— “Me ajude a conseguir os ingredientes para minha poção”, é o que diz aqui. – Diz Wendy após ler do que se tratava seu trabalho.

— Mas é bem estranho a Senhora Polyusica pedir ajuda para a nossa guilda. – Comenta Charle que estava planando em cima da cabeça de Wendy.

— Certamente, para ela pedir ajuda da guilda quer dizer que é um assunto sério. – Conclui Erza.

Wendy, Charle e Erza estavam caminhando pela estrada que levava até a casa da Senhora Polyusica, para poder realizar um pedido feito por ela. As garotas achavam estranho isso, pois o pedido dizia para pegar alguns ingredientes apenas, e, já que a Senhora não gostava muito de humanos, elas pensaram que algo bem sério teria acontecido. Mas, no momento, Wendy e Charle estavam achando estranho outra coisa.

— Hum, com licença, Erza... – Começa Wendy meio tímida.

— O que foi Wendy? – Pergunta Erza curiosa.

— Bem, hum, esse trabalho diz para pegar alguns ingredientes. – Continua Wendy desviando o olhar. – Não parece que haverá luta alguma, então por que você quis vir também?

— Assim como falamos agora a pouco, por ser um pedido da Senhora Polyusica, ele deve ter sua dificuldade. – Responde Erza em tom firme. – Em outras palavras estou aqui para ajudar vocês no que for preciso.

— Duvido que seja só isso. – Diz Charle desconfiada. – Você quer algo com a recompensa?

— E-ei, Charle! – Diz Wendy envergonhada.

— Hum...eu... vi que é uma recompensa bem alta, então pensei que, já que vamos dividir entre nós, a metade que ficará para mim será o suficiente para poder comprar um doce novo na loja de doces da cidade. – Confessa Erza sem graça.

— Um doce é tão caro assim? – Pergunta Charle surpresa.

— Claro! É um doce novíssimo, nunca antes produzido em Magnólia! – Responde Erza animada.

— Há há há...como esperado da Erza. – Comenta Wendy.

Algumas horas depois, as três amigas chegaram até a casa da Senhora Polyusica e, ao chegarem, viram que ela já estava do lado de fora as esperando.

— Olá Grandine- quer dizer, Senhora Polyusica! – Cumprimenta Wendy.

— É bom ver a Senhora novamente. – Diz Erza.

— Pois saibam que para mim não é nada bom ver vocês! – Diz Polyusica irritada. – Eu não as chamaria até aqui se não fosse realmente necessário.

— Então, pode nos explicar esse trabalho? – Pergunta Charle.

— É como diz ai: vocês precisam pegar alguns ingredientes para mim, só isso. – Responde Polyusica.

— Mas que ingredientes são esses? – Pergunta Erza. – E para que a Senhora precisa deles?

— São três ingredientes, aqui, tomem a lista, eu anotei tudo sobre eles ai, e não se preocupem, vocês os encontraram não muito longe daqui. – Responde Polyusica entregando um papel. – E o que vou fazer com eles não diz respeito a vocês.

— Hum, com licença, mas para que nos chamar para uma tarefa tão simples? – Pergunta Wendy curiosa.

— Ora, por que não estou com vontade de fazer esse serviço! É trabalho das guildas realizar trabalhos como esses, além disso, para pegar esses ingredientes, vão ser necessárias habilidades de magos.

As três amigas ficaram sem palavras com a má atitude de Polyusica, ela realmente não gostava de pedir ajuda, o que significava que o que ela faria com aqueles ingredientes era bem importante.

— O que estão esperando? Já dei as instruções agora vão trabalhar! – Grita Polyusica, jogando seus móveis de casa em cima das três amigas.

Depois de se afastarem da casa de Polyusica e recuperarem seu fôlego, Wendy pegou o papel dos ingredientes e leu o primeiro item.

— “Um lírio prateado. Só nasce uma dessas flores em cada montanha, e ela nasce sempre no topo de montanhas limpas e não muito altas.”

— “limpas e não muito altas”, quer dizer que temos que procurar em um morro onde não há pedra alguma. – Comenta Erza.

— Charle, pode voar bem alto e ver se consegue encontrar? – Pergunta Wendy.

— Pode deixar comigo, eu volto daqui a pouco. – Responde Charle, ativando sua magia Aerea e começando a voar.

Charle voou bem alto por um bom tempo, e olhou para todos os morros que pôde, mas não encontrou o lírio prateado. Então, quando estava prestes a desistir e voltar para suas amigas, ela avistou algo pequeno e brilhante bem no centro de um pequeno morro. Charle se aproximou um pouco mais e concluiu que aquele era o lírio prateado. Ela decidiu voltar depressa para contar a suas amigas a localização do primeiro item.

— Wendy! Erza! – Chama Charle, bem em cima das garotas. – Eu encontrei o lírio! Sigam-me!

Quando as três chegaram ao pé do morro onde estava o lírio, elas viram que a pequena montanha era bem alta e, realmente, bem limpa, não havia uma pedra e um tronco sequer, apenas o lírio estava lá.

— Eu vou lá arrancar a flor. – Disse Charle voando em direção à flor.

Algo estranho aconteceu. Mesmo puxando com toda sua força, o lírio não saia do chão.

— O que foi Charle? – Pergunta Wendy preocupada.

