Fairy Tail! Aratana Densetsu!

45 Os Fantasmas do Passado


Notas iniciais
Hey minna ^^' Então, sorry pelo atraso (again). Eu já tinha terminado o rascunho desse capítulo no caderno há alguns dias, e basicamente só precisava passar pro Word... Mas senti que tinha alguma coisa faltando, e não queria entregar o capítulo de qualquer jeito. Então eu acabei enrolando um pouco pra tentar melhorar. Fiz o que deu... Espero que gostem, anyway ^^'

Manhã do dia 17 de Agosto de X849...

– Kaze Burasto!!

Misaki bateu palmas com força e foi ouvido um estrondo. Em seguida, foram vistas várias explosões no ar, como se o mesmo tivesse explodido.

A luta entre Misaki e Yano já havia começado. Os rapazes queriam dar tudo o que tinham para provar que suas magias eram melhores. Yano não conseguia se defender de alguns ataques de Misaki; por outro lado, o usuário da Bakudan no Mahõ já sofrera vários danos graças à magia de seu oponente.

De longe, Luke e Felicity assistiam à tudo, comentando sobre as magias ou falando sobre qualquer outra coisa. Era uma manhã bem tranquila comparada à tarde tensa do dia anterior.

Voltando a luta, Yano foi ferido por uma das explosões, mas nada que o impedisse de continuar. Ele estendeu a mão na direção de uma árvore logo atrás de Misaki e usou sua magia para desfazê-la em pedaços. Seu oponente teve que desviar dos vários galhos e partes do tronco que caíam sobre si.

– Ei! Não coloquem as árvores nisso! – Reclamou Felicity.

– Relaxe, Fel. É só reflorestar tudo depois. Deixe eles se matarem! – Riu Luke.

A luta continuou até os jovens magos ouvirem um gemido não muito longe dali.

Misaki e Yano pararam de lutar e olharam para Luke e Fel. Instigados, os quatro foram ver o que era.

Diante da área que antes fora Wooden Village estava uma garota de aparentes 16 anos. Tinha cabelos loiros escuros indo um pouco além dos ombros e pele amorenada pelo sol. Vestia um moletom fino e rosa, calça branca e botas marrons. A desconhecida caiu de joelhos lentamente, ainda de costas pelo grupo.

– Tudo bem por aí...? – Perguntou Yano.

Sem dizer nada, ela balançou a cabeça em negação.

– Podemos ajudar? – Perguntou Felicity.

Ela repetiu o movimento e se levantou.

– Não, obrigada... Eu já devia estar preparada para isso. Não é a primeira vez que vejo os restos de minha vila...

Os magos olharam para Luke, que também não entendia o que estava acontecendo. Como assim? Ele matou todo mundo. Era o único sobrevivente...

– Quem é você? – Ele perguntou.

Pensando bem, a voz dela era bem familiar...

– Eu... Eu conheço essa voz. – Ela se virou. Seus olhos eram castanhos claros, e brilhavam com o sol matutino. Lindos. – Luke...?

Luke engoliu em seco. Perdeu o fôlego por um momento, seu coração bateu mais forte, e ele ficou com vontade de chorar.

– Cate...?

Impossível. Cate, assim como toda a população de Wooden, morreu no dia em Luke incendiou a vila.

– Não... – Murmurou o ruivo. – Cate está morta.

O abraço repentino dela disse o contrário. Um abraço forte e caloroso. Luke pôde sentir as lágrimas dela caindo em seus ombros, e suas próprias lágrimas caindo nos ombros dela. Um fantasma não poderia fazer aquilo.

Mas tudo era muito estranho.

– Como... Como você sobreviveu?

Cate se afastou.

– Eu não...

– O que está havendo?

A voz vinha de um senhor que se aproximava do grupo. Tinha uma voz grave, era baixinho e tinha as mãos atrás das costas curvadas. Sua pele era pálida, com uma verruga muito notável em seu rosto. Vestia um sobretudo pretos, botas marrons, macacão preto e camisa branca, além de ter uma venda nos olhos.

– Quem é você? – Ele perguntou a Luke.

– L-Luke. Luke Blaze. Sou amigo de infância dela.

– Ah sim... Luke.

O senhor puxou Cate pelo braço.

– Você não pode ficar perto dele.

– Por que não? – Indagou o ruivo. – É claro que ela pode...

Luke tentou segurar a mão da loira, mas a atravessou como se ela nem estivesse ali.

– Cate? Você...

Aos poucos foram aparecendo outras pessoas, todas lamentando pelos restos da vila. Luke as conhecia. Eram todos moradores da vila, todos mortos pelo incêndio. Não tinha a menor chance de eles terem sobrevivido. Até mesmo o Mestre Fushira estava lá!

Num impulso, Luke sacou sua espada e a apontou para o homem de olhos vendados.

– Quem é você é o que você fez?

– Meu nome é Angus, o dono de todas essas almas.

Almas? Então, Cate estava morta mesmo...

