Fairy Hero!

16 Resgate ! Ceia na casa dos Buckerfree


Notas iniciais
Esse capitúlo foi criado para o dia 25 de dezembro

Não demorou muito para Evergreen retornar a Raizer. O ninja que subordinava animais e havia enfrentado o mago ainda estava petrificado e não parecia que iria retornar a normal nunca mais. Era como se desde sempre fosse a estátua de um ninja. Evergreen pousava então próximo a Raizer, guardando suas asas, soltando um pouquinho de pó, fazendo o garoto soltar uns espirros cabulosos.

— ATCHIM! EITA PLEURA!

— Eita pleura digo eu. Pelo grito que deu seu pulmão deve estar ótimo !

—Moça eu lutei com os punhos, não com o pulmão

—Jura amore? Achei que tinha cuspido seu pulmão e lutado com ele, não é assim que os sapos fazem? Hahaha...

Evergreen debochava de Raizer, que ignorava a moça, mas se estivesse em melhores condições, sem dúvidas aquela discussão duraria algumas horas. Evergreen subitamente toma distância e fina como sempre abre seu leque, em seguida de seus lábios banhados de gloss diz algumas palavras.

— É o mais seguro a se fazer... Leprachaun!

Diversas agulhas atingem a estátua que de pedra em pedra acaba virando um pó cinza.

—Eu não gosto de destruir minhas obras de arte. Eu não tinha um ninja na minha coleção, mas acho que ninguém mais aqui quer ver esse ninja lutando...

— Realmente, a única coisa que eu quero ver é um médico.

— Sim, vamos embora daqui garoto. Bickslow e Freed vão buscar os outros ! Sua mão estará boa logo

Sem dificuldades e abismando a Raizer, Evergreen carrega o jovem mago e abre suas asas, pronta pra sair da caverna. A moça parecia bem segura, em contraste com a situação, afinal a caverna ruía de pouco em pouco, mas agora seu único foco e missão dada era tirar de Raizer de lá. E assim ela faria!

—/-

A mando de Freed Justine, Bickslow seguia sozinho pelo seu lado da bifurcação. O mago que voava em cima das suas bonecas de braços cruzados seguia sorrindo, claro que as vezes caia uma pedra ali, caia uma água suja no ombro, aparecia um rato, mas Bickslow seguia firme com suas bonecas...

— EU ODEIO ESGOTOS, NUNCA MAIS, EU JURO, QUE EU ENTRO EM UM ESGOTO NOVAMENTE. EU VOU MATAR O NATSU. O QUE ELE VEIO FAZER EM UM ESGOTO? AAAAAAAA

...ou quase firme. Bickslow então chegará a uma parte do esgoto a qual parecia ser a sala de controle dali. Talvez fosse uma boa ideia fechar, se fosse possível, o caminho da água. Não era nada muito complicado. Só algumas manivelas que fediam como todo o lugar.

— Nossa a ultima vez que eu senti tanto fedor foi quando eu encontrei aquela cueca do Elfm—

O mago tropeçava em algo mole enquanto procurava por mais informações da sala, ao observar melhor aquilo que o fez cair nota que é um braço. Um braço sem corpo.

— Mas que ótimo hein. Baby. Jason é você ? Vou abrir esse armário aqui e achar a perna, certeza que na gaveta deve ter o outro braço e assim eu completo o Exódia...

Bickslow tentava fazer piada da situação, mas começava a suar frio. Realmente quando abriu todos esses móveis, acabou entrando outras partes do corpo, mas notou que todos os membros foram muito bem cortados, como se um profissional tivesse o feito. Um ninja?

Depois de investigar mais um pouco com suas bonecas, conseguiu encontrar informações importantes.

A primeira, uma forma de mover toda a água do esgoto para outro lugar, era simplesmente apertar um botão aqui e ali e um lácrima criado pra isso, com magia, sugaria toda a água. A destruição ali diminuiria, ou com sorte até pararia. A segunda, é que todos aqueles corpos mutilados eram dos funcionários do esgoto, aquele não era um esgoto abandonado, pois os corpos pareciam estar apodrecendo ali a pouco mais de semanas, e a ultima é que o motivo da missão de Lucy não eram os ninjas, e sim uma família de crocodilos gigantes que devido a confusão dos ninjas nem ali estavam mais.

