Fairy Tail HighSchool

22 Tristeza de Verão - Parte II - Final


Notas iniciais
Esse provavelmente vai ser o penúltimo capítulo de Fairy Tail HighSchool. Então, divirtam-se. Mas uma coisa, obrigada Jack por recomendar minha história. Fofo! Beijos! Boa leitura!

Depois do triste acontecimento, ninguém ficou na floresta. Os alunos foram levados para o hotel, finalmente, mas mesmo assim cada dupla ficou em um quarto. Lisanna tinha desmaiado de tanta agonia e medo. Acordou depois de sete horas com os olhos vermelhos, sinal que tinha chorado muito.

Estava em uma cama de casal bem confortável. Edredons a cobriam. Seu olhar passou por todo o quarto; tinha paredes marrons com detalhes amarelos, em seu lado esquerdo tinha uns sofás e uma porta branca – deduziu que era o banheiro. Encostou os pés no chão e lembrou-se da promessa. Balançou a cabeça tentando afastar aquele pensamento. Andou até a porta e a abriu. No mesmo instante lembrou-se de seus momentos com Natsu.

Seu coração bateu mais rápido, mas conseguiu entrar no cômodo. Tirou a roupa que era um short curto e uma blusa azul regata. Entrou na banheira com água fria que foi até sua cintura. Lembrou-se de como Lucy e Natsu eram felizes juntos. Afundou a cabeça na água e prendeu a respiração, mas se lembrou do desespero na montanha e seus momentos com sua irmã. Levantou-se rapidamente e vestiu uma roupa que estava na sua mala em cima da cama. Abriu a porta que dava a um corredor que tinha várias outras portas, provavelmente o hotel.

Respirou fundo e andou vagarosamente ao fim do corredor, quando chegou desceu as escadas. Chegou ao último andar onde tinha uma recepcionista de cabelos mel amarrados. Perguntou se tinha um papel e uma caneta e ela respondeu que sim e lhe entregou. Lisanna começou a escrever cuidadosamente sobre o balcão. Quando acabou deixou a caneta ali e subiu novamente. Perguntou-se onde estavam os alunos, todo o prédio estava um silêncio puro.

Viu a porta de número 36, deduziu que ali era o quarto de Lucy e Natsu. Colocou o bilhete debaixo da porta e desceu. Pediu para a recepcionista a chave do ônibus escolar e inventou a desculpa que o professor pediu para que ela desse uma volta. Quando conseguiu a chave andou até o estacionamento e avistou rapidamente o automóvel. Entrou nele e o ligou.

Seus pensamentos estavam em outro lugar, se batesse em algum carro não sentiria nem a dor. Chegou a um cemitério. Desligou o ônibus e desceu. Andou até uma lápide onde estava escrito um nome e datas.

Mirajane Strauss

1996 – 2015

De repente começou a chover, mas nada que incomodasse a albina. Os pingos juntaram-se com as lágrimas salgadas e grossas da garota. Lembrou-se de todos os momentos com Mira. Quando teve a sua primeira queda e só não chorou, pois a mais velha estava ali. Quando conheceu outras pessoas na escola e ficou com um nervosismo horrível, mas sua irmã segurou sua mão lhe dando segurança e confiança. E várias outras coisas. Nunca se separariam, nem mesmo a morte de alguém. Entrou no ônibus novamente e o ligou. Enquanto dirigia acelerava cada vez mais.

No hotel...

Lucy estava deitada na cama de casal vendo algumas fotos das líderes de torcida; que eram ela, Mirajane e Erza. Lágrimas desciam pelo seu rosto enquanto se encolhia cada vez mais nos lençóis. Natsu estava sentado na beirada da janela com pensamentos longes. O vento brincava com alguns fios de seus cabelos. Ouviu alguns soluços. Olhou para a loira que tentava se levantar. Correu e a segurou para a mesma não engolir o chão. Sentou-a na cama enquanto tirava algumas lágrimas de seu rosto. A garota o abraçou de surpresa e começou a chorar como uma criança. O rosado viu a metade de um papel debaixo da porta.

– O que é aquilo? – Apontou para o local e Lucy se levantou e pegou o papel.

Começou a ler, mas Natsu ainda estava sentado na cama esperando respostas da menina. Viu que não eram respostas boas; o rosto da loira se tornou horrorizado e assustado. Viu também que a mesma tremia. Levantou-se com medo e perguntou:

– O que foi? – Se aproximou vagarosamente e recebeu uma tapa no rosto. Sentiu uma dor enorme na bochecha. – O que...