– Você não pode ser dono delas! – Protestou o ruivo.

– É claro que posso! Eu as trouxe de volta ao mundo mortal, de volta à casa delas. Estou permitindo que elas relembrem tudo o que passaram aqui, que elas deixem todos os sentimentos fluírem, que elas se sintam como se estivessem vivas novamente!

Luke olhou para as outras almas de seus falecidos amigos. Todas pareciam estar sofrendo em se lembrar do dia em que perderam sua casa, do dia em que morreram, do dia em que viram entes queridos serem atingidos pelas chamas escarlates. Então ele olhou para Cate. Ela estava tão infeliz quanto os outros, e doía vê-la assim, mesmo que fosse só um “fantasma”.

– Você está fazendo-as sofrer!

Angus abriu um sorriso sádico e desprezível.

– Não acha que elas parecem mais apetitosas assim?

Angus começou a aumentar de tamanho, soltando Cate. Suas roupas se rasgaram, e sua venda caiu, revelando seus olhos negros com a íris vermelha. Várias linhas negras saíram de sua verruga, preenchendo seu corpo inteiro. No fim, Angus era um monstro gigante e negro de olhos vermelhos, com chifres saindo da cabeça, presas afiadas e enormes garras encardidas. Várias nuvens negras cobriram o céu, deixando o cenário ainda mais sombrio.

– É claro! Angus, o Devorador de Almas! – Reconheceu Felicity. – Reza a lenda que ele se alimenta da aura cinzenta das almas até devorar toda sua essência e fazê-las desaparecer... Ele as leva para algum lugar do mundo mortal para entristecê-las profundamente, e logo depois as devora!

Luke trincou os dentes, com raiva só pensar naquele monstro horrendo usando as almas de seus amigos daquela forma.

Ele segurou o cabo da espada com as duas mãos, partindo para cima do monstro sem pensar direito. Angus bateu no chão com sua mão gigante, e o impacto jogou Luke para longe. Por sorte, Felicity usou sua Nature Magic para colocar um arbusto no ponto em que o ruivo cairia, amortecendo sua queda.

– Não seja estúpido, Luke! – Gritou Misaki. – Você não pode derrotar esse monstro sozinho!

– O que eu não posso fazer é ficar parado vendo meus amigos sumirem de novo. – Ele se levantou. – Eu não posso ficar quieto enquanto suas almas sofrem tanto assim!

Antes que ele partisse para recomeçar o ataque, Felicity segurou seu braço.

– Você não pode ir sozinho. Nós vamos com você.

Luke olhou para os outros. Mesmo relutantes, eles concordaram em ajudar.

– Obrigado, pessoal. – O ruivo sorriu para eles e logo se virou para Angus. – Vamos acabar com a festa desse feioso!

Enquanto isso, Angus devorava cada vez mais almas. Os magos davam tudo d si, mas eram facilmente repelidos. Luke teve que seu mestre ser engolido, e ele desaparecer para sempre.

Por mais que lutassem, não era possível acabar com sua tristeza em meio àquela situação.

– O único modo de libertar suas almas é derrotando Angus, aparentemente – concluiu Yano. – Mas se nós mal conseguimos chegar perto dele...

Luke mal deu ouvidos a ele. Começou a procurar desesperadamente por Cate. Felizmente, ela ainda estava lá... Infelizmente, vários fios brancos saíam dela, indo direto para a boca de Angus. Ela estava sendo sugada.

– Cate!!

Ele não podia perdê-la de novo.

Luke correu ainda mais desesperado em sua direção. Tinha que fazer alguma coisa, qualquer coisa para amenizar sua tristeza...

... Mas ele não teve tempo.

Angus o lançou para longe com sua mão, como se o rapaz fosse um mero inseto. Cate gritou pelo amigo, enquanto os fios que saíam de si ficavam cada vez mais fortes.

Vendo seu melhor amigo de infância jogado no chão quase sem forças, ela perdeu suas forças.

Luke viu quando aconteceu. Cate foi desaparecendo aos poucos,e Angus se deliciava com toda a sua tristeza. Aquilo causou uma dor insuportável vê-la sumir daquele jeito, e um forte sentimento de inutilidade por estar imobilizado.

O rapaz começou a chorar. Pôde ouvir seus amigos gritando para ele, mas ele não conseguia responder nem se levantar. Ele se sentia vazio.

De repente, vários fios brancos começaram a sair de seu corpo. Angus queria devorar sua alma também...?

– O que você está fazendo...? – Luke se levantou com dificuldades. – Eu não estou triste! Eu estou com raiva!!

Os fios desapareceram e seu sangue ferveu. Embainhou a Scarlet Flame Blade e se virou para o monstro, que parecia se divertir com seu sofrimento. Então, Luke estendeu a mão para cima, e uma chama escarlate gigante surgiu no meio do ar, iluminando todo o local. O rapaz estendeu o mesmo braço em diagonal para cima, e a chama ganhou o formato de uma lâmina acima de seu braço.

Scarlet Flame God.