— Isso deve explicar muita coisa. Eu não sou inteligente como o Freed, mas se somar A mais B, dá pra ver que de alguma forma esses ninjas queriam lutar contra o Natsu e seus amigos, acabaram sabendo que eles estariam aqui e mataram quem aparecesse na frente deles... Imperdoável!

Subindo em suas bonecas, Bicks parte pra procurar Natsu, Lucy e Happy, o que não demora muito. Estavam próximos da sala de controle, ainda caídos, mas recobrando a consciência.

— Eu senti o poder mágico de vocês e vim o mais rápido que pude!!!!! Vocês estão bem?!?!?! NATSU???? MINA DO COSPLAY????!? GATO?!??!

—SIM!

—Sim, miau!

— Porque insiste em me chamar disso?!

Lucy dizia isso, mas estava aliviada, fazia pouco tempo que ambos acordaram e estavam todos exaustos por causa da batalha. Com um pouco de dificuldade já estavam todos de pé

— Acho que eu não vou conseguir te levar voando, Natsu.

— Eu já estava com algo em mente, jovens. Se não se importarem gostaria que se segurassem nos meus bebês... Garanto que a viagem será rápida... Beeeeeeem rápida.

—Não sei dizer se isso pode ser bom ou ruim, ai ai...

Natsu reclamava ouvindo seu estômago já vibrar. Os olhos de Bickslow dentro do seu capacete brilhavam e três das cinco bonecas formavam um “banco” invisível aonde Lucy, Happy e Natsu se sentavam. Nas outras duas Bickslow seguia em frente.

—Próxima parada, qualquer lugar fora desse esgoto infernal ! Eu não aguento mais isso :c

E partiam na velocidade da luz. Bickslow voava ainda mais rápido pra nem sequer ouvir os vômitos de Natsu, aquilo seria a gota d’água.

—/-

—Papai...

— Sim Lívia?

— Você acha que o Kaios e os outros estão bem mesmo?

Aquilo feria o peito de Joe Ramirez como uma faca, ele não tinha certeza e depositava suas esperanças em magos que conheceu ali naquele instante, mas precisava cumprir a sua missão de pai.

— Floquinho, está na hora de pingar seu colírio...

Lívia vinha até uma das cadeiras da cozinha e se sentava habilmente junto a Plue

—Você sabe querida... Eu não gosto de magia, mesmo sua mãe e seu irmão sendo magos, mas se aprendi algo nessa vida é que tudo tem seu lado bom. Sua mãe não está mais entre nós, mas ela me deu você. E eu ganhei o Kaios também, e ele é forte, não só como mago, mas como pessoa. Ele já deve estar voltando!

—Sim, papai! Eu também acho. Fora que aqueles magos prometeram que iriam ver pra gente. Eu consigo ver o Kaios aqui conosco em pouco tempo...

Ao finalizar sua frase algo como estrondo de um forte rojão estourava em Shirotsume. Festa? Comemoração? Mas a cidade não estava toda assustada por causa das crateras? Joe Ramirez pensava em tudo isso, o corpulento então tira seu avental, deixando uma cadeira e se aproxima da porta.

— Lívia, fique aí com Plue. Vou dar uma olhada e do jeito que estão as coisas, pode ser que seja perigoso!

Com suas sandálias, Ramirez caminhará alguns metros e notará que mais uma cratera havia se formado, só que agora bem a caminho de sua casa e seja o que for que tenha saído de dentro tinha saído destruindo a floresta até se sumir no ar.

— Isso não é droga de rojão algum... Deve ser magia.

Com a faca que estava cortando o peru, Joe ia seguindo o a trilha que “aquilo” formou. Como uma espada, o cozinheiro usava a faca para se defender de qualquer coisa que o ameaçasse. Suava de medo como um porquinho e a noite não ajudava em nada.

