Fae - As irmãs fadas
2 Mab e Leannan
Notas iniciais
Era uma vez no reino de Sidhé, onde a neve cai sem parar, e tudo era branco, havia um reino onde havia uma rainha e um rei, Aiofe e Oensor. Ambos são fadas do inverno, totalmente brancos com a pele meio azulada e olhos azuis muitos claros quase brancos. Eles tiveram duas filhas, a mais velha Mab e a mais nova, Leannan, Mab é dez anos mais velha que Leannan.
O problema deste reino é que ambas as filhas possuem problemas, Mab não pode falar, ela se comunica com as mãos, todos do reino foram instruídos a aprender a linguagem de sinais por conta de Mab. As fadas do inverno treinam para serem excelentes arqueiros, Mab era uma das melhores, e além disso ela possuía um dom, conseguia falar com animais e pixies telepaticamente, descobriu isso quando conseguiu falar com sua pixie, Snowball, as duas tornaram-se melhores amigas e inseparáveis, Mab não tinha amigos e muito menos saia de dentro do palácio, apenas brincava com suas flechas e conversava com sua pixie.
Com 10 anos de idade Mab ganhou uma irmã, que todos estavam ansiosamente aguardando, a felicidade de saberem de uma nova fadinha no castelo esquentou aqueles congelantes salões, mas a felicidade passou-se rápido, a segunda membra do trono nasceu sem asas, um problema muito raro de acontecer com as fadas. Mab ficou mais isolada do que nunca, a bebê era tomada de conta o tempo todo, pois este problema dava sérios problemas como uma febre altíssima que não abaixava nunca. Mab sentia-se triste e preocupada e sempre via sua mãe chorando e culpando-se dizendo que possuía o útero amaldiçoado.
Mab queria ir até ela e dizer que estava tudo bem, mas como poderia? Sentir-se mal, culpada por ter nascido assim e ter feito sua mãe sentir-se assim, sua própria mãe dizer que as meninas eram defeituosas e amaldiçoadas doeu em Mab, ela chorava em silêncio em seu guarda-roupa, Snowball pedia para ela sair e conversar, mas ela recusava-se, a pixie também sofria porque era a única que conseguia escutar o silêncio da tristeza da princesa.
Depois disso Mab e Snowball saiam dos limites do palácio, longe das fadas do reino para se divertirem um pouco na neve e brincar com o arco e flecha, uma única vez por semana para não atrair atenção. Passaram-se mais dois anos e a pequena irmã de Mab lutava bravamente para sobreviver a sua terrível maldição, a mãe de Mab não estava suportando nada daquilo, sua primeira filha não falava e a sua caçula lutava entre a vida e a morte por conta do defeito fatal das fadas, todos do reino sugeriram que ela viajasse, melhorasse o astral que as filhas estariam em boas mãos, a rainha e o rei concordam e parte para uma viagem nas regiões frias das fadas do outono. Uma semana depois o rei volta totalmente acabado.
—Por favor... a rainha, ela enlouqueceu, não aguentou tanta agonia... ela se matou. Foi para o lado quente de Sidhé e... ela morreu... eu tentei, mas eu não estava aguentando também, sinto muito.
Sidhé é dividido em dois, ao norte ficava as regiões geladas, o lar das fadas do outono e primavera, onde sempre fazia frio e neve, no sul era o lar das fadas da primavera e verão onde os dias eram ensolarados e quentes, a verdade as fadas não podem atravessar as divisas sem proteções especiais, pois as fadas do norte não sobrevivem ao calor e as fadas do sul não sobrevivem ao frio.
Mab foi a mais abalada, ela queria gritar, chutar as coisas, mas tudo o que fez foi chorar e ir correndo para seu quarto, nem mesmo a Snowball teve ousadia de ir atrás dela e acalma-la, Mab passou uma semana inteira trancada no quarto, o rei sem sua rainha estava perdendo as esperanças dos sacerdotes de salvarem sua filha, chorosa em seu quarto, ela não saia mais para ir brincar na neve com seu arco e flecha.
