Faça seu Desejo
1 Capítulo 2
Notas iniciais
Subi as escadas com a Rita me acompanhando. Quando cheguei no quarto a Mari e a Paula estavam conversando. Eu acho que elas não nos viram pois continuaram a conversar.
- A Lu briga comigo por qualquer coisa.
- Sabe Paula, ás vezes eu penso que a Malu não é minha melhor amiga.
Cheguei perto da porta mais quando escutei aquilo recuei e puxei a Rita junto comigo.
- Porque?
- Ora, ela não da atenção para min! Ela só ficava com aquele namorado besta dela. E ela agora sabe que ele era besta. Ela ainda não sabe do rompimento do Leo comigo e eu não consegui falar eles são tipo “melhores amigos” eu acho que ela também está interessada nele. Ouvi alguns boatos.
- Você prefere acreditar-nos outros no que em min? – entrei no quarto – é isso que você diz que é amizade?
- Não Malu não é isso, você entendeu errado.
- Não Mari eu entendi muito bem! Vê se cresce!
- Não Malu, ela só estava me contando uma coisa.
- A cala a boca Paula! Você deveria estar ajudando ela! – eu falei gritando.
- Entende Paula, ela é muito grossa não da para aguentar.
- Se você não aguentava fala aqui na minha cara! Não precisava ficar inventando bobagem! É bem teu tipo, sua... Sua sínica! – eu já estava aos prantos.
- Calma Malu a Mari só estava desabafando.
- Desabafando nada! Ela estava inventando coisa minha. Pois saiba eu nunca “namoraria” o Leo. Nunca! Ele é meu melhor amigo. Ele me ajuda! Ele nunca inventou coisa minha. Eu não faria isso com a minha amiga. – falei em tom meio triste.
- Malu, eu estava desconfiada sim! O jeito que o Leo falava contigo e o jeito que ele olhava! Eu estava morrendo de ódio só de pensar que você ficaria com ele.
- O é meu amigo! Eu achei que você confiava em min.
A Mari começou a chorar também e saiu correndo pela porta a Paula a seguiu. Eu me ajoelhei no chão botei as mãos sobre o rosto e chorei. Eu chorei tanto que não conseguia nem respirar.
- Oh minha linda – a Rita disse botando o braço sobre o meu ombro – não chora, a Mari só estava triste por ter terminado com o Leo.
Leo
Oi você não me conhece, eu sou Rita prima da Malu, ela e a Mari brigaram queria que você viesse aqui para ajuda-la, ela não para de chorar eu não conheço a Mari e nenhuma de suas amigas bem. Você é o melhor amigo dela pode vir ajudar? Traz tudo que a faça bem, incluindo lealdade e companheirismo.
Obrigado Rita
Meia hora depois de eu contar para a Rita sobre o Miguel e que eu estava chorando por isso e tudo que aconteceu diante dos olhos dela, o Leo chegou com um brigadeiro de panela, pão de queijo, bombom e tudo mais o que eu gostava. Quando me viu aos prantos largou as coisas na cama e me abraçou.
- O que aconteceu Malu?
- Eu... Briguei com a Mari... Ela disse que estava achando que eu estava com você. Mais eu te defendi, eu disse que nunca.
- A gente nem tá mais junto, eu posso ficar com quem eu quero. Menos com você, somos apenas amigos ou melhores amigos.
- Como você sabia que eu estava precisando de você?
- A sua prima me mandou uma mensagem. Malu se você quiser eu falo com a Mari sobre isso e digo que foi só um mal entendido.
- Não, ela preferiu escutar a opinião de qualquer pessoa que aparecia na frente do que acreditar em min. Ela merece ver o que fez de errado.
- Concordo. Bem vamos comer minha mãe fez com maior carinho, e ainda está quente.
Nós três continuamos conversando. Entre comidas e risadas a noite chegou. O Leo foi embora e a Rita foi para o hotel. Eu também vi completamente o clima que estava rolando entre os dois, mas preferi não comentar.
Eu estava com vontade de ligar para a Mari. Mais não liguei. Peguei o controle remoto do som e liguei. Estava tocando P9 – my favorite girl umas das musicas mais animadas que eu tinha.
