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61 Capítulo 61 — Homenagem.


Notas iniciais
Beijos & Boa leitura! ♕

Capítulo 61 — Homenagem.

— Mãe, posso saber no que está pensando? — Christopher se aproximou de Dulce, na cozinha, após guiar os convidados para a sala de jantar.

— Em nada, filho, por quê?

— A senhora não me engana. — Afirmou. — Você ainda está apreensiva com a presença da Alba, é isso?

— Eu só estou com um pressentimento ruim. — Dulce terminou de passar as refeições para as vasilhas de porcelana e assim colocou as panelas na pia.

— Não precisa se preocupar, eles são ótimas pessoas, você vai ver. — Pegou uma das travessas.

— Cuidado, Christopher, não force o seu braço, os pontos podem abrir.

— Eu estou bem, mãe, não está tão pesado.

Eles serviram o almoço e assim sentaram-se.

As conversas começaram com assuntos aleatórios do dia a dia, com alternações para o antigo trabalho de Edgar, com perguntas curiosas de Alba sobre a profissão.

No fim, Christopher se arrependeu de se preocupar tanto, já que Alba e sua mãe conversavam normalmente, podendo assim, apreciar o almoço ao lado de Theo, que também parecia imensamente feliz, com uma expressão de alívio em seu rosto.

Após todos findarem suas refeições, Dulce levantou-se para recolher os pratos e Edgar a ajudou. Naquele instante, Theodore lembrou-se de que havia esquecido o cachecol de Chris no carro e pediu as chaves para a mãe para ir buscá-lo.

O professor se sentiu um pouco incomodado em ficar sozinho à mesa com Alba, então quando pensou em levantar-se, a promotora o chamou.

— Christopher, preciso te dizer algo.

— Ah, claro, diga.

— Olha, mesmo aprovando o seu relacionamento com o Theo, eu devo te dizer que não fiz isso por você, eu sou grata pelo o que fez, é claro, mas primeiramente, eu estava preocupada com o meu filho... — Alba respirou fundo.

— Ah, sim, eu entendo perfeitamente, Sra. Brandford. — Desmanchou o sorriso de seu rosto.

— Eu não queria magoar o meu filho mais do que eu já fiz, também não queria entregá-lo de bandeja à uma pessoa que eu mal conheço, então por isso quis conhecer um pouco mais sobre você e sua família, mesmo ainda não gostando totalmente dessa ideia...

— E o que você quer dizer com tudo isso?! — Dulce exclamou, colocando a sobremesa que trazia sobre a mesa.

— Mãe, por favor, não precisa disso... — Chris interrompeu-a.

— Não precisa? — Dulce riu, sentindo seu sangue subir. — O que essa mulher está fazendo é jogar na sua cara que não gosta de te ver com o filho dela, que tem nojo ou sei lá o que mais! Olha aqui, Alba, meu filho é uma ótima pessoa, você pode ter a certeza que enquanto o Theodore estiver com ele, ele estará seguro de qualquer coisa!

— Olha, eu não quis ofender... — A promotora tentou se explicar. — Não foi isso que eu quis dizer.

— Só escuta o que eu digo. — Dulce colocou uma mão na cintura e com a outra, apontou para o filho. — Se o Christopher foi capaz de arriscar a sua própria vida para ajudar alguém que queria colocá-lo na cadeia, imagine o que ele não faria para proteger quem ele ama.

— O que você fez, mãe? — Theo perguntou, após alguns segundos de silêncio no local.

Chris olhou para o garoto, não vendo quando ele tinha chegado.

— Não se preocupe. — Dulce olhou para Theodore, disfarçando. — Eu só adoro me vangloriar do que o Christopher fez...

— É que não pareceu isso. — Theo entregou o cachecol para o namorado. — Parecia que estavam brigando.

— Não foi nada. — Chris lançou um sorriso ao garoto.

— Quem quer sobremesa? — Dulce mudou o assunto, quando Edgar também se aproximou.

...♕...

