FRIENDS- Uma Batalha Pela Amizade
2 O começo da jornada!
Notas iniciais
–Escolham e vamos- Disse Camila.
Silvia olhou com orgulho para uma espada de aço temperado, a empunhadura era de bronze, revestida com couro, um lobo de prata a enfeitava, ela era tão fria quanto gelo, a feiticeira guardou a espada na bainha e olhou para as facas, pegou um exemplar de caça, um tanto curvo, mas letal, pegou para si, também, um cetro de conjuração, para que seus poderes se fortificassem, ele era de madeira, com penas de Águias mágicas o enfeitando, escolheu uma armadura mágica que aparecia em seu corpo durante as batalhas e sumia quando era inutilizada, pegou uma capa marrom escura e ajeitou-a sobre os ombros. Saiu de lá e pegou mochilas, guardou mantimentos e preparou sete cavalos (seis para montarem e outro para levarem os suprimentos) .
Bruna não lutava com arcos, era melhor com sua magica de cura e proteção, mas escolheu uma espada e um escudo mágico, levaria seu cetro mágico de sempre, pegou um grande manto branco e uma armadura mágica, que sumia quando não era utilizada, depois disso saiu para fora de lá, procurar sua amiga.
Camila olhava as facas com deleite, era muito boa as usando, escolheu um kit de aparência letal, pegou mais facas extras, uma espada e um e um escudo, uma capa roxa que pertencera á rápida Lohanne, uma importante e poderosa Ladina, parente dela, pegou uma armadura mágica que desaparecia quando não era necessária e, rapidamente, saiu de lá.
Lucca observava os arcos com um olhar crítico, perfeccionista e presunçoso, com um ar de gente que conhece o assunto, ele conhecia, era meio-elfo, era nato com o arco, pegou dois arcos, três aljavas, uma faca de caça, comprida e curvada, uma armadura mágica(mágica que desaparecia quando não era necessária) e uma capa verde, saiu de lá, com um suspiro triste, pensando no seu futuro.
Arthur observava os porretes e bastões de madeira, aço e ferro, pegou um de cada, uma espada, uma armadura mágica ( que desaparecia quando não era necessária) e uma pequenina capa escura, saiu de lá, equipado com o que escolhera.
Por fim, só restava Pedro, ele selecionou um machado, as lâminas eram grandes e pesadas, pegou uma espada, uma armadura e uma capa preta, umas facas, um cetro, um arco e uma aljava, tudo para que ele pudesse reformar e transformar em itens mágicos. Ele saiu de lá, encontrando os outros.
Silvia e Lucca cuidavam dos cavalos, escovando seu pelo e polindo seus cascos. Arthur ajeitava as coisas no sétimo animal, Camila e Bruna conferiam os suprimentos. Pedro ajeitou sua mochila e os cumprimentou.
–Agora é pra valer- Disse.
Os outros assentiram.
Eles montaram e rumaram para a floresta.
O silencio era tenso entre eles, mas eles fingiam não ligar, além disso, o mede era muito grande, eles tremiam sobre os cavalos. Em determinado momento ouviram passos. Silvia apeou, e os outros a imitaram.
–O que raios…-Começou Lucca.
Um grande animal saltou na frente dos cavalos, o calando.
Um tigre.
Silvia rosnou, saltando do cavalo e se transformando num lobo.
Lobo e Tigre se encararam, rosnando, Lucca preparou uma flecha, mas Camila lhe disse, silenciosamente: “espere um pouco”. Ele esperou e a loba saltou sobre o tigre, que desviou. Ele sibilou algo que eles não entenderam, mas aquilo havia enfurecido Silvia, que deu-lhe uma patada no focinho, o tigre ganiu, mas se levantou e riu, transformando-se num rapaz, Arthur sacou seu bastão de aço, Lucca mirou no peito do jovem, Camila pegou um exemplar afiado de faca, Bruna ergueu o cetro, mas Pedro os impediu, embora tenha sacado o machado.
–Esperem, essa luta é dela.
–Você tem razão.- Disse Bruna- Mas se ela precisar de reforços…
Silvia voltou á forma humana e sorriu desdenhosamente para o menino.
–Oi, estava com saudades?- Ele perguntou, calmamente, como se eles fossem velhos amigos.
– Vá se ferrar, Kane.- Ela rosnou em resposta.
– Você sabe muito bem que Kane é o meu irmão!- Ele disse, furioso.
–Oh, desculpe-me!- Silvia disse, com um sorrisinho “inocente” – É que seu irmão é que fez coisas de fato impressionantes, então, perdoe-me se eu não lembrar de você.
Ele grunhiu.
