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57 Capítulo 57 — Rebelar.


Notas iniciais
Beijos & Boa leitura! ♕

Capítulo 57 — Rebelar.

— Qual é o resultado do teste de Apgar¹, doutora? — Avalon perguntava, enquanto uma enfermeira a ajudava a posicionar a recém-nascida para a amamentação.

— Sua filha nasceu completamente saudável, o resultado foi nove, seria dez se o choro dela fosse mais vigoroso, mas os batimentos, tônus musculares, reflexos, estão todos ótimos.

— Que maravilha. — A nova mamãe admirou-se, abaixando o olhar para a pequena em seu colo, apreciando a primeira alimentação.

— E você também foi ótima. — A obstetra retirou a máscara cirúrgica.

A médica ficou na sala por mais alguns minutos, ajudando na recuperação de Avalon, até quando ela pudesse voltar para o seu quarto particular.

...♕...

A obstetra se encaminhou até a sala de espera, caminhando em direção da família de Avalon. Eles todos se levantaram de onde estavam sentados e já esperaram para ouvir o que a médica tinha a dizer.

— Dia primeiro de junho, uma e vinte e quatro da manhã, Chloe nasceu, extremamente saudável, meus parabéns.

— Graças a Deus! — Dulce colocou a mão sobre o peito, aliviada. — E a Avalon, como está?

— Já está liberada para visitações, fiquem à vontade.

Não tardaram para irem até o quarto onde ela se encontrava. Quando abriram a porta, puderam ver Christopher tirando fotos de Avalon segurando a filha; Chloe já estava trocada, vestida com uma das roupas que haviam trazido, um macacão felpudo de cor lilás.

— Oh, meu amor... — Greg se aproximou da maca, beijando a esposa e aproximando o seu rosto ao da recém-nascida. — Que princesinha... Oi filhota.

Dulce se emocionou ao se aproximar de sua neta.

— Ela é linda, não é? — Christopher falou, derretendo-se mais uma vez ao olhar para a sobrinha.

— Para quem vocês acham que ela puxou? — Edgar indagou, curioso.

— Ela se parece comigo. — Gregory enalteceu-se.

— Acho cedo demais para dizer. — Chris rebateu.

— Você nos deixou com o coração na mão. — Dulce confessou. — Fiquei preocupada quando me ligou tão desesperado.

— É claro que eu estava, a hora tinha chegado e eu não soube o que fazer. — O filho se explicou.

— Mas ele me ajudou muito. — Avalon sorriu. — Ficou comigo o tempo todo durante o parto.

— E você teve estômago forte para isso? — Greg ergueu uma das sobrancelhas.

— Perfeitamente.

— Eu quero segurá-la. — Dulce aproximou-se ainda mais.

— Aqui, pode pegá-la. — Avalon entregou-a. — Só toma cuidado...

— Filha, eu posso ser velha, mas não esqueci como segurar um bebê. — Riu, aconchegando a neta em seus braços.

...♕...

Theodore acordou com uma ligação de Christopher, o garoto pegou o celular que vibrava em seu peito e o atendeu, com preguiça.

— Alô?

— Oi amor! — Chris animou-se, ouvindo-o grunhir em seguida. — Que voz manhosa é essa?

— Eu acabei de acordar... — Bocejou.

— Queria estar aí para te mimar, adoro te ver acordando.

— Tô te esperando. — Brincou, se enrolando em meio aos lençóis. — Como você tá?

— Tô ótimo, feliz até demais, a Chloe nasceu!

— Sério?! E cadê as fotos?

— Já te mandei, veja quando der, ela é a coisa mais fofa que eu já vi!

— Tenho certeza que sim, mas deve ser difícil superar você quando bebê. — Theodore soltou uma risada.

— Bobo!

— Eu não estou brincando, você era um bebê muito bonito.

— Não esqueça gordo.

— Engraçadinho...

— Mas então, Theo, eu ia te perguntar ontem e com tudo o que aconteceu acabou não dando tempo, mas o que virou da discussão com sua mãe e o Sidney?

