Fairy Tail: crônicas!
2 O menino que fazia nevar!
— Ei, Mira! Eu vou aceitar este trabalho aqui. – Diz Gray, mostrando o anúncio de trabalho para Mirajene.
— Oh, certo! Vou anotar aqui...
— Senhor Gray, o senhor vai partir para outro trabalho? – Pergunta Juvia, que apareceu de repente, triste.
— Quer vir comigo Juvia? – Oferece Gray, com a maior inocência possível.
*NÃO ACREDITO! O SENHOR GRAY ME CONVIDANDO PARA IR A UM TRABALHO COM ELE? SÓ PODE SER UM SONHO!*
— SIM! Eu vou junto com o Senhor para qualquer lugar! – Grita Juvia, se atirando em cima de Gray, feliz.
— E-ei! Porque está tão feliz? Me solta! – Diz Gray, tentando afastar Juvia.
— Há há! Então, vocês dois vão aceitar este trabalho. – Ri Mirajene, corrigindo suas anotações no caderno de pedidos. –Certo, boa sorte para vocês!
Gray e Juvia estavam na estação, aguardando o trem, quando Juvia decidiu perguntar do que se tratava o trabalho que fariam. Então, Gray mostrou a ela o anúncio que dizia:
“FAÇA A NEVE PARAR! POR FAVOR!”
— Hum, esse trabalho é bem longe daqui de Magnólia... – Comenta Juvia analisando o papel. – E a recompensa não é grande coisa... Senhor Gray, porque escolheu este trabalho?
— Bem, eu o achei muito estranho e também por outro motivo menos importante. – Responde Gray, sério.
— Estranho? Desculpe-me, mas ele não parece ser estranho para mim.
— Eu conheço a cidade onde faremos esse trabalho, e lá sempre nevou. – Responde Gray, pegando o papel de Juvia.
— O que? Como pode ser então?
— Pois é, eu acho que alguma magia piorou o tempo da cidade e para eles pedirem assim, sem dar muitos detalhes, eu sinto que deve ser sério. – Diz Gray entrando no trem, que havia acabado de chegar.
O nome da cidade é Burizado, ela fica ao Norte, bem longe de Magnólia; de trem, Gray e Juvia levarão um dia inteiro para chegar lá sem paradas. Haviam se passado algumas horas desde que o trem começou a andar e Juvia estava curiosa sobre algo que Gray disse há um tempo atrás. Depois de alguns minutos de relutância, ela, finalmente, tomou coragem para perguntar:
— Senhor Gray, na estação você disse que havia outro motivo para ter escolhido esse trabalho... que motivo é esse?
Gray ficou com uma cara triste na hora, e começou a olhar pela janela do trem. Juvia percebeu o que sua pergunta fez a ele e tentou se desculpar.
— Não precisa pedir desculpas! Não tem problema! – Diz Gray, preocupado com Juvia. – É que essa cidade é bem perto da cidade em que nasci...
Juvia havia entendido o porquê da cara triste de Gray, afinal a cidade em que ele havia nascido foi destruída, junto com seus pais, por um demônio do livro de Zeref. Já haviam se passados horas desde que o trem havia partido, era de noite e Juvia estava morrendo de sono.
— Juvia, vá dormir. – Diz Gray, olhando para Juvia. – Vai demorar ainda para chegarmos.
— Hum, mas... o Senhor Gray está acordado...então eu também...
— Ei, eu só estou sem sono, vou dormir depois. – Diz Gray com um sorriso. – Não se preocupe comigo.
Juvia dormiu, mas Gray continuou acordado por um tempo, na cabeça dele passavam muitas lembranças tristes, mas ele decidiu que pararia de pensar nisso, afinal, ele tinha um trabalho a fazer e não estava sozinho.
Depois de um dia inteiro de viagem, Gray e Juvia chegaram à cidade de Burizado. Assim que pisaram lá, foram atingidos por uma nevasca muito forte, eles mal conseguiam ver o que estava a sua frente, mas eles tinham que continuar. Eles começaram a se dirigir para a casa do prefeito, se esforçando muito para não serem derrotados pela nevasca, e eles viram que o chão estava coberto de neve até a cintura deles. Perceberam também que muitas casas estavam totalmente cobertas com neve.
