Faça-me amar novamente.
20 Surpresas
Notas iniciais
POV Stefan
Segunda feira. Lexi tem que resolver os negócios da revista e então viajou para Miame e voltará talvez amanhã quando estiver com pelo menos uma prévia de como a revista ficará para me mostrar. Acordo sozinho, o apartamento volta a ser o local silencioso de sempre e isso por um lado me conforta, por outro, faz com que eu seja capaz de escutar meus pensamentos e infelizmente, ou felizmente, eles me levam até Katherine.
Tá certo que eu tê-la chamado de vadia foi extremamente idiota da minha parte, mas é a verdade, a mais pura verdade. Nas nossas vidas passadas, as coisas eram mais fáceis, nós passávamos por algumas dificuldades para ficarmos juntos, mas ela nunca agiu dessa forma comigo e eu também nunca me imaginei tratando-a dessa forma e também nunca imaginei que teria que desligar minhas emoções para conseguir ficar perto dela.
Sede! Preciso de um pouco de sangue, e como de costume, vou até a parede falsa e abro a porta escondida, olhar para esse freezer e todo esse sangue faz com que eu lembre dos momentos mais obscuros da minha vida. Afasto essas lembranças, pego uma bolsa de sangue e volto para a cozinha.
Depois de beber o sangue, sinto-me revigorado e pronto para enfrentar a longa semana de trabalhos intermináveis e enfrentar Katherine, minha mais nova amiga. Pego minha pasta e quando vou pegar o celular ele vibra, avisando que chegou uma mensagem.
“Querido amigo da bunda perfeita, já consegui terminar de escolher as fotos e escrever o artigo, 5 páginas apenas sobre o CEO mais sexy do ano, Stefan Salvatore! Eu nunca escrevi algo com tanta empolgação e devo admitir que as vezes eu não sei muito sobre as pessoas sobre quem escrevo, sei o necessário para escrever um bom artigo. Agora sobre ti, sei tanta coisa que foi até difícil separar sobre o que eu iria escrever, mas eu escolhi e ficou perfeito! Volto amanhã a tarde e quero tu no aeroporto com uma plaquinha escrita meu nome. XOXO, Lexi”
Era disso que eu estava precisando para começar perfeitamente o meu dia, uma dose de “Lexi” podemos dizer assim. Pego minhas chaves e como dei um pequeno recesso de uma semana para John eu mesmo irei dirigir. Entro no carro, coloco os óculos escuros e vou animado para o trabalho ao som de Bom Jovi, ah o bom e velho Rock! Sinto-me mais leve, faz um tempo que não fico assim, por que? Não sei, mas gostaria de saber.
Chego na empresa e estaciono no subsolo como de costume e vou direto para o elevador que felizmente está vazio. Pela primeira vez eu chego sorrindo ao meu andar, Bonnie está concentrada em algumas papeladas, escutando música e eu aproveito para dar um leve susto nela.
– Posso saber qual música está escutando, senhorita Bennet? – Pergunto tirando os fones de ouvido dela.
– Senhor Salvatore! O senhor me assustou, eu ah, estou apenas olhando as ações da empresa e essas coisas que eu sempre tenho que olhar, né? Aliás, a boate está dando muito lucro, em um final de semana ela já lotou tanto no sábado quanto no domingo, acredita? – Fala ela contente.
– Ah, pois eu acredito, querida! Com a organização impecável tua e a senhorita Pierce, quem não iria gostar de frequentar a nossa boate? Tenho que te parabenizar mais uma vez pelo bom trabalho, pode ter certeza que depois disso, eu vou colocar tu para trabalhar junto com Katherine nas nossas inaugurações. Sempre soube que tu é uma boa profissional. – Falo elogiando-a, afinal, óbvio que ela merece. – Vou deixar tu terminar teu trabalho em paz, mas antes, o que temos para hoje?
– Ah, temos uma reunião às 9 horas e todos temos que comparecer, pois é com uma companhia de bebidas alcóolicas e uma ótima companhia, devo admitir! Agora vamos ver se tu vai aprovar, né! Ao meio dia temos o almoço de confraternização que o senhor pediu para eu marcar com a senhorita Pierce para comemorarmos o sucesso da boate e às 15 horas o senhor tem uma reunião com o Senhor Klaus Mikaelson, na verdade eu não sei quem ele é, mas pediu para que eu marcasse da mesma forma, pois o senhor sabe quem é e eu disse para ele que ligaria para ele assim que tu confirmasse. – Bonnie fala olhando pensativa para a agenda.
