Fairy Tail- O Novo Time
6 Na discórdia acho minha alegria
Notas iniciais
POV. Pedro
Eu ainda não sabia porque tínhamos ido pedir ajuda para magos de uma guilda onde não conhecíamos ninguém, mas aquilo tudo era por mim, então achei melhor não comentar. Todos estavam animados, se divertindo, mas eu não via nada de mais. Estava na minha até que Makarov falou:
– Nós adoraríamos ajuda-los, e adoramos tê-los conosco, mas nós iríamos hoje viajar para uma praia e eles iam ficar os próximos três meses treinando para os Grandes Jogos Mágicos e precisamos sair agora, mas se quiserem podem vir junto, seria um prazer tê-los conosco.
– Eu acho que digo por toda a equipe quando digo que aceitamos o convite — falou Gabriel com sua mania de se achar líder do time. Eu apenas revirei os olhos e depois assenti, igualmente a Annie e a Marina, já a Hannah foi brigando com ele:
– Nós não precisamos que você fale por nós! A gente tem boca para responder! E eu aceito sim!
– Ta bom Hannah! — respondeu Gabriel com um tom de ironia e ela o fuzilou com o olhar, mas cinco minutos depois eles já estavam de bem, como sempre acontece entre os membros da nossa equipe.
Então fomos para a praia com o pessoal da Fairy Tail. No primeiro dia a gente tinha que descobrir aonde o Murtati estava agora, o que não demorou muito, já que deixamos essa tarefa para os nerds Levy, Freed e Gabriel. No dia seguinte saímos atrás do demônio com os magos que encontramos: Lisanna, Mira, Elfman, Cana, Gajeel e PantrerLily.
Durante o caminho eu não conversei muito, só respondia o que perguntavam, mas os outros, em compensação, não paravam de tagarelar, mas a maioria eu ignorei. O Gabriel não desgrudava da Cana, a Marina parecia estar impressionada com as histórias do Lily e a Hannah e a Anna ficaram o tempo todo conversando com os irmãos Strauss. Já o Gajeel estava calado que nem eu, parecia que não queria estar lá, mas então porque teria ido? Na tarde do terceiro dia de viajem, avistamos de longe o Murtati e saímos correndo.
A cena era horrível, fogo, fumaça e pedaços de casas destruídas para todo o canto e pessoas desesperadas correndo de um lado para o outro tentando fugir do monstro enorme que a cada passo destruía um quarteirão, mas nós chamamos sua atenção, ele se virou e começamos a atacar:
– Animal Soul: Tiger — gritou Lisanna.
– Beast Soul: Lizardman — Elfman exclamou.
– Satan Soul: Halphas — Mira fez o mesmo que os irmãos e então se transformaram e partiram para cima do monstro.
A Marina invocou animais próximos, que por sorte eram bem grandes, como ursos e panteras, eu comecei a criar alguns monstros feitos de destroços para atacar, o Gabriel fazia varias plantas nascerem do chão e agredirem o Murtati, a Hannah usava suas armas mais poderosas, a Annie não parava de gritar "Ice Make: Eagle" e criar águias de gelo, o Gajeel ficou inteiramente de ferro e foi bater no demônio, o Lily lutava com sua espada gigante e a Cana fazia várias combinações de cartas.
Eu estava completamente focado na luta, eu queria mata-lo de qualquer jeito, aquela ia ser a minha ultima batalha com o Murtati custe o que custar. Apesar da minha determinação por algum motivo me veio a cabeça olhar pro lado e ver como estava a situação dos habitantes da cidade, voltei meu olhar por alguns segundos para fora da luta, a cidade estava um caos, mas continuava a mesma desordem de quando tínhamos chegado.
Balancei a cabeça, o que raios eu estava fazendo?! Desde quando me preocupo com os outros?! Francamente, uma luta acontecendo e eu querendo verificar se ainda havia sobreviventes! Quando ia voltar a me concentrar na luta percebi que alguém me observava, uma menininha de cabelos roxos presos em um rabo de cavalo estava com o olhar fixo em mim, quando me dei conta de quem era esqueci completamente que tinha que destroçar aquele monstro de merda.
A observei por um tempo e perguntei a mim mesmo se aquilo não era um sonho, depois de dois anos sendo atormentado por aqueles pesadelos e sacrificando a minha vida e a dos meus amigos eu já tinha me convencido de que talvez a Yui não fosse real. Já tinha passado pela minha cabeça que ela podia ser só uma lembrança e que talvez já tivesse sido morta pelo Murtati.
Pela primeira vez na minha vida me senti aliviado, meus dias no inferno que havia se formado na minha cabeça estavam contados. Antes que eu pudesse me aproximar dela uma mulher apareceu gritando desesperada, a moça puxou a Yui pelo braço e a levou pra longe... Pra longe de mim.
Saí correndo sem pensar em mais nada além dela, larguei os meus amigos e a luta, fugi feito um covarde e tudo por causa dela, agora que eu finalmente a havia encontrado não iria deixar nada toma-la de mim. Segui as duas até um local fora da cidade, muitos sobreviventes estavam lá se recuperando e fugindo do ataque da fera. A mulher estava perto de um grupo de crianças, todas estavam chorando e algumas bem machucadas, a única exceção era a menininha de cabelos roxos que me observava, depois de alguns segundos ela veio na minha direção. Me agachei até ficar na mesma altura que ela.
