Fairy Tail HighSchool
20 Pedido de Namoro
Notas iniciais
O trânsito naquele dia até que estava bom. Poucos carros viajavam numa quarta-feira. O ônibus escolar passava numa velocidade ótima na estrada. Como os alunos pediram estava tocando muito alto a música Carry On Wayward Son. Gildarts gostava daquela música, mas estava fazendo muito barulho então desligou o rádio. Logo as reclamações vieram e teve que dizer sua desculpa:
— Estava fazendo muito barulho e também eu tenho que formar as duplas. – Olhou para todos os bancos do ônibus. – Vamos lá! – Era o único que estava animado naquele veículo. – Levy e Gajeel, Cana e Romeo, Lisanna e Biscklow, — a albina arregalou os olhos. – Erza e Jellal, Sting e Mira, Gray e Juvia, Wendy e Mest, Shadow e Rogue e Lucy e Natsu. – Todos reclamaram menos os casais. – Motorista, nós vamos descer aqui. – O que estava dirigindo era um senhor barbudo de olhos cinza e careca.
Os alunos desceram e pararam de frente para uma floresta cheia de árvores que tinha barulhos de cigarras e era escura. Olharam para trás e esperaram uma resposta do professor:
— Tudo bem. Eu sei que era para vocês estarem no hotel, mas isso são ordens da direto... Ops! Não posso falar. – Tampou sua boca fazendo com que os alunos se irritassem. – Bom, eu espero que se divirtam. Até! – O automóvel se foi.
— Eu esperava mais. – Reclamou Julie. – Eu odeio florestas! É tudo nojento aqui. – Levy concordou com sua mascote. As duas se pareciam muito em algumas coisas. – Mas acho melhor nós começarmos a acampar não?
Todos começaram a fazer suas barracas. Anoiteceu rapidamente e todos estavam com fome. Os lobos e os gatos correram para dentro da floresta. Voltaram com coelhos na boca. O que causou vários enjoos nas meninas, mas mesmo assim comeram. Já era mais de 11 horas e a maioria tinha ido dormir, dentro das suas cabanas. Lucy ainda continuava acordada, fora da sua cabana. Porque seu querido “parceiro” não sabe montar uma.
Estava deitada no chão duro e cheio de folhas, ao seu lado estava o idiota rosado. Levantou-se rapidamente sem fazer barulho. Glue tinha-lhe contado que alguns quilômetros, tinha um pequeno lago muito bonito. Caminhou até lá. Logo viu a água azulada. Sentou-se na beirada e suspirou. Sua vida estava um estrago mesmo; tinha perdido o namorado e estava na cidade que mais odiava. Ouviu um barulho de folhas vindo da sua esquerda. Percebeu uma cabeleira de cor vinho e arregalou os olhos. O que ele poderia estar fazendo ali?
— O que você quer? – Perguntou se levantando bruscamente. Cobra levantou as mãos como se pedisse calma.
— Eu só quero conversar, por favor. – A loira se redeu, o deixou falar. – Eu sei que você ainda sente muita raiva de mim, mas me deixe tentar novamente. Naquela época eu era muito agressivo, mas era por causa do meu pai. Não se lembra do que ele fazia comigo? – Ela assentiu. Lembrava muito bem do que Erik era capaz; batia no seu próprio filho. – Eu virei agressivo depois que ele morreu. Fiquei sozinho.
— Eu era sua namorada. Você não estava sozinho. – Retrucou.
— Eu precisava de um amor maternal. – Lucy se calou e viu a primeira lágrima descer pelo rosto do rapaz. – Eu, eu... – A garota o abraçou. Os dois perderam pessoas importantes na vida e não queriam perder mais ninguém, mas a loira não tinha percebido que ia perder uma pessoa muito importante assim. – Me dê uma chance Lucy? Eu posso ser melhor agora. – Pararam de se abraçar e se olharam. A loira ficou pensativa. Lembrou-se dos seus melhores momentos com Cobra e com Natsu. Não deu tempo de responder, pois ouviu uma música muito conhecida por ela e que amava. Vinha do acampamento.