- Filha – minha mãe entra no meu quarto, com um pedaço do bolo na mão.
- Oi?
- Desculpa ter discutido com você no seu aniversário – ela disse sentando na cama – você me conhece sabe não tenho muita paciência.
- Mãe, queria que você me ajudasse a abrir os presentes.
- Você ainda não abriu?
- Não. – dei risada
- Sua prima disse que o primeiro deveria ser o dela
Quando sentamos no chão abri o da minha prima. Era o filme “As Vantagens de ser invisível”. Eu nunca assisti mais já havia comentado com ela. A minha vó não pode vir mais mandou através da minha dinda era uma blusa maravilhosa de “Eu amo NY”. A Mari me deu o filme “O segredo do vale da lua” a Marina me deu o livro “O herói perdido” a Juju o “O Filho de Netuno” a Paula me deu o “A Marca de Atena” e a minha mãe me deu “A casa de Hades”
- Completei a coleção de os heróis do olimpo – gritei.
- Falei para suas amigas e elas se combinaram.
Abri o resto dos presentes. Ganhei uns seis livros e mais ou menos 10 filmes.
- Filha acho melhor você ir dormir amanhã você coloca nas prateleiras e no close. Antes de dormir mandei uma mensagem para o Leo.
Leo
Obrigado por tudo que você falou aqui, obrigado pelas risadas e pelos conselhos. Adoro-te muito
Beijos Malu
Fiquei encarando a teve na parede até que o meu celular apitou interrompendo meus pensamentos.
Malu
Também te adoro. Minha irmã de outra mãe. Qualquer coisa estou aqui
Beijos Leo
Acabei dormindo com um sorriso estampando o meu rosto. Como eu sei? Porque sonhei com tudo de bom que acontece na minha vida.
- Filha – minha mãe entrou no meu quarto.
- Mãe não é muito cedo para você vir me acordar? Eu ainda too de férias. – eu disse com o travesseiro na cara.
- Não é isso, tem uma pessoa que disse que queria conversar com você. – pensei na Paula no Leo e na Rita, quando escutei uma voz de alguém entrando no meu quarto.
- Oi... – sentei na cama apressada queria ver quem era por mais que eu já soubesse. – licença dona Joana. – era a Mari.
Resmunguei um “oi” com vontade de mandar minha mãe tirar aquela mentirosa dali.
- Bem queridas vou deixar vocês sozinhas vou ao mercado junto com a Clarisse. – Clarisse era nossa empregada – tchau.
A Mari estava parada perto da porta. Ela estava toda sem jeito, vestia um vestido azul claro curto com uma sapatilha branca e o cabelo castanho caído no ombro. Encarava o chão como se tivesse passando um filme muito interessante.
- Vou me vestir – eu disse seca, levantei da minha cama e fui em direção ao banheiro, mais ela me segurou antes que eu entrasse.
- Você deve estar achando que eu estou aqui para falar, sobre que eu conversei com a Paula e decidi que você poderia ficar com quem queria. Mais não é isso, Malu escuta eu não queria ter falado aquilo mais eu amava muito o Leo que dizer ainda amo e sei que entre vocês só existe amizade.
- Mais você preferiu acreditar em outras pessoas em vez de min!
- Não é isso, é que elas estavam desconfiadas e aquilo acabou me incentivando um pouco.
- Você deveria acreditar em min! Mais nunca acredita.
- Eu vim te pedir desculpas. O Leo não veio no seu aniversário por minha culpa. E eu ainda transformei ele num desastre com aquele comentário besta. Desculpa?
Olhei para ela. Bem meu gênio era difícil.
- Claro – eu falei já chorando abracei ela.
- Licença – olhei rápido para a porta, era o Leo.
- Leo – eu gritei correndo na direção dele dando um abraço, ele tinha um presente na mão.
- Isso aqui é para você, quero assistir hoje de noite.
Abri e vi que era um filme.
- Instrumentos Mortais: A cidade dos ossos – gritei abraçando ele de novo.
Ele olhou para a Mari que estava mais envergonhada que antes.
- Tá a fim de dar um passeio?
