Fairy Tail! Aratana Densetsu!

40 Uma Questão de Honra!


Notas iniciais
Yo minna ^^ Capítulo saiu rapidinho dessa vez, só agendei pra postar alguns dias depois, e o próximo já está sendo feito o/ Esse foi o capítulo que mais gostei de escrever *--* A partir de agora vamos voltar um pouco no tempo. O último capítulo ocorreu em 17 de agosto de X849, agora vamos voltar para o dia em tudo isso começou: o dia 15! E dia 22 é meu aniversário no Nyah! Como comemoração farei um especial juntando todas as minhas fanfics, então fiquem de olho pois alguns personagens daqui também aparecerão :) E também... Minna, já vi algumas pessoas fazendo confusão nos comentários com esses nomes que começam com K, então só pra relembrar: Irmãos Nakamoto (do mais velho para o mais novo): Kouji, o Dragon Slayer da Luz, Kazuo, Dragon Slayer da Neve, e Kenta, o Dragon Slayer do Inferno. Koichi: Mago da Eletro Magic que usa a magia Archive. Kenzo: Mago da Sabertooth Ok? Não são todos, só alguns, mas tudo bem! Até eu me confundo às vezes ^^' Enfim, boa leitura!

15 de Agosto, Mt. Haboke...

Tudo o que Hiromi conseguia sentir naquele momento era raiva e nojo. Jazia derrotado no chão, sendo encarado pelos olhos impiedosos de Kazuo e tendo de assistir ao sofrimento de sua amada. Chegou a se sentir um inútil por não conseguir protegê-la. Escondia sua vergonha na neve fofa do Mt. Haboke, esperando que aquela nevasca o congelasse de uma vez. Nyra tentava levantá-lo, mas ele não sairia de lá até aquele pesadelo acabar.

Esse era o problema: aquilo só acabaria se ele fizesse algo.

Akane gemeu novamente, e aquilo foi o suficiente para despertá-lo. Finalmente aceitou a ajuda de Nyra e levantou-se, colocando todo o seu ódio no olhar. Kazuo percebeu aquilo e mostrou um meio sorriso, subestimando-o por ter um corpo tão magro.

– O que a raiva não faz com as pessoas? — Refletiu ele. — Sempre nos sentimos mais poderosos quando estávamos furiosos... Mas você não vai me vencer com uma mera ilusão de poder.

– Você está errado — retrucou Hiromi. — O que estou sentindo agora não é uma ilusão de poder. Minha força vem da vontade de proteger Akane, e pode ter certeza de que é real.

Assim, um contorno brilhante surgiu em volta de seu corpo. A nevasca ficou mais furiosa de repente, a neve encontrada no chão o envolveu por um momento. Hiromi se encontrou dentro de um vórtex de neve. Então ela se dissipou, revelando a armadura dele. Era azul gelo, capacete da mesma cor com vidro, enfeitada por meteoros em forma de cristais, em suas mãos encontravam-se luvas com garras.

– Reequip: Ice Armor!!

Uma foice de diamantes surgiu em sua mão, e Hiromi partiu para o ataque, movido pela raiva e pelo desejo de proteger a amada. Seu coração fora destruído no momento em que a viu como prisioneira de Kazuo. Não tinha nada a perder, a salvaria mesmo que isso custasse a sua vida.

O Dragon Slayer desviou-se agilmente, empurrando-o para o lado com chute na sequência. Hiromi tratou de se recuperar logo. Segurou uma corrente no cabo de sua foice e a jogou na direção do adversário, a corrente estendendo-se infinitamente. Kazuo desviou da arma, e em seguida usou seu rugido, soprando um monte de neve na direção de seu oponente.

– Yukiryuu no Hokõ!!

O golpe bateu direto no rapaz, que continuou parado. O rugido não adiantou nada; Hiromi continuou praticamente intacto.

– Habilidade Cub — explicou ele. — Com essa armadura me torno resistente à temperaturas negativas. Não espere me congelar com isso.

– Ah, não? Então parece que terei de atacar seu ponto fraco.

Kazuo aproximou-se de Akane e puxou seu cabelo com força para levantá-la. Sua boca atada a impedia de gritar, mas só sua feição de sofrimento causava uma dor insuportável no peito de seu namorado.

– Solte-a, seu covarde! Essa luta é entre nós dois!

Sua aflição parecia apenas divertir Kazuo, que sorria enquanto continuava a erguer a pobre garota. Hiromi avançou novamente, mas antes que pudesse atacar Kazuo colocou a garota em sua frente como uma refém e aproveitou a hesitação do rapaz para derrubá-lo no chão com um soco potente.

Assistindo aquela luta ao lado de Nyra e Willy, Yume estava indignada, tanto que já estava quase chorando por ver o sofrimento de Hiromi. Não só por aquela ser uma batalha injusta, como também por ofender sua raça. Conhecia outros Dragon Slayers, e todos eram pessoas boas, de sua própria maneira... Ace, Ammy, Dante, Natasha... Mas aquele Kazuo era um monstro! Não merecia o título de Dragon Slayer.