— Devo ir também... — Alba levantou-se do sofá da sala de estar de Christopher, após Dulce e Edgar já terem ido.

— Mas já? — O professor questionou. — Podem ficar para o jantar se quiserem.

— Podemos deixar o jantar para outro dia, agradeço pela hospitalidade.

Theodore também se levantou, indo para a entrada da casa com sua mãe e Chris, que reparou a expressão abatida do namorado.

— Não quer ficar, Theo? — Christopher perguntou, já na porta.

O garoto iluminou-se, logo olhando para Alba, que ouviu a pergunta, era como se os olhos dele gritassem para que ela o deixasse ficar.

— Se você não for incomodar o Christopher... — A promotora deu um sorriso torto.

— Ele não me incomoda, nunca. — O professor deu um beijo na testa de Theodore, que abraçou-o.

Alba deu um passo para fora da casa, perguntando ao filho:

— Que horas você quer que eu venha te buscar?

— À meia noite... De amanhã. — O garoto riu.

— Engraçadinho. — A promotora ergueu uma das sobrancelhas.

— Bom, se você permitir, ele poderia dormir aqui. — Chris acrescentou, temendo o que ela diria.

— Posso mesmo? — Theo animou-se ainda mais, olhando para Chris e depois para a mãe.

— Mas você nem trouxe roupas, filho.

— Eu posso emprestar algumas, não tem problema. — Christopher sugeriu.

— Bom, então tudo bem... — Alba ficou encurralada, preferindo aceitar a ideia. — Não quer que eu traga algumas peças?

— Não precisa, mãe.

— Tá certo então... — Beijou Theodore na bochecha. — Até amanhã.

— Até! — O garoto acenou, enquanto ela caminhava ao carro.

— Juízo, hein! — Exclamou, de longe.

Quando Alba deu a partida, a observaram até o veículo virar a esquina, assim entrando na casa novamente e fechando a porta.

— Sozinhos...

— É, sozinhos. — Theo deixou um sorriso tímido escapar.

— Então, quer conhecer o resto da casa? — Christopher perguntou, envolvendo-o com os braços.

— Eu adoraria. — Deu-lhe um beijo rápido.

— Venha. — Segurou em sua mão direita, logo olhando para seus dedos, sorrindo. — Eu tinha reparado antes, mas não comentei, você está usando a aliança...

— Estou. — Retribuiu o sorriso. — Você também está.

— Fico feliz que finalmente podemos usá-la com liberdade. — Beijou a costa da mão do garoto. — Seus dedos estão um pouco machucados...

— É, daquele dia... Sidney estava tentando tirar a arma da minha mão e acabei me cortando com o canivete dele. — Theodore teve o sorriso desfeito. — Espero que não deixe cicatrizes.

— Ei, não faz essa carinha não, mostra os dentes pra mim. — Acariciou suas bochechas.

Theo não resistiu e abriu um sorriso, recebendo um beijo de Chris.

— Eu amo você, pirralho... — Christopher sussurrou, pressionando os lábios de Theodore com os seus.

— Eu também te amo. — O garoto se afastou devagar e abriu os olhos, vendo o professor lhe encarar adoravelmente.

— Vamos conhecer a casa então? — Chris desceu suas mãos para os ombros de Theo.

— Vamos. — Theodore agarrou a região carnuda atrás de Christopher, pegando-o de surpresa.

— Ei! Você agarrou a minha bunda! — Reclamou, vendo o garoto gargalhar.

— Ninguém mandou ter um bumbum gostoso. — Theo se desvencilhou dos braços do namorado e correu, fugindo de Chris.

— Volta aqui que eu te pego! — Christopher se apressou, sendo mais rápido que Theodore, o agarrando pelas costas. — Agora eu vou te prender e te torturar... Com cócegas.

— Não, socorro! — O garoto exclamou, fingindo desespero.

— Seu danado! — Subiu levemente pelo abdômen de Theo, deslizando seus dedos por baixo da camiseta dele, o causando arrepios ao invés de cócegas.

— Eu não vou tentar fugir. — Theodore mordeu o lábio.

