que estivesse preocupado. Pois desde que Afrodite fora colocado dentro da jaula, deitou-se num canto do fundo de madeira e adormeceu encolhido. Não acordara desde então. Temia que estivesse ficando doente.

Quando o sol amanhecera mais cedo, ele vira com seus próprios olhos as pernas do garoto de cabelos loiros voltarem a se transformar na longa cauda esverdeada, que mal cabia dentro da gaiola, graças ao seu comprimento. Quando a transformação acontecera, Afrodite nem sequer acordara, apenas se remexeu um pouco e encolheu os joelhos contra o corpo de modo que a cauda não ocupasse tanto espaço, soltou um suspiro cansado e continuou a dormir. Aquela cena estremecera o caçador, parecia que toda a culpa do que ia acontecer com a sereia daqui para frente estava caindo sobre suas costas.

Suspirou pesadamente, e continuou a cavalgar perdido em seus pensamentos. Aquela “criança”, que por mais que não fosse tão criança assim, perto dele era muito nova, o lembrava Shun em vários aspectos. Tanto pela aparente fragilidade e vulnerabilidade, quanto pelas feições infantis de seu irmão. E só aquele pensamento fez com que se lembrasse de certa criança de olhos verdes esmeraldas e longos cabelos castanhos. Criança essa que lhe atormentava em sonhos todos os dias.

Queria que Shun estivesse vivo, que estivesse ali ao seu lado, para que pudesse protegê-lo de tudo e de todos. O que quer que fosse não deixaria que mais nada e nem ninguém colocasse as mãos em seu irmão se tivesse a chance de tê-lo em seus braços outra vez. Ficava a indagar mentalmente, onde Shun estaria... Será que estava no paraíso? Se estivesse, ele rezaria para que Deus o estivesse protegendo, pois sabia que não o veria mais, nem mesmo quando morresse, pois em sua mente, o inferno lhe aguardava graças a todas as mortes que já tinha causado.

- Shun... – sussurrou, fechando os olhos um pouco. Deveria seguir em frente.

~~*~~

O camponês levantou o machado acima de sua cabeça, descendo-o rapidamente sobre a tora de madeira devidamente posicionada. Partiu-a em duas, agarrando os pedaços e jogando-os na pilha de lenha que estava estocando.

Parou um pouco de trabalhar, apoiando-se no cabo do machado e levando as costas das mãos grandes até a testa suada, enxugando-a. Estava sem camisa e de suas costas definidas escorriam algumas gotas de suor devido ao esforço. Usava uma calça simples, de cor marrom e uma bota escura que protegia seus pés das farpas. Precisava acumular toda aquela lenha e colocá-la dentro da carroça para levar para a cidade.

Suspirou cansado, levantando seu olhar de leve, e avistando sem querer um garoto que estava sentado sobre uma pedra ali perto. Não sabia de onde ele tinha vindo, e nem há quanto tempo o estava observando. Mas o curioso é que estava completamente nu. Seus pés pendurados balançavam num gesto infantil e ele apoiava uma mão em cada lado do corpo, sobre a pedra morna. Sua coluna levemente curvada para frente, posição relaxada e descontraída. E suas coxas grossas estavam juntas uma da outra, encostadas, o que não facilitava em descobrir se era um garoto ou não. Mas não tinha seios, seu peito era liso e infantil, e ele mantinha um sorriso divertido no rosto, enquanto seus olhos esmeraldas fitavam o lenhador com segundas e terceiras intenções. Seus cabelos lindamente castanhos escorriam por seus ombros e por suas costas em pequenas ondulações, e sua franja longa ameaçava cobrir-lhe o olho direito se ele se movesse. Porém não se movia, apenas continuava ali, sorrindo, exibindo aquela pele branca um pouco corada e rosada aos olhos do homem.

- O que faz aqui criança? – indagou, franzindo levemente o cenho de sobrancelhas grossas. A imagem daquele menino nu em sua mente estava causando estragos. Levou uma de suas mãos à barba levemente cerrada, coçando-a por um momento.

- Eu estava pensando... – respondeu ele, depois de um breve momento. Desceu lentamente da pedra alta onde estava sentado, caindo com leveza sobre o chão. — Se talvez, você não estivesse a fim de brincar um pouco... – continuou, enquanto andava devagar em direção ao lenhador, seu quadril rebolava discretamente e ele mantinha o olha fixo, até chegar bem perto do mais velho, e elevar o olhar, olhando-o de baixo. – Comigo. – concluiu simples. Sorrindo.

- Brincar? – indagou confuso. Mas que tipo de brincadeira era aquela? – Não fale coisas tão ridículas garoto, volte para casa, e coloque uma roupa. Não sou homem para brincadeiras de criança. – concluiu, preparando-se para voltar ao trabalho.

