Fade Out Lines

39 Capítulo 39 — Vínculo.


Notas iniciais
Beijos & Boa leitura! ♕

Capítulo 39 — Vínculo.

— O que você tá fazendo?! — Susannah empurrou-a para o lado e se sentou.

— Vai falar que você não queria? — Elizabeth riu, debochada. — Se não quisesse, não teria retribuído o beijo dessa maneira...

— Assumo que achei isso estranhamente sexy. — Theodore revelou, soltando uma risada.

— Não foi nada engraçado. — A amiga fechou a cara, olhando emburrada para a prima do garoto.

— Tá bom, retiro o que eu disse. — Elizabeth retomou a garrafa em mãos, dando um gole na vodca.

...♕...

— Quem aquela garota pensa que é?! — Susannah esbravejou, assim que chegou na casa do amigo.

— Ei, fala baixo. — Theodore pediu. — Se minha mãe escutar, vai querer saber do que a gente tá falando...

— Quando não vou com a cara da pessoa, não é pra menos... — Bufou. — Meus instintos não me enganam! Desde a primeira vez que a vi, não gostei dela!

— Não me entenda mal, Su, mas como você se sentiu? Como foi a sensação?

— Eca, Theo!

— Só queria saber, calma!

— Estou cheia desse assunto, vamos fingir que nada disso aconteceu.

— Tá bom. — Deu os ombros. — Ah, Su! Eu nem te contei, né? Sobre o meu quarto novo...

— Hã? Vocês vão se mudar?

— Não! Eu vou passar as minhas coisas para o porão!

— Credo! Por quê?!

— Porque lá é enorme! Só precisa de uma faxina, mas nada demais...

— Sua mãe te obrigou ou você simplesmente quis isso?

— Eu que decidi, de início ela não gostou muito da ideia, mas depois de eu insistir, ela acabou deixando. — Explicou. — A propósito, você nunca foi no porão dessa casa, né?

— Não, só na sua casa de Roseville, você se lembra de quando a gente costumava brincar lá? Acreditávamos que lá a noite era cheio de espíritos! — Gargalhou. — É nisso que dá assistir filmes de terror naquela idade!

— Verdade, eu me lembro bem, lá tinha aspecto de casa mal-assombrada, enquanto aqui, o porão é todo reformado, inclusive, amanhã vou continuar a limpeza lá... Eu também precisava de umas ideias suas para a decoração, se quiser, vamos ao centro comprar algumas coisas.

— Eu quero sim, adoro ir nessas lojas de decoração!

— Ah, acredita que lá tem uma lareira?

— Eu sempre quis ter uma lareira no meu quarto!

— É como se fosse outra casa, Su, tem uma suíte, depois separado tem uma pequena área com balcões, numa espécie de mini cozinha e também tem um cômodo que encontrei uns equipamentos de academia!

— Eu vou fugir de casa e vir morar no seu porão! — A garota riu alto.

— Você é sempre bem-vinda, você sabe.

— Ah, bem que eu realmente queria... — Suspirou, deitando-se na cama de hóspedes.

— Seria bom, a escola não é a mesma sem você, Su. — Deitou ao lado da amiga.

— Roseville é incrivelmente chata sem você também. — Encostou no ombro de Theodore. — A nossa sorte é que ainda temos a faculdade.

— É verdade, mas pensar no futuro me assusta um pouco, principalmente com todo esse assunto do casamento da minha mãe...

— Fica tranquilo, Theo, vai dar tudo certo, acredite em mim. — Encorajou. — Sua mãe vai abrir os olhos e ver o babaca que o Sidney é, você e o Christopher continuarão juntos, se casarão e adotarão um monte de crianças lindas!

— Meu Deus, Susannah! — Não conseguiu segurar a risada. — Casar? Filhos? Só você para inventar essas coisas...

— Qual o problema?!

— Namorar com o Christopher é uma coisa, agora eu nem sei se ele é o tipo de cara que pensa em casamento, sei lá, isso é muito surreal para mim.

— Bobagem! Você mesmo me contou sobre milhares de demonstrações de afeto dele e vive falando do quanto ele é romântico! Acha que ele não quer se casar com você?!

— Por favor, Su, não viaja.

— Tá bom, estressadinho, não está mais aqui quem falou.

— Sabe, não que eu não goste disso, mas é que isso é um conto de fadas, entende? Na vida real as coisas não funcionam assim.

— Eu só estava querendo te animar...