— Ugh... Senhor Gray! Como vamos encontrar a casa do prefeito assim? – Grita Juvia preocupada.
— Vamos continuar andando, vamos encontrar alguém e perguntar! – Grita Gray – Fica perto de mim!
*Ficar perto do Senhor Gray? Esse trabalho está ficando melhor a cada segundo!*
Os pensamentos de Juvia foram cortados por duas vozes diferentes. Elas estavam chamando a atenção deles, e, junto deles, viam luzes. Eram moradores da cidade.
— Vocês são magos da Fairy Tail? – Pergunta o cidadão.
— Sim, nos leve para a casa do prefeito, por favor! – Responde Juvia, com frio.
Depois de caminharem um pouco, eles chegaram a uma grande casa. Ao entrarem lá, eles viram, não só o prefeito, como todos os outros moradores da cidade. Mulheres, crianças, idosos, todos estavam lá, e os moradores davam comida e cobertores para todos. Gray e Juvia ficaram espantados com o que viram, até que o prefeito os chamou para sua sala para explicar sobre o trabalho.
— Como puderam ver, a situação da nossa cidade é crítica. – Diz o prefeito, fechando a porta da sala. – Muito obrigado por aceitarem o meu pedido, eu sou o prefeito, Richard.
— Meu nome é Gray e essa é Juvia. – Diz Gray, se sentando na frente do prefeito. – Senhor Richard, por favor, explique o que está acontecendo.
— Bem, isso começou a quatro semanas a trás. De repente, uma nevasca violenta começou e em poucos dias a cidade ficou soterrada. Eu pedi para os cidadãos virem para minha mansão, para ajudarmos eles, já que não estávamos conseguindo sair de nossas casas. Nós estamos ficando sem comida e água... e tudo por culpa daquele menino! – Explica o prefeito irritado.
— A culpa é de um menino? – Pergunta Juvia, confusa.
— Sim, a quatro semanas atrás, o menino chamado Fuyu, veio até a cidade gritando umas besteiras e, assim que saiu da cidade, essa nevasca começou!
— Mas como você sabe que a culpa é desse garoto? – Pergunta Gray.
— Porque ele sabe usar magia! Certamente, ele usou uma magia para fazer essa nevasca! – Responde o prefeito.
— Desculpe perguntar, mas ele teria alguma razão para fazer isso? – Pergunta Juvia.
— Hum...eu não imagino um motivo, ninguém nessa cidade fez mal a ele. – Diz o prefeito nervoso. – Mas de qualquer forma, vão lá e cuidem disso! Esse é o trabalho de vocês! O garoto mora em uma casa em uma montanha logo em frente, lá é o único lugar que não está nevando.
Depois de ouvirem a explicação do prefeito, Gray e Juvia saíram da casa grande e se dirigiram para a montanha, para encontrar o tal menino. Depois de andarem, com dificuldade, durante algum tempo, eles avistaram uma casa simples e solitária. Assim que se aproximaram dela, a nevasca parou. O prefeito estava certo, só ao redor da casa é que não estava nevando. Gray e Juvia bateram na porta e perguntaram se havia alguém ali, e uma voz chorosa gritou:
— SAIAM DAQUI! VOLTEM PRA CIDADE DE VOCÊS!
— Nós não somos da cidade, estamos aqui para ajudar. – Diz Juvia, calmamente. – Por favor, nos deixe entrar Fuyu.
— Como sabem o meu nome? – Pergunta o garoto, ainda sem abrir a porta.
— O prefeito Richard nos disse-
— Então saiam daqui! Não quero ninguém que aquele velhote mandou! – Interrompe o garoto.
— Garoto, se não abrir essa porcaria de porta eu jurou que vou arrombar! – Diz Gray irritado se aproximando da porta. – Nós somos magos então-
Nesse momento, a porta se abriu e Gray e Juvia viram um garoto baixinho, com os olhos vermelhos de tanto chorar, mas com uma expressão bem séria.