- Posso levar a Mari?
- Claro – ele olhou para ela.
- Pode Mari?
- Claro – ela gritou feliz, mais logo tentou conter sua ansiedade para não assustar o Leo.
- Tá bem eu vou tomar banho e me vestir.
Entrei no chuveiro rápido. Quando voltei para o quarto eles dois não estavam mais lá. Seria bom eles voltarem, mais o Leo disse que não conseguia sentir nenhuma atração pela Mari mais que ainda gostava dela, só um pouquinho. Fui para o close e me tranquei lá dentro. Tinha tantas roupas, mais qual seria perfeita para aquele dia? Acabei escolhendo uma blusa branca de manga comprida e com um colete preto por cima e uma saia preto e claro meu sapato de salto alto preto, uma bolsa branca e o cabelo encaracolado caído no ombro.
Desci ás escadas e encontrei os dois conversando sentados no sofá.
- Leo eu não entendo. Eu sempre tentei fazer o possível para ver você feliz.
- Eu sei Mari eu também gosto muito de você mais, não aguentava tu duvidando sempre de min quando nós demos um tempo e eu acabei ficando com a Laura numa festa você ainda desconfia de min até hoje. Eu odeio ser forçado a aguentar ou eu terminava com você ou brigaria por motivos piores.
Eles me ouviram descendo ás escadas e olharam para min. Bem eu fingi que não havia escutado nada.
- Malu você está...
- Linda – a Mari completou.
- Gente é só uma
- Acho que meu pai não pegou o Douglas emprestado.
- Eu o vi parado aqui na frente do prédio.
- Vamos descer ligeiro antes que ele saia.
Peguemos o elevador, quando passei pela porta o vi lá. Aproximei-me do carro.
- Douglas – bati no vidro – você pode levar a gente para o shopping?
- Claro senhorita entrem seu pai me chamou mais só a tarde.
Entremos no carro e ele se conduziu para o centro.
Mãe
Vou almoçar com o Leo e a Mari volto de tarde. Beijos Malu.
- Garotas quero comprar um par de tênis novo. O que me dizem, vocês vem comigo?
- Sim – concordamos juntas.
Achei um máximo o Leo e a Mari estarem se falando como se fossem apenas amigos, porque antes eu sempre acabava com o meu aplicativo de vela.
- Que lojas vocês me recomendariam?
- Ué – eu disse – você nunca vem comprar seus próprios calçados?
- Há minha mãe vinha no meu lugar já que sabia meus gostos.
- Que bonito! Pois hoje você vai conversar com uma especialista em moda. Mari – chamei a atenção dela enquanto olhava uma vitrine – me diga, lojas que recomendaria?
A Mari olhou para nós dois meio sem graça. Mais logo falou:
- Converse?
O Leo aceitou de cara, ele sempre ia com um tênis diferente do outro mais sempre da converse. Eu já amava e todo dia eu ia com um deles para a escola.
Fomos para a loja.
- Olá, o que desejam? – uma moça simpática disse para nós.
- Eu gostaria de ver um tênis masculino!
- E vocês moças, vão querer outra coisa?
- Vamos ficar com ele para dar opinião mesmo – eu disse rindo.
Depois de muitos tênis experimentados o Leo acabou escolhendo um vermelho. Enquanto ele ia em direção ao caixa eu e a Mari ficamos vendo outros tênis até que eu percebi que a mulher que nos atendeu deixou um bilhetinho no bolso do Leo. Não comentei nada com a Mari mais ia falar logo que saíssemos daquela loja.
Quando nos dirigimos para a saída eu falei:
- Leo da uma olhada nos seus bolsos.
Ele botou a mão neles e tirou um numero de telefone.
- O que é isso? – ele perguntou sem saber.
- A “moça” que nos atendeu deixou o telefone dela pra você. Vai me dizer que não percebeu que ela estava te dando mole?
- Até que ela é gatinha.
Foi a gota d’agua a Mari saiu correndo em direção ao banheiro. Mais logo vi que estava chorando.
- Leo! – gritei parando ele.
- Há eu me odeio – ele saiu correndo em direção a onde a Mari tinha ido.
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