— Eu sei, desculpa cortar o seu barato.

— Não, tá tudo bem. — Sorriu, fechando os olhos.

— Vai dormir?

— Não, só vou descansar os olhos um pouco...

— Vou deixar você descansar... — Deu um beijo na testa da amiga, se levantando. — Boa noite, Su.

...♕...

No dia seguinte, era sexta-feira e Theodore não iria à escola.

Ele e Susannah levantaram tarde da cama, mas mesmo assim, decidiram tomar café da manhã no lugar do almoço. Alba havia levantado cedo e saído para o trabalho juntamente a Sidney.

Enquanto perambulavam pela cozinha, colocando sobre o balcão o que se serviriam, Theodore retirou o celular do bolso, ao ouvir o barulho de uma notificação.

— Ei, adivinha quem acabou de mandar mensagem?

— O professor gostosão?

— Não, a Elizabeth, sua namorada.

— Namorada o cacete!

— Ela só quer saber como você está...

— Diz à ela que eu morri, por favor.

— Boba. — Riu alto. — Vou dizer que você ainda está um pouco bolada com o que ela fez.

— Não tente amenizar as coisas, eu tô puta, mesmo!

— Okay... — Digitou uma última mensagem, antes de guardar o celular no bolso.

— Eu to com uma dor de cabeça terrível, você tem algum analgésico aí?

— Você mal bebeu e está de ressaca?

— Me dá logo a porra do remédio!

— Eita, está bem, espera só um pouco, tenho que ver onde minha mãe guardou...

O garoto, depois de muito vasculhar, acabou encontrando a cartela de analgésicos e entregou para a amiga, que expressava uma feição nada boa. Susannah engoliu a pílula com um pouco de água e fez uma careta.

— Eu ia perguntar se você quer sair hoje, Su, mas vejo que está fora de cogitação, né.

— Se essa dor horrorosa passar, podemos sair, caso contrário, você vai ter que aturar o demônio que eu viro quando estou com dor de cabeça...

— Eu aguento, pode deixar. — Deu uma piscadela. — Agora coma alguma coisa, isso pode ajudar.

Sentaram-se à mesa e conversaram poucos instantes, até serem interrompidos pela campainha. Theodore levantou-se e caminhou até a porta de entrada.

Ao destrancá-la, surpreendeu-se com a visita.

— Elizabeth?!

— Cadê a Susannah? Ela está aí?

— Tá lá na cozinha.

— Posso entrar?

— Olha, acho que não é uma boa hora...

— Eu preciso me desculpar com ela.

— Ela está de mau humor, tem certeza?

— Tenho sim, posso entrar?

O garoto deu passagem para a prima e assim fechou a porta atrás de si. Quando retornou à cozinha, encarou Susannah e sua expressão perplexa ao ver Elizabeth, paralisada, sem conseguir dizer nada por alguns segundos.

— Ela veio se desculpar. — Theodore tentou ajudar.

— É verdade? — Foi tudo o que a amiga conseguiu dizer naquele instante.

— Sim, é. — A prima se aproximou de onde a garota estava. — Eu fui uma completa idiota, mais do que já sou normalmente, só que embriagada o nível da minha estupidez só piora. Então, por favor, esqueça aquilo... E se for possível, me perdoe.

— Tá... — Susannah gaguejou, ainda um tanto surpresa.

— Fico feliz... — Elizabeth sorriu.

— Mas você não precisava ter vindo até aqui só para se desculpar. — Falou, firmemente.

— Eu realmente fiquei mal por isso, Su. — Puxou uma cadeira ao lado dela. — Sei que você ainda deve estar me odiando, mas eu só queria esquecer a completa babaca que eu fui...

— Tudo bem, nada disso aconteceu, já esqueci. — Susannah mentiu, nada daquilo seria fácil de se desvencilhar.

Alguns minutos depois, após todo aquele clima tenso passar, o garoto sentiu o celular vibrar e o retirou de seu bolso.

— Vocês me dão um minuto? Christopher está me ligando...

— À vontade.

— Vai lá, Theo.

— Oi, amor. — Atendeu.

— Oi Theo, o que está fazendo de bom?

— Estou em casa com a Lizzie e a Su, elas estão me dando umas ideias para o meu novo quarto no porão...

— Verdade, você chegou a comentar comigo sobre ele. E como anda o projeto?