– Isso é um sonho? — ela perguntou analisando a minha face.
– Não... É tudo real, mas fique calma nada vai te machucar, eu vou te proteger — respondi admirando os lindos olhinhos verdes dela.
– Eu sei que vai, você sempre me protege.
– Eu protejo? — a olhei confuso, será que ela sabia alguma coisa do meu passado? Será que já tínhamos nos visto antes?
– Sim... Nos sonhos você vive me protegendo do jacaré malvado — dei um riso fraco, quer dizer que ela também sonhava comigo?
– Bom, agora eu vou realmente acabar com aquele mer... Quer dizer, com aquele bobo — ela sorriu e eu fiz o mesmo.
– Pedro... É esse seu nome certo? — perguntou, eu acenti com a cabeça e ela continuou — Pedro, você conhece o meu papai?
– Eu não sei te responder, pra falar a verdade não sei nem quem eu sou direito — voltei meu olhar pra moça que eu havia seguido — Ela é a sua mãe?
– Não... É a tia Tânia , só que ela não é minha tia de verdade... Eu não tenho tia, nem família.
– Entendo... Bom nesse caso acho que não tenho escolha — disse me levantando — Será que você gostaria de fazer parte da minha família? Sabe ela é um pouco confusa e tem os seus defeitos, mas não existe familiares melhores do que eles — eu dei um sorriso e os olhinhos dela brilharam de alegria.
– Uma família de verdade?! Acha que eles vão gostar de mim? — ela perguntou olhando pro chão.
– Mas é claro que vão! E você vai gostar deles também — suspirei e dei um sorriso torto pro céu me lembrando deles — Sabe, eles não tem o mesmo sangue que eu, mas do que isso importa não é verdade? Eles fariam qualquer coisa por mim...
De repente me lembrei que tinha abandonado meus amigos e a luta, me desculpei com a Yui e tive uma breve conversa com a Tânia. Pedi para que ela cuidasse da Yui enquanto eu estivesse lutando e lhe contei que pretendia adota-la. A mulher concordou com tudo e então eu voltei pra luta.
Assim que apareci Annie me lançou um olhar amedrontador, que ótimo! Se Murtati não me matasse, Annie faria isso, não é absolutamente lindo o amor entre familiares? Me concentrei novamente na batalha, só que dessa vez foi pra valer ataquei aquele monstro com tudo que tinha. Minha única preocupação era voltar para ver o sorriso doce da Yui.
O resultado da batalha foi até surpreendente, nós ganhamos e assim que Murtati caiu duro no chão todos comemoraram e gritaram de alegria, só que a minha felicidade acabou bem rápido.
– Onde você estava seu imprestável?! — Annie berrou vindo na minha direção.
– Eu a vi — respondi ainda não acreditando que tinha conseguido.
– Ah que ótimo! O senhor anti-social pirou de vez! — Hannah disse revirando os olhos.
– Eu encontrei a Yui, por isso sai correndo da luta, não podia perde-la de vista — todos me olharam surpresos e depois de explicar tudo que havia acontecido fomos buscar a Yui.
Como o esperado a menina estava no mesmo lugar de antes, assim que me viu abriu um sorriso enorme e me abraçou, Annie começou a chorar e a Marina estava quase babando. Apresentei-a a todos, resolvi os detalhes da adoção, nos despedimos dos Take Over Siblings e da Cana, que foram para as montanhas e em seguida voltamos para a praia onde a guilda estava treinando, já que o Gajeel e o Lily tinham ido embora sem se despedir.
– Pedro, você não acha fascinante o fato dela sonhar com você também? — Gabriel perguntou ajeitando os óculos.
– Ãhn... Tanto faz, só não a use como cobaia para algum experimento maluco.
– Isso é tão lindo! — Annie disse choramingando — Ela não tem pai, nem mãe e você não tem passado que coisa triste e emocionante ao mesmo tempo!
– Essa menina tem alegria demais, já basta a Marina viver num mundo de unicórnios e fantasia — Hannah reclamou e Marina a olhou de cara feia, mas em seguida voltou a conversar com a Yui que estava sendo carregada pelo Rajah.
– Você é tão kawaii, aposto que gosta de animais! — Marina disse com um enorme sorriso no rosto — Qual o seu preferido? Coelhinhos? Gatinhos? Tigres?
– Cobras! — ela exclamou e Marina fez uma careta, em seguida todos rimos.
Enquanto o pessoal da Fairy Tail foi aproveitar o tempo que restava para treinar nós aproveitamos para curtir a praia. Comprei um maiô pra Yui e alguns brinquedos de praia numa loja de conveniência, fizemos um castelo de areia bem feio porque eu nunca tinha feito isso na vida. Marina chamou alguns golfinhos e a menininha se encantou ao nadar com eles. Todos estavam adorando a Yui, até mesmo a Hannah que fica fazendo pose de durona se derreteu com o sorriso da menina. Eu já sabia que a Yui ia se dar bem com a nova família, afinal eles eram os melhores amigos do mundo!
Notas finais
PS: Para quem não sabe, a Lisanna, a Mira e o Elfman formam uma equipe chamada "Take Over Siblings".
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