— Bom, sobre isso, acabou que ela o perdoou, ele disse que estava estressado com o trabalho, que não queria ter falado daquele jeito comigo e até fingiu pedir desculpas pra mim, vê se pode.

— Eu não acredito, isso é sério mesmo?

— É, mas eu não aguentei ficar olhando esse absurdo, saí de perto deles na mesma hora. — Bufou. — Por favor, me tira logo daqui, eu não aguento mais...

— Eu quero isso mais do que tudo, só peço para que você espere só mais um pouco, essa audiência com a sua mãe está chegando, depois disso a gente vê no que vai dar e o que fazer. Qualquer coisa, se tudo der errado, vamos para a Rússia e mudamos os nossos nomes para Avicknash e Cheslav.

— Eu posso ser o Avicknash? — Theodore perguntou, gargalhando.

— Pode. — Se juntou à risada.

— Ah... — O garoto suspirou, rolando na cama. — Eu sinto tanto a sua falta.

— Nem me fala, você me acostumou mal, ninguém mandou me dar tanta atenção, me apeguei demais. — Fingiu reclamar.

— Pode deixar que vou te recompensar todos esses dias, com juros.

— Olha, já gostei de saber. — Chris mordeu o lábio. — O que faria comigo se eu estivesse aí?

— Assim como você sempre dizia, é impróprio para esse horário do dia.

— Ah, não faz isso comigo, Theo...

— Quer mesmo saber? Depois não posso me responsabilizar por isso, hein.

— Quero sim, me diz.

— Eu te convidaria para tomar chá quente e jogar xadrez. — Theodore falou, não conseguindo segurar o riso em seguida.

— Se a cada rodada quem perdesse fosse tirar a roupa, eu toparia.

— Gostei da ideia, a gente até poderia fazer isso agora, sem a parte do xadrez.

— Mas aí só restaria tirar a roupa.

— Exatamente. — O garoto puxou o elástico da calça do pijama para baixo. — Já estou começando...

— O que você tá fazendo?

— Me livrei do pijama, como dormi somente de calça, sobrou só uma peça.

— Ah, é?

— Uhum. — Murmurou. — Sua vez.

...♕...

— E aí professor mais gostoso da Califórnia? — Emmet escandalizou, adentrando a casa de Christopher. — Como você tá?

— Tô bem. — Chris abriu um sorriso, cumprimentando Michael em seguida.

— Dessa vez eu realmente acredito, sua expressão tá iluminada!

— Você tá certo, Emm, acabei de sair de uma ligação de duas horas com o Theodore, além de ter passado a madrugada no hospital, por ter acompanhado o parto da minha sobrinha...

— Ela nasceu?! — Os dois amigos perguntaram, em uníssono.

— Sim, fui o primeiro a segurá-la, inclusive. — Se vangloriou. — O Greg não estava presente e não daria tempo de ele chegar, então acompanhei o nascimento.

— Haja coragem. — Michael elogiou.

— Ah, mas acho que acompanhar um parto não deve ser mais difícil do que fazer uma tatuagem, Sr. Christopher. — Emmet soltou uma risada. — Como está a tattoo?

— A pele não está mais irritada, querem ver?

— Claro, mostra!

— Como vocês só viram uma semana atrás quando acabei de sair do estúdio, vão perceber uma enorme diferença agora. — Mostrou o local tatuado para os amigos. — Já sem plástico, e o melhor, sem inchaço.

— Ficou bacana! Eu adorei! — Emmet afirmou. — Antes estava bem vermelho, deve ter doído demais, não é?

— Doeu sim, não minto, mas não me arrependo, eu faria quantas vezes forem necessárias, o que vai importar é a reação do Theo quando ver essa homenagem a ele... O mais difícil é guardar o segredo até lá.

...♕...

Gioconda terminava de tirar o pó da sala de estar quando Theodore se aproximou, sentando-se no sofá com um sorriso no rosto.

— Acordou de bom humor? — A governanta o observou.

— É, eu to bem feliz até.

— Que bom, gosto de te ver contente mesmo com tudo isso acontecendo. — Terminou a limpeza. — E aí? Tá com fome?

— Um pouco, mas não quero comer agora.