Seu corpo ganhou um contorno flamejante, seus cabelos se levantaram como se fossem atingidos por uma corrente de vento. Seus olhos transbordavam fúria, quase como se houvesse brasas neles. Luke acabaria com aquilo de uma vez por todas.

Sua lâmina flamejante gigante se moveu, acompanhando os movimentos de seu braço. Com um movimento, a lâmina cortou Angus ao meio em diagonal. O monstro estourou como um balão de gás. Todas as almas engolidas foram libertadas, e agora voltavam ao Submundo, preenchendo o céu durante o percurso.

Porém, Cate continuou lá.

– Você cresceu, hein? – Ela disse.

– V-você também – respondeu Luke. – Sabe, em vários sentidos.

A garota ficou emburrada. O garoto riu.

– É bom vê-lo de novo – disse Cate. – Mesmo que esse reencontro não tenha sido muito agradável.

– É... Mas agora você vai embora. De novo.

Cate se aproximou de Luke.

– Eu não posso viver no mundo mortal. Minha casa agora é o Submundo.

Luke balançou a cabeça, inconformado.

– Eu não entendo... Você parece tão real.

– A magia de Angus é poderosa. Ele nos devolve nossa forma humana por um tempo para podermos sofrer mais. Até me deixou como se eu tivesse... Quantos anos se passaram?

– Oito anos.

– Como se eu tivesse dezesseis! Viu? Teve um lado bom; eu sempre quis saber como eu seria quando crescesse. – Ela deu uma voltinha. – O que achou?

– Você... Ficou linda. – Luke riu de leve. – Finalmente.

Cate mostrou a língua, mas riu também.

– Não acredito que já se passaram oito anos. Como você se virou por todo esse tempo?

Luke olhou para seus companheiros.

– Encontrei muitos amigos. – Logo depois, ele mostrou sua marca da Fairy Tail. – E um lar.

Cate sorriu e olhou para os outros.

– Cuidem bem dele, certo?

– Eu vou... – Começou Fel. – Digo, nós vamos.

Ainda rindo, a garota piscou para Luke. Então, ela começou a desaparecer, deixando brilhos em torno de si durante o processo. A jovem alma acenou.

– Continue vencendo.

Tentando engolir o choro, Luke acenou de volta antes de ela desaparecer por completo.

– Não é incrível como ela pode se lembrar do Luke e da vila mesmo sendo apenas uma alma? – Disse Misaki.

– “As melhores lembranças são guardadas em nossas almas”. Mestre Fushira nos disse isso algumas vezes – contou Luke. – Agora eu entendo o que ele quis dizer.

Fel pôs sua mão delicadamente no braço do amigo.

– Eu sinto muito mesmo, Luke.

– Está tudo bem. – Ele olhou para o céu. Só restavam algumas almas no céu. – Pelo menos eles poderão descansar em paz agora.

– Só tem uma coisa que não captei... – Disse Yano. – Eram almas boas, certo? Então, por que estão indo para o Submundo?

Só então Luke se tocou. As almas pecadoras iam para o Submundo, as almas boas iam para o Mundo Celestial. O garoto viveu com eles por anos, sabia bem que eram pessoas gentis e amigáveis. Não fazia sentido eles irem para o Submundo.

– Ei... Vocês se lembram de alguns anos atrás, quando teve um clarão repentino no céu, e que ninguém conseguiu explicar o que era? – Perguntou Felicity.

– Lembro. Acha que aconteceu alguma coisa com o Mundo Celestial naquele dia? – Perguntou Misaki.

– Talvez... É só um palpite.

– Podemos investigar isso – incentivou o mago de fogo. – E depois, fazer todas as almas boas irem para o lugar certo!

– Grande missão, hein? Boa sorte pra vocês – desejou Yano.

– Como assim? Estamos todos juntos nessa! Somos um time agora!

Essa frase pegou Yano e Misaki de surpresa, mas eles não se opuseram a isso. Eles até que formavam um bom time, certo? E, acima de tudo, tinham confiança uns nos outros. Aquele time não precisava valer só para essa missão.

– Somos um time – concordou Misaki.

– Ótimo! Time Blaze, em frente! – Gritou Luke.

Felicity e Yano o seguiram. Porém, a atenção de Misaki foi voltada para o pequeno círculo queimado deixado por Angus. Nele havia uma marca de um castelo negro, ao estilo castelo mal assombrado.

– Eles voltaram – disse o rapaz.

– Eles quem?

– A Dark Guild mais cruel que já existiu em Fiore... Realm of Darkness.

Notas finais
No próximo... (narrado por Nick) Então essa é a verdade? Essa é minha história? Por um lado, é bom saber. Por outro... Sinto que tudo o que eu vivi foi uma mentira. Que eu nem deveria estar aqui. Que eu nem deveria carregar o nome Evans. Mas não é hora de ficar fazendo drama. É hora de entrar em ação e ajudar meus amigos. Não perca o próximo! "Poder Oculto" Soreha, sayounará!