Fairy Tail- O Novo Time
3 Mais confissões na madrugada
Notas iniciais
POV. Marina
– Bom, parece que eu também tenho que contar, né?
– Ham, se você se sentir a vontade... — respondeu Gabriel.
– Hum... Não to afim de falar não — eu hein, nem conhecia aquele bando de malucos e já ia dizendo pra eles toda a historia da minha vida? Infelizmente eu li os pensamentos de Rajah e eles não eram muito amigáveis, só vou dizer algumas partes: Deixa de ser chata! Conta logo pra eles! Ou você tem vergonha? Nossa, Marina ,você é muito anti-social! Blá blá blá blá blá...
– Cala a Boca!!!!
– Marina... Tudo bem? — Anna me olhou assustada, também não era pra menos, sempre me esqueço que nem todo mundo ouve o que o Rajah fala.
– Tudo bem sim, é só o Rajah que tá me enchendo.
– Ela fala com tigres e eu que sou o pirado? — Pedro tentou cochichar com o Gabriel, mas eu consegui ouvir muito bem.
– Bom, quando eu era muito pequena minha cidade foi destruída por um demônio. Mas, felizmente, fui salva por um tigre branco que cuidou de mim por um tempo, até que encontrou um vilarejo e me deixou nos cuidados de uma família de camponeses. Com o tempo fui aprimorando minha magia de animais e também adotei o Rajah como meu animalzinho de estimação. Recentemente meus pais adotivos me contaram sobre o tigre branco e agora estou querendo encontrá-lo, sabe... pra poder retribuir tudo que ele fez por mim.
– Você quer encontrar um tigre branco? Existem milhares por ai! — Hannah me olhou como se eu fosse maluca, parece que todo mundo teve a mesma impressão.
– Mas ele é especial, esse tigre especificamente tem uma marca de estrela nas costas.
– Espera, que tipo de pessoa tem um tigre como animal de estimação? — Pedro perguntou e Annie respondeu imediatamente.
– Você já perguntou isso idiota! — todos ficaram surpresos desse comentário vir dela.
– Calma gente! Não precisa brigar! — interrompi.
POV. Hannah
Olhei para o chão, hesitando em compartilhar meu passado. Podia sentir os olhos dos quatro sobre mim.
– Bem... Eu não sei se deveria contar pra vocês... – disse brincando com uma mecha de cabelo.
– Porque não? Todos nós contamos! Vai ser assim mesmo?! A gente abre nossos corações e você fica de birra para não contar?! – Annie disse irritada e eu ainda tava meio assustada pelo fato da personalidade dela ter mudado tão rápido. Mordi o lábio inferior e respirei fundo.
– Sou de uma família de magos importantes de Fiore. Fui criada em meio de diversos tipos de magos poderosos da Phantom Lord. Aos seis anos, eu descobri que conseguia reequipar armas de fogo e brancas de distância com poderes diversificados. Antes que meus pais me obrigassem a entrar na guilda, eu fugi com meus dois irmãos mais velhos, gêmeos. No meio do caminho, nós brigamos e cada um foi para um canto. Quando meus pais descobriram, resolveram nos obrigar a voltar pra casa, mas nos recusamos. Então a Phantom Lord destruiu as guildas de Draco e de Dillan, meus irmãos. Os dois fugiram, deixando que elas fossem destruídas. Logo depois, meus pais começaram a me procurar. Passei a não ficar mais que três meses na mesma guilda, para que ela não tivesse o mesmo destino das dos meus irmãos. – torci a blusa levantando-a um pouco e mostrando marcas das diversas guildas que eu já tinha passado. – Mas, com a destruição da Phantom, eu pude ficar na Quatro Cerberus sem me preocupar se os outros vão se machucar, já é meu quinto ano lá.
– E seus irmãos? – Pedro perguntou.
– Não tenho notícias deles desde que comecei a fugir. Mas eu não me importo com isso – disse cruzando os braços. – Se eles não ligam pra mim, não vejo o porquê de me importar com eles.
– Mas eles são seus irmãos! Irmãos deveriam cuidar uns dos outros!- Marina exclamou
– E daí?! Sinceramente me separar deles é a melhor coisa que eu já fiz na vida! — respondi.
– Isso é uma tremenda injustiça...- Gabriel falou baixo e manteve os olhos fixos no chão. Podia imaginar o que ele estava pensando. Eu aqui querendo distância dos meus irmãos, pouco me importando com eles, e o que o Gabriel mais queria no mundo era poder ver o irmão de novo ou pelo menos vingar sua morte. Confesso que eu até senti um pouco de pena e inveja, gostaria de ter pelos meus irmãos o mesmo carinho que ele tem pelo dele.
– E como você pode ter tantas marcas?! As marcas saem quando você sai de uma guilda e não se pode fazer parte de mais de uma ao mesmo tempo! — perguntou Annie grosseiramente.
– Eu não preciso dar nenhuma satisfação a você, mas mesmo assim irei contar. Essas não são as marcas oficiais, como podem ver são menores que as normais, pois se fossem do mesmo tamanho não caberiam todas aqui. Eu as fiz depois de sair das guildas para ter uma lembrança de cada.
– A única coisa que eu não entendi até agora foi porque os mestres mandaram só magos de 16 anos. — comentou Pedro.
– Eu acho que foi porque eles queriam que tivesse mais interaçao entre as guildas, e os mais velhos já interagem — Gabriel o respondeu.
O resto da noite passamos conversando e nos divertindo, e eu percebi que eles até que eram pessoas legais. A Marina é um doce e o Pedro é meio perdido e sem noção, mas não é tão mal quando você conhece melhor. O Gabriel é bem inteligente, refinado e as vezes parece meio frio e arrogante pelo fato de ser tão intelectual, mas não acho que seja, ele parece ser boa pessoa. Já a Annie eu ainda não entendi, uma hora ela está feliz, em outra tá com raiva, depois fica triste, na minha opinião ela é completamente pirada!
Nós adormecemos facilmente, mas tivemos muito pouco tempo para descansar. Acordei de manhã com um grito, e vi que todos, menos Pedro, também tinham acordado naquele momento. Quem emitiu o barulho foi o que ainda estava dormindo, ele suava frio, se debatia e continuou falando algo que perecia ser o nome "Yui".
– Com o que você estava sonhando — Perguntou Marina quando ele acordou, e recebeu sua resposta em um tom ainda sonolento:
– Com a Yui sendo perseguida pelo monstro de novo.
– É sempre assim? — Dessa vez a pergunta foi minha.
– Não, só as vezes.
Então nos arrumamos, desfizemos o acampamento e ficamos de tocaia proximo à Death Light, pois logo seus membros chegariam e nós teriamos que lutar.
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