— Ele...não quer...sair! – Responde Charle ofegante.

No mesmo instante, Wendy subiu o morro e puxou com toda sua força, mas tudo que o lírio fez foi levantar um pouco. Então, Erza subiu o morro e reequipou uma espada. Erza conseguiu cortar o lírio e tira-lo do lugar, mas no momento em que conseguiu, o morro começou a se remexer. As três amigas foram derrubadas do morro e ficaram surpresas com o que viram: Um monstro se levantou na hora e ele aparentava estar com dor e raiva.

— A flor era parte desse monstro?! – Diz Wendy assustada.

— O que faremos agora?! – Pergunta Charle apavorada.

— CORRAM! – Grita Erza, saindo na frente.

As três correram por um bom tempo, elas correram até entrar em uma floresta fechada e, em certo momento, perceberam que o monstro não estava mais as seguindo.

— Acho que...despistamos o monstro...- Comenta Erza ofegante.

— Wendy...leia o próximo item...já estou cansada desse trabalho! – Diz Charle irritada.

— “Star Gold. É uma fruta dourada em forma de estrela que nasce no topo das árvores.” – Lê Wendy, já mais calma.

— Agora é uma fruta? – Comenta Erza. – Bem, pelo menos agora não teremos que procurar já que estamos bem embaixo de várias árvores.

— Mas não poderei voar por um tempo. – Comenta Charle. – Eu usei muito a minha magia.

— Acho que, dessa vez, eu vou poder ajudar. – Diz Wendy feliz. – Vou usar minha magia para fazer todas as frutas dessas árvores cairem.

— Boa ideia Wendy! – Comenta Erza impressionada.

— Lá vai: Rugido do Dragão do Firmamento!

Realmente, a magia de Wendy fez todas as frutas caírem, mas também retirou todas as folhas das árvores.

— Exagerou um pouco Wendy. – Disse Charle rindo.

— Somos a Fairy Tail afinal! – Diz Erza satisfeita.

— Desculpa... – Comenta Wendy, um pouco desapontada.

Depois de um tempo procurando a fruta correta, elas a encontraram e colocaram junto do lírio, então saíram da floresta em que estavam e, depois de descansarem um pouco, Wendy leu o último item.

— “Pegar um dente do Monstro do Lírio Prateado. Ele é feroz se arrancar seu lírio e, depois de um dia inteiro na superfície, ele volta a se enterrar em outro lugar.”

— Não acredito que o último item estava no mesmo lugar que o primeiro! – Grita Charle irritada. – Por que ela não colocou este como segundo item?!

— Não temos tempo para isso! Já está de noite e em poucas horas o monstro vai voltar a ficar em baixo do chão! – Comenta Erza preocupada.

— Ele ainda deve estar do outro lado daquela floresta, já que ele não conseguiu atravessar antes. – Comenta Wendy. – Vamos para lá!

As três companheiras chegaram no local onde haviam encontrado o monstro pela primeira vez em pouco tempo, e lá estava ele. Era como se ele estivesse esperando a volta delas. Wendy e Erza se prepararam para lutar.

— Só precisamos de um dente dele! Wendy e Charle vocês atacam o monstro por cima! – Diz Erza avançando pelo chão. – Reequipar: Armadura do Purgatório!

— Vamos lá Charle! – Grita Wendy, juntamente com Charle em cima do monstro. – Garras do Dragão do Firmamento!

O ataque da Armadura do Purgatório de Erza em baixo, mais o ataque de Wendy por cima, acabaram na hora com o monstro. E, assim como nas árvores, as duas exageraram.

— Conseguimos! – Disse Erza, voltando a sua armadura normal.

— Acabamos tirando todos os dentes do monstro... – Comenta Wendy, já de volta ao chão, sem graça.

— Bom, que seja, finalmente acabamos esse trabalho! – Diz Charle aliviada. – Pegue um dente e vamos voltar para a casa da Senhora Polyusca.

Depois de um tempo, as três amigas estavam de volta à casa da Senhora Polyusca, elas entregaram os ingredientes que ela havia pedido e, como de costume, Polyusca entregou o pagamento para elas é claro. Mas as meninas queriam muito saber para que serviriam aqueles itens que elas tiveram tanto trabalho para coletar.

— O que? Vocês ainda querem saber? – Diz Polyusca indignada.

— É claro! Deu muito trabalho conseguir esses itens! — Responde Charle cansada. – Acho que merecemos saber para que você vai usa-los.

— Que gata chata você é! Pois bem, já que querem tanto assim saber eu vou dizer. – Começa Polyusca desgostosa. – Vou usar esses itens para fazer um creme hidratante para minha pele.

As três amigas ficaram um momento em silêncio, sem saber o que dizer.

— Um...creme hidratante? – Repete Erza, sem acreditar.

— Eu também sou mulher sabiam?! Eu vi nos livros que esses itens juntos podem fazer o melhor hidratante de pele do mundo. – Responde Polyusca. – Agora que já sabem, saiam já daqui!

— Não acredito...que passamos por tudo isso...por um hidratante de pele... – Comenta Charle indignada.

Na mesma hora em que elas se afastaram da casa de Polyusca, elas chegaram a mesma conclusão mentalmente:

— NUNCA MAIS VOU TRABALHAR PARA ELA!

FIM