— Então é melhor parar por aqui. — O professor afirmou, beijando sua nuca e o soltando. — A gente continua mais tarde.

— Tá bom. — O garoto virou-se, sorrindo. — Ah, eu ia perguntar antes, mas cadê a Dora?

— Ela tá no quintal, quer ver ela?

— Aham.

— Vem. — Segurou a mão de Theo e o guiou.

Se retiraram da sala de entrada e foram para o cômodo ao lado, uma saleta reservada, com somente sofás e uma pequena mesa de centro de madeira. A televisão, Christopher preferiu colocar em seu quarto e deixar aquele local somente para conversações; nessa sala, havia uma porta para o quintal, pela qual passaram e já puderam ver o cercado de Dora, em uma área coberta.

— Ela está deitada ali, deve estar dormindo. — Chris apontou, indicando o travesseiro felpudo.

— Ela cresceu bastante. — Admirou.

— Bom, pelo menos desse tamanho ela não vai passar. — Riu. — Ela está peluda, preciso levá-la para um banho e tosa, já estamos entrando no verão e ela vai passar calor.

— É verdade, os dias estão mais quentes, a gente deveria ir à praia qualquer hora, não acha?

— Eu adoraria.

Theodore olhou mais um pouco ao redor, não havia muitos atrativos no quintal além daquela área coberta, tinha poucas árvores e um gramado extenso, nada mais.

— Preciso decorar um pouco, mas o que achou? — Christopher indagou.

— Aqui tem um ótimo espaço, eu adorei!

— Eu gosto do tamanho dele também, mesmo não tendo nada de especial, acho que vou pedir algumas ideias para o meu pai, ele adora jardinagem...

— Talvez um colorido dê um toque a mais. — Sorriu. — Se precisar de ajuda, pode contar comigo.

— Agora vem, Theo, quero te mostrar o segundo andar.

Passaram novamente pela mesma sala e voltaram à entrada, onde uma escada com degraus de mármore os levava para o andar de cima.

— Bom, aqui tem essa sala estreita, como se fosse um corredor para os outros cômodos. — Chris mostrou, caminhando até a primeira porta. — Aqui tem um quarto extra, que pretendo fazer para os hóspedes, mas ainda só tem tranqueira dentro.

— Tem um bom tamanho. — O garoto olhou o local. — E aqui do lado, o que é?

— Um banheiro simples. — Abriu a porta.

— Gostei, é bem ajeitado.

— Eu fiz algumas melhorias aqui, a casa toda precisou de reformas, mas ainda bem que nada sério, nem caro demais. — Caminhou para fora do local. — Aqui tem um cômodo meio pequeno, então talvez eu deixe uma escrivaninha aqui, tipo um escritório.

— Vai ficar bom também. — Theodore elogiou. — E a vista é bonita, dá para colocar a mesa de frente a janela.

— Verdade, ficaria ótimo, além de ser um bom lugar para ler. — Caminhou até a última porta, que era um pouco mais larga que as outras. — E agora falta a suíte máster, ou melhor, o nosso quarto.

Theo deu um sorriso envergonhado, seguindo-o e assim adentrando o último cômodo. O garoto admirou ao redor, olhando os móveis claros e logo a porta de vidro, somente coberta por uma cortina fina, que deixava a claridade iluminar o quarto. A televisão estava em uma das paredes, em frente a um sofá de dois lugares, também de cor clara.

— Aqui é a sacada. — Christopher mostrou, abrindo as cortinas e deslizando a porta. — Coloquei uma mesa e duas cadeiras para nós, tomaremos o café da manhã aqui. Que tal?

— É tudo lindo... — Se aproximou.

— Parece mais bonito agora. — Envolveu Theodore com os braços. — Era tudo sem graça sem você, até o pôr do sol parece mais feliz, olha só.

Os dois se aproximaram do pequeno muro da sacada e assim o garoto sentiu-se abraçado pelas costas.

— É lindo mesmo... — Theo maravilhou-se com a vista.