— Tá certo, quando quiser é só me falar.

— Ah, Gio... Posso te perguntar uma coisa?

— Claro, Theo, pode falar.

— Você já sabe de tudo sobre o Sid, não sabe? Você é a única que pode me ajudar a provar que ele está enganando a minha mãe, eu sei que você pode arriscar essa dívida que você disse que tinha com ele, mas se déssemos sorte, poderíamos colocar ele atrás das grades, juntos.

— Eu realmente queria te ajudar com isso, Theo, mas você sabe que com o Sidney temos que ter o dobro de cuidado, não é tão simples.

— Eu sei, eu sei! — Suspirou. — Mas é que tudo o que eu estou vivendo agora não é simples, eu tenho que ir atrás de justiça antes que seja tarde demais! Não posso mais ser covarde, eu já apanhei muito desse cara e não estou nem aí se por acaso acontecer de novo! Eu estou num ponto que se ele me matasse, seria ótimo porque assim eu poderia provar para a minha mãe o cara que ele é! Mas eu tô afim de viver para ver a vida desse cara se tornar um inferno, assim como eu prometi pra minha mãe e pra mim mesmo que faria.

— Você tá certo. — Concordou. — Me desculpa por negar essa ajuda a você, eu vou tentar fazer o que estiver ao meu alcance, tudo bem?

— Qualquer ajuda já será ótima, Gio. — Deitou-se no sofá. — Eu só tenho medo do que ele possa fazer com a minha mãe.

— Ele não vai fazer nada, já cansei de te dizer isso.

— Eu sei que ele não iria se expor tanto fazendo algo que a prejudicasse, mas depois do que ele me disse naquele dia, que tiraria o trabalho dela, que seria até mesmo capaz de apagá-la... Eu prefiro não arriscar.

— Se ele fosse fazer, já teria feito, não acha?

...♕...

Alba estava no trabalho, organizando a sua mesa antes de ir para a casa, quando caminhou até o organizador de dossiês e procurou pelo caso do ex-prefeito que estava trabalhando há meses. Não o encontrando, caminhou até a mesa de Maggie e a chamou:

— Ah, deixa eu te perguntar uma coisa, Meg, você viu os meus relatórios?

— Não, por quê?

— Eu me lembro de tê-los guardado, mas não estão aqui.

— É sério? Tem certeza que não deixou em algum outro lugar?

— Tenho sim.

— Já olhou na sua bolsa?

— Já, não estão lá.

— Poxa, será que alguém pegou?

— Era isso que eu queria saber.

— Alguém pode ter pego sem querer e aí ter guardado em outro lugar.

— O problema é que quase todo mundo já foi embora... — Suspirou.

— E eu já estou indo, se não tivesse marcado compromisso te ajudava a procurar.

— Não se preocupe, amanhã eu vejo isso.

— Então amanhã procuro com você. — Maggie arrumou sua bolsa e a colocou no ombro. — Tchau, até amanhã.

— Até!

A promotora foi para a casa, ficando pensativa durante todo o caminho sobre o que devia ter acontecido com seus relatórios. Lembrava-se perfeitamente de onde tinha os guardado e achava um absurdo terem sumido tão de repente.

Ao chegar, estacionou na garagem e assim que passou pela porta de entrada, se deparou com Sidney, segurando um envelope em mãos.

— Chegou esta tarde para você. — O marido entregou a carta.

— O que é? — Leu o remetente. — Tribunal de justiça? Do que será que se trata?

— Abra.

— É uma... Intimação? — Alba se assustou. — Mas como assim?

— O que está escrito?

— Esse ex-prefeito que eu tanto te falo, ele está me processando, por perseguição política...

— Ora, mas que coisa. — Deu um riso sarcástico.

— O que foi? Por que está com essa cara? Não é nada engraçado, Sidney, isso é sério!

— É claro que é engraçado, meu amor. — Tocou o rosto da esposa. — Ele é o meu cliente.

— Hã? Do que você tá falando?

— Você é mesmo cega. — Largou o queixo da promotora. — Todo esse tempo, você me ajudou e muito, o que foi essencial, já que ele está botando toda a confiança em mim e é claro, o dinheiro também...