Numa certa noite, Mab dormia após uma choradeira e acorda escutando um choro doloroso, assustada ela acorda acreditando ter se ouvido chorar, mas não era ela, vinha de lá fora, fora dos limites do reino, ela conseguia escutar alguém de tão longe? Não era uma fada e sim algum animal ou pixie em perigo. Ela não acorda Snowball e segue sozinha, de pijama para fora dos limites ajudar a pobre criatura que grita e chora desesperadamente por ajuda "socorro, socorro, estou perdido", ela pega seu arco e flechas e voa em direção aos choros.
Ao chegar lá, ela encontra um pequeno cavalo negro ferido na neve e surge lobos ali tentando pega-lo, Mab mira seu arco e acerta as flechas nos lobos que os fazem correr assustados dali, Mab vai em direção ao cavalo, o que era raro um animal de tom escuro nascer naquela região, essas cores geralmente são vistas na parte sul de Sidhé. Ao chegar perto percebe que ele não é um cavalo e sim um unicórnio.
Unicórnio são seres raros, poucas pessoas teriam a sorte de encontrar um, ainda mais daquela cor... era uma raridade maior ainda, unicórnio geralmente são de cor branca, os de cores castanhos eram incomuns, mas não raros, os pretos eram extremamente raros. Mas naquela região... ser raro não iria ajuda-lo a sobreviver, sua patinha estava machucada e seria difícil o animal se camuflar na neve.
—Obrigada. — O unicórnio agradeceu.
—De nada.
—Vo-você pode falar? — O unicórnio ficou espantado, levantou-se, mas logo caiu de dor.
—Hei calma, eu tenho um poder especial, eu posso falar com os animais, mas não com as fadas. Eu vim aqui te ajudar, vou te levar ao castelo.
—Você é uma princesa? Eu sempre quis ver uma princesa.
—Por isso você se perdeu dos seus pais? Por que veio ao castelo ver uma princesa? — Os unicórnios andavam em pequenos grupos, composto por famílias mãe, pai, filhos, irmãos, etc.
—Mais ou menos, minha mãe falava das fadas, mas todo mundo do grupo queria se livrar de mim.
—Por que se livrar de você?
—Porque eu sou diferente dos outros, todos os unicórnios são brancos, mas eu sou preto, isso é muito bizarro né? Eles disseram que assim eu só atrairia predadores e nos botaria em perigo, então, ouvi falar das fadas e vim aqui da uma olhadinha, mas quando fui voltar pro grupo eles haviam partido sem mim, então voltei pra cá e acabei me machucando... eles se livraram de mim.
—Nossa, você é tão amaldiçoado quanto eu.
—Amaldiçoado? Eu não sou amaldiçoado... sou?
—Não, você não é, é só que... por eu não poder falar e minha irmã ter nascido com um problema, minha mãe disse que éramos amaldiçoadas.
—Nossa que coisa horrível para se dizer aos filhos.
—Ela não disse, a nós, mas... sozinha com ela mesma, eu escutei ela dizendo isso na porta do quarto.
—Sinto muito.
Mab levou o unicorniozinho nos braços com esforços e foi em direção aos portões.
—Unicórnios tem poderes mágicos, certo?
—Vocês fadas também tem, certo?
—Sim, mas... eu queria saber se você pode salvar minha irmã.
—Se eu fizer isso você pode me ajudar também?
—Claro, farei o que quiser se salvar minha irmã.
—O que ela tem?
—Ela nasceu sem asas, é um problema muito sério, sem cura e as fadas geralmente não sobrevivem a um ano de vida assim, ela tem febres muito altas, vômitos, tremores...
—Irei salva-la.
Mab entra no palácio com o unicórnio nos braços, os guardas perguntam se ela quer ajuda e ela não diz nada, não poderia mesmo assim e segue firme, sobe as escadas e chega até em frente ao quarto da irmã dela.
—Assim que salva-la irei leva-lo aos curandeiros, eles cuidaram bem de você.
O unicórnio entrou mancando no quarto, os curandeiros mandavam Mab levar o animal embora até perceberem que era um unicórnio e se afastaram, ele chegou perto da criança e encostou seu chifre em Leannan com ajuda de Mab um belo brilho arco-íris saia do chifre magico e iluminou a bebê fada, quando acabou uma curandeira pôs as mãos na testa da garota e... era um milagre, a febre havia passado, ela iria sobreviver.