— Vocês são magos de verdade? – Pergunta Fuyu.
Depois disso, o menino deixou Gray e Juvia entrarem em sua casa. O menino pediu para que sentassem e também para que mostrassem suas marcas de guilda.
— Esse símbolo... vocês são da Fairy Tail? –Pergunta o garoto, surpreso.
— É, somos. – Diz Gray tirando a camisa. – Agora será que dá pra explicar o que está acontecendo?
— Hum, por que tirou a camisa tio? – Pergunta Fuyu, estranhando.
— “TIO”? Seu pirralho, eu vou-
— Está bem! Vamos nos acalmar! O nome dele é Gray, ele tem o habito de tirar as roupas às vezes, e o meu nome é Juvia! – Diz Juvia, segurando Gray para que não batesse no garoto. – Bem, Fuyu, o prefeito nos disse que essa nevasca é magica e que foi você quem fez, é verdade?
— Não é bem minha culpa... – Responde Fuyu, desviando o olhar.
— Como assim? Por favor, nos conte o que está acontecendo. – Pergunta Juvia gentilmente.
Fuyu ficou em silêncio um tempo, e depois de respirar fundo ele disse:
— Eu vou explicar tudo, mas, por favor, ajudem meu irmão! – Pede Fuyu, desesperado.
— “Irmão”? Até ouvirmos você explicar, não vamos ajudar você! – Diz Gray irritado.
— Bem, eu tenho um irmão mais velho que se chama Kuro. Ele e eu estamos juntos desde que nossos pais morreram em um acidente. Nós ficamos sozinhos por muito tempo, e era difícil viver sem ajuda nesse lugar. Foi então que eles apareceram. Um bando de magos nos encontrou e cuidaram da gente, eles nos levaram para a cidade de Burizado, construíram essa casa para a gente e até nos ensinaram magia! Por muitos anos as coisas foram boas assim, até algumas semanas atrás... – Explica Fuyu, triste.
— O que houve? – Pergunta Juvia.
— Eles apareceram aqui a algumas semanas, dizendo que estávamos devendo para eles e que deveríamos pagar. Meu irmão deu todo dinheiro e bens importantes que tínhamos, mas eles falaram que não era suficiente. Então eles falaram que queriam me levar como parte do pagamento, e meu irmão não deixou. Nessa hora, eles começaram a lutar... mas aqueles caras eram fortes demais, e meu irmão foi derrotado! Eles falaram que, se eu não fosse com eles, destruiriam a cidade, então meu irmão os convenceu a desistirem de me levar... e levaram ele! – Continua o garoto, agora chorando. – Eu tentei para-los, mas não consegui! Eles me derrotaram também, então fui pedir ajuda para as pessoas da cidade... mas ninguém quis me ajudar! Eu não sei o que fazer!
Gray e Juvia estavam sérios, eles viram que, quanto mais o menino se exaltava mais a nevasca lá fora ficava mais forte. Depois que Fuyu se acalmou um pouco, Juvia perguntou:
— Fuyu, qual foi o tipo de magia que você aprendeu?
— Uma magia de neve... eu sei o que está pensando, mas não é minha culpa! Quando me dei conta essa nevasca já estava acontecendo! – Responde Fuyu, nervoso.
— Parece que a sua magia funciona de acordo com suas emoções. – Explica Juvia. – Então, se você estiver triste ou zangado, a neve vai cair mais forte e mais violentamente.
— Com minhas emoções? – Diz Fuyu, confuso.
— Ei garoto, onde esses magos que levaram o seu irmão estão? – Pergunta Gray.
— Eles nunca se mudam de seu esconderijo, ele fica na floresta atrás dessa montanha. – Responde o garoto.
— Ótimo, é bem perto daqui. – Diz Gray satisfeito. – Agora, já que já sabe o que fazer, pare essa nevasca de uma vez garoto.
— Não quero. – Responde Fuyu, se levantando.