— Dá vontade de pausar esse momento aqui, pra sempre. — Fungou o pescoço de Theodore, dando beijos leves.

— Também acho. — Grunhiu, arrepiando-se com os carinhos.

— Ei, Theo, tenho uma surpresa pra você.

— Qual? — Perguntou, curioso, virando-se.

— Vem, vou te mostrar.

O garoto foi levado para dentro do quarto novamente, onde parou de caminhar, sentando-se na cama de Chris.

— Essa cama parece maior que a outra...

— É sim, bem melhor, né?

— Também acho. — Deitou-se, esticando os braços. — Mas o que você ia me mostrar?

— É uma homenagem, na verdade. — Aproximou-se, engatinhando na cama, perto de Theodore.

— Homenagem? — Theo levantou a cabeça, apoiando os cotovelos no colchão.

— Espero que você goste. — Christopher segurou na borda de sua camiseta, erguendo-a e a retirando.

O garoto olhou curioso, sem entender o que ele estava fazendo até pousar seus olhos sobre a tatuagem, que estava ao lado direito do corpo do namorado. Admirou-a mais de perto, passando seus dedos pelo desenho de fênix que deslizava pelas costelas de Chris, que ergueu o braço para que ele a visse melhor.

— O que achou, Theo?

— Eu não acredito... — Falou, ainda abobalhado. — Isso é lindo...

— Gostou? — Abriu um sorriso.

— Eu adorei! E é idêntica ao medalhão! — Retirou a corrente debaixo da roupa. — Olha só!

— Eu queria mesmo que fosse.

O garoto o agarrou em um abraço apertado, pegando-o de surpresa.

— Eu to tão feliz... — Sussurrou, contra o pescoço de Christopher.

— Eu também, branquelo. — Envolveu as costas de Theodore. — É a melhor coisa do mundo ter você aqui...

Continuaram em silêncio por alguns minutos, sem se soltarem. As mãos de Theo deslizavam pelas costas nuas de Chris, sentindo o toque quente da pele do professor, com saudade daquele corpo que há muito não tocava.

Christopher trouxe o garoto para deitar, assim se aproximando do colchão e o trazendo consigo, aconchegando-o em seu peito. Theodore o abraçou, ainda sem nada dizer, sentia-se como se estivesse carente por aquele momento há séculos.

Theo podia ouvir os batimentos do namorado, que por mais que estivessem acelerados, o acalmavam incondicionalmente; assim fechava os olhos, sentindo Chris acariciar seus cabelos, o deixando ainda mais tranquilo, absorto naquele silêncio que tudo falava. Christopher não conseguia desfazer o sorriso em seu rosto, consumido pela felicidade.

— Eu não tirei os sapatos... — Theodore murmurou, abrindo os olhos.

— Não tem problema. — Sorriu, tocando as bochechas do garoto. — Você tá com sono?

Theo balançou a cabeça negativamente, abraçando-o ainda mais forte.

— Chris. — Chamou-o.

— Fala, amor.

— Será que a sua mãe gostou de mim?

— Que tipo de pergunta é essa? — Riu baixo.

— Eu não sei, ela parecia me analisar a todo instante durante o almoço.

— Ela provavelmente estava só vendo o seu jeito. — Afirmou. — E com certeza deve ter te aprovado, quem não babaria em um rostinho desses?

— Besta!

— Eu tô falando sério. — Christopher sorriu, olhando para ele. — Não precisa se preocupar com isso.

— É que ela e minha mãe pareciam ter brigado enquanto eu pegava o seu cachecol no carro.

— Não foi bem isso, Theo.

— Então o que foi? Eu sei que você e sua mãe disfarçaram, mas eu tenho certeza que minha mãe falou alguma coisa que magoou vocês ou que sua mãe não deve ter gostado de mim, sei lá, to pensando em todas as possibilidades...

— Minha mãe é um tanto esquentada, então por qualquer motivo se exalta, hoje não foi diferente.

— Mas estou curioso, me fala, o que houve?