Os curandeiros rapidamente atendem ao unicórnio salvador.
—Obrigada. — Agradeceu Mab.
—Eu que agradeço, princesa. — Disse o unicórnio recebendo cuidados médicos.
Snowball acordou com os gritos e cantorias de felicidade das fadas, chegou brava a Mab perguntando o que tinha acontecido e a princesa contou o ocorrido. O pequeno unicórnio negro que fora abandonado pela sua família por ser diferente dos outros, agora ganhara um lar, ao lado de uma fada diferente das demais, uma fada que falava a língua dos animais, mas não das fadas. Ele recebeu boa comida, almofadas confortáveis e tudo o que um unicórnio poderia desejar, Mab e ele tornaram-se inseparáveis.
—Então, o que você queria me pedir?
—Bom, eu queria pedir pra você me ajudar a encontrar minha família.
—Hum, é difícil, nem nós fadas sabemos onde os unicórnios se escondem, eles tem habilidades para se esconderem por ai.
—Na verdade, você já me ajudou, eu encontrei minha família. Você é minha família, somos diferentes, abandonados pela mãe, e ninguém valorizava nossas habilidades, apenas nosso exterior, mas nós nos conhecemos, e valorizamos um ao outro, aqui sou reconhecido, não sou o unicórnio negro estraga prazeres, sou um herói e você é minha heroína, você me salvou dos lobos, do frio e da fome, tenho uma dívida eterna com você, princesa Mab. — O unicórnio curvou-se.
—Não precisa disso, e qual seu nome?
—Mon, pode me chamar de Mon.
Os dois se abraçaram ali, tornando-se melhores amigos. Leannan estava saudável e crescia perfeita com exceção de que não havia asas, mas era um milagre, todos estavam felizes com a princesa, Leannan e Mab passaram a serem melhores amigas, treinavam arco e flecha juntas e cavalgavam em Mon juntas.
Apesar de treinar arco e flecha, Leannan não tinha a habilidade extraordinária da irmã, ela preferiria a música, vivia compondo e tocando na sua harpa. Leannan tinha o sonho de ir para fora do reino e conhecer o mundo, mas como poderia? Ser uma fada do inverno significava que ela jamais poderia sentir o calor do sol. Além disso quando Leannan tinha quinze anos seu pai ficara muito doente.
As fadas do inverno podiam ficar doentes, já que os sacerdotes de lá não eram especialistas em curas, remédios, doenças como as fadas do sul que nunca ficavam doentes, mas aquela doença que atingiu o pai das princesas era recente e desconhecida, ninguém sabia o que fazer e estavam mais desesperados do que quando a pequena Leannan havia nascido. Leannan tocava harpa no seu quarto para não ouvir as pessoas falando sobre seu pai doente, ela era muito sensível. Ficava apenas com sua pixie, Heartsong.
Mab não aguentando ver seu pai sofrendo toma uma difícil decisão e decidi dar um banquete na sala do trono para todas as fadas do inverno e outono, dali daria o pronunciamento. Mab vestiu o seu mais elegante vestido azul escuro, botou uma maquiagem igualmente escura e seguiu a sala do trono para ver os convidados, ali estavam todos eles: as fadas do inverno e outono. As fadas do inverno eram brancas e azuladas bem claras. As fadas do Outonos eram marrons, amarelas e vermelhas, elas vivem um pouco distantes entre si, as fadas do outono vive numa floresta com árvores sem folhas, como se fosse um outono eterno, mas aguentam a neve fria, apenas não suportam o calor do verão e primavera.
As fadas do inverno tinham o rosto finas e eram muito magras, mais altas que as fadas da primavera, porém mais baixas que as fadas do verão; as fadas do outono eram mais gordas e altas que as fadas da primavera, mais baixas que as fadas do inverno.
Mab entrou na sala, sua irmã estava sentada em seu trono e Mab sentou no trono onde estava a sua mãe, as pessoas se entreolharam suspeitavam que era algo muito sério para a princesa sentar no trono da antiga rainha, havia quatro tronos na sala, o mais alto era o da rainha, ao seu lado o do rei, em seguida os das princesas, que seguiam em ordem decrescente. Mab esperou os convidados se sentirem a vontade pra ela poder falar, vestida daquele jeito e sentada no trono da rainha ela estava bastante desconfortável com o que iria fazer e seus convidados assustados, mas calaram-se e esperaram.