—Re...

—AAAAAAAAAAAAAAA

Bastou uma silaba murmurada para que Ramirez quase se borrasse todo. Indeciso se aproximava ou não e morrendo de medo, porém curioso continua andando, até ver uma cabeleira verde.

— Eu... o...resg...

Aquele que tentava falar algumas palavras era Freed que estava apenas com as suas calças, pois enquanto subia até a superfície tudo em seu corpo era rasgado. As pedras cortavam como navalha, ferindo tanto ele quanto Kaios. Estavam machucados, porém vivos.

— Graças aos céus!!!!! Graças aos céus!! Meu filho!!!!! Eu vou ajudar vocês dois, venham aqui!

Joe Ramirez que carregava leitões como se fosse travesseiros desde sempre pegou os dois magrinhos magos como plumas e correu para socorrer os dois em sua casa. Chegou aos gritos na casa. Lívia que já fervia água ajudou a limpar os ferimentos de ambos.

— Por favor... Use isso para avisar a Ever e Bicks que estamos aqui e bem...

Lívia não enxergava, mas conseguiu pegar o lácrima-fone de Freed. Com a ajuda de Plue a menininha conseguiu contatar Ever e Bickslow que prontamente responderam a pequena dizendo que partiriam o mais rápido que pudessem pra casinha.

~/~

Algumas horinhas depois...

— HAHAHAHA! O que vocês vieram fazer aqui no fim das contas linguarudo e quatro olhos?

— Meu nome é Evergreen, cabelo rosa. E nós fomos destruir guildas clandestinas como fazemos sempre. Que sorte ade vocês... Se não fosse a gente estariam mortos lá embaixo...

— Yeah! Vocês destruíram aquele lugar, aposto que nem pensou que poderia se soterrar quando começou usar seus foguinhos e raiozinhos, não é Natsuzinho? Hihihi

Natsu fechava a cara para o deboche de Bickslow enquanto Lucy assistia rindo. Fora Kaios e Freed, os únicos feridos era a cabeça de Happy e a mão de Raizer. Kaios e Freed repousavam na sala enquanto os magos conversavam na cozinha.

— Eu tenho um pronunciado a fazer!

Joe Ramirez batia sua colher na panela chamando atenção dos magos.

— Esse lugar nunca esteve tão animado assim! Fico muito contente da presença de vocês! E NUNCA vou saber como agradecer a você senhor Bickslow, a você senhora Evergreen, e ao senhor Freed. Vocês salvaram meu filho e amigos. Muito obrigado de verdade.

Ramirez não conseguia conter as lágrimas. Evergreen disfarçava a emoção com o leque.

—Peço que me acompanhem a cozinha para o jantar que prometi. A muito tempo na noite de hoje, os ancestrais da família Ramirez comiam juntos, riam juntos e se divertiam. Espero que gostem de ceiar conosco!

—Sim, sim! Venham comer moça bonita, e moço do capacete! Você também cabelo verde!

E assim todos prosseguiram para a mesa de jantar que estava cheia de vários tipos de comida. Desde pata de grifo, até a peito de unicórnio ! Uma delícia.

Freed e eu estávamos com o corpo inteiro enfaixado, afinal usar escritura em seu próprio corpo era algo acima do que um corpo comum poderia aguentar. Ainda estava confuso com tudo aquilo, estava feliz e honrado, mas ainda com um sentimento estranho no peito.

— Kaios Buckerfree não é... Você se feriu bastante em batalha..

—Sim, mas eu...

—Sem problemas. Nada assim ocorrerá com você novamente. Declaro você agora meu aluno. Você irá partir conosco assim que nos recuperarmos!

Freed falava aquilo como se estivesse assinando um documento à caneta dourada. Nunca pensei que algo assim surgiria de supetão para mim, embora a dor que sentia, nunca me senti tão realizado. Eu nem acreditava que a minha história de verdade estava apenas começando...

Continua...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.