— Bom, aconteceu que acabei ficando a sós com sua mãe na mesa quando você foi pegar o cachecol, minha mãe tinha ido buscar a sobremesa na geladeira e quando ela voltou, ouviu sua mãe dizendo algo como ainda não estar habituada em me ver com você... Mas adivinha, a Dona Dulce já levou para o lado pessoal, achando que a sua mãe estava me menosprezando ou qualquer coisa do tipo.

— E qual foi a intenção da minha mãe em te dizer isso?

— Eu não sei, amor, talvez isso seja só um apelo para que eu não fique muito “grudado” com você na frente dela.

— Ela está basicamente pedindo para não sermos um casal, é isso?

— Olha, Theo, eu não sei, também não quero questionar a sua mãe, imagino que seja realmente difícil para ela.

— E você ia ficar sem me dizer isso?

— Não quero que se revolte contra sua mãe novamente, principalmente por uma coisa tão pequena.

— Você é um santo. — Theodore riu. — Eu não sei como eu reagiria se estivesse no seu lugar nessa situação, não foi à toa que sua mãe estava falando aquilo quando eu cheguei, ela estava te defendendo e com razão.

— Vamos esquecer isso, amor, já passou.

— Eu não gostei do que a minha mãe fez, é sério.

— Tá tudo bem, Theo, o que é importa é te ter aqui comigo... — O professor beijou o topo de sua cabeça. — E que daqui em diante, ninguém vai te tirar de mim.

...♕...

Na manhã seguinte, Christopher abria os olhos vagarosamente, vendo Theodore na sacada.

— Já está acordado? — O professor perguntou, pegando o garoto de surpresa.

— Levantei cedo... — Theo entrou novamente no quarto, indo até a cama. — Dormiu bem?

— Demais. — Chris abriu um sorriso, recebendo um beijo rápido de Theodore. — Tenho que escovar os dentes...

— Vai rápido, tenho uma surpresa pra você.

— Surpresa? — Christopher se sentou na beirada da cama, nu.

— Aham. — O garoto mordeu o lábio. — E vê se coloca uma roupa, senão eu te ataco de novo.

— Que jeito péssimo de tentar me convencer. — O professor pegou a cueca que estava jogada e a vestiu.

Theo soltou uma risada, dando um tapa leve no traseiro de Chris quando ele se virou para ir ao banheiro.

— Gostoso! — Exclamou.

— Não me provoca, hein! — Respondeu Christopher, já pegando a escova de dentes e a pasta.

Theodore caminhou até lá e se apoiou no batente da porta do banheiro, que estava aberta. Observou por alguns minutos o namorado fazer a escovação e lavar o rosto, admirando-o em silêncio.

— O que foi, Theo? — Chris perguntou, após enxugar o rosto com uma toalha.

— Nada, é só que... Você é perfeito.

— Com essa cara amassada de sono? — Tentou contornar, envergonhado.

— Para com isso, você sabe que é lindo de qualquer jeito, só que fica todo vermelho quando eu elogio. — Theodore afirmou, chegando mais perto. — Agora vem cá, deixa eu te mostrar uma coisa...

Christopher foi levado pelo garoto até a sacada, sem saber o que esperar, então quando passaram pela porta de vidro, o professor ficou impressionado com a mesa que Theo havia preparado: com bacon e ovos fritos, torradas, além do suco de laranja.

— Você fez tudo isso?

— Eu queria fazer mais coisas, mas foi difícil sem saber onde tudo estava guardado, também não cozinho lá muito bem, vai que eu boto fogo na sua casa. — Riu, enquanto Chris ainda o olhava encantado. — Bom, é pouca coisa, mas...

— Pouco? — Interrompeu. — Isso é demais, Theo, eu adorei mesmo.

— Espero que o gosto esteja bom. — Riu baixo, disfarçando a vergonha.

— Eu vou dar o meu veredito, pode deixar! — Beijou-o. — Vem, vamos comer!

...♕...

