Notas iniciais
Idéias são bem vindas.

Eu acordei naquele dia e fiz o mesmo de sempre. Desci a rua principal e passei em uma das 20 franquias da Starbucks de Nova York. O inverno, apesar de acostumada, me irritava acresentado ao fato de que eu teria que sentar na velha cadeira mal cuidada com assento de couro que parecia reservada especialmente para mim em uma empresa onde haviam mais 300 cadeiras de assento revestido em couro novinhas.

– Sinto muito, Susan. Acontece que a renda para os investimentos na empresa estava curto e infelizmente não foi possível abranger todos os funcionários com estes benefícios.

O inferno também estava cheio, por isso não foi possível te mandar para lá. Infelizmente.

A verdade aqui, meus caros, é que minha vida é um caso de tédio sem fim. E claro que foi a vida que eu, e mais ninguém, havia escolhido. O que acontece é que, depois de um tempo vivendo a geração adolescente, época em que começa a cair a ficha sobre "porque aquele menino me olhava daquele jeito" entre outras coisa, percebe-se que a vida não é exatamente um "dom". A verdade vem a tona, assim como as consequências de crescer e se tornar adulto. Não estou dizendo que gostaria de voltar a adolescência, estou muito bem assim, mas sim que a vida não fosse tão... chata. Sempre sonhei com experiências novas e aqui estou eu, tendo que me matar de trabalhar para conseguir uma mísera viagem de férias para fora do país. E para vocês que estão lendo isso, não, eu não vim aqui para escrever a nova versão de "comer, rezar e amar". E a propósito, aquele filme é um saco. O caso é que, por mais que você cresça, vida vai continuar sendo vida e merda vai continuar sendo... bem, a vida.