Ela aproximou-se de Kazuo antes que Hiromi pudesse se levantar. Seu colega de grupo a olhou sem entender nada, até que percebeu que a garota pretendia assumir a batalha.

– Não Yume, essa luta é minha! Ele sequestrou minha namorada, não posso ficar só observando!

– Essa luta também é minha — disse ela, em seguida apontando para o Dragon Slayer da Neve. — Kazuo Nakamoto, você é uma vergonha para a nossa raça! Um verdadeiro Dragon Slayer deve usar seus poderes apenas para proteger aos outros! Mas você machucou uma garota inocente, e isso eu não posso perdoar!

– Não venha com sermões. Esse papo de honrar nossa raça é pura besteira. Quando alguém é poderoso ele pode escolher o que quer fazer com sua força, e eu escolhi humilhar os fracos!

– Você é só um covarde se fazendo de forte.

Aquilo sim conseguiu irritá-lo. O vilão jogou Akane bruscamente no chão.

– Então tente provar seus argumentos estúpidos! Lute comigo, e se conseguir me vencer eu liberto essa inútil!

A garota olhou para Hiromi, que assentiu, deixando a luta nas mãos dela. Então Yume abriu um sorriso desafiador e fez algo que nunca pensou que faria: imitou Ace.

– Parece que eu vou ter que te espancar pra caramba.

E ela avançou, começando o duelo de Dragon Slayers.

Ambos colidiam socos e chutes, joelhadas e cotoveladas numa velocidade incrível. As escamas de Yume já apareciam, enquanto as de Kazuo nem davam sinais de existência. A garota conseguiu soprar milhares de fragmentos de rochas bem na cara do rapaz.

– Tsuchiryuu no Hokõ!!

Kazuo foi jogado para trás, mas nem mesmo isso o fez desistir. Como se não tivesse neve ali, Kazuo avançou velozmente, com o punho envolto por várias camadas de neve.

– Yukiryuu no Tekken!!

Yume cambaleou, mas não chegou a cair; suas escamas puderam deixá-la mais resistente. Pulou o mais alto que pôde e investiu com um chute, com milhares de pedras a envolvendo.

– Tsuchiryuu no Kagizume!!

O rapaz desviou. Correu para o lado, deu a volta e parou atrás da jovem em questão de segundos.

– Você está em meu território — sussurrou.

E a derrubou com um forte golpe no pescoço. Yume permaneceu no chão por alguns instantes, abalada e com vergonha por ter sido derrotada numa luta tão importante. O pior era saber que Hiromi assistia àquilo e que Akane congelava naquele ambiente gélido. O garoto depositara suas esperanças na Dragon Slayer. A vida da refém dependia dela. Yume sabia que não podia perder ali, porque sua derrota poderia significar a morte de uma inocente.

Enquanto Kazuo a olhava com desprezo, ela foi recuperando suas forças e erguendo-se aos poucos. Finalmente ficou de pé e o encarou com todo ódio possível.

– Para o inferno com seu território.

Assim, afastou-se um pouco e ergueu os braços. Inúmeras pedras se juntaram em torno de seus braços como duas asas, Yume os agitou e todas foram na direção de Kazuo ao mesmo tempo.

– Tsuchiryuu no Yokugeki!!

O mago da Pegasus foi pego de surpresa, sendo jogado no chão pela segunda vez. Levantou-se com dificuldade e avançou com raiva, concentrando a neve em sua mão até que uma garra foi formada.

– Yukiryuu no Saiga!!

O golpe cortou a garota na região do abdômen. Ela colocou a mão sobre o ferimento na tentativa de estancar o sangue, sem sucesso. Preservando a defesa, Kazuo deu cambalhotas graciosas para trás, afastando-se de sua oponente.

– E então? Não é melhor desistir de uma vez? — Disse ele.

– Nunca — disse Yume, a voz enfraquecendo. — Eu... Não posso me dar o luxo de desistir.

Kazuo se sentia estranho... O que seria aquela sensação? No fundo não queria machucar a garota, muito menos Akane. Não queria mais fazer aquilo. Tudo o que desejava era voltar pra casa e acabar com aquele pesadelo. Deixe de besteira, disse uma voz em sua mente. Você tem uma missão a cumprir! Acabe com esses lixos de uma vez!

Ele acabou ouvindo essa voz.

Utilizando todo o seu poder, reuniu uma grande quantidade de neve em torno de seu corpo. Um brilho branco contornou seu corpo, e a terra começou a tremer. Uma avalanche com certeza viria em pouco tempo, mas Yume nem pensava nisso naquele momento.

O mago avançou com tudo. A neve lhe deu velocidade, e aquela aura parecia deixá-lo ainda mais poderoso. A maga da Fairy Tail rapidamente sacou uma de suas pistolas e a recarregou com uma estranha munição. Mirou em Kazuo e esperou até que ele estivesse numa distância em que não pudesse se desviar.

– Você disse que as pessoas poderosas podem escolher o que fazer com sua força ela disse. Eu escolho proteger meus companheiros. Proteger meus amigos e todos aqueles que amo.