- Quem falou... Em brincadeiras de criança? – riu-se divertido, encurralando o mais velho contra uma árvore e se aproximando cada vez mais. – Eu estava pensando, em uma brincadeira mais... Divertida. – continuou divertindo-se. – Algo mais, adulto... – concluiu, levando a unha fina do indicador ao peito suado e deslizando-a para baixo, passando por cima dos músculos definidos, arrepiando o lenhador. Os olhos esmeraldinos do menino seguiam seu dedo que deslizou até chegar ao cinto da calça do mais velho, retirando-o lentamente, sob o olhar estupefato do maior.

Aquilo já o estava excitando até demais, e seus instintos masculinos aflorando daquele jeito não estavam ajudando, acabou deixando-se levar sem realmente querer, mas sem poder certamente afirmar que não queria.

Segurou um gemido entre dentes ao ter seu falo pulsante segurado pelo menino que começou a sugá-lo lentamente. Sua cabeça inclinou-se para trás encostando-se sobre a casca grossa da árvore e relaxando de olhos fechados enquanto sentia-se chupado e lambido por aqueles lábios terrivelmente carnudos e quentes, e aquela língua macia.

Levou suas duas mãos à cabeça do menor, incentivando-o a continuar e muitas vezes puxando-a de encontro com sua ereção, liberando de vez os gemidos roucos que ecoavam pela floresta.

Em pouco tempo o sêmen preencheu completamente a boca do menor, e ele engoliu tudo, conseguindo o que queria. O que fez com que o garoto soubesse que já estava na hora da festa acabar. Suas presas cresceram rapidamente e ele mordeu sem hesitar o sexo do maior que acabou por urrar de dor, crispando a expressão do rosto em agonia imensa. Curvou-se levemente, levando as mãos ao sexo e pressionando para tentar diminuir o sangramento.

Shun se levantou calmamente, os seus cabelos castanhos foram se transformando em um tom esverdeado, e seus olhos transformaram-se do verde para o amarelo, enquanto nasciam asas de suas costas e suas unhas cresciam afiadas.

Olhou superiormente para o homem ajoelhado a sua frente, que mantinha a cabeça abaixada e gemia constantemente.

- Desgraçado! – vociferou o maior, quando a dor não se fazia mais tão insuportável ele ainda tentou se levantar para se vingar, fixando seu olhar humano completamente carregado de raiva sobre o olhar inumano do mais novo.

Mas Shun apenas desferiu um tapa em direção ao rosto do lenhador, arranhando profundamente a bochecha e fazendo-o cair de lado no chão com o impacto.

Andou em passos lentos até o machado fincado na terra perto dali, e o apanhou em mãos, voltando para perto do maior que continuava jogado no chão. As mãos de Shun estavam ensangüentadas e sua boca também exibia vestígios de sangue que já começavam a secar.

- Não! Por favor! Não me mate! Eu faço qualquer coisa! – implorou o homem, impotente diante do menino, com o olhar de súplica. Shun levantou o machado acima de sua cabeça, assim como fizera o homem momentos antes para cortar a lenha.

- Não se preocupe... Você vai para o céu agora. Eu prometo. – declarou o Succubus, descendo o machado em direção ao pescoço do lenhador e cortando-o fora em um só golpe, fazendo o sangue respingar em seu rosto branco e em seus cabelos esverdeados.

Endireitou-se ficando de pé em frente ao cadáver, com a respiração levemente alterada e as mechas um pouco desgrenhadas pelo movimento repentino. Jogou um machado de lado sobre as folhas secas e se agachou ao lado do lenhador, abrindo um corte vertical do peito ao umbigo, afastando um pouco a carne.

Ficou um bom tempo alimentando-se e bebendo o sangue do humano, para depois repetir o ato já tão acostumado de arrancar-lhe o coração.

- O céu não existe bobinho... Mas tudo bem, você faz parte de mim agora. – declarou ao cadáver, sem tirar os olhos do órgão vital que já não batia mais em suas mãos. Depois de comer o coração do lenhador, o Succubus abriu suas enormes asas membranosas, começando a levantar vôo, até estar a uma altura acima das árvores, e então, com uma velocidade incrível, ele se foi.

~~*~~

Depois da parada ao meio dia, o grupo de caçadores se sentia mais aliviado em questão de fome, mas o cansaço continuara torturando-os igualmente durante todo o percurso da tarde. Graças a isso, ao pôr do sol, pararam à beira de um lago de águas limpas e formaram acampamento.

Em volta da fogueira, que estava assando o jantar, estavam sentados Shura, Milo e Máscara, conversando e bebendo uma garrafa de vinho que o líder comprara na última estadia em Phinkle e estava guardando para o momento que precisasse relaxar um pouco. Era melhor beber agora do que deixar estragar com o tempo.

Aiolia estava sentado na beira do lago, observando um Mu totalmente disperso que nadava vagarosamente de um lado ao outro das águas. O pequeno mergulhava por alguns minutos e depois retornava, alisando os cabelos encharcados para trás com as mãos, para que não atrapalhassem.

A pele nua do menino sob a luz da lua era uma visão muito linda, porém Aiolia não estava contemplando tanto quanto gostaria de contemplar, já que aquela quietude do menor estava lhe torturando cada vez mais. Graças a isso formou várias e várias hipóteses em sua mente do que deveria ter acontecido, mas nenhuma chegava a ser completamente convincente. Fora isso havia a culpa de ter deixado o mais novo sozinho no acampamento enquanto caçava. Talvez se não tivesse sido tão estúpido de deixá-lo lá, nada tivesse acontecido e tudo estaria normal agora.

