Notas iniciais
Yooo, Leitoras! Em um lapso de inspiração( e ao lembrar de uma história que eu ouvi a muito tempo) eu resolvi fazer essa onezinha, para comemorar a volta da minha conta
Sem mais, Enjoy

Era mais um dia enfadonho como muitos outros na base voadora da Crime Sorcerer, isso ocorria freqüentemente entre a destruição de uma guilda e outra.

Jellal acordou um tardio cochilo vespertino, cheio de energia e sem nenhuma missão á fazer. Então ele resolveu treinar um pouco com Jereffer. O intelectual mago de encarnação nunca perdia uma chance de tentar aprimorar sua forma de combate.

A porta para o quarto de Jereffer era robusta como algo que combinaria com uma estação espacial, mas o metal não um bom isolante de som, e então ele ouviu a atividade no interior do quarto antes de conseguir lembrar a senha que a abria.

- Ahh... Jer-nii, eu não tenho certeza, acho que vai doer — ele ouviu Meredy dizer em um tom receoso.

Ele ouviu não ouviu nada por alguns instantes, mas apostaria que o mago havia suspirado.Como revirar os olhos perdia o efeito em alguém usando tapa-olho, o mago adquirira essa hábito para expressar certas emoções.

- Pequena, eu prometo que não vai doer, você sabe que eu não te pediria isso se achasse que iria te machucar — ele ouviu Jereffer dizer em um tom de quem repetia algo já dito anteriormente.

- E-eu sei, mas eu tenho medo... — gaguejou Meredy em um tom incerto.

- Vamos fazer um trato? Eu começo devagar, se doer, você me avisa e pode até bater em mim para descontar — disse ele em um tom apaziguador.

Não demorou nem 30 segundos.

- Ai, tá doendo!

- Mas eu nem comecei ainda! — exclamou Jereffer indignadamente, antes de mudar de tom — Você está bem?

- Não, eu mudei de idéia, foi uma péssima idéia...

Do lado de fora, Jellal estava perplexo “O que diabos está acontecendo aqui?!”.

- Mudança de planos, vamos fazer o seguinte.... que tal eu demonstrar na Ultear e você vê que não é nada demais? — ele ouviu Jereffer dizer — Tudo bem por você Ul?

Jellal caiu para trás.

- Você já me convenceu a fazer isso... — disse Ultear em um tom de aborrecimento que ela sempre usava em qualquer dialogo com/sobre o mago.

- Sua proatividade inspira todos nós. Agora deitada. Pequena, eu vou colocar na boca dela, preste atenção e veja como isso não a mata — ele ouviu Jereffer dizer.

- Tudo bem, eu vou prestar atenção.

Depois de alguns minutos de ruídos misteriosos e grunhidos, Jereffer voltou a falar, exclamando em um tom satisfeito.

- Pronto! Viu, não foi nada de demais. Ul, eu recomendaria você não engolir isso...

- Eu engulo, depois de você fazer isso tantas vezes, eu já estou meio acostumada — disse a maga do tempo, a voz estranha de alguém com a boca cheia de liquido tentando falar.

- Agora eu posso tentar com você, Pequena? — pediu Jereffer.

- Bom, se até a Ul-sama... tudo bem, mas por favor, comece devagar — disse Meredy.

- Fique tranqüila, não é como se eu nunca tivesse feito isso antes — disse ele de forma divertida.

- Ok, eu estou preparada, pode começar... — em um timing imaginário, Jellal calculou que ele havia acabado de “começar” quando Meredy exclamou — SANTO DEUS É TÃO GRANDE!

- Sem frescuras Pequena, você nunca tinha visto uma não?Não é algo que eu possa mudar, e de qualquer forma, é uma verdade universal que só dói no começo.

- NEM PENSAR QUE EU VOU DEIXAR QUE VOCÊ ENFIE ESSA COISA EM MIM! — gritou Meredy mais que um pouco alterada.

- Eu já tinha começado, quem mandou você se mexer? Saiu do lugar — reclamou Jereffer.

- E como eu poderia não me mexer, isso com toda certeza dói mais que “uma espetadinha” — ia dizendo Meredy.

Jellal tentou espiar para confirmar o que estava acontecendo pelo espaço entre a porta e o batente, e sem querer, meteu a testa contra a maçaneta. O som pareceu ecoar absurdamente alto.

- Jellal? — chamou Jereffer, e antes que o mago de cabelo azul conseguisse dar um passo, a porta se abriu. Jereffer estava usando um jaleco e uma máscara descartável igual aquelas de médicos, além de luvas de silicone.

Jellal já estava para o interrogar sobre que tipo de fantasia sexual doente era aquela, mas o mago nem o deixou falar.

- Jelly-chan! Ótimo, eu precisava de mais uma cobaia — disse Jereffer o puxando para dentro, o braço mecânico o arrastando como se ele não pesasse nada, enquanto o mago esbugalhava os olhos.

Meredy esticou a cabeça para fora de uma daquelas cadeiras reclináveis.

- Nem adianta, o Jell vai gritar como uma garotinha e apenas me desencorajar mais — disse Meredy emburrada — Bom, eu já estava quase lá, mas você tinha que me espetar.

- Quem mandou você se mexer? — retrucou Jereffer. Jellal notou que todos estavam vestidos. Ultear estava sentada em uma cadeira.

- O que diabos está acontecendo, no final das contas? — perguntou ele confuso.

- Estamos tentando ajudar a Meredy a superar seu medo de dentistas — explicou Ultear — Apesar que nosso maníaco aqui não conseguiu cumprir essa tarefa.

- Se isso aconteceu, não foi por falta de conhecimento meu, você que é uma má-cobaia — disse Jereffer torcendo o nariz — Uma das que reclamam em excesso, por sinal.

- Eu reclamaria menos se você não deixasse minha boca cheia de flúor nas demonstrações e treinos — Jellal sentia uma discussão se formando. Aqueles dois eram parecidos demais para se dar bem — Essa coisa deixa a garganta seca!

- Então não engula igual á um camelo, espere o sugador fazer efeito!

Jellal acabava de entender o que estava acontecendo ali.

- Eu já decidi que prefiro um dente doendo — disse Meredy irritada, enquanto apanhava uma seringa da bancada de equipamentos — Veja o tamanho da seringa anestésica!

- Bom, você não quis que eu desativasse temporariamente sua capacidade mental, você não iria nem sentir!

Jellal suspirou. Ele teve uma idéia.

- Jeref, venha comigo um instante, eu preciso de sugerir algo — disse Jellal gesticulando para fora. O mago o seguiu.

- Sugestão? Nah, eu não creio tanto assim na sua capacidade mental — troçou o mago mais jovem — Agora , me diga o motivo pelo qual você está surpreso quanto um pingüim no deserto?

- Sabe, ouvindo pelo lado de fora, parecia... outra coisa, algo mais perturbador...

Aquilo fez Jereffer gargalhar.

- Algum tipo de Menage á trois? — ele riu mais um pouco — Não, isso é apenas nas noites de quinta-feira — disse ele, dando um tapinha no ombro de Jellal e voltando para dentro.

Jellal refletiu por alguns instantes.

- A sim... quinta-feiras... espera, O quê?

Notas finais
Essa piada é mais clichê que torta na cara, mas enfim... Comentários?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!