Gray e Juvia levaram um susto.
— Por que não Fuyu? – Pergunta Juvia confusa. – As pessoas da cidade estão passando por dificuldades-
— Bem feito para eles! Nenhum deles quis me ajudar! – Grita Fuyu irritado. – Eles merecem sofrer! É MELHOR QUE TODOS ELES MORRAM!
Na mesma hora, Gray avançou e deu um soco no rosto de Fuyu, que caiu no chão assustado. Juvia ficou assustada com a atitude de Gray e, ao olhar seu rosto, viu que ele estava muito zangado.
— Pirralho... você é tão egoísta a ponto de deixar as pessoas daquela cidade morrem só porque está bravo? – Grita Gray, furioso. – Seus pais morreram, você foi enganado e seu irmão foi levado...e dai? Se você não foi capaz de proteger seu irmão... se não foi capaz de vencer aqueles magos...ENTÃO, PARE DE CHORAR E VÁ TENTAR OUTRA VEZ! SALVE SEU IRMÃO COM SUA PRÓPRIA FORÇA! PARE DE AGIR COMO UM COVARDE!
Fuyu ficou em estado de choque, depois das palavras de Gray, o menino começou a chorar novamente. Gray foi em direção à porta, mas Juvia o impediu.
— Senhor Gray, o que vai fazer? – Perguntou Juvia.
— É óbvio, eu vou acabar com aqueles canalhas na floresta! – Diz Gray, abrindo a porta e saindo.
— Fuyu, por favor, não fique bravo com o que o Senhor Gray disse. – Diz Juvia, olhando carinhosamente para o menino. – Ele não falou por mal, ele só quer te ajudar. Não se preocupe, eu e o Senhor Gray vamos trazer seu irmão de volta!
Gray e Juvia, depois de um tempo, chegaram até a floresta congelada. Lá, eles encontraram uma mansão enorme, na frente dela havia alguns homens. Os dois magos começaram o ataque: Gray e Juvia derrotaram rapidamente os homens do lado de fora e, logo em seguida, entraram na mansão. Dentro dela havia muitos homens, todos magos, porém não eram muito fortes; depois de um tempo lutando, Gray e Juvia derrotaram todos os homens. Eles avançaram para os andares de cima e encontraram uma cela, onde um homem todo ferido estava.
— Quem... são vocês? – Perguntou o homem.
— Nós somos magos da Fairy Tail, você é o irmão do Fuyu? – Pergunta Juvia, aproximando-se dele.
— Vocês conhecem o meu irmãozinho? Ele está bem? – Pergunta o homem, mais esperançoso.
— Vamos levar você até ele! – Diz Juvia, libertando o homem com sua magia de água.
— Obrigado... meu nome é Kuro.
— Sabemos, o meu é Juvia e o dele é Gray.
— Cuidado! Ice Make: Escudo! – Grita Gray, se atirando na frente de Juvia e Kuro, formando um escudo com sua magia de gelo.
Várias agulhas atingiram o escudo de gelo, Gray viu que na direção do ataque surgiram dois homens. Eles eram diferentes dos outros, esses eram mais fortes.
— Ei, ei, olha só o que vocês fizeram com nosso esconderijo... – Diz um dos homens. – E ainda querem levar nosso prêmio!
— Fairy Tail, vocês vão pagar por isso! Eu sou Kenji e esse é o meu companheiro, Banzog. – Diz Kenji, correndo na direção de Gray, dando alguns golpes nele.
— Senhor Gray! Water Slice! – Grita Juvia, atacando Kenji, mas seu ataque foi bloqueado por duas mãos de pedra. Era Banzog, que bloqueou seu golpe.
— Foi mal moça, mas você vai lutar comigo! – Diz Banzog, atacando Juvia com sua magia de terra.
Juvia foi atingida no primeiro golpe, mas logo se recuperou e voltou a atacar seu inimigo com sua magia de água. Era uma luta equilibrada. Os dois lados saiam feridos, e já estavam lutando há algum tempo, então ambos estavam cansados. Mas Juvia percebeu algo muito importante no meio da luta.