Aiolia percebeu de relance ao seu lado, Ikki que se agachou com um recipiente de madeira para retirar um pouco de água limpa do lago. Parece que a rixa entre eles estava amenizando ao decorrer daquela viagem. Não era uma coisa que nenhum dos dois faria questão, mas Aiolia não reclamou.

- Ta tudo bem com ele? – indagou Ikki, para a surpresa do leonino, indicando num gesto com a cabeça o menino de cabelos lavanda que continuava a se banhar, completamente alheio a tudo e a todos. Os dois estavam agachados um ao lado do outro na margem do lago, apoiando de leve os braços nos joelhos e olhando para frente, sem realmente se encarar.

- Eu não sei... Sempre que pergunto ele diz estar, mas eu sei que não esta. – murmurou cansado, estranhando aquela conversa entre rivais. – E ele? – resolveu perguntar, mirando a gaiola que parecia estar vazia, mas que na verdade carregava um garoto loiro que dormia no fundo.

- Não sei... Desde que chegou, não acordou mais. – declarou, ficando uns segundos em silêncio e depois se levantando, caminhando em direção às jaulas e deixando um leonino confuso para trás.

Ikki se aproximou da segunda jaula, observando dentro dela Afrodite que dormia ininterruptamente. Ainda estava ponderando se iria fazer isso ou não, mas acabou fazendo de uma vez. Afinal se alguma das criaturas morresse seria um problemão e tanto. Então levou uma das suas mãos entre as grades de ferro e balançou o ombro direito do loiro sem muita delicadeza.

- Ei, você precisa beber um pouco d’água. Tem carne no fogo. – murmurou mal humorado, vendo o menor se mexer um pouco.

- Eu não quero comer. Vai embora. – declarou o mais novo, num tom abafado por causa de seus braços que escondiam seu rosto parcialmente. Remexeu-se mais um pouco e deitou-se de bruços enfiando o rosto entre os braços e deixando as costas brancas parcialmente à mostra, graças aos cabelos dourados que se espalhavam por cima dela e pelo chão de madeira. A bunda lisa e arredondada ficou exposta aos olhos de quem quisesse ver, o que fez com que Ikki engolisse em seco e resolvesse sair dali, antes que aquela imagem causasse estragos aparentes em suas calças apertadas.

Bufou mais irritado do que já estava e saiu em direção à fogueira, mais arrependido do que nunca de tentar fazer uma boa ação e sentando-se junto dos outros caçadores para beber um pouco de vinho.

~~*~~

No meio da noite, a única coisa que iluminava o acampamento eram as chamas fracas da fogueira que crepitava constantemente. Os restos do jantar estavam ainda espalhados pelo chão e a garrafa de vinho jazia caída atrás de uma pedra qualquer.

A lua continuava observando tudo lá de cima, iluminando a floresta ao redor e apreciando seu reflexo nas águas calmas do pequeno lago. O cantar dos grilos soavam baixinho em meio às folhas e vegetações e os vaga-lumes não haviam aparecido naquela noite.

Milo estava vigiando, mas devido ao vinho e o cansaço, quase dormia recostado a uma árvore qualquer. Fora ele todos estavam dormindo, e o silêncio era quase que total.

A única criatura ali desperta entre os caçadores era um garoto de longos cabelos loiros e belos olhos verde-azulados. Os olhar de Misty cintilava na escuridão e ele começou a sussurrar baixinho algum feitiço que não foi ouvido por mais ninguém a não ser ele.

Os olhos esverdeados de Mu se abriram de repente, despertando-o do sono embalado nos braços de Aiolia. Sob efeito do feitiço, o menino permaneceu apático, sem demonstrar nenhuma expressão. Os olhos nublados bem atentos e os lábios entreabertos demonstravam que ele não tinha consciência de nada do que fazia.

O pequeno se levantou lentamente, saindo da tenda do leonino e andando em direção a tenda do líder, até chegar frente a ela. Agachou-se puxando o pano da abertura para o lado sutilmente e depois guiando seu olhar para a bolsa de couro encostada no canto.

Máscara da Morte dormia com a mão grande sobre o peito que subia e descia conforme respirava. Mu aproximou-se da bolsa e abriu revelando a capa vermelho-sangue da Banshee, e então levou sua mão lentamente para puxá-la...

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(O nome dessa imagem é "Shun in Kimono" e eu adoooro ela! Ele ficou muito lindooo nessa Fanart =D E abaixo tem uma menorzinha do Shun também, só que ele está com uma expressão mais séria e malvada)

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(Espero que tenham gostado do capitulo).

Notas finais
Eu responderei as perguntas e dúvidas relacionadas ao capitulo nos comentários. Se gostou, deixa um comentário, se não gostou, deixa também, e se não deixar eu mato vocês =) Beijão, até o próximo.