—Hoje reúno todos aqui para tomar uma decisão. — Ela levanta-se do trono e da uma pausa dolorosa. — O rei, Oensor está muito doente, não temos remédios para isso, tentamos de tudo, procuramos em todos os livros e nada... a verdade é que... ele não viverá por muito tempo se não tomarmos uma decisão rápida, como futura rainha eu decidi tomar a frente e preciso de voluntários. — Ela olhou para baixo nervosa, apertando seu longo vestido, segurando as lágrimas, respirou fundo e continuou. — Temos que nos arriscar, alguém precisa ir encontrar as Seelies, pedir remédio a elas, que cuidem do rei... — Seelies é como chamavam as fadas da primavera e verão, fadas que vivem no sul de Sidhé.
Os convidados ficaram aflitos, sair do frio e ir para o calor? Não foi assim que a rainha morreu? É um suicídio! Como poderiam fazer isso? A princesa estava louca, mas é a única chance do rei. O que fazer?
Mab ficava nervosa, será que teriam entendido direito? Suas mãos estavam tremendo de nervosa, esperava não ter passado a mensagem errada, ela bate palmas bem forte para que os convidados prestassem atenção nela, até Snowball estava surpresa, Leannan boquiaberta com o que havia visto Mab dizer.
—Preciso de fadas para irem lá, podemos dar um jeito de nos virarmos no calor, preciso salvar meu pai e se ninguém vai, eu irei.
—NÃO! MAB NÃO! — Gritou Leannan. — O povo precisa de você, você é a rainha deles, e também as Seelies não falam sua língua, como iriam entende-la? Por favor, irmã, imploro não vá, se algo acontecer ao papai você será rainha e eles precisarão de você.
—Eu sei usar armas, tenho um unicórnio, ficarei bem.
—NÃO, por favor alguém vá no lugar dela, não a deixem fazer isso, por favor! — Por mais que Leannan gritasse ninguém a escutava, todos abaixavam a cabeça e tinham medo de ir para o lado quente principalmente depois com o que aconteceu com a rainha, Leannan ficou com raiva disso tudo, quando o reino precisava... ninguém ajudava. — EU VOU! — Gritou Leannan levantando a mão.
—Não, você não pode!
—Tente me impedir mana, ninguém mais irá, e você eu não posso deixar, eu vou. — Ela sempre quis conhecer o mundo e talvez aquela seja sua chance mesmo pra salvar seu pai. — Alguém contra? — Ninguém levantou a mão ou disse algo, Mab sentiu-se impotente.
—Ta bom, mas ao menos leve a Mon com você.
—Não, ela é seu unicórnio, eu não posso leva-la, olha, vou pegar um cavalo, estarei com a Heartsong, levarei bastante suprimentos e ficarei bem, ta bom?
—Unicórnios tem poderes, leve-a.
—Não, ela é sua, vocês tem uma conexão magica, não tenho isso com ela, vou levar um cavalo comum mesmo, te encontro em breve irmã, devo partir imediatamente certo? — Leannan sai do trono para se preparar para sua viagem.
Mab sente-se atordoada com tudo aquilo até começar a ouvir as pessoas...
Essa princesa é louca, vai morrer cedo.
Puxou muito a mãe dela, corajosa, mas louquinha de pedra.
Essas princesas não tem chance, por que não deixam ele morrer logo?
Essas fadas do inverno sempre foram assim tão deprimentes?
O que há de errado com essa realeza?
Acho que as fadas do outono devam ser as novas rainhas depois de todas essas mortes.
PRINCESA!
MAB!
Mab havia desmaiado ao ouvir tantos pensamentos de uma só vez, seus poderes haviam se ampliado ela não ouvia apenas os animais a longas distâncias, mas passou a ouvir as fadas. Foi rapidamente levada para o quarto onde foi prontamente atendida, Snowball não aguentando aquilo saiu do castelo e fora para o templo da deusa Grian.