— Você é forte... mas a Juvia usa magia de água! Não vou perder na frente do meu Gray para alguém que usa magia de terra! — Dito isso, Juvia começou a atacar várias vezes com suas lâminas de água em um único ponto dos braços de terra de Banzog.
— Droga... que irritante! Toma isso: Rock Smash! – Juvia não conseguiu se defender do golpe de Banzog, e foi jogada para trás.
Mas ao se reerguer, com dificuldade, Banzog viu que ela, mesmo ferida, estava sorrindo.
— Sua... idiota...por que está sorrindo? Por acaso desistiu?
— Não é isso... é que a Juvia já ganhou essa luta. – Diz Juvia, erguendo suas mãos na direção do inimigo – Water Prision!
Juvia envolveu Banzog em uma bolha de água, e então, no mesmo instante, ela começou a ferver a água. Logo em seguida a magia de terra de Banzog foi desfeita e Juvia o libertou da prisão de água. Logo que ele foi solto, Juvia avançou em direção ao inimigo e o atacou novamente, dessa vez funcionou. Banzog caiu no chão derrotado.
— Como... me derrotou? – Pergunta Banzog, caído e ferido.
— Juvia viu... que sua magia é frágil...se for atacada várias vezes no mesmo lugar. – Explica Juvia, ajoelhada. – Só precisei aquecer para quebrar de vez... a sua magia. Agora eu preciso ajudar... o Senhor Gray.
A luta de Gray estava mais complicada. Kenji era forte, a magia dele de criar agulhas e espinhos estava sendo um problema para Gray. Ambos estavam feridos, mas Gray era o que mais estava com problemas.
— Tome isso: Toge! – Kenji fez vários espinhos de diferentes tamanhos em volta de Gray.
— Droga! Ice Make: Escudo! – Gray conseguiu defender muitos deles, mas não todos.
— Há há! Sabe, eu não entendo porque você, um mago da Fairy Tail, resolveu atacar o meu esconderijo para libertar o inútil do Kuro. – Debocha Kenji, andando na direção de Gray.
— O irmão dele... é um pirralho chorão. – Diz Gray, tentando se levantar. – E para ele parar de chorar, eu vou levar o Kuro de volta para ele!
— Não acredito... você está lutando por aqueles irmãos trouxas!? – Diz Kenji, rindo.
— O que... quer dizer? – Pergunta Gray, confuso.
— Quero dizer que eles têm comido na palma da minha mão há muito tempo! Desde que matamos os pais deles! – Responde Kenji.
— O QUE?! – Grita Gray irritado.
— Eu e meu bando estávamos cansados de sair roubando cidades pequenas, isso já não estava mais dando muito certo. Então decidimos tentar dar golpes maiores! E os pais daqueles dois foram as primeiras vitimas! – Explica Kenji sorrindo. – Nós sabíamos que eles tinham filhos, era perfeito! Aproveitamos que os pais saíram sozinhos e usamos nossas habilidades para mata-los, o resto foi fácil! Só tivemos que aturar aqueles pirralhos idiotas até certo tempo e depois pegar tudo que eles tinham, inclusive eles mesmos! É uma pena que só tenhamos conseguido pegar um deles...
— Ice Make: Canhão! – O golpe de Gray acertou Kenji em cheio, o fazendo cair no chão, ferido. – CANALHA! Você percebe o que fez? Por que logo com eles? Você esteve brincando com a vida deles!
Nesse momento, Juvia e Kuro chegaram ao local onde Gray e Kenji estavam lutando. Juvia viu o estado de Gray, ela queria ter ido ajudar, mas se segurou para não fazê-lo. Ela sabia que aquela luta era de Gray, ela tinha que confiar nele.
— Seu... desgraçado! – Grita Kenji, furioso. – Toma: Hari!
Kanji lançou várias agulhas na direção de Gray, que não pôde se defender.
— Senhor Gray! – Grita Juvia, preocupada.
