Faça sua Vingança
4 Capítulo Três
Notas iniciais
Estou muito feliz escrevendo pra vocês, demorei um pouco para terminar esse capítulo porque eu tinha várias idéias e só podia escolher uma, tomara que eu tenha escolhido a certa rsrs, espero que gostem, boa leitura :D
Abri a porta e Kyle estava em pé, ao lado de uma GSX — R1000, não, não era brincadeira. Tranquei a porta e coloquei a chave atrás do vaso caso minha mãe chegasse antes, vi que ao me aproximar Kyle ficou surpreso ao me ver.
— Olá, você está linda. – meu rosto pegou fogo e balancei a cabeça insinuando um obrigado (como se ele fosse entender). Kyle pegou um dos capacetes e estendeu pra mim, hesitei em pegar.— O que foi? Tem medo? – Perguntou com um sorriso na cara.— Eu? Ãh, não , claro que não. – Peguei o capacete e coloquei sobre a cabeça, quando terminei ele já estava sobre a moto esperando eu subir. Apoiei meu pé e subi, meu estômago gelou na hora, não sei por causa do medo ou de estar tão próxima de Kyle, acho que os dois. Ele deu partida e dei um gritinho horroroso de susto.— Então você não tem medo né? – Nem esperou eu responder e saiu a toda velocidade fazendo minha cabeça girar. Nao percebi quando chegamos, só quando ele tocou na minha mão em sinal de que já podia soltá- lo. Meus braços estavam com marcas de botões de sua camisa e estavam dormentes, nem sei como não o matei sufocado, demorei um pouco para começar a andar mas estávamos em frente ao Shopping.— Você é boa de mira? – Perguntou olhando para os carros que passavam.— Dá última vez que disse alguma coisa para não parecer ridícula não deu muito certo. – Disse a ele me lembrando sobre eu "não ter medo de motos". – Então não, não sou boa em mira e em acertar coisas.— Então vamos ver o quanto você é ruim. – Falou rindo, não fiquei ofendida, pelo contrário, ri junto, aliás era a verdade. Ele me levou ao boliche, nem acreditei, eu nunca tinha jogado.— Gosta de boliche? – Perguntou — Ainda não sei se gosto. – Ele franzio a testa mas logo em seguida arregalou os olhos, como seu eu tivesse lhe xingado.— O quê? Você nunca jogou? – Balancei a cabeça negando. – Então vamos logo, você perdeu por muito tempo uma das melhores coisas pra se fazer na vida. Alugamos dois pares de sapatos e fomos para a nossa pista, ele falava comigo como se eu tivesse problemas mentais.— Você coloca os dedos assim. – E fez olhando pra mim e percebeu minha expressão de "é óbvio". – Tá OK, isso acho que todo mundo já sabe, foi mal. – Falou rindo. – Primeiro você precisa encontrar uma bola com o peso ideal e do tamanho certo para seus dedos. – Comecei a procurar uma bola e achei uma vermelha perfeita pra mim. – Depois você coloca um pé atrás do outro como se fosse se preparar para correr, o corpo centralizado nos pinos, os joelhos um pouco flexionados e as costas inclinada. Agora você segura a bola com o braço oposto da pena que está na frente. O segredo não é força e sim jeito. – Quase me perdi na primeira instrução que Kyle me deu, mas fui acompanhando como me disse. Ele endireitou minhas costas e joguei a bola, foi direto para o lado esquerdo, nem se quer rolou por toda a pista. Ouvi uma gargalhada atrás de mim.— Calma, foi a primeira vez, você vai conseguir. –Falou com uma careta tentando não rir.— Eu realmente espero que isso seja verdade. Ficamos por uma hora e meia jogando, consegui fazer 2 Strikes, Kyle fez 8, com certeza ele já fazia isso há muito tempo. Fomos comer na praça de alimentação, Kyle é muito gentil é uma ótima pessoa de conversar, não há tempo ruim pra ele. Na volta pra casa não senti tanto medo quanto antes, mas mesmo com todo esse cavalheirismo, havia algo dentro de mim que dizia pra ficar longe e não confiar nele, empurrei esse sentimento pra lá e me deixei levar pelo momento, o vento sacudindo meus cabelos e meus braços ao redor de Kyle, não podia pedir coisa melhor. Paramos em frente ao meu portão, o céu estava alaranjado com o pôr do sol.— Obrigado pelo passeio, foi incrível.— Eu que agradeço, você é uma garota muito especial Milla. – Se aproximou e me beijou, fechei os olhos e aproveitei o máximo possível da sensação. Quando se afastou seu olhar estava malicioso e em chamas, isso me fez dar alguns passos para trás, mas logo em seguida se aproximou com inocência novamente.— Te vejo amanhã no colégio. – Disse a ele e corri para minha casa, não sabia o que fez mudar repentinamente de expressão, fechei a porta e me encostei nela, algo não estava bom, um aperto em meu coração estava me deixando com náuseas, aquele sentimento havia voltado, e dessa vez muito mais intenso.
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