Fairy Glitter

1 Decisões e Indecisões


Notas iniciais
História não betada, então por favor me avisem se acharem algum erro!!

Fairy Gliter

Histórias de alcova da guilda mais bagunceira de Magnólia...

Cap. I – Decisões e Indecisões

–---------------------------------------------------------------------------------------------------------

Fic com casais aleatórios, contando as histórias por detrás das câmeras, quando ninguém está olhando.

Cana AlberonaXLaxus Dreyar

–---------------------------------------------------------------------------------------------------------

Laxus Dreyar e Cana Alberona eram os mais antigos membros da guilda de sua geração. O primeiro por ser neto do mestre e ter praticamente nascido ali e a segunda por ter perdido a mãe muito cedo e ter sido mandada para onde supostamente estava seu pai. Os dois sempre levaram vidas distintas, mesmo vivendo no mesmo lugar. Nunca foram próximos ou amigos, eram apenas colegas de guilda que pouco sabiam um da vida do outro.

Agora de volta sete anos depois da Ilha Tenrou, com tudo tão mudado eles não podiam deixar como as coisas haviam mudado. Eles já não eram o futuro da guilda, mas sim seu presente, e novos pequenos e arteiros sonhadores estavam sendo preparados. Laxus dentro de pouco tempo assumiria a guilda para que Makarov não terminasse seus dias antes do tempo devido a um infarto e a Alberona... Bem, ela não sabia muito bem o que fazer da vida.

O seu maior objetivo a vida toda foi se tornar uma maga forte para ser digna de ser filha do grande Gildarts Clive, agora ele já sabia de tudo e ela não sabia o que fazer. Cana nunca teve sonhos de ser uma maga, ela só queria ser boa o suficiente para ser filha de seu pai e a magia foi a saída encontrada, mas agora... Agora não sabia o que fazer.

Os jogos mágicos haviam terminado, eles haviam salvado o mundo mágico outra vez e a guilda estava se reconstruindo a passos muito velozes, dentro de pouco tempo já teriam uma sede tão, ou até mais opulenta do que possuía sete anos atrás. Será que deveria ficar e se tornar parte da elite de magos? Ou deveria deixar a guilda e seguir seu rumo talvez na cidadezinha onde nasceu?

Estava completamente sem objetivos. Pensando seriamente em sair viajando por um tempo sem um rumo decidido. Talvez fosse fazer uma visitinha a Hibiki na Blue Pegasus...

Era madrugada alta, Mirajane já havia ido para casa e todo mundo que estava ali, além dela já não estava consciente a muito tempo. Seja por causa do álcool, seja por cansaço, ou talvez ambos. Só era possível ouvir roncos e o barulho do vento do lado de fora.

A mulher olhava para seu copo de bebida quase vazio e entornou sua gin preciosa para dentro e suspirando. Estava bêbada demais para ir andando até a fairyHills sozinha e todos o bancos e sofás descentes estavam ocupados já.

– Hum... – olhou para o lado tomando coragem para levantar –

Iria dormir no sofá da sala do mestre, ele não estava lá mesmo. Se fosse na guilda antiga, haveria pelo menos uma dezena de sofás que poderia utilizar, mas naquela caixinha de fósforos em reformas não havia lhe sobrado muitas opções. Com muito custo foi se arrastando até o segundo andar, sentindo o mundo girar abaixo de seus pés.

Por ali tudo já estava desligado e até mesmo tropeçou em alguém que dormia pelo chão, conseguindo por fim chegar a sala de makarov. Abriu a porta o mais silenciosamente que conseguiu, o que não foi minimamente silencioso, e fechou a porta as suas costas andando no escuro. Sabia muito bem onde ficava o sofá, não precisava de luzes, ou talvez precisasse já que tropeçou nos próprios pés durante o caminho até sua cama daquela noite.