— Já decidi aonde quero colocar a cama e alguns móveis, mas ainda preciso comprar algumas decorações e uns papeis de parede, lá é tudo branco, não tem muita graça...

— Eu bem que queria poder te ajudar com isso...

— Eu também gostaria muito que você estivesse aqui para me dar umas sugestões.

— Só sugestões?

— Uns abraços e beijos também. — Riu. — Estou com saudade.

— Eu também, estava louco para passar esse fim de semana com você, mas tudo bem, eu te divido com a Susannah. — Brincou.

— Semana que vem logo chega, e assim vamos nos ver tanto que você vai até enjoar de olhar para a minha cara, tenho certeza.

— Você sabe que isso é impossível.

— Ah, Chris, o que você está fazendo agora?

— Eu vou dar um pulo na casa dos meninos, me convidaram para assistir ao jogo lá, inclusive, acabei de me lembrar que precisava te perguntar uma coisa...

— Que coisa?

— Estará livre no sábado que vem, a noite?

— Não tenho nada marcado, por quê?

— Emmet e Michael nos chamaram para jantar lá.

— Sério? Que legal! Eu não conheço a casa deles ainda.

— Você vai poder ir?

— Vou sim!

— Então tá, eu não queria, mas agora eu tenho que ir, Theo. — Se despediu. — Se cuida!

— Você também, até depois!

— Eu te amo, pirralho. — Provocou.

— Também te amo, idiota. — Soltou uma risada.

Assim que ele desligou a chamada, as duas garotas o olharam de uma maneira que revelou claramente que elas haviam escutado toda a conversa.

— Ele te chamou para sair? — Elizabeth indagou.

— Você se lembra do Michael e do Emmet? Lá da praia?

— Sim.

— Christopher falou que eles me convidaram para jantar lá na casa deles, na semana que vem.

— Olha só! Que demais! Eles parecem ser super gente boa!

— São super simpáticos, o Emmet então, nem se fala, um palhaço em pessoa. — Theodore sorriu, guardando o celular. — O que foi, Su?

— Hã? — A amiga olhou em sua direção, parecendo desnorteada.

— Por que está com essa cara? — O garoto indagou novamente.

— Ah, não é nada não.

— Acho que ela ainda tá chateada com o que eu fiz. — Lizzie sentou-se na poltrona mais próxima.

— Não é nada disso, Elizabeth. — Susannah contestou.

— Não precisa ter vergonha de admitir, eu sei que sou um desastre quando bebo, principalmente quando estou perto de garotas bonitas...

Theodore olhou na direção da amiga, reparando que suas bochechas estavam levemente coradas.

...♕...

Uma semana depois.

— Droga, que roupa eu vou? — O garoto perguntou para si mesmo em voz alta, vasculhando as peças no cabide.

Theodore estava indeciso, não sabia se deveria comparecer ao jantar de Emmet e Michael de uma maneira mais formal ou casual, então na dúvida, decidiu enviar uma mensagem a Christopher, para o perguntar.

Ficou aliviado quando o namorado o disse que podia se vestir como sempre, pois era só uma reunião de amigos, logo revelando que Victor e seu namorado, David, compareceriam.

Theo deu um sorriso com isso, pois mesmo que Chris tenha dito que poderia se vestir normalmente, tentaria causar uma boa impressão ao Victor em um ambiente que não fosse a academia; algo dentro de si queria mostrar ao ex de Christopher que ele estava em boas mãos, se sentia competitivo, embora Victor já tivesse superado e estava comprometido com outra pessoa.

Escolheu roupas caras — daquelas que usava para impressionar Chris na época que estavam separados; o garoto vestiu-as e calçou um belo par de coturnos, logo após, caprichando na quantidade de perfume. Penteou seus cabelos com gel, para o alto, fazendo um topete e o bagunçando levemente em seguida.

Assim que ficou pronto, não demorou muito para que recebesse uma mensagem do namorado, avisando de que já havia chegado e que estava o esperando no carro, em frente à sua casa.

Theodore colocou sua carteira e celular nos bolsos da calça jeans, assim saindo de casa e trancando a porta de entrada. Sentou-se no banco ao lado do motorista, sendo recebido por um breve beijo de Christopher, que o olhava, sorrindo.

— Você está lindo, Theo, sério, muito mesmo.

— Obrigado. — O garoto sorriu, envergonhado, lhe dando mais um selinho. — Você também.

— Você passou aquele perfume que eu gosto... — O professor se aproximou mais uma vez, para cheirá-lo de perto, fungando em seu pescoço.