Naquela mesma tarde de domingo, o garoto chegou em casa e leu as mensagens acumuladas da amiga, que estava preocupada com o seu sumiço, mas tinha tanto assunto para tratar com ela, que seria melhor ligar. E foi o que fez.

— Susannah! — Theodore gritou, quando a amiga atendeu a ligação.

— Mon amour!

— Se eu não te contar as novidades é bem provável que eu exploda! — O garoto riu.

— Meu Deus! Então tem babado sério, pode ir falando!

— Bom, vou tentar resumir... Depois daquilo que aconteceu com o Sid, você soube que minha mãe se desculpou comigo por sua causa, né?

— Nem achava que o peso na consciência que eu queria causar nela seria tão eficaz!

— Você não presta! — Brincou. — Eu fiquei morrendo de vergonha, Su. Você poderia ter me avisado que mandaria o e-mail para ela, né.

— Ah, tá, você não deixaria...

— Isso é verdade. — Concordou, rindo. — Mas continuando, agora vem a parte que você não vai acreditar, ela disse que sairíamos para jantar e depois fomos a um restaurante... E eu nem imaginava o que ela faria depois disso!

— O que, Theo? Estou curiosa, vamos!

— Ela tinha convidado o Christopher para jantar com a gente, só que eu não sabia disso.

— Oi?

— Continua escutando, durante o jantar ela disse que... Pasme... Permitiria o nosso namoro.

— O quê?! Você tá de sacanagem com a minha cara, né?!

— Não, Su, é sério! Se quiser ligar para a minha mãe, fica à vontade.

— Meu Deus, como assim?! Não pode ser!

— E não é só isso, ela retirou a queixa contra ele, o que foi o mais louco.

— Que bicho deu na tia Alba?

— Um parasita.

— Ela tá muito estranha mesmo...

— Desculpe por dar a informação assim, Susannah, mas a minha mãe tá realmente com um parasita... Ela tá grávida.

— Não brinca com essas coisas, Theo, não é engraçado.

— Eu sei que não é engraçado. — Afirmou. — Eu não estou brincando.

— É sério que ela tá grávida?! Jura?

— Eu não mentiria.

— É informação demais para a minha cabeça, Theo, estou até tonta...

— Mas pode acreditar, porque eu queria mesmo estar brincando, só que infelizmente, ela terá um bebê do Sidney.

— E o que vocês vão fazer agora?

— Eu lá sei? Tanta coisa mudou nessa semana que olha, não temos nem ideia do que vai acontecer...

— Nossa, agora sei o porquê de você não ter me respondido ontem, eu te mandei mensagens o dia todo.

— Ah, mas isso foi por outro motivo.

— Ué, qual?

— Ontem eu fui para a casa do Christopher, dormi lá e só voltei hoje.

— Já quero os detalhes! — Falou, cantarolando.

— Bom, quando minha mãe disse que permitiria o meu namoro com o Christopher, ela tinha duas condições: uma delas era conhecer os pais dele e a outra era que eu voltasse até meia-noite para casa.

— Sério, eu não consigo imaginar a sua mãe falando isso!

— Nem eu. — Soltou uma risada.

— E depois disso? O que aconteceu?

— O Chris marcou um almoço na casa dele para ela conhecer o Edgar e a Dulce...

— Continua, estou curiosa para saber como você acabou dormindo lá! — Exclamou.

— Teve o almoço normal e minha mãe conversou com os pais dele durante um bom tempo...

— Pula pra parte que você dorme lá! — Interrompeu-o.

— Você não presta mesmo, hein. — Brincou, rindo. — Mas então, depois que os pais dele foram embora, a gente já ia também... E foi aí que o Christopher me convidou para dormir lá, pronto, Susannah!

— Hum... — Susannah enfatizou, com voz maliciosa.

— Minha mãe acabou deixando e imagine o resto a partir daí.

— Theodore! Seu pervertido! Me conta logo!

Notas finais
Gente! Logo logo vou começar a soltar informações sobre minha nova história no grupo do facebook, então quem ainda não tá nele, aqui o link: https://www.facebook.com/groups/155275931532759/