– Você não sabe com quem está brincando!
–Ah, sei sim- Silvia disse, tranquilamente- Com o irmão fracassado de KaneTiger.
– Como ousa? Sua feiticeirinha de quinta categoria…
–“Feiticeirinha de quinta categoria”? – Silvia riu- Hum…Acho que não- Ela agitou a mão e uma rajada de vento empurrou o garoto para longe- Só vou deixa-lo ir, Tiger, para quitar minha dívida, mas próxima vez que nos encontrarmos…
–Pelo menos você tem palavra, Wolf- Ele disse, com um sorriso aprovador.
–Claro que sim- Ela disse, com orgulho.
Ele se levantou, sacudiu a poeira e acenou para eles, saindo em seguida.
–POR QUE VOCÊ O DEIXOU IR?- Perguntou Lucca, aos berros.
– Porque eu lhe devia um favor- Silvia disse, sem maiores explicações.
–Vamos gente- Camila disse- Eles já sabem que estamos aqui.
–Por culpa da Silvia…- Lucca murmurou.
–NÃO FOI MINHA CULPA, TÁ LEGAL? Eu tive de fazer isso, era importante…- Ela murmurou, fungando.
–Parem os dois- Bruna disse, autoritária- Silvia, Camila, vocês conhecem bem a floresta, nos guiem.
Silvia choramingava um pouco atrás do grupo, visivelmente chateada.
–Eu cuido disso, por enquanto , quando nos embrenharmos lá para dentro Silvia cuida disso- Camila falou.
–Não precisa- Silvia disse- Eu estou bem…Eles devem estar no campo de batalha antigo, armaremos acampamento na clareira de Lola, e amanhã continuaremos a viajem.
Eles caminharam até a clareira dos lobos, onde Lola e seus animais o receberam. Silvia pareceu ligeiramente mais calma perto de seu território.
Pedro olhava admirado para a sacerdotisa que tentava montar uma barreira defensiva em volta da clareira, ela estava tendo sucesso, Lucca treinava a mira em uma arvore, Arthur estava sob uma arvore, com um capim pendendo de sua boca, Camila e um lobo brincavam de “pegar a faca”, um jogo um pouco perigoso, na opinião de Pedro.
Lucca retesou o arco, a corda não estava balanceada, depois de mirar na arvore a acertar um pouco acima da cabeça de um lobo que tirava um cochilo, e depois arreganhou os dentes pontiagudos para o menino, ele decidiu testar dentro da caverna, a clareira era ao lado da encosta do monte Anaklusmos, um lugar com várias cavernas subterrâneas, Silvia conhecia bem aquele lugar um pouco sombrio. Ele se encaminhou para as entranhas da montanha, e ouviu um soluço seco, estacou em frente a um estranho tipo de porta,( era uma tela de amianto que pendia do teto da caverna por dois ganchos, uma porta parecida com aquelas que os cães usam para entrar se sair de casa), ele parou e ouviu parte da conversa e do choro de quem quer que fosse.
–Calma, criança, você fez o que era certo.- Disse uma voz
– Não! Eu fui fraca…- Outra voz, a que chorava, falou.
– Você não foi fraca!- A primeira voz disse, docemente-Você foi sábia, você acha que conseguiria mata-lo na batalha enquanto lhe devesse um favor?
–Não, mas…
–Então? Está tudo certo- A primeira voz encerrou o assunto- Agora irei mandar o meio-elfo entrar, ele está nos escutando faz um tempinho, acho que você deve esclarecer algumas coisas para ele.
Lucca congelou, suando frio, reparou, com um sobressalto, que uma das pessoas, a que chorava, era Silvia, uma loba saiu daquela sala.
–Entre, jovem, ela irá lhe explicar, só tenha paciência- A loba lhe falou.
–Certo…-Lucca falou, e entrou na sala, viu Silvia, ajoelhada diante de uma lápide, com inscrições em uma linguagem antiga, ela chorava, ele se aproximou, e, estupidamente, perguntou:
– Você está bem?
–Eu pareço bem?- Silvia retrucou, grossa.
–Não, mas…Se quiser conversar, sabe…
–Desculpe-me pela grosseria, mas é uma longa história- Silvia suspirou, virando-se para ele.
–Temos tempo- Lucca disse, dando de ombros.