—Oh por favor justa Deusa Grian, com seu arco brilhante derrotou o mal, mas o que está acontecendo? Por que coisas tão ruins ocorrem com a pobre Mab e sua família? O que ela fez? Será que a rainha estava certa e estavam amaldiçoados? Por favor, proteja as princesas, elas são irmãs assim como você e Aine, são corajosas e unidas, elas amam sua família e seu povo mais que tudo, elas tem um ótimo coração. — Snowball enxugava as lágrimas. — Por favor Deusa, te imploro com todas as minhas forças, cuide das meninas, elas estão por conta própria, seus súditos não querem ajuda-las...
—Snowball? — Leannan estava no templo também. — O que está fazendo aqui?
—Rezando e você?
—O mesmo, venho pedir a Deusa que eu complete minha missão com sucesso, minha irmã e meu pai sofreram muito e quero que eles fiquem bem. Mab será uma grande rainha, sabia? Rezo para que ela seja a melhor rainha que este reino já teve por mais que o povo não a ajude. — O reino do inverno e outono são independentes e não ligados entre si, eles não tinham obrigação de obedecer a realeza, considerada apenas um simples titulo sem muitos poderes.
—Leannan, sua família tem um histórico de problemas, o povo desistiu de vocês, seus pais foram os reis mais depressivos que este reino já teve e você e sua irmã... são diferente das fadas normais, eles acreditam que vocês tem problemas por não falar e não ter asas.
—Mab fala, não com a boca, mas com as mãos, ela fala, todo mundo a escutou hoje no salão, lembra? Mab é tão forte, ela tem um dom especial, ela tem uma conexão muito forte com os animais, aliás ela pode conversar com eles como as pixies, ela tem mais poderes incríveis guardados dentro dela eu sei disso e eu também tenho, mas só irei libera-los nesta viagem, preciso conhecer o mundo.
—Você tem o dom da música, minha princesa.
— Mas eu tenho outros, Mab tem arco e flecha, tem os animais, eu não tenho só a música, não acha Snow? — Ela deu um sorriso, o sorriso mais lindo que aquela pixie já deu, ela era tão serena por mais que sua família sofresse, Leannan era uma fada especial das demais, ela sabia disso e agora Snowball sabia. — Por favor, não vá aos compromissos das pixies, Mab vai precisar de você o tempo todo com ela, ta bom?
—Sim, minha princesa.
Leannan levantou-se e seguiu seu caminho para fora do templo, Snowball agradeceu a rainha Grian e saiu, a princesa subiu em seu cavalo e partiu para o mais longe do reino, ninguém se despediu dela. Acreditavam que Leannan iria morrer na viagem e o que rei sucumbiria a doença. A neve caia forte para deixar tudo ainda mais depressivo naquele reino, Mab acordava de sobressalto, mas ali apenas estava Snowball.
— Você não vai acreditar. — Disse Mab assustada.
—O que houve minha princesa?
—Eu... pude escutar o pensamento das fadas... talvez eu não fale apenas com os animais e pixies, talvez eu possa falar por pensamento com elas.
—Acho que as fadas não gostam de seus pensamentos sendo perturbados, foi por isso que desmaiou? Muitas vozes?
—Foi de repente, não consegui controlar, Snowball... — Mab lembrou-se da sua irmã. — Leanna já partiu? — A fada confirmou. — Que as Deusas as protejam. Minha irmãzinha. Queria que ela levasse a Mon, assim me sentiria mais segura.
—Ela ficará bem, ela é mais forte do que você pensa. — Snowball fez Mab deitar-se. — Descanse minha futura rainha. — Deu-lhe um beijo na teste. — Você também é muito mais forte do que pensa.
Mab logo adormeceu estava sentindo-se exausta, o reino ficou muito silencioso, com o rei doente, a princesa mais velha desmaiada e com a caçula indo em uma aventura absurdamente perigosa atrás de pedir ajuda as Seelies. Snowball foi até as corujas, amarrou uma quarta e disse a uma coruja para ir até as Seelies entregar isso e o animal partiu. Na carta Snowball contou que a princesa estava buscando remédios para a doença de seu pai e precisavam dele urgente.
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