Kazuo já estava bem perto dela, parecendo mais furioso ainda.

– Isso é ser um Dragon Slayer.

O rapaz estava prestes a atacá-la quando Yume disparou. Foi como se tudo estivesse em câmera lenta: numa fração de segundos a munição especial permitiu que a pistola disparasse um raio potente e devastador, atingindo Kazuo diretamente e obrigando os outros a se afastarem. Hiromi apressou-se em abraçar Akane na intenção de protegê-la segundos antes de Yume puxar o gatilho. Nyra e Willy correram e se jogaram no chão, tampando os ouvidos. O resultado daquele disparo foi uma grande área devastada e um corpo caído no chão com marcas de queimadura pelo corpo inteiro. Yume sentiu-se mal só de pensar que ele podia estar entre a vida e a morte. Contudo, antes ela devia se preocupar com a avalanche que estava por vir.

A montanha tremeu furiosamente. Eles sabiam que precisavam fugir, só não sabiam para onde. E tinham outro problema: além de estar com um grave ferimento, Yume aproximou-se de Kazuo, indicando que não sairia dali sem ele.

– Mas ele é o inimigo! Disse Willy. Ele é o vilão da história, deixe-o aqui!

– Como pode dizer isso? Ele é um membro da sua guilda! — Defendeu-o Nyra. Concordo com a Yume. Não podemos deixá-lo aqui para morrer. É desumano.

– Não vou ser contra nem a favor em levá-lo conosco, só quero saber como vamos escapar dessa disse Hiromi enquanto tirava a faixa da boca de Akane e desamarrava seus membros.

Não tinham tempo para pensar em um plano; a avalanche chegou. Aquele monte de neve caiu bem onde eles estavam demonstrando toda a sua fúria por terem ousado fazer bagunça por ali. O jeito era pensar rápido. Hiromi equipou-se de ma armadura branca com partes escuras feita de um material super resistente, a parte de baixo composta por uma calça e botas brancas, a parte de cima composta por uma camisa de mangas longas coberta por ombreiras enormes e braceletes que iam até os cotovelos, de onde saíam dois enormes e resistentes escudos que podiam defender qualquer coisa.

– Reequip: Adamantine Armor!!

Hiromi mandou que todos ficassem atrás dele. Aquela neve mortal desceu e continuou em frente até se aproximar dos jovens. O rapaz juntou os escudos e um círculo mágico surgiu diante de si, protegendo a ele e seus colegas de grupo da avalanche.

Por fim, sua defesa venceu a natureza. A avalanche parou por ali, todas aquelas camadas de neve permaneceram no mesmo lugar, resultando em uma área mais volumosa do que a outra. Hiromi voltou ao normal e caiu de cansaço. Akane correu em sua direção e o abraçou com força. Eles ficaram por um instante em silêncio, transmitindo calor um para o outro. Enquanto observavam a cena os outros três se perguntavam como não haviam congelado ainda. Só podia ser por causa do calor da batalha, a empolgação, a ansiedade e a raiva os mantendo vivos.

– Sabia que você iria conseguir — falou com a voz fraca.

– O que... O que aquele cara fez com você?

– Acho que podemos deixar isso para depois.

Nyra e Willy sorriam vendo aquele reencontro. Yume colocara a cabeça de Kazuo em seu colo, e não pôde esconder um leve sorriso ao saber que ele estava respirando; algo que Nyra logo notou.

– Ei Yume, você não tem namorado?

– O quê...? — Estranhou ela, só então entendendo a pergunta. — Nem brinca com isso! Eu amo o Nick, só me preocupo com os outros!

A outra garota riu com a própria brincadeira, mas parou assim que viu o Dragon Slayer da Neve, por mais inacreditável que pudesse parecer, abrindo os olhos.

– Isso foi... Incrível — murmurou. — Agora eu entendo. Era por isso que Kenta queria tanto nos impedir. Agora eu finalmente posso compreender... Dragon Slayers não existem para destruir. Existem para proteger.

Yume riu docemente.

– Nós destruímos um pouco também.

Kazuo abriu um singelo sorriso.

– Pois é, você me destruiu. Mas foi graças à isso que pude perceber que estou no lado errado, e infelizmente não posso fazer nada para mudar isso. Mas vocês podem.

Todos se interessaram ao ouvirem isso.

– O jeito de impedir essa desgraça... A única maneira de impedir esse caos... — Murmurou com a voz tremida, o que apenas assustava aqueles ao seu redor. Por fim, engoliu em seco e tentou falar com a voz mais firme. — Eu, Kouji e Kenta. Os irmãos Nakamoto devem morrer.

Notas finais
No próximo... (narrado por Deivid) Issei... Só de olhar pra esse cara todas as minhas lembranças ruins voltam à tona. Tudo o que eu estava tentando deixar de lado por ora vem à minha mente ao mesmo tempo. Esse desgraçado... Como ainda pode estar vivo? Mas o pior de tudo não é esse maldito ter voltado do inferno. É a Nadeshiko. Ela é diferente... Não percam o próximo! "A Volta dos que Não Foram!" Soreha, sayounará!