–Certo- Silvia disse, rendida- Foi logo depois da primeira guerra, ele e a família Tiger, (pronuncia-se Tíger) por serem nobres, receberam o “perdão” do governo. Nossas famílias nunca se deram bem, mas, certa vez, eu ouvi vozes e gritos na floresta, desde sempre meus ouvidos são aguçados, os dele também, pois é um feiticeiro da espécie Tigre, e, bem, eu fui ver o que era, acabamos nos encontrando na floresta, por mais que tivéssemos certa rivalidade, erámos curiosos, caminhamos, lado a lado, até as vozes, vimos um bando de elfos puros eles cantavam alguma coisa em uma língua antiga, nos escondemos atrás de uma moita, apavorados, um elfo se aproximou de nosso arbusto e nos tirou de lá, tínhamos acho que treze anos, arrastou-nos pelo pescoço, até o centro da roda de elfos, que nos olharam com sorrisos maus, do tipo “olha, crianças levadas! Vamos fazer um lanche?” O que havia me segurado disse : “–Uma menina, vamos sacrificá-la em tributo para a deusa Lúthien Numeness! Eu me desesperei, mas ele disse em silêncio para mim: “Fique calma, tenho um plano” Eu tentei me acalmar, e ele, bem, ele chutou o elfo que o segurava, causando um tumulto, contou até três em voz alta esse transformou num tigrinho, ele gritou para mim: “AGORA!” e eu, que nunca havia me transformado, me tornei uma lobinha, mas o elfo que me prendia já havia aprendido a lição e não me soltou, segurou-me, ainda na forma canina, e me levou até um altar de pedra, eu choraminguei, com medo, quando, de repente, o tigrinho pulou nas costas do elfo e arranhou seu rosto, ele gritou, o tigre se tornou Drake, novamente, e ele pegou uma faca e apunhalou o elfo, depois, enquanto eu estava na forma de filhote de lobo, ele me pegou e me arrastou com ele por uns quarenta metros na floresta, onde parou ofegante. Eu murmurei um obrigada, e ele disse; “Você me deve uma, Wolf.” E cada um foi para um lado.
–O nome dele é Drake?- Lucca perguntou.
–Sim.
– Agora eu entendo, ele salvou sua vida uma vez, e você retribuiu o favor?
–Exato, agora, Lucca, vamos com os outros.
–Certamente.
Eles foram, em silêncio, até a clareira, onde encontraram Lola, seus lobos e os outros quatro jovens, em torno de uma fogueira.
–Foi uma conversa instrutiva?- Perguntou a loba, Lola.
–Certamente, que foi, dona Loba.- Lucca disse.
Silvia deu um sorrisinho.
–Bom, gente, temos que planejar algo- Bruna disse.
–Você fala como se nós não soubéssemos disso- Camila murmurou.
Silvia riu.
–Ok- Bruna olhou carrancuda para a amiga, Silvia, Arthur, Pedro e Lucca seguraram o riso- Mas temos que pensar em alguma coisa, sabemos que eles tem um feiticeiro tigre, um paladino, uma meia-elfa, dois ladinos, um anão alquimista, uma maga e um sacerdote do templo de Elladan Luínw. Eles são oito, nós seis, temos que focar, especificamente, nos nosso inimigos com poderes semelhantes, Silvia, você lutará com Drake, e se conseguir, com o paladino ou com a maga, pois sei que a mágica, se aplicada com maestria, pode combater dois homens, eu cuidarei do sacerdote maléfico, Lucca, você e a meia-elfa lutarão, Camila, você fica com um dos ladinos, Pedro, você é com o alquimista e Arthur, você cuida do segundo ladino. Alguma pergunta?
–Ãh…Bruna, não sei se dou conta de três. A mágica é forte, mas contra um feiticeiro e uma maga? Os dois lançarão magia contra mim, e tem o paladino, enquanto ataco e defendo a magia, terei de me defender das estocadas da espada dele.
–Hum…-Bruna revirou os olhos, pensativa.
– Os anões alquimistas não são fortes, só com poções, acabar com ele é fácil- Camila disse- Pedro, após acabar com ele você pode ajuda-la. Bruna, os sacerdotes “homens” não são mais fracos, especialmente aqueles que trabalham para o mal? Então…
–Camila, eles podem ser mais fracos e com magia mais limitada, mas se ele tiver bom treinamento...
–O que interessa é: EU NÃO CONSIGO COM TRÊS!- Silvia berrou.
–NÓS NÃO SOMOS SURDOS,SABIA?- Lucca disse
–Desculpe-me, mas eu realmente não consigo.
–Certo, tentaremos manter um deles, ao menos, afastado de você-Arthur disse.
Silvia suspirou e assentiu.
–Vamos tirar uma soneca, pessoal-Pedro disse.
Os amigos entraram, deixando lobos cuidando das coisas perto da entrada, um feixe de luz prateada fez os lobos adormecerem, e eles nem notaram quando cinco criaturas se esgueiraram pela clareira.
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