— Uhum. — Riu, com as cócegas que a respiração quente de Chris lhe causava. — Gostou?

— Adorei. — Mordeu levemente a região. — E isso é um problema.

— Por quê?

— Impróprio falar disso agora. — Gargalhou, se afastando de Theodore e dando a partida no carro. — Vamos, antes que eu te agarre aqui mesmo, na frente da sua casa.

Poucos quilômetros dali, quando pararam em frente ao primeiro semáforo, o professor perguntou:

— Verdade Theo, acabei de me lembrar, como a Susannah está após o primeiro beijo lésbico dela?

— Ela e a Elizabeth estão se falando normalmente agora, até fiquei sabendo que elas têm o número de celular uma da outra...

— Ela não te disse nada sobre ter gostado ou não?

— Ela parecia ter odiado de início, mas a Elizabeth realmente a pegou de surpresa, então não tiro a razão dela, mas depois dos últimos dias que a Su esteve comigo, pude reparar que ela ficou mais relaxada quando comentávamos disso, chegou até a me dizer que não foi tão ruim assim...

— Olha só! Será que isso quer dizer que ela está disposta a tentar novamente? — Soltou uma risada.

— Isso que eu queria saber, mas tenho medo de ela me bater caso eu pergunte! — Riu alto.

— Eu ainda acho que elas duas têm grandes chances de ficarem juntas em um futuro próximo.

— Será?

— Tenho quase certeza.

— Não sei, não, a personalidade delas é totalmente oposta.

— Às vezes os opostos se atraem. — Christopher observou. — Só que o nosso caso é diferente, graças aos nossos gostos extremamente parecidos que estamos juntos...

— Era o que eu ia dizer agora mesmo. — Sorriu.

Poucos minutos depois, estacionaram o carro e desceram, assim que chegaram.

O portão estava destrancado, da maneira que os amigos sempre deixavam quando sabiam que alguém chegaria. Assim que entraram, Theodore observou tudo ao redor, vendo o quanto a casa dos dois era adorável.

Chris o guiou até a entrada, onde já se podia ouvir conversas e risadas escandalosas. Foram recepcionados por Emmet e Michael, logo notando que Victor e David também haviam acabado de chegar.

— Cadê os barulhentos? — Christopher perguntou, se referindo à Gaya e Orion.

— Estão lá no quintal, tive que prendê-los, sempre ficam ouriçados com visitas e nunca nos obedecem. — Michael explicou. — Querem uma bebida?

— Eu estou dirigindo, você vai querer, Theo?

— Por enquanto, não, eu estou bem.

— Vem gente, vamos comer logo! — Emmet escandalizou. — A comida vai esfriar!

Sentaram-se todos à mesa.

Theodore prestou atenção nas conversas, até ouvir o seu nome ser citado, enquanto se serviam.

— Você tá bem gatinho hoje, hein, Theo. — Emmet elogiou, tomando um gole de vinho branco.

— Devo concordar. — Michael olhou-o. — Eu sempre quis uma jaqueta dessas, é de qual marca?

— Hugo Boss.

— Olha só, temos um socialite entre nós!

— Foi minha mãe que me deu. — O garoto riu.

— Aposto que todos da sua família são sócios no Iate Clube. — Emmet brincou.

Theodore olhou para baixo, sem nada dizer.

— Espera aí, eu chutei certo? Não acredito!

— Bom, não sei se todos são, mas boa parte sim. — Deu os ombros. — Não tem nada demais nisso.

— Eu sempre quis entrar lá!

— Podemos ir qualquer dia, posso levar até três convidados.

— Ai que tudo, não creio!

O garoto sorriu, enquanto Michael ria da afobação do namorado.

— É um ótimo lugar para relaxar, você gostará de lá, Emm. — Victor concordou.

— Você também é sócio? — Emmet perguntou.

— Sou, há alguns meses.

— Olha só! Temos pessoas da alta sociedade em torno dessa mesa!

— Bobagem, Emm. — O veterinário discordou.

— Mas e o David? Pensa que eu não vi as fotos dele nas praias do Caribe?

— Você já foi pra lá? — Theo se surpreendeu, indagando ao fotógrafo. — Eu sempre quis ir!

— Foi a minha primeira viagem de avião, quase tive um infarto. — David respondeu.

— Ah, eu não acho tão ruim assim, desde criança eu sempre adorei voar, mesmo com as turbulências... — O garoto afirmou.