— Não faça gracinhas, Sidney.

— Você acha mesmo que eu estou brincando? — Franziu o cenho. — Eu só não estou mais encenando, querida.

Alba se afastou, largando a sua bolsa no sofá.

— Você tá me assustando, para com isso.

Theodore após sair de seu quarto, caminhava pelo corredor até escutar a conversa de ambos, que roubou sua atenção, assim o garoto escondeu-se, continuando a ouvir.

— Eu não queria estragar a surpresa, achei que esperar por sua reação seria mais interessante.

— Você não pode estar falando sério... — Alba tentou rir, mas logo seu sorriso se desfez, se deparando com a expressão sorumbática de Sidney.

— Estou sim. — Reafirmou, se aproximando dela.

— Espera, os meus relatórios... Então foi você!

— Sim, foi, precisava de provas e eles me serviram como uma luva, depois disso, a intimação já foi liberada, até mais rápido do que imaginei.

— Por que está fazendo isso?!

— Desde o início eu já planejava isso, querida, mas não pense que foi fácil, não, engoli muito sapo, principalmente dormir com você! E o mais engraçado é que o babaca do seu filho tentou te avisar, espertalhona... Ele, mesmo com as ameaças, não ficou de boca calada, mas ao menos tive uma compensação... Me aliviar do estresse fazendo esse seu filho viadinho de merda como saco de pancada foi uma ótima terapia.

— Para! Para com isso! — A promotora empurrou-o.

— Por que você se sente tão incomodada com a verdade?

— Como você pode me falar esse tipo de coisa?! — Indignou-se.

— Ah, é mesmo, me esqueci de que você acreditou em cada desculpa que usei, até mesmo na mais absurda, que foi a gangue dos ladrões. — Riu escandalosamente. — Enfeitei o rosto do boiola e ainda saí de herói...

— Sidney você... Você é louco?! Você... Eu não acredito! Você não pode estar falando sério!

— Não, espera, não estou mesmo, eu menti quando disse que a gangue foi a minha pior desculpa, quando a pior mesmo foi eu dizer que amo você. — Abriu um sorriso vil, meneando a cabeça. — Tolinha...

Theodore pensava que seu coração pularia para fora de si, ele continuava apoiando o seu corpo contra a parede para não ser percebido, mesmo temendo de que sua respiração descompassada o denunciasse.

Espionou mais uma vez, espreitando-se para ver a cena; notou que sua mãe parecia debilitada, como se Sidney tivesse sugado todas as suas forças.

— Bom, mas deixando de lado esse papo furado, eu posso te livrar dessa denúncia do meu cliente se você me ofertar algo maior do que ele me ofereceu. — O marido apresentou.

Alba tateava o sofá para sentar-se, se sentindo sem oxigênio.

— O que você quer de mim?! — Ela perguntou, entredentes, era perceptível o ódio em seu olhar.

— Oh, isso é simples. — Sidney soltou mais uma breve gargalhada. — Eu quero tudo de você, todas as propriedades que seu marido deixou. Cada centavo.

— Isso jamais!

— Tem certeza?

— Só por cima do meu cadáver! — Cuspiu sobre o homem.

— Não torne as coisas mais fáceis. — Limpou a saliva da mulher de seu casaco. — Você sabe que eu sou seu marido e casamos com comunhão de bens.

— Não se esqueça de que eu tenho o Theodore! Ele é meu herdeiro legítimo! Você não vai ficar com nada!

— Você é mesmo bem burrinha, hein? Se eu me livrar daquele viadinho, tudo virá para mim, sem contar que é a parte mais fácil, ele mal aguenta uma surra sem se quebrar todo...

— Cala essa boca! — Levantou-se, agarrando o homem pelo pescoço.

Theo sentiu as pernas ficarem bambas, nunca imaginou que Sidney revelaria tudo tão claramente para a sua mãe. Assustava-se ao imaginar o que viria a seguir, a única coisa que se passava em sua cabeça, era correr de volta para o seu quarto.