Os dois se entreolharam e viram Natsu com um microfone cantando. Olhava diretamente para Lucy, que entendia muito bem o que ele queria. Cruzou os braços enquanto o rapaz de cabelos vinho ao seu lado estava de boca aberta. A garota se virou para ele e falou:
— Eu te dou uma chance! – Um enorme sorriso foi se formando nos lábios de Cobra, mas não conseguiu terminar esse sorriso, pois Lucy o beijou.
Natsu ficou boquiaberto; tinha preparado todo aquele show só para ela que nem deu bola. Jogou o microfone longe e saiu pisando pesado. Os outros olhavam para Lucy, para Natsu ou ficavam felizes, que era o caso de Lisanna e Sting. Sorriam como se tivessem ganhado a Copa. Mirajane olhava aquilo com terror, ela tinha visto muito bem o que Sting tinha feito e não fez nada. Levantou-se bruscamente e andou até a cabana dos dois. Entrou e fechou a mesma.
— Calma! Já quer ser assim. – A albina riu. – Então você quer um beijinho é? – Foi se aproximando da garota que o empurrou.
— Não vem com essa não, porque eu posso muito bem te entregar para Lucy. – O loiro pegou uma mecha de seus cabelos e cheirou. – Dá para você parar! – O empurrou novamente e saiu da cabana. Isso não vai ficar assim, não mesmo! Pensou.
Na cabana de Wendy e Mest não se falava nada. A azulada estava deitada, mas não dormia, e Mest estava sentado ao seu lado com um rosto um pouco vermelho. Na de Gray e Juvia, a mulher abraçava o moreno enquanto dormia, mas o mesmo estava bem acordado.
— Juvia! – Tentou acordá-la. – Juvia! – Dessa vez a azulada acordou e quando percebeu o que estava fazendo, soltou-se logo do garoto e se desculpou. – Tudo bem, sem problemas. Mas eu te acordei porque tenho que contar uma coisa séria.
— P-Pode contar! – Os dois sentaram-se e o moreno respirou fundo.
— Sabe daquela primeira vez que eu te vi, que você estava se afogando. – Juvia concordou com a cabeça. – Você estava olhando um papel. – A garota arregalou os olhos, como ele sabia? – Então, eu vi o que tinha naquele papel. – Como ele... Pensou. Gray sorriu e falou: — Eu também te amo! – A azulada piscou várias vezes. – Você não gosta mais de mim?
— Claro que sim! – Quase gritou. Tampou a boca rapidamente, mas o moreno a tirou com muita delicadeza de seus lábios.

— Agora só quem pode encostar-se a esses lábios sou eu! – Quando Juvia viu o garoto já estava a beijando. Quando pararam, a azulada não aguentou de emoção, desmaiou nos braços de seu amado.
Cobra ainda ficou paralisado. Depois de todo esse tempo... Não podia acreditar. Tocou seus lábios e arregalou os olhos. Lucy só ficava rindo das caras e bocas do rapaz.
— O que foi? – Indagou curioso e furioso. A loira negou com a cabeça.
— Você tem que me pedir em namoro. – Lucy conseguiu arrancar um belo sorriso de Cobra.
— Lucy Heartfilia, — se ajoelhou. A garota não acreditou naquilo, era só uma brincadeira. – aceita namorar comigo? – Confirmou com a cabeça. Sorriram um para o outro.
Natsu estava no pequeno lago. Mirajane se aproximou dele e sentou-se ao seu lado. O mesmo derramava algumas lágrimas e fungava. A albina tocou seus ombros e também começou a chorar. Lembrou-se de todas as palhaçadas da Fairy Tail. Todos esses anos Lisanna tinha se transformado em um monstro. Lembrou-se também de uma promessa que as duas tinha feito quando eram menores.
— Você tem que contar para ela! – O rosado se virou para ela confuso. – Contar que minha irmã colocou Boa Noite Cinderela na sua bebida. Tem que contar. – Insistiu.
— Não adianta mais. Lucy está muito melhor agora. A fila andou.
— Pra você e a Lucy a fila nunca anda. – Levantou-se. – O que vou fazer pode ser uma loucura, quero dizer, é uma loucura, mas é pelo bem de vocês dois. – Natsu ficava cada vez mais confuso. – Pelo bem da minha irmã, — respirou fundo. – Lisanna.
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