— Você já saiu do país, Theo? — Michael inquiriu.

— Poucas vezes depois que o meu pai faleceu, mas quando ele era vivo viajávamos bastante.

— Acho que eu nunca te perguntei sobre isso também, agora fiquei curioso. — Christopher iniciou. — Quais lugares você já visitou?

— Bom, uma das minhas primeiras viagens foi à França e como já estávamos perto, passamos na Alemanha. — Revelou. — Um bom tempo depois, acho que cinco ou seis anos atrás, uma das minhas viagens preferidas foi à Tóquio, tenho alguns jogos portáteis que comprei lá até hoje... Também fui às copas do mundo na África do Sul e no Brasil... Deixa eu ver, já passei as férias de verão em Bariloche, na Argentina e acho que é só.

— Só? — O professor riu. — Eu sinto como se mal conhecesse você, agora...

— Olha só, que menino experiente! — Emmet admirou-se.

— Você nunca falou muito de futebol, não sabia que gostava tanto, nem que tinha ido às copas... — Christopher comentou.

— Não é que eu adore, mas como meu pai foi jogador, minha mãe sempre gostou de o acompanhar nos jogos, então quando ele se foi, continuamos com esse costume, minha mãe é apaixonada por esportes...

— Seu pai foi jogador na seleção?

— Sim, mas ele se aposentou cedo, com trinta e três anos, depois de um acidente em campo...

— O que houve?

— Uma queda acabou com o joelho dele, ele nunca mais se recuperou totalmente, então ele não pôde mais jogar.

— É uma pena, mas deve ter sido muito legal ter um pai famoso. — Michael admitiu.

— Me desculpa a intromissão, mas seu pai é o William Brandford? — David perguntou.

— Sim, ele mesmo.

— Eu não acredito! Eu conheço toda a história desse cara, inclusive, tenho um autógrafo dele de noventa e oito, um ano antes de ele se aposentar! Eu era um moleque!

— Foi o ano que eu nasci.

— Nossa, que coincidência maluca. — O fotógrafo se surpreendeu. — Eu me lembro que fiquei arrasado quando soube pelos noticiários do acidente de carro, foi uma perda e tanto.

As conversas continuaram o jantar todo e por mais algumas horas. Após se levantarem da mesa, foram todos para a sala de estar, onde sentaram-se nos sofás e deixaram mais papos tomarem conta do local.

Emmet buscou as sobremesas com ajuda de Michael e serviu-as.

Era um pouco mais de onze horas da noite quando Victor e David se despediram de todos, deixando o local. Christopher e Theodore aproveitaram a deixa e também se levantaram, partindo da casa dos amigos.

...♕...

— Então Theodore, tem algo mais que queira me dizer hoje? — Christopher perguntou, bem humorado, quando chegaram ao apartamento. — Algo novo sobre você que eu ainda não saiba? Como ter uma tatuagem tribal na bunda?

— Idiota! — Gargalhou. — Se eu tivesse uma tatuagem dessas, você já teria a visto faz tempo!

— Eu só estou enchendo o saco, você sabe. — Afirmou. — Mas eu fiquei feliz em saber mais coisas sobre você, sabia?

Já se podia ouvir Dora chegando, com seus barulhos inconfundíveis de pequenas patinhas, com unhas compridas arranhando o chão.

— Reparou que ela não está latindo tanto para mim ultimamente? — O garoto abaixou-se perto da cadela.

— É verdade, deve estar se acostumando e tendo que se conformar em ter que me dividir com você. — Brincou.

— Você gosta de mim, Dora? — Theo perguntou para a pequena cachorra, enquanto acariciava seus pelos, logo recebendo um latido em resposta.

— Ah, Theo, preciso te mostrar uma coisa...

— Hã? Que coisa? — Theodore se levantou.

— Um presente que o Emmet me deu de aniversário, para usarmos juntos.

— Que presente?

— Não posso falar, você tem que ver. — Puxou-o pelas mãos. — Tá lá no quarto...

— Por que tenho uma leve impressão de que já sei do que se trata? — O garoto riu, sendo levado pelo professor.

Notas finais
♕ A quantidade de comentários caiu bastante e isso me desanimou... Venho incentivar os sumidos a aparecerem mais, me deem uma forcinha se possível, leva poucos segundos pra deixar um review e me anima bastante! :) Agradeço aos que sempre comentam, um beijo grande pra vocês! ♥