— Barlong perdeu... Droga! Hari! – Kenji atacou Juvia com suas agulhas, fazendo-a cair ferida no chão.
Kenji estava pronto para dar o golpe final em Juvia, quando foi atingido por uma enxurrada de bolas de neve. Era Fuyu.
— Já... JÁ CHEGA! EU NÃO VOU MAIS CHORAR! NÃO VOU DEIXAR QUE FAÇA MAIS ESSAS MALDADES! – Grita Fuyu, avançando para cima de Kenji.
— PIRRALHO DESGRAÇADO! – Grita Kenji que, socando o garoto, manda Fuyu para longe.
— FUYU! – Grita Kuro, que o segurou bem na hora.
— Irmão... você está aqui... – Diz Fuyu, aliviado.
— Sim... me desculpa! Eu nunca mais vou te deixar sozinho! – Diz Kuro, chorando de felicidade.
— Já... já me cansei de vocês! Sumam da minha frente! – Grita Kenji, atacando Fuyu e Kuro. – MORRAM! Toge!
Um grande espinho ia atingir os dois irmãos, que haviam acabado de se reencontrar, mas no momento em que ele os atingiria, algo ficou entre eles. Era Gray. Ele se atirou na frente dos irmãos, tendo um grande espinho perfurando o lado esquerdo de sua barriga.
— Você...! – Grita Kuro, preocupado.
— Tio... – Diz Fuyu, fraco.
— Você é louco?! – Grita Kenji, incrédulo.
— Eu... eu não vou deixar...NÃO VOU DEIXAR QUE DESTRUA A FAMILÍA DELES OUTRA VEZ! – Grita Gray, avançando em direção ao inimigo. – Espada de Gelo: Dança dos sete pedaços!
Gray avançou com seu ataque mais poderoso contra Kenji, que caiu derrotado, finalmente. No mesmo instante, Gray caiu de joelhos e exausto, tentado parar o sangramento do machucado, na mesma hora, Juvia acordou e viu o estado de Gray.
— Senhor Gray! – Grita Juvia, preocupada e correndo na direção de Gray. – Olha esses ferimentos! Precisamos cuidar disso!
— Não se preocupe... eu vou ficar bem. – Diz Gray sorrindo. – Ei, vocês dois estão bem?
— Sim, obrigado... muito obrigado! – Diz Kuro, muito feliz.
Os quatro voltaram para a cidade, que estava sem a nevasca, Gray e Juvia acham que foi por que, depois de tanto tempo, Fuyu finalmente voltou a ficar feliz. Lá na cidade os ferimentos de Gray, Juvia e Kuro foram curados, assim como a história de Fuyu foi esclarecida. O prefeito mandou seus homens para prender os magos que haviam causado problemas, e depois os entregou para o Conselho Mágico. Passou-se três dias desde que o trabalho começou e, finalmente, chegou a hora de Gray e Juvia partirem. O prefeito disse que não poderia dar a recompensa, pois havia gastado tudo com comida para sua população, mas ele e as pessoas da cidade se juntaram e pagaram as passagens de trem de ambos e deram a comida restante para sua viagem.
— Então... desculpa por ter falado aquelas coisas para você. – Diz Gray, envergonhado. – Você não é um covarde, Fuyu.
— Não, eu é que tenho que me desculpar com vocês. – Diz Fuyu, também envergonhado. – Eu tenho que agradecer, se você não tivesse me dito aquilo, eu não teria tomado coragem, obrigado Gray e Juvia.
— Muito obrigado por tudo! – Diz Kuro, feliz. – Jamais vamos esquecer vocês, obrigado Fairy Tail!
Enquanto Gray e Juvia esperavam o trem na estação, Juvia percebeu que Gray olhava para o Leste com um olhar distante.
— A sua casa ficava para lá, Senhor Gray? – Pergunta Juvia.
— Sim...
— Quer ir até lá?
— Não, estou bem. – Responde Gray sorrindo. – Assim como o Fuyu, eu prometi que não seria mais um covarde e que não iria chorar mais por isso. Vamos voltar para guilda Juvia, vamos para casa!
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