O que Klaus Mikaelson quer comigo? Ele foi um grande amigo meu e nos conhecemos em New Orleans, mas uma vez ele mentiu para mim e como eu não suporto mentiras, me distanciei dele assim que pude e à uns bons 10 anos não o vejo.
– Senhor Salvatore? – Chama Bonnie, tirando-me dos meus devaneios. – Devo confirmar a reunião com o Senhor Mikaelson?
– Confirme, por favor. – Por que não, né? Agora estou curioso sobre o que Klaus poderia querer comigo depois de tanto tempo se nos vermos.
Bonnie faz que sim com um maneio de cabeça, pego minha agenda com ela quando escuto o som do elevador indicando que alguém chegou no andar. E sim, é Katherine. Os cabelos estão um pouco menos cacheados que o normal e ela entra de cabeça baixa.
– Bom dia, senhorta Pierce. – Falo em um tom baixo.
– Bom dia, senhor Slavatore e bom dia, senhorita Bennet. – Fala ela toda segura de si como sempre.
Ela entra para a sala dela e eu sigo o exemplo entrando na minha. Ainda são 7:30 e eu tenho um pouco mais que uma hora antes da reunião das 9. Pego o telefone e disco o número da sala de Katherine e ela atende rápido.
– Senhorita Pierce, temos uma reunião hoje às 9 horas com uma companhia de bebidas alcóolicas, deve querer se tornar um de nossos sócios acredito. – Aviso para ela.
– Ok, Senhor Salvatore. – Fala com uma voz...sexy? Um pouco rouca e baixa, sim, definitivamente sexy.
POV Katherine.
Acho que esse negócio de amizade entre mim e Stefan não vai dar certo! Não me vejo em uma noite, conversando no telefone com ele sobre o meu próximo encontro e perguntando o que devo vestir, sim isso seria extremamente hilário, mas não seria certo. Eu gostaria de saber como foram as minhas vidas passadas ao lado dele, apenas para saber se mudei alguma coisa.
Ah chega de pensar nisso, chega de pensar nessa idiotice de vidas passadas e alma gêmea. Eu quero é ver como que vai ficar a revista com as fotos que tiramos ontem! Lexi mandou um email avisando que talvez vá trazer uma prévia de como irá ficar e eu estou ansiosa para ver como me sai na minha primeira experiência como modelo. Deixo as papeladas de lado e meu celular acende, avisando que tem mensagem.
“Princesa, como tu está? Bom, quero saber se tu quer sair para jantar comigo hoje, pode ser cedo até porque sei que tu trabalha amanhã.”
Matt é um amor de pessoa, o tipo de namorado que qualquer garota gostaria de ter, qualquer garota, exceto eu. Ele está mais para um amigo que tu pega quando quer, sabe? É impossível eu ficar com o Matt sem ser uma vadia com Stefan ou então ficar com Stefan e ser uma vadia com Matt, mas o que posso fazer se meu coração chama pelo do Stefan? O que fazer quando tudo ao meu redor diz para eu ficar com Stefan e tudo é Stefan, Stefan? Tudo que eu tenho feito com Matt foi para tentar esquecer Stefan, mas foi tudo em vão, porque na companhia de Matt, eu esqueço de tudo, mas é só ele ir embora que Stefan vem na minha mente e todo o esforço de esquece-lo vai por água abaixo.
Tenho uma tarde quase inteira para pensar em o que fazer com minha vida, sei que tenho sido muito bipolar, ao mesmo tempo que gosto de Matt, amo Stefan, mas o amor é algo que deve fazer bem, algo onde tu não tem dúvidas, tu se entrega sem medo, sem dúvidas. Tu entra, literalmente em uma prisão sem grades. É assim que eu vejo um relacionamento e por isso tenho tanto medo deles, mas Stefan faz parecer tão fácil que eu fico tentada a me jogar nesse abismo junto com ele. Hoje vou resolver isso tudo, é uma promessa feita para mim mesma.
– Katherine, temos que ir para a reunião. – Fala Bonnie e eu vejo que deixei a porta aberta.
– Ah claro, vamos. – Falo pegando meu casaco.
Saio da minha sala e Stefan está concentrado em algo no celular, ele sorri e digita algo e isso me deixa curiosa para saber com que ele está conversando. O sorriso dele é maravilhoso, os dentes brancos e bem alinhados, os olhos extremamente verdes, impossível não se apaixonar por ti, Stefan Salvatore.
POV Elena.
Escolas de freiras são um inferno! Irônico, não? Pois é, e para piorar a minha situação, Damon me ligou hoje cedo avisando que não iria vir para a escola hoje, pois tem muitas coisas para resolver e Caroline disse que só aparecerá depois do intervalo, porque não está afim de assistir aula de matemática, eu como estou afim de viajar no final do ano, pretendo passar direto e deixar papai orgulhoso. É estranho me ver assim e falar dessa forma, mas o que eu não faço por uma viagem para Las Vegas?
As duas primeiras aulas passam voando, graças a Deus! Vou até o meu armário e quando abro vejo um papel branco, pego e leio o que está escrito.
“Tu nunca se perguntou sobre o passado de Caroline e Damon? Nunca passou pela tua cabeça saber de onde vem tanta amizade, apesar de tantas diferenças entre eles? Como tu já chegou na escola e logo grudou neles tu com certeza não teve a oportunidade de conversar com outros alunos e ficar por dentro das histórias e boatos, mas eu te coloco a par de um. Damon e Caroline já namoraram, eles namoravam desde quando entraram aqui na escola no 9º ano e terminaram quase no final do ano passado, tu sabia disso? Coitadinha de ti, querida! Como sou muito legal vou te dizer uma coisa, vá até o lugar onde Caroline fica quando mata aula, tente sair antes do final da tua última aula antes do intervalo.”
Olho ao meu redor, mas tenho certeza que essa pessoa que colocou isso aqui, não quer se identificar, pois não assinou e escreveu com letras de forma, tortas e difíceis de entender. Algo me diz para fazer o que o bilhete diz, mas outra me diz para ignorar completamente. Deixo o bilhete no armário e vou para a próxima aula, o professor Drake odeia atrasos então corro até a sala e consigo chegar antes dele. Puta merda, é estranho entrar na sala sem Caroline ao meu lado, as pessoas me olham e eu reparo que nunca parei para olhar para eles e que não sei o nome de nenhum deles. Mas não me importa, vou até o final da sala e sento no lugar de costume.
O professor chega, devo admitir que ele é muito lindo, o corpo atlético, alto, cabelos castanhos e olhos azuis, extremamente azuis, foge do padrão de professores gordinhos e velhos que a escola tem. Tenho certeza que a escola não contrata mais professores como ele porque pensam que eles podem corromper as alunas mesmo que indiretamente, fazendo com que elas tenham sonhos eróticos com ele e se masturbem como garotinhas adolescentes e virgens. Mal sabe essas freiras que as gurias daqui fazem muito mais do que se tocar.
– Bom, vamos começar a aula. – Fala ele com a voz tranquila e com um sorriso nos lábios. – Mas antes, devo apresentar uma nova aluna, nova não, porque ela já foi nossa aluna um ano atrás, mas está de volta para alegria de muitos, acredito eu. Entre, querida.
Aquele suspense básico e pela primeira vez, com um professor em sala, a turma toda fica em silêncio, curiosos para ver a garota que foi e voltou.
– Galera, espero que vocês se lembrem dela e trate-a bem. Podem, por favor dar as boas vindas à Rebekah? – Fala ele.
Uma garota loira, estilo Caroline, entra na sala. O uniforme está impecável e nos padrões que as freiras gostam, um colar com uma pedra vermelha está pendurado no pescoço dela, a maquiagem leve e a grossa camada de gloss nos lábios grossos chamam a atenção para o rosto de Barbie dela, bem do tipo que eu não gosto! Eu conheço uma vadia de longe, e com certeza, ela é uma.
O silêncio é finalmente quebrado quando os alunos começam a cochichar, surpresos com a volta da tal loira e pelo que consigo escutar de alguns, vejo que ela não é muito querida por aqui.
– Rebekah, pode sentar-se ao lado de Elena Pierce. – Ele fala apontando para mim e a loira olha, analisa e vem na minha direção.
– Mas aqui é o lugar da Caroline. – Solto sem querer, mas logo me arrependo.
– Senhorita Pierce, Caroline não está aqui. Quando ela resolver aparecer para as aulas de história, nós resolvemos isso, por enquanto esse é o lugar de Rebekah Mikaelson.
Porra! O que esse cara tem de lindo, ele tem de arrogante. A loira desfila pelo corredor e chega até a mesa, não me cumprimenta e apenas senta, olhando para frente. Cara, eu joguei pedra na cruz para merecer uma Barbie dessa do meu lado! Mas tenho um problema maior do que ela para resolver agora, mas vou sair da aula quando faltar 10 minutos para acabar, se sair antes disso ele vai xaropar comigo.
O ponteiro do relógio se arrasta pelos números e eu fico estressada com isso, até que finalmente, 10 minutos para o término da aula.
– Professor, com licença, será que o senhor pode me liberar um pouco mais cedo? Não estou muito bem. – Faço a melhor cena de aluna doente.
– Claro, querida. Pode ir até a enfermaria sozinha ou quer que eu te leve até lá? – Pergunta.
– Não, é apenas uma dor de cabeça forte demais. – Falo.
Ele abre a porta para mim e indica que eu saia, enquanto eu pego meu material o professor vai até a mesa, assina a liberação e me entrega.
– Melhoras, Elena.
– Obrigada. – Falo sorrindo.
Coloco o papel com a liberação no bolso e corro até uma porta que fica meio escondida no final do corredor que da acesso ao uma escadaria e que também da acesso ao lugarzinho pequeno e escuro que de acordo com a Caroline, ninguém entra lá além dela e das pessoas que sabem sobre esse esconderijo, além dos outros esconderijos que ela disse que contará para mim ao longo da nossa convivência como prova da confiança dela em mim.
Quando vou descer as escadas escuto a voz de Caroline conversando com alguém e eu paro de descer para escutar o que ela está dizendo.
– Mas quando vamos contar para ela? Sério, ela tem se tornado uma puta amiga para mim e eu não quero perder a amizade dela por causa de uma história mal contada. – Fala ela.
– Vamos contar na hora certa, Car. Tu acha que eu estou confortável tendo que esconder isso dela? Ela tem sido a garota perfeita para mim e eu não quero perde-la, mas também não acho a hora certa para contar isso. – Essa voz não me é estranha.
– Sei que nós não temos mais nada e sei que tu está namorando a minha amiga, mas é estranho te ouvir falar assim dela e vê-los tão apaixonados. Não menti para ti quando disse que eu queria te ver sempre feliz não importa com que tu estivesse. – Ela está falando com o Damon? Sério mesmo?
– Não começa, Caroline! Eu estou com Elena agora.
Não suporto mais escutar isso, mas também não quero que esses mentirosos saibam que eu escutei isso e gostaria de saber até onde eles vão com esse puta teatrinho, mas o impulso foi sempre mais forte do que eu e não é hoje que isso vai mudar. Desço as escadas sem fazer barulho, mas rápido o suficiente para chegar e ver o que eu gostaria de não ter visto. Damon está abraçado com Caroline e ela sorri satisfeita.
– Sabe, se olhar bem, vocês dois formam um belo casal. – Falo alto para os dois e eles se assustam.
– Elena, nós iríamos te contar que nós já tivemos um lance, mas já passou! Juro para ti que já passou! – Tenta explicar Caroline.
– Sim, eu sei disso e também não quero saber sobre mais nada relacionado a vocês dois. Vocês dois me fizeram de idiota e isso comigo não tem perdão, valeu? – Falo de forma firme.
– Elena, nós apenas nãos sabíamos como contar pra ti! Será que tu pode entender isso? Eu sabia que tu iria ficar assim quando soubesse, eu só queria ter um momento apropriado para te contar isso, não assim. – Fala Damon.
– Vocês omitiram uma coisa importante! Eu não cheguei aqui tua namorada, Damon e porra, eu era tua amiga, Caroline e tu poderia muito bem ter contado para mim. Quer saber, vou embora, valeu? Não venham atrás de mim porque talvez há uma pequena chance de eu perdoar vocês, mas isso não será agora e só vão dificultar as coisas se forçarem a barra comigo.
Subo as escadas correndo e vejo que Caroline vem atrás de mim, mas Damon segura o braço dela. Meus olhos enchem d’água e droga, por que estou chorando? Chorar é para pessoas fracas e eu estou longe de ser uma pessoa fraca, sou apenas humana.


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