Percorreu o corredor novamente até a porta do porão, onde se trancou e assim desceu as escadas. Sentou-se na cama e procurou embaixo do travesseiro pelo celular que Christopher havia o emprestado, ligando para o namorado no mesmo momento.

A cada toque, percebia seus batimentos acelerando, sentindo o seu coração palpitar em seus ouvidos.

— Alô?

— C-Chris... — Chamou-o, quase sem voz. — Eu preciso da sua ajuda...

— O que foi, amor? Que voz é essa?

— O Sid ele... — Engoliu seco. — Ele contou tudo pra minha mãe, ela já sabe de tudo... Eles tão brigando feio, acho que... Não sei, eu acho que ele pode acabar machucando ela... E-Eu não sei o que fazer... Eu quero sair daqui, me ajuda.

— Calma, Theo, me explica direito.

— Não tem o que explicar! — Se desesperou. — O Sidney já falou o que ele pretende, já jogou na cara da minha mãe todas as coisas que me fez passar, eu tô ouvindo gritos dela daqui do porão, eu não sei o que fazer, me ajuda...

— Ele tá armado?

— Eu não sei, até o que eu vi, não.

— Menos mal. — Christopher tentou relaxá-lo, porém não conseguiu, sentindo sua pele se estremecer ao ouvir um estrondo do outro lado da ligação. — O que foi isso?

— Eu acho que acabamos de ter a resposta da sua pergunta. — Theodore sentia suas mãos ficarem frias como gelo. — Eu acho que... Ele... Ele deve ter atirado nela.

— Calma, amor, calma. — Aconselhou. — Eu tô indo, arruma as suas coisas que eu vou te dar um toque quando tiver chegado, mas por enquanto não sai do seu quarto e liga pra polícia, tá bom?

— Tá... — Respondeu, trêmulo.

— Eu vou chegar logo pra te tirar daí, mas não esquece de ligar, o número da emergência é nove, um, um.

— E-Eu sei, eu vou ligar. — O garoto sentia o queixo tremer. — Eu acho que consigo sair sem me virem, eles estão na sala, se eu passar pela cozinha, tem uma porta para o quintal, aí eu posso sair pelo portão da cerca.

— Só se preocupa com isso quando eu chegar, não sai do seu quarto.

— Christopher... Ela tá gritando. — Theodore sentiu os músculos retesarem. — Eu tenho que ir ajudar...

— Não, Theo, liga pra polícia, me ouviu? Você não pode fazer nada contra uma pessoa armada.

— Tá, tá bom... — Sentiu os olhos lacrimejarem. — Vem logo.

— Eu já tô no carro, eu vou voando.

— Tá, tô esperando. — Enxugou a primeira lágrima, sentindo o coração pesar.

Assim que desligaram a chamada, o garoto viu que suas mãos tremiam como nunca, digitou o número da emergência com dificuldade, levando o celular à orelha novamente.

Mesmo com sua voz saindo falha pelo desespero, passava as informações que a atendente pedia. Enquanto segurava o aparelho com uma das mãos, com a outra pegava uma mochila e a jogava sobre a cama, colocando nela poucas peças de roupa.

A telefonista da polícia pedia para que ele ficasse com ela na ligação, enquanto as providências eram tomadas, mas Theodore mal conseguia prestar atenção nas informações que a mulher passava, pois ouvia gritos não só de sua mãe, mas agora de Gioconda também.

Desligou a ligação e jogou o celular dentro do bolso, subindo as escadas com a mochila nas costas, saindo de seu quarto.

Theo caminhou até a sala de estar, onde certificou-se de que ninguém havia sido atingido pelo tiro senão o abajur, porém sua presença foi notada por Sidney, que agora apontava a arma em sua direção.

— Aonde você pensa que vai?

Notas finais
Teste de Apgar¹: Nele são avaliados cinco sinais vitais do recém-nascido, por meio de parâmetros objetivos, atribuindo-se a cada um uma nota que varia de zero a dois. Dessa forma, o índice total do bebê ao nascer pode variar de zero a dez, indicando desde as piores condições (zero) até as melhores possíveis (dez). Deixe um #CampanhaDoGostei para eu saber quem deu uma passadinha por aqui ;)