Numa cinzenta segunda-feira de manhã, a família já se encontrava na mesa para tomar seu café da manhã, aliás, nem todos... Demetria nunca se sentava na mesa, isso sempre incomodou os outros, mas não à ponto de chamarem ela à mesa.

O clima é tenso e trevoso. O silêncio paira pela sala inteira. É possível se escutar o outro lado da cidade.

Bonniebell termina seu café e sai sem nem dizer "tchau", os gêmeos terminam logo depois e vão para suas escolas, não antes de se despedir de todo mundo...

Os dois irmãos vão na frente, sempre alegres. Já Bonniebell vai atrás parecendo um poço recheado de trevas. O brilho daquela criança doce já tinha se desmanchado.

— DEMETRIA A FRENÉTICA –

Demetria, a mãe das três crianças, era uma menina muito alegre em sua infância. Ia para qualquer lugar sem desgrudar de sua mãe.

Em uma manhã ensolarada...

A garota acompanhada de sua mãe, foram até a mercearia comprar mantimentos para a casa. Até que se escuta um som.

* CRAAAAAAAAASH *

Um ladrão quebra as janelas e entra. Aponta a arma ao caixa e diz:

— PASSE TODO O DINHEIRO PARA CÁ! Todos vocês agora, são meus reféns até eu receber o que eu quero!

A loja vira um pânico sem fim.

— Mamãe, o que está acontecendo? – Perguntou Demetria confusa e assustada.

— Só vá lá para o fundo da loja e fique agachada! Mamãe já está indo! – Diz a mãe de Demetria.

A garota vai até os fundos da loja e fica agachada e escuta tiros e mais tiros. Com medo ela vai até a porta e checa o que está acontecendo.

Sangue para todo lado.

Sua mãe estava no chão com sua perna sangrando.

— Ma-ma-mãe?

— Eu estou bem minha filha... Ele não me acertou em um ponto fatal... – Diz a mãe de Demetria.

Recheada de fúria, Demetria tomou coragem e tentou tirar a arma da mão do ladrão. Ela conseguiu, mas o ladrão a deu um soco e ela foi jogada contra a parede.

O ladrão foi se aproximando.

— Vamos lá garotinha, não brinque com coisa séria, me dê isso agora! – Diz o ladrão.

— Se afaste! Seu monstro! – Diz Demetria extremamente assustada.

O ladrão foi se aproximando, se agachou e estendeu a mão e disse:

— Me dá logo a PORCARIA DESSA ARMA! – Gritou o ladrão.

Assustada ela aperta o gatilho direto no peito do ladrão. Ela estava imóvel, suas mãos estavam ensanguentadas.

Demetria estava totalmente tensa e queria falar com sua mãe.

— Mãããããe! – Gritou Demetria chorando horrores.

O ladrão, como estava morto, caiu no chão.

— Não, NÃO PODE SER... MÃÃÃÃÃE!

A bala atravessou o peito do ladrão e atingiu a cabeça da mãe de Demetria.

A criança foi andando em direção em sua mãe e a abraçou.

— Mãe... você está viva né? Não minta para mim! Por favor... – Disse Demetria chorando.

— Por favor...

...

O dia amanhece com um clima nada agradável. Demetria passou a noite inteira acordada pensando em suas ações, e o que seria dela quando saísse de seu quarto.

O pai de Demetria a chama.

— Filha, não se preocupe, não irei fazer nada de mal a você! Só quero conversar. – Diz o pai.

— Por favor, me deixe s-s-ozinha.

O pai de Demetria vai embora.

— Ela não vai sair de seu quarto... Me perdoem por fazer vocês esperarem pra nada.

— Não há mais o que fazer, porém a internar seria a melhor opção. Vamos ver o que nisso vai dar.

Demetria escuta toda a conversa e fica apavorada. Ela começou a planejar sua fuga.

Na calada da noite, com sua mochila organizada com coisas para a própria sobrevivência, ela foge até a floresta.

No mesmo dia...

— Ei, você que estava como refém dentro da mercearia você poderia descrever o que aquela criança fez? – Perguntou o Policial.

— Aquela garota começou a imitar um ladrão, pegou a arma do caixa e pediu o dinheiro dele! – Respondeu a vítima.

— Hm. Prossiga. – Disse o Policial.

— Ela ficou agachada por alguns segundos no fundo e depois mordeu o próprio dedo e começou a atirar para todos os lados!

— Meu deus. Continue!

— Aí, ela atirou na própria mãe e começou a chorar no colo da mesma e depois pulou pela janela e saiu correndo!

— Temos que internar essa criança, o que será que ela pode fazer a solta?

CONTINUA.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.