– Por que não me contou? – Gritou tão alto que sentiu sua garganta arder. Colocou suas mãos no cabelo. – Mas isso não vem ao caso. É a Lisanna!

– O que tem ela?

– Ela pegou o ônibus, nós temos que avisar os outros e ao professor. Nós... – Natsu a abraçou.

– Com a morte da Mirajane ela pode fazer qualquer coisa. Nós temos que correr. – O rosado abriu a porta e Lucy segurou seu braço.

– Sabe onde Lisanna está? – O garoto sorriu.

– Cemitério.

Na estrada...

A velocidade que o ônibus estava inacreditável. As buzinas de outros carros atrapalhavam os pensamentos da albina. O táxi em que Natsu e Lucy estavam não estava quase acompanhando ela, mas como disse o taxista “Prefiro dirigir com segurança”.

Até que ônibus parou. Parou não, bateu em um poste. O que causou uma grande explosão. O rosado e a loira ficaram boquiabertos.

– Nãoooooooooooo! – Gritou Lucy já chorando. – Por quê?! — Saíram do carro e viram mais de perto a explosão. A loira caiu de joelhos enquanto o garoto fechou o punho e correu para a direção do ônibus. – O que...

– Mesmo depois de tudo que ela fez, — falou correndo com coragem. – Lisanna continua sendo uma grande amiga para mim. – A garota se surpreendeu com aquela fala.

Com uma grande dificuldade ele conseguiu atravessar o fogo, mas as chamas nem se encostaram a ele. Abriu a porta do veículo com uma força tremenda e pegou a albina. Colocou-a como estilo noiva. A loira sentiu um alívio enorme quando a viu nos braços do amado. Correu até lá enquanto Natsu a colocava no chão com a maior delicadeza. Lisanna abriu os olhos bem devagar e viu um borrão rosa e amarelo ao seu lado. Até que sentiu uma falta de ar. Não estava conseguindo respirar direito.

– O que tá acontecendo? – Perguntou Lucy com as mãos na boca.

– Ela tá com falta de ar. – O rosado olhou para a amada com desespero. – Eu vou ter que...

– Eu não me importo. É para salvar a vida de minha amiga. – Sorriram um para o outro. – Mas vai logo.

– Tá! – Tampou o nariz da albina e começou a fazer respiração boca a boca. – Não tá adiantando. – Fez mais uma vez e Lisanna finalmente conseguiu respirar. – Graças a Deus. – Levantou-a e a levou para o táxi. – Para o hospital! – O veículo deu a ré e entrou em uma rua ao lado antes que as ambulâncias e os policiais chegassem. – Vai ficar tudo bem. – Dizia alisando seu cabelo.

A loira sorriu para o mesmo e segurou sua mão. Ele estava sendo muito protetor com a albina. Chegaram ao hospital de Hargeon e correram para dentro. Lucy quem teve que pagar o taxista. Conseguiu acompanhar Natsu que colocou a outra numa maca e foi levada para uma cirurgia. Os dois se sentaram em um banco e esperaram nervosos. Depois de alguns minutos, o professor, Erza e Jellal chegaram escandalosamente.

– E aí? – Perguntou Gildarts. – Ela está bem? – Seus olhos estavam exatamente arregalados.

– Não sabemos. – Respondeu o rosado.

– Lucyyyyy! – Um garoto de cabelos vinho entrou no hospital buscando pela menina. – Você tá bem? – Ela assentiu. – Me dá um abraço. – Se abraçaram fortemente o que fez Natsu virar a cara.

– Com licença. – Um médico magro de cabelos castanhos chegou com um papel nas mãos. – Quem é o responsável por Lisanna Strauss? – Indagou e Gildarts tomou a frente de todos. – Eu sinto muito, mas... – Todos entristeceram.

– Não! – Gritou a loira e abraçou mais Cobra.

Natsu e Lucy,

Eu sei que vocês não gostam muito de mim, mas eu queria dizer uma coisa muito importante para vocês. Naquele vídeo, Natsu não disse que me amava. Aquilo era o efeito do Boa Noite Cinderela agindo. Eu fiz aquilo porque eu era loucamente apaixonada por ele. Então, me desculpem por eu ter feito isso. Agora provavelmente, devo estar morta, peguei o ônibus do professor, tenho que fazer minhas últimas loucuras. Eu não vou mais atrapalhar a vida de vocês. Sejam Felizes!

Lisanna.

Notas finais
Esse coisa no final, foi a carta de Lisanna. Espero que tenham gostado. Beijos!