Dentro do cômodo, o jovem filho de Ivan estava deitado no sofá da sala do avô, braços atrás da cabeça, casaco preto jogado no braço do móvel, pernas cruzadas e sem sono. Tudo estava muito silencioso até uma serie de tropeços e ofegos chamarem sua atenção no primeiro andar. Não deu muita atenção, deveria ser algum bêbado indo embora. O interessante foi que a sequência de barulhos subiu escada acima e louro teve certeza de que alguém perdeu um rim quando ouviu o som de dor seguido de um quase tombo, um xingamento e uma sequência de passos se aproximou de sua porta.

Permaneceu imóvel e não mudou de posição quando a porta de abriu formando uma silhueta feminina na escuridão. A porta foi fechada e a desconhecida começou a caminhar cômodo a dentro, aparente tropeçando nos próprios pés e soltando pequenos impropérios durante o percurso, ela decididamente não sabia que tinha mais alguém ali.

E foi quando o corpo feminino se jogou com tudo no sofá e consequentemente em cima de Laxus. Foi uma pequena confusão, com gritos, susto, cotovelada na costela, caída do sofá em dupla e um chute nas partes baixas do homem quando estavam no chão. Laxus ainda estava agonizando de dor, quando Cana se apoiou no sofá e encontrou o abajur perto acendendo-o.

– Laxus?? – ela arregalou os olhos –

– Er... – ele rolava no chão de dor representando uma cena cômica que a fez rir – Está rindo de que, sua doida?

O Dreyar teve que morder a língua para não soltar meia dúzia de palavrões que Cana não deveria nem imaginar.

–Oh... Desculpe, é que você está engraçado... – a mulher se sentou no chão com as costas apoiadas no sofá – Está fazendo o que aqui tão tarde?

– Er... Eu é que deveria perguntar. – ergueu o corpo ficando sentando –

– Eu vim dormir no sofá, estou bêbada demais para ir pra Hills. Não esperava te encontrar ocupando MEU sofá.

– Seu sofá? – o loiro ergueu a sobrancelha – Essa é a sala do mestre, a MINHA futura sala.

– Own... Sempre tão possessivo, não mudou nada, Laxus-kun. – disse fazendo graça com ele – Você me parece sóbrio, em perfeitas condições de ir para casa, ao contrário de mim. Então quem vai ocupar o sofá sou eu.

A morena subiu no sofá deitando-se e tirando a calça com cinto, fazendo o colega ficar vermelho e virar o rosto. Não era como se ele não tivesse visto uma mulher semi-nua antes, pelo contrário, já havia visto várias, o que não queria dizer que uma mulher se despindo na sua frente não o deixava constrangido.

– O... O que pensa que está fazendo?

– Essa calça está apertada. Não consigo dormir assim... Não se preocupe, estou com um short.

Não, aquilo que ela usava era um pedaço de pano grande demais para ser uma calcinha e pequeno demais para ser um short. Uma peça de roupa em transição. Mas a colega não parecia se importar... Mulher maluca!!! O mago levantou-se, ainda se sentindo avariado do golpe recebido na confusão do sofá. Podia muito bem derrubá-la e voltar para o SEU sofá, mas não o faria. Ela tinha sorte, ele estava de bom humor aquele dia.

Pegou o casaco escuro com plumagem na gola do braço do sofá e jogou sobre ela, não precisava ficar olhando para aquela mulher toda semi-nua e também se o avô chegasse ali pela manhã e visse aquilo provavelmente enfartaria e como ninguém queria isso, iria emprestar seu casaco temporariamente. Apagou a luz do abajur e caminhou até a mesa, onde jogou-se na cadeira e pôs os pés sobre a mesa.

Já tinha dormido em lugares muito piores e também não tinha vontade de ir para casa. Estava pensando nas coisas que provavelmente teria que lidar ao se tornar o líder da FairyTail. E foi quando num estalo uma pergunta veio a sua mente. Olhou na direção do sofá, e apesar de muito escuro, podia ver que ela estava deitada de lado, usando seu casaco como cobertor.

– Cana... – esperou um segundo – Está acordada?

– Hum... sim...

Um silêncio se instaurou no recinto durante alguns segundos.

– Você vai mesmo deixar a guilda? – a voz grossa de Laxus ecoou pelo lugar –

– Que... Quem te falou isso? – ele agora podia ver o brilho dos olhos abertos dela –

– Você falou algo a respeito bêbada, um dia desses para Mirajane e você sabe que ela não consegue manter a língua dentro da boca muito tempo.

Silêncio de novo.

– Que feio, Laxus-kun, deixa a Mira te ouvir falando dela assim para ver. Ela lava esse sua língua com sabão.

Cana sempre o chamava com o sufixo e usando aquele ridículo tom de escárnio quando queria irritá-lo ou desviar sua atenção. Era assim desde criança, quando lhe perguntava dos pais ou sobre qualquer coisa que ela não quisesse falar, não que conversassem tanto assim...

– Você não respondeu minha pergunta. – se limitou a responder –

Mais silêncio. Desta vez durou alguns bons minutos, o que o fez pensar que ela adormecera devido a grande quantidade alcóolica que imaginava que ela tinha ingerido. Fechou os próprio olhos e quando já estava cochilando ouviu a voz dela na escuridão.

– Talvez.

Abriu os olhos.

– Por quê?

Ele ouviu o som dela se mexendo no sofá.

– Não tenho motivos para ficar, só vim para cá só para conhecer meu pai e contar para ele de mim.

Mais silêncio.

– Você viveu a vida toda aqui, vai fazer o que? Onde? É um desperdício de tempo e trabalho ir para uma outra guilda começar como maga iniciante.

Foi a melhor resposta que encontrou para dar a ela.

– Eu quebrei o medidor de magia, acho que algumas guildas adorariam me ter como maga.

Ela replicou.

– Talvez, mas e seus amigos... Seu pai? Não acho que o Gildarts vá ficar feliz em perder tão logo a filha que ele demorou tanto a conhecer.

Okay,. Ela não tinha resposta para essa, ponto para Laxus.

– Eu disse que talvez. Não sei o que vou realmente fazer.

Era o máximo que tinha para dizer.

– Eu já fiquei sozinho, longe dessa guilda que tantas vezes eu fiz piada e não foi bom. No final das contas descobri que ter um lugar para voltar com pessoas familiares é mais importante do que qualquer coisa.

Oh... Por essa ela não esperava, principalmente vindo de quem veio.

– Oh... Vai sentir minha falta, Laxus-kun?

E lá estava ela com aquele maldito tom de sarcasmo que tanto o irritava.

– Boa noite, Cana.

E assim os dois fecharam os olhos e dormiram pensando em seus problemas. Laxus não sabia se seria um bom mestre ou se seria aceito pelos demais membros... Mas não podia fazer nada a esse respeito, o avô estava velho demais, não tinha mais idade para por ordem naquele manicômio. E Cana ainda não sabia bem o que fazer, mas Laxus tinha razão, ter um lugar familiar para voltar valia muito a pena.

Quando o dia amanheceu e Mira chegou para arrumar a guilda foi muito difícil explicar para ela que ele e Cana não tinham feitos aquelas coisas que ela estava pensando e que o fato de que ela estava semi-nua coberta com seu casaco não queria dizer nada, foi uma missão fracassada. A portadora do Satan Soul saiu correndo porta a fora para contar para todo mundo do mais novo casal da fairyTail.

Laxus passou a mão no rosto em sinal de desgosto e quando olhou para o lado viu que Cana tinha sumido em algum período de tempo entre Mira entrar na sala acordando-os, ele tentar explicar que não era nada disso que ela estava pensando e a irmã de Elfman sair correndo para espalhar a notícia por toda Magnólia.

E o pior, com seu casaco?!!

– Argh!!

E assim o neto de Makarov saiu da guilda indo para casa sem seu casaco e com a bela visão da Alberona quase sem roupa na memória.

Owari...



Notas finais
Olá pessoas, eu sei que tenho muitas fics pendentes para terminar, e eu prometo terminá-las. Mas é que tive essa ideia e não consegui não escrevê-la. Enfim...
Espero que gostem e comentem..
Próximo casal: Gray fullbusterXJuvia Loxar
Porque a vida dela seguia sempre aquele padrão vicioso do Drip, drip